O Preço da Felicidade
1 Um Pouco de Mim
Notas iniciais
Resolvi fazer uma fic de Violettaaaa... Eeeeew palmas...
Bom, eu não sei se vai ficar boa, mas acho, repito, acho que é diferente das outras...
Mas espero que vocês, docinhos meus, gostem..
A fic vai ser: um capítulo narrado pela Vilu e outro pelo Leon, e vai seguir alternando assim...
Violetta
..
Eram quase 5 horas da manhã, estava quase na hora que de me levantar, mas como já estava acordada levantei. Troquei minha roupa — como se fizesse grande diferença — e subi para a cozinha, comi algumas coisinhas que Olga guardava para mim e comecei a arrumar as coisas, como as louças que Ludmilla sujava de madrugada, e lavar os banheiros para que possam usa-los já limpos.
Minha rotina era a mesma todos os dias: acordar, limpar, limpar, arrumar, manter limpo e dormir, e depois recomeçar tudo.
Meus pais nunca me trataram com amor, nunca tiveram carinho por mim. Sou obrigada desde muito tempo a fazer coisas que não quero, como um trabalho escravo, e o pior, se não faço um detalhe do que me pedem, me batem e já chegaram a me deixar sem comer por dias. Mas graças a Olga, que sempre me trazia algumas coisas escondidas, não morri. Me sinto abusada, maltratada e já não tenho a fé e nem a esperança que tinha quando criança.
Quando criança sonhava que no futuro alguém me encontraria, me cuidaria e me trataria como uma verdadeira princesa. Escrevia contos desejando que minha mãe me abraçaria com todo o amor do mundo, e nesse abraço me encontraria segura para fazer qualquer coisa, escrevia tudo que desejava nesse diário, que guardo até hoje com muito amor, e apesar de não ter aquela mesma fé, continuo escrevendo. Quem sabe um dias meus contos se realizem?
...
Estava limpando o banheiro enquanto me aprofundava nesses pensamentos, até ouvir gritos e sentir uma ardência em meu ombro.
.
- O que pensa que está fazendo? — minha mãe grita comigo — você é estúpida? Me responda — gritando me dando um tapa mais forte que o 1°.
- Lavando o banheiro — digo de cabeça baixa e ela segura meus cabelos me fazendo olha-la.
- Tem certeza? Porque esta uma porcaria. Acha que estava aonde? No mundo da lua? Pensando no vento? Se é que você pode pensar — diz sarcástica e solta meus cabelos — lave isso direito e pare de pensar baboseiras, se não, eu esfregou sua cara no chão — ela se curva apontando o dedo em meu rosto — anda! — e sai rebolando.
..
Nesse momento Ludmilla passa e fica me olhando, logo em seguida minha mãe a chama e ela saí.
Ludmilla não me maltrata, até sinto que ela tem um carinho por mim, mas ela nunca se opôs para me ajudar e me defender — talvez por medo. Desde crianças fomos proibidas de se falar, quando ela vinha para perto de mil brincar nossos pais a repreendiam e a mandavam ficar longe de mim.
Não os intendo, até meus 6 anos me tratavam muito bem, lembro dos abraços e carinhos, mas de repente estavam a me maltratar e castigar sem motivos. De uma vez só tiraram tudo o que eu tinha e me jogaram para o porão, onde Olga ficava comigo nas noites e me ensinava a ler e escrever.
...
Acabei de arrumar toda a casa e já estava quase na hora do almoço, desci ao porão e vi que havia muita sujeira — não é o melhor lugar de todos, mas também não posso deixar criar fungos — peguei uma vassoura e outros matériais de limpeza e comecei o trabalho, varri pra lá, varri pra cá e tudo ficou bem limpo — apesar do aspecto medieval que é — Olga trazia vários enfeites sempre que podia e assim pude deixar mais aconchegante para mim, parecia até um mini teatro, onde eu e Olga cantávamos algumas vezes, por sem embaixo da casa e as paredes não transmitirem som, podíamos fazer o que queríamos.
Mas voltando ao assunto: estava explorando uma parte do porão que nunca havia ido por medo, e achei em um canto uma grande estante de livros, percebi que havia algo atrás dela e arrastei com cuidado para não derrubar os livros. Meu coração por algum motivo estava acelerado, quando terminei de empurrar totalmente vi que era uma porta, pequena, mas eu passaria ali perfeitamente. Senti um certo receio de abri-la, então arrastei o móvel para seu lugar novamente.
Deitei na minha cama e fiquei imaginando inúmeras possibilidades do que poderia haver ali atrás, peguei meu diário e a desenhei, logo em outra pagina comecei meus contos, escrevendo o que podia ter depois da porta, e o que aconteceria se eu cruzasse ela. Mas no final me desanimei e simplesmente escrevi não deve haver nada, é apenas minha imaginação fértil, nenhuma esperança me resta mesmo e nenhum conto bobo vai mudar isso. Meu diário era cheio de contos, mas também tinha minhas sofrencias, contia tudo o que tinha passado nesses anos e vai conter tudo o que vou passar nos próximos.
Estava exausta, não queria mais fazer nada, só me deitar e dormir pelos próximos seculos. De repente ouço passos nas escadas e escondo rapidamente meu diário, era Ludmilla — o que ela faz aqui? — ela não tinha permissão para falar comigo, por quê esta aqui?
..
- Oi Vilu — disse calmamente descendo as escadas e olhando em volta, percebi que trazia uma bandeja nas mãos.
- O que faz aqui Ludmilla? — tentei dizer isso sem parecer arrogante.
- Te trouxe o almoço — diz colocando em uma mesinha que havia ali — você vive nessas condições? — diz com os olhos vermelhos, pensei que havia caido poeira, mas não, estava quase chorando.
- Sim, sempre vivi. E não é tão ruim assim — disse levantando, temia que ela contasse alguma coisa para mamãe.
- Não precisa ter medo, não vou contar r muito menos fazer algo — olhou em meus olhos — eu só queria entender porque nossos pais fizeram isso com você, desde pequenas não podemos brincar juntas e te maltratavam — diz com os olhos prestes a desabarem em lágrimas — pena que não posso fazer nada, acredite, eu já tentei — aquelas palavras traziam calma e ao mesmo tempo medo.
- Por que não? — digo com a voz meio falhada.
- São famosos e ricos, já tentei fazer queixas no DH, mas eles sempre arranjam um jeito de se livrar. Seja com amigos juizes, policiais ou subornos.
- Eu só queria entender porque eles ficaram assim do nada — digo deixando algumas lagrimas cair e Ludmilla também, ela chega mais perto e me abraça forte.
- Eu te prometo que você vai conseguir sair daqui, nem que eu tenha que fazer o impossível — ela sai do abraço e enxuga as lágrimas — tenho que subir antes que meus pais cheguem, coma a comida que Olga vem buscar a louça depois — diz já subindo as escadas.
..
Me sento e começo a comer, não é sempre — na verdade nunca — que eu como comida boa assim, comi com muita vontade e logo Olga apareceu, subi com ela e lavei toda a louça, logo em seguida fui mantes a casa limpa por mais um tempo.
Ao anoitecer desci e fui tomar meu único banho do dia — só posso tomar banho uma vez ao dia, então deixo pro final dele — quando acabei me deitei e Fechei os olhos, logo peguei no sono e não estou nem um pouco animada para o próximo dia.
Notas finais
Espero que tenham gostado, e que favoritem, comentem e etc...
O próximo capitulonvai ser narradonpelo Leon, e se tiver bastantes comentários eu posto amanha mesmo... Bjssssss
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