Notas iniciais
Oi, oi, oi. Eu e a CR estamos a tentar redimir quanto à nossa ausência. Bem, gostávamos muito de ter feedback de alguém para saