O Preço da Felicidade
2 Um pouco de mim - Parte 2
Notas iniciais
León
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Por onde começar? Bom, meu nome é León Vargas, tenho 19 anos, e bom, sou lindo. Eu assumo que não sou nem um pouco modesto, mas eu sou lindo mesmo, e bem sucedido. Tenho carros, motos, dinheiro e o melhor: mulheres. Se bem que estou "namorando" uma garota linda, é claro, mas não sei se sirvo para esta vida, sou mais ficar nas nigths sem ninguém pra me prender, se bem que eu ainda faço isso.
Ai vocês se perguntam, por quê você não termina com ela e pronto?
Porque essa "mina" é filha de pessoas super importantes, e meu pai está de olho nas empresas deles, se quebro o coração da adorável Ludmilla Castillo, eu morro, meu pai me mata de uma vez, ou pior... tira tudo o que tenho, e não me livra mais da cadeia depois das minhas bebedeiras.
É... Vida difícil essa minha. Ludmilla não é tão ruim assim, é bonita, engraçada, mas sinto que não é para mim — como se alguma menina fosse -mas ela ainda não é a garota que vai me prender.
Então vou a farra escondido mesmo, não me importo. Só tenho que agrada-la até meu pai conseguir esse bendito acordo.
...
Mais tarde...
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Terminei se ajeitar meu cabelo e me olhei no espelho do quarto:
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– É... Você realmente é lindo — digo ao meu reflexo, que no caso sou eu, né?
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Terminei de me arrumar e desci as escadas rapidamente. Não havia ninguém em casa, então resolvi que também iria sair.
Fui para a garagem e fiquei ali, tentando escolher qual carro eu iria sair hoje. Fiquei um tempo e escolhi o Aston Martin One-77 vermelho, não é um dos meus favoritos, mas gosto dele.
Peguei as chaves e entrei no carro, a sensação de segurar o volante em alta velocidade era quase mais prazeroso que uma mulher.
Dirigi até a mansão dos Castillos, ajeitei minha roupa e apertei a campainha. Ouvi passos vindo e me afastei da porta, logo Olga, a empregada, me atendeu e dei um abraço — como sempre faço — nela, ela me olhava se segurando para não rir:
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– Oláaaa Olga! — digo sorrindo — cadê minha pequena princesa? — forcei um pouco? Talvez.
– Sua princesa? — ouço uma voz firme se aproximando — olá Leon — é Maria, ela me cumprimentou.
– Claro, porque você é a rainha — falei beijando sua mão.
– Ah bom, assim é melhor — ela deu um sorriso, meio forçado na minha opinião. — Ludmilla já esta descendo, eu estava tendo uma pequena conversa com ela.
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Tenho um certo medo da Sra. Maria, ela parece ser meio.. brava. Sempre que venho aqui ela me olha torto e sorri amarelo, mas sempre a trato muito bem, sou cavalheiro, mais uma qualidade de Leon Vargas.
Antes que Maria ocupasse meu ouvido falando baboseiras, Ludmilla desce, a vejo meio abalada, triste, como se... como se tivesse chorado. Sei que disse que quero liberdade, mas tomei uma amizade pela menina, não poderia vê ela chorando. Fui em direção da escada e sussurrei para que a bruxa não ouvisse:
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– O que aconteceu? — digo a olhando.
– Nada — responde só movendo os lábios, vejo preocupação no olhar dessa menina, não poderia ver isso.
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Ela se despediu de sua mãe e Olga, saímos e entramos no carro — sim, eu abri a porta para ela — quando estávamos longe da casa eu parei o carro:
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– O que aconteceu Ludmilla? — digo me virando à ela.
– Nada, Leon — diz sem ao menos me olhar.
– Foi sua mãe? — ela me olha e respira fundo.
– Sim, mas são só preocupações de mãe sabe? Nada demais. Vamos?
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Não engoli muito esse Papinho, mas a respeito se não quer falar. Dei a partida novamente e fomos o caminho inteiro em silêncio.
Fomos ao um restaurante no centro de Buenos Aires, muito chique e ao mesmo tempo aconchegante.
À senti incomodada no jantar inteiro, mal falava uma palavra, a olhei por alguns segundos, o que a fez corar e abrir um sorriso em seus lábios. Trabalho cumprido.
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– Que bom ver esse sorriso — passei a mão em seu rosto.
– Se sinta o dono dele.
– Mas eu sou não? E espero que seja só meu — me inclinei e dei um selinho nela — agora vamos pra sobremesa? — ela sorriu concordando.
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Ta, posso trair ela e outras coisas. Mas o que o olhos não vê, o coração não sente. Então vou trata-la bem quando estivermos juntos, esse é o trabalho de um namorado. Bom, pelo menos o meu é.
Depois da noite à levei em casa, vi que ela não estava disposta para mais nada — se é que me entendem — depois mandei mensagem para Diego, Andre e Max, os chamei para uma mega balada que vai ter.
Extorei minha cota de carinhosidade por hoje, então nada melhor que uma festinha pra animar, não?
Cheguei e procurei meus amigos, quando os vi já estavam em frente a entrada, somos lindos, ricos e lindos — sim, duas vezes — então nos deixaram entrar sem esperar na fila. Quando entramos eu vi que a noite seria looonga.
Depois de alguns porres, eu resolvi os produtos na área.
Tinha varias garotas lindas, verdadeiras beldades. Mas uma em especial me chamou a atenção, era baixa, com uma pele levemente morena que brilhava, cheguei a puxando em uma dança e sussurrei em seu ouvido:
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– Linda desse jeito, e longe de mim? Não pode — e a puxei pela cintura para mais perto — Leon Vargas, prazer.
– Lara, Lara Baroni.
– E o que faz sozinha, Lara? — digo a puxando mais e colocando minha mão em sua nuca.
– Danço com um garoto — dei um sorriso — e você?
– Beijo uma garota — a puxei mais e à dei um beijo bem ali.
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A beijei, sorte que estava lotado, não correria o risco de alguém ver e contar a Ludmilla. Percebi que a baixinha estava se empolgando com o beijo, talvez mais que eu.
Saímos dali e entramos no meu carro, sabia que não haveria ninguém em casa, então para lá mesmo que iriamos.
Abri a porta e olhei para garanti que não havia ninguém, fui a beijando e passando a mão em sua cintura descendo até a coxa. Subimos a escadas e e já fui tirando minha blusa ali mesmo, entramos em meu quarto e tranquei a porta, a olhei e voltei a beija-la.
Segurei em sua nuca novamente e com a outra mão desci o zíper de seu vestido. Seguimos assim e a beijei tanto ate cair por cima dela na cama [...]
...
Acordei com umas dores no corpo, me espreguicei e olhei as horas, eram meio dia. Meu Deus, eu dormi muito, fiquei com um medo de que Lara ainda estivesse ali, me virei lentamente com medo de vê-la, quando virei não vi ninguém, puxei a coberta e estava completamente vazia a cama — tirando eu — levantei e fui ao banheiro, a menina tinha ido embora. Olhei a cabeceira e tinha um papel, abri e era um recado de Lara.
A noite foi incrível, nunca vi ninguém com tanta disposição. Espero ver você novamente delicia. Bjss
Lara.
Não é querendo me gabar, mas esse é o prazer que provoco nas garotas, mesmo eu não ne lembrando de nada que aconteceu.
Senti um certo aperto no coração, Ludmilla sofrendo e eu na cama com outra. Que isso Leon? Você nunca se importou com ninguém, não comece agora com uma menina que você é obrigado a namorar. Afaste esses pensamentos.
Ta bom, eu estava discutindo comigo mesmo. Era a ressaca em mim. Resolvi que iria tomar banho, mas olhei pela janela do meu quarto e resolvi dar um pulo na piscina.
Desci as escadas e meus pais estavam na sala, me olharam espantados, e me olhei no espelho... Estava horrivel, parecia um bêbado que caiu cem vezes, quando resolvo não me olhar no espelho 1 vez fico em um estado deplorável, devastador.
Os olhei novamente, disse um bom dia e não voltei atrás, pulei na piscina e fiquei alguns segundos ali embaixo pensando em tudo. Ludmilla, Lara, meu novo visual mendigo e por ai vai.
Eu estava realmente destruído.
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