O Poeta Short Fic
2 Procurando ajuda
Notas iniciais
2.POV Isabella
Mais um dia sem graça estava começando, bom não totalmente sem graça, porque eu tenho certeza que mais um poema estará me esperando em meu armário. Não sei qual o anjo que os deixa lá, o que eu sei é que amo cada letra escrita, cada parágrafo feito exclusivamente pra mim.
Esse é o motivo do meu sorriso todos os dias, essa é a única hora que eu sorrio sinceramente, apesar de saber que meu sorriso não chega aos meus olhos, motivo? Simples, sou uma a herdeira de um dos homens mais ricos e bem sucedidos de Londres, Charlie Swan e minha mãe Renée Swan vive a vida viajando. Meu pai vai à trabalho e minha mãe sempre atrás de diversão, roupas da moda entre outras coisas, eu sou filha única e eles nunca demonstraram carinho ou afeto por mim desde que eu comecei a me entender por gente.
Fui praticamente criada pelas minhas babás e as demais empregadas da casa, nunca fui de me sentir sozinha, mas de uns tempos pra cá comecei a sentir falta do amor dos meus pais, amor esse que nunca tive e pelo jeito nunca terei. Nesses dezoito anos meus pais nunca me dirigiram nenhuma palavra de afeto, sempre que queria mostrar algo á eles tinha que marcar hora.
Estudo na melhor e maior universidade do país! Como não poderia deixar, curso de administração, até gosto do que faço, mas minha vontade era cursar medicina, sempre foi meu sonho salvar vidas, mas por decisão do meu pai tive que cursar administração, pois segundo ele eu teria que saber cuidar das inúmeras empresas que haviam espalhadas pelo pais.
Há exata uma semana, venho recebendo esses versos lindos e isso me faz sorrir um pouco a cada dia, embora não faça a mínima ideia de quem seja o autor de tal façanha, tenho certeza de que é lindo, principalmente por dentro, deve ser uma pessoa muito feliz também, bom é isso que sinto em todos os versos que o meu poeta me deixa a cada manhã.
Meu poeta! Eu poderia dizer que ele é meu? Será que eu poderia me apaixonar por ele? Ou melhor, dizendo, será que eu já não estaria apaixonada? Sim porque a cada dia me pego ansiando por seus versos, fico nervosa quando pego o papel com a letra perfeita, seja quem for nasceu para ser poeta, o meu poeta.
–Sonhando com o seu poeta?_ falou minha amiga Ângela. Ela é minha amiga desde o ensino médio.
–Como não sonhar com ele? Deixa eu te mostrar meu novo poema._ lhe entreguei o papel, ela leu e colocou um sorriso malicioso nos lábios.
–Minha nossa querida amiga! Se eu fosse você, faria de tudo pra descobrir quem é o seu poeta._ ela falava com os olhos brilhando.
–E como eu vou fazer isso gênia?
–Simples, você pode pedir ajuda pra uma pessoa que se passe despercebido sempre..._ falou como se seu plano fosse infalível.
–E quem?_ mesmo achando loucura eu estava me interessando pelo plano.
–Bem você pode pedir pra Edward Cullen. Ele faz administração com você. E ele é amigo do Ben. Gentil e super Legal. Entrou na faculdade como bolsista, a família dele não tem condição pra pagar mais ele é muito esforçado._ ela falava com tom de admiração.
–Se você não fosse namorada do Bem, eu até me arriscaria dizer que você está apaixonada por ele._ falei brincando.
–Que isso Bella, o Edward é o melhor amigo do meu namorado lindo e gostoso._ rimos como ela olhou, quando disse que o namorado era gostoso.
–Mais eu nunca falei com Edward, será que ele faria isso pra mim?
–Sabe, Edward é super observador, com certeza ele descobrirá quem é o poeta misterioso.
Depois que eu conversei com a Ângela, fiquei pensado em como descobriria a identidade do meu poeta. Acho que a Ângela tem razão. Vou pedir ao Edward para descobrir pra mim quem era meu doce poeta. Então eu escrevi um bilhete pra o Edward.
Edward poderia me encontrar
Atrás do ginásio de esportes da Faculdade?
Agradeço desde já Isabella Swan.
Pedi pra Ângela entregar pra ele. Já que eu estava correndo contra o tempo pra poder chegar às aulas hoje. Em todas as minhas aulas, eu tinha com Edward, mais eu já estava criando coragem pra pedir isso a ele quem dirá pra se encontrar comigo.
Ângela me falou que ele ficou muito surpreso por eu tê-lo chamado pra conversar, mais eu sei que vai ser tudo bem simples.
–Bella, o Edward não tira os olhos de você._ falou a Geana. Ela não era minha amiga, mas eu não tenho nada contra ela.
–Eu não sei Ge. Ele esta olhando muito?_ eu perguntei e ela me deu um sorriso malicioso.
