O Preço do Pecado

5 O Gosto da Submissão



​Heitor soltou o pescoço dela com um empurrão, rindo da audácia daquelas palavras. A menção ao seu pai morto e o desejo de vê-lo em um caixão não o intimidaram; pelo contrário, inflamaram uma necessidade brutal de dominação que corria no sangue dos Laurentis.

​— Você quer me ver num caixão, Natasha? — ele sibilou, a voz descendo uma oitava, carregada de um sarcasmo cruel. — Pois antes de eu descer para o inferno, eu vou fazer deste quarto o seu próprio purgatório. Fica de joelhos. Agora.

​Maite tentou recuar, arrastando-se para trás nos lençóis, mas Heitor foi mais rápido. Ele agarrou-a pelo tornozelo com um puxão violento, trazendo-a de volta para o centro do colchão. Com a ignorância que lhe era peculiar, ele a forçou a ficar de quatro, empurrando as costas dela para baixo enquanto erguia o quadril da jovem, deixando-a na posição mais vulnerável e exposta possível.

​— Me solta, Heitor! Você já conseguiu o que queria! — ela gritou, a voz misturando a fúria com o pânico da brutalidade iminente.

​— Eu decido quando chega o bastante — ele rosnou, posicionando-se logo atrás dela.

​Heitor segurou os dois punhos de Maite e os prendeu nas costas dela com uma única mão, imobilizando-a. Com a outra mão, ele segurou os cabelos castanhos dela na base da nuca, puxando com força para trás, forçando-a a arquear o pescoço.

​— Olha para a parede, boneca. Sente o tamanho do seu erro — ele sussurrou perto do ouvido dela, o hálito quente e o cheiro de tabaco a invadindo antes de empurrar o quadril para a frente com força total, tomando-a por trás sem qualquer faísca de delicadeza.

​O impacto bruto fez Maite soltar um grito agudo que ecoou pelas paredes do quarto amplo. O preenchimento seco e violento rasgou qualquer resquício de resistência que ela tentava manter. Heitor começou um ritmo implacável, estocando fundo, cada golpe fazendo o corpo dela avançar contra o colchão e a cama de casal ranger sob o peso do confronto.

​— Isso... chora, grita o quanto quiser, ninguém vai entrar por aquela porta para te salvar — Heitor despejava as palavras vulgares enquanto mantinha o controle absoluto. — O seu pai te deu para mim, Natasha. Você é minha propriedade esta noite. Cada centímetro dessa sua bunda me pertence agora. Mexe o quadril, porra!

​Maite enterrou o rosto no travesseiro que estava ao seu alcance, abafando os soluços de dor e humilhação, mas o próprio corpo a traía. A fricção intensa, a testosterona exalada pelo mafioso e o ritmo possessivo começaram a transformar a dor em uma queimação febril de puro prazer carnal. Ela odiava a si mesma por reagir àquela brutalidade, mas seus músculos se contraíam ao redor dele a cada estocada profunda.

​— Você gosta, não gosta? — ele debochou, percebendo a reação fisiológica dela. Ele desferiu um tapa forte e estalado na nádega direita dela, deixando a marca vermelha de seus dedos impressa na pele clara. — Você finge que é santa, mas se aperta toda quando eu te trato como a cadela que você é. Olha para mim!

​Heitor puxou o cabelo dela ainda mais forte, forçando-a a virar o rosto de perfil. Os olhos de Maite estavam vermelhos, cheios de lágrimas de raiva, mas as pupilas estavam completamente dilatadas pela luxúria involuntária.

​— Eu... eu te odeio... — ela conseguiu balbuciar, arfando alto, os gemidos quebrando sua fala a cada estocada que a atingia no fundo.

​— Diz que me odeia enquanto engole tudo, vai — ele sibilou, aumentando a velocidade e a força, golpeando-a de maneira quase desumana, sem dar espaço para ela respirar. — Você vai lembrar do meu nome toda vez que um homem tentar encostar em você. Ninguém vai te foder como eu, Natasha. Ninguém.

​O clímax veio como uma avalanche. Heitor soltou os punhos dela, espalmando as duas mãos grandes nas costelas de Maite, cravando os dedos na pele dela enquanto desferia os últimos golpes rápidos e profundos. Maite arqueou as costas ao extremo, soltando um grito longo e agudo quando o orgasmo a atingiu com a força de um choque elétrico, paralisando seus músculos. Segundos depois, Heitor soltou um rosnado animal, cravando os dentes no ombro dela enquanto descarregava toda a sua intensidade dentro dela, pulsando forte até a última gota.

​Ele desabou por cima das costas dela por alguns segundos, o peito pesado colado ao dela, ambos ensopados de suor e ofegantes. Quando Heitor finalmente se retirou e se afastou, Maite desabou de lado no colchão, puxando as pernas contra o peito, trêmula, sentindo o corpo arder por inteiro.

​Heitor sentou-se na beira da cama, limpando o suor da testa com as costas da mão, um sorriso de satisfação ignorante e vitoriosa estampado no rosto. O relógio ainda marcava pouco mais de duas da manhã. A noite de Maite estava longe de terminar.