O Príncipe das Sombras de Gelo
1 PROLOGO
— Senhor, senhor, já é hora de regressarmos ao palácio – dizia George, um cavaleiro raso, ao comandante da guarda secreta – a neve esta começando a cair com mais força, logo ficaremos ilhados nesta floresta.
César não deu ouvidos ao seu soldado e continuou adentrando a floresta com sua espada empunhada e de olhos e ouvidos atentos.
— Senhor? Você esta me ouvindo? A neve.....
— Cale-se George, temos ordens do rei Augusto para acharmos quem esquartejou seu animal de estimação.
— Ora, desde quando aquele lobo era animal de estimação, vi com meus próprios olhos ele estraçalhando uma pessoa ao mando do rei, aquele animal mereceu o que teve.
— Concordo George, mas nos temos ordens e devemos segui-las, você conhece rei, sei que já viu ele condenando homens a forca por menos.
— Você tem razão comandante, vamos logo achar esse monstro – disse George ironizando o assassino do cão.
George aumentou seus passos e tomou a frente da expedição, atrás estava o comandante, ao lado estavam mais dois soldados procurando vestígios na trilha de passos ainda fresca deixada pelo assassino.
— George pare, você ouviu algo? – disse o capitão com uma voz assustada.
— Acho que esta bebendo muito, não há barulho algum além do som do vento.
Eis que uma nevoa fria e densa toma conta da floresta, o comandante não conseguia mais visualizar seus homens, começou a caminhar devagar resmugando – Eu sabia, eu sabia que tinha algo errado, essa nevoa não é normal, nunca vi nada igual no norte – ate que tropeçou em algo e caiu.
— Droga. George? O que esta fazendo deitado no chão? – a medida que alguns segundos passaram César notou que George estava ferido – George? Você esta sangrando, o que aconteceu?
O único som que saia da boca de George era o som do medo – Senhor, fuja, corra para o castelo e avise os homens.
César se levantou e deparou com o corpo de seu soldado sem os dedos e uma perna, olhou para o lado e so conseguia ver poças de sangue, ate que percebeu algo estranho lhe observando, algo com olhos laranjas que se destacava de toda a tonalidade branca dada a floresta pelo intenso nevoeiro, não era possível saber se aquela criatura era humana ou não, mas César sabia que aquela coisa não era normal e não queria ficar para saber o que iria acontecer. O comandante embainhou sua espada e se pos a correr com todas suas forças em direção ao castelo.
— REI AUGUSTO, REI AUGUSTO, CHAMEM O REI, URGENTE, CHAMEM O REI
A guarda real tratou de escoltar Cesar a sala de administração, onde se encontrava o rei.
— Meu rei, os homens meu rei, tdos estão mortos, não pude fazer nada, uma criatura medonha os matou rei, ela vira atrás de nos todos, temos que fugir meu rei.
Rei Augusto era conhecido pela sua ignorância e pouca paciência com historias tolas que eram contadas sobre a floresta.
— Eu lhe dei uma tarefa Senhor Comandante, você a executou?
— Não senhor, a criatura Rei, ela.....
— Já basta, não tente assustar meus homens, não há criatura alguma nessa floresta.
— Mas eu a vi, com olhos laranjas brilhantes.
— CHEGA – gritou Augusto – Já que esta fissurado nessa tal criatura, te condeno a morrer de fome amarrado em uma árvore no meio da floresta. Caspian, te nomeio o novo comandante da guarda secreta, sua primeira tarefa é executar essa sentença.
Caspian e mais alguns soldados levaram César ate uma grande árvore e o amarraram, o deixando la, chorando e gritando.
No meio da noite, Caspian ouviu um grito vindo da floresta, um grito de dor e pânico. Assustado perguntou a dois de seus soldados se tinham escutado algo, os dois negaram. Ficou pensando em varias hipóteses do que poderia ter sido aquele grito, pela manha decidiu ir a floresta, no local os deixou César para conferir se tinha ocorrido algo.
— Oh meu deus, que diabos é isso? – disse Caspian se deparando com o corpo de César todo esquartejado ainda amarrado na árvore. Quando levantou sua cabeça se deparou com seus olhos – Olhos laranjas, então era verdade....
Caspian, chocado após ver a cena, voltou ao castelo mas devido a intolerância do rei decidiu não dizer nada, mas ele sabia que existia algo estranho naquela floresta e que la não pisaria nunca mais.
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