–Ai para de me olhar assim Bella. Ele olha pra você como se fosse desaparecer a qualquer instante, ele gosta de você Bella._ Edward? Não ele nunca dirigiu a palavra pra mim.
–Para de Besteira Geana. Edward está na minha turma._ eu não diria a ela que eu falaria com ele daqui a pouco.
Quando retomei as aulas, eu vi Edward me encarando de um jeito que estava me deixando encabulada, resolvi amenizar as coisas. Cheguei perto dele coloquei minhas coisas em sua banca e acabou chamando sua atenção pra mim.
–Edward não precisa me olhar assim, eu só quero conversar com você mais eu não vou te morder._ pisquei pra ele peguei minhas coisas e fui sentar no meu lugar mais não sem antes ver ele engolir seco. E rir internamente com sua reação.
POV. Edward
Bella quer me ver, será que ela descobriu que sou eu o autor dos poemas? O pânico estava me tomando, ela nunca falou comigo, nem sequer me notava, agora me manda recado. Com certeza tem algo de errado e eu tenho o pressentimento de que não vou gostar nada do que irei ouvir. Assim que nossa aula acabou corri para o ginásio, segui para onde ela havia dito e me encostei um uma árvore que havia ali, nem foi preciso esperar muito, Bella vinha em minha direção mordendo os lábios, gesto que a deixava extremamente sexy, ela mal havia chegado perto de mim e eu já suava frio, mil coisas passavam em minha cabeça, que ela me xingaria, me humilharia e se isso acontecesse, eu não sei o que faria caso isso acontecesse. Ela chegou perto de mim e ficamos ali, parados nos olhando. Não sei por quanto tempo ficamos assim, o silencio já estava ficando desconfortável, resolvi falar alguma coisa.
–Bom, recebi seu bilhete. _ vi Isabella ruborizar e Deus, como ela fica linda assim.
–Sim, eu... Hãm... Eu gostaria de pedir um favor. _gaguejou. _ Eu... Hum, eu soube que você conhece quase todo mundo daqui e... _ela estava ficando cada vez mais linda.
–Nem todo mundo, mas conheço mais da metade do corpo estudantil desse campus.
–Eu comecei a receber poemas todos os dias e gostaria muito de descobrir quem é o autor. _engoli seco. _ Será que você pode me ajudar a descobrir isso Edward? Eu seria eternamente grata a você.
–Se não for perguntar de mais, pra que quer saber quem é o autor dos poemas?
–Como pra que?Eu quero agradecer pessoalmente por me escrever versos tão lindos._ Será que eu digo a ela que sou eu? Não, de forma alguma isso seria uma tragédia! Mais por que mesmo? Por que ela ficaria grata pelos poemas e depois nem isso eu poderia mais fazer pra vê-la sorrir. Por causa dos meus poemas ela esta aqui falando comigo, então está fora de questão eu dizer a ela que poeta sou eu.
–Olha Bella, não é que eu não queria ajudar. Longe disso. Mais o que você quer que eu faça? Fique vigiando seu armário o dia todo?_ falei olhando aqueles olhos chocolates que sonho toda noite.
–Não... Eu... Ai me desculpa o incomodo Edward._ quando eu vi ela estava pegando as coisas dela pra ir embora por impulso eu peguei seu braço lhe girei e ela me encarou. Que vontade de provar esses lábios. Se controla Edward.
–Não é incomodo Bella, eu te ajudo sim. Me perdoa se fui grosso._ ela sorriu de um jeito, que meu Deus, se eu beijá-la ela me dará um tapa?
–Jura! Ai, Edward muito obrigada._ ela soltou suas coisas no chão e me abraçou, eu segurei sua cintura e ela envolveu meu pescoço com os braços. E sua cabeça ficou encostada no meu ombro e a minha no ombro dela.
Em um ato completamente impensado aconteceu algo maravilhoso. Eu só ira lhe dizer que seria um prazer ajudar. Retribuir em forma de palavras o abraço. Mais ela veio beijar minha bochecha na hora que eu virei o rosto e nossos lábios se tocaram de forma tão simples e doce que eu não tive coragem de me mexer.
O mais surpreendente foi que ela puxou meu lábio inferior como se pedisse que eu retribuísse o beijo. E claro que não deixaria a oportunidade escapar. Não teve língua, foi algo bem simples simbólico. Sua mão fazia um carinho pra lá de gostoso em minha nuca. Quem olhasse de fora veria um casal que estava apenas se cumprimentando com um simples beijo. Mais da mesma rapidez que beijo começou ele terminou. A consciência dela tinha que bater agora?
Ela se afastou e ficou me encarando como se dissesse: “Deus o que eu fiz?” Há dias eu sonhava com isso. Mais a forma que ela se afastou me deixou de surpresa. Diz algo Cullen! Minha mente me recriminava. Me abaixei e comecei a juntar as coisas dela. Por que ela ficou em estado de choque. Quando terminei eu disse:
–Bella foi um beijo acidental, eu juro que não virei com a intenção de te beijar._ ela me olhou e viu que eu estava com suas coisas em mãos.
–Eu que beijei você Edward e me perdoa por isso eu..._ eu coloquei um dedo na sua boca.
–Não pede desculpas! Por que mesmo o beijo sendo acidental eu... eu gostei muito._ um brilho estranho apareceu no olhar dela. Ela ficou vermelha de um jeito único o que a deixou mais fofa. Minha mão foi pro seu rosto fazendo ela me encarar.
–Ok então. _ eu só sorri pra ela. Em forma de agradecimento.
–Passamos uma borracha nisso Bella e podemos começar a procurar o seu poeta._ ela me olhou e assentiu. Dei-lhe suas coisas e começamos a andar para a o centro da garagem._ então você desconfia de alguém?
–Sinceramente?_ concordei com a cabeça._ Não! Não tenho a mínima ideia que quem seja.
–Bom o jeito seria alguém realmente ficar de olho no seu armário.
–Ou podemos pegar as letras de todos os garotos._ Droga se ela fizer isso vai pedir minha letra ai sim vai ser meu fim.
–Bella você sabe quantas pessoas tem nessa faculdade? Vai ser impossível ver todas as letras. _ falei um pouco tenso.
–É, você tem toda razão._ ela falou triste.
–Ei, mas não vamos desistir, começamos agora._ ela parou na frente do seu carro. E eu abri a porta do motorista pra ela entrar.
–Obrigada._ ela sorriu. Tentou beijar minha bochecha e ficamos em uma dança chata com as cabeças. Ate que ela segurou meu rosto e acertou a bochecha.
–Eu que agradeço por você confiar em mim Bella._ eu deveria ganhar o Oscar de maior cafajeste mentiroso cara de pau do mundo. Mais foda-se ela falou comigo ela me beijou. Ela me deu um sorriso simples e foi embora.
–Cullen vem cá!_ o meu melhor amigo me chamou com voz maliciosa. E eu fui à sua direção._ o que você fazia perto do carro da Swan?
–Eu fui levar ela ate o carro dela, depois que ela veio me pedir um pequeno favor._ falei e ele me olhou com cara de “Conta tudo” Jacob é pior que garota cruz credo._ ela quer que eu ajude a encontrar o poeta dela.
–Você se fudeu e meio._ depois ele parou um tempo._ Ou não cara, se você disser a ela...
–Não começa Jacob, se eu contar pra ela, ela fica grata e depois não poderei nem lhe dizer bom dia. _ disse convicto na minha decisão.
–Você é o cara mais complicado que eu já vi no planeta. Edward Maluco Cullen._ Jacob ria da própria piada. Cheguei mais perto dele e disse:
–Posso ate ser maluco, mais ela veio até mim e acidentalmente me deu o melhor beijo da minha vida.
–COMO ASSIM VOCÊ BEIJOU A SWAN?_ Jacob gritava aos quarto ventos.
–Quer um mega fone imbecil?_ quando eu falei ele colocou a mão na boca e me olhava com cara de desacreditado.
–Como assim você beijou a Swan?_ ele falou sussurrando. Como eu posso ser amigo desse idiota?
–Foi acidental e creio que isso não volte a se repetir. Afinal qual a probabilidade de um raio atingir o mesmo lugar 2 vezes?_ Jacob me olha com cara de malicioso._ não Jacob, somos de mundos diferentes sermos amigos é uma coisa, mas ter um relacionamento com ela? Isso é outra coisa totalmente diferente.
–E se ela chegasse e disse: Ahhhh Edward, quero ser sua namorada e foda-se o resto do mundo._ falou Jacob com uma voz fina tentando imitar a voz de uma garota.
–Primeiro, graças a Deus e aos pais dela, ela não tem essa cara e essa voz. Segundo, ela não fala assim. Terceiro, vira homem ou digo a Reneseme as viadagens que você faz na rua e Quarto e não menos importante, claro que não, ela é meu sonho de consumo e nada me deixaria mais que feliz se ela fizesse isso. Mais isso nunca ai acontecer.
–Ai, Edward não digo mais nada._ eu entrei no meu carro e fui pra casa.
Sabia que teria algumas horas de paz já que papai estava na loja, mamãe trabalhando no restaurante e Alice na escola. Decidi pegar meu caderno e escrever o próximo poema pra minha Isabella.
Lar, casa, moradia.
Palavras tão diferentes mais com o mesmo significado.
Eu sinceramente vagava pelo mundo, sem rumo ou direção.
Ate que como um barco a deriva no alto mar eu vi meu farol.
O brilho desse farol é o brilho do seu olhar.
Foi ele que me trouxe rumo direção e acima de tudo o caminho de volta pra casa.
Sabe como é bom me sentir aconchegado acolhido e feliz sabendo que você sempre vai esta ali pra iluminar meu caminho?
Obrigado meu Deus por ela luz pura. E obrigado por você achar que sou digno de sua luz do seu olhar.
Para: Isabella Swan
Do: Seu Poeta.
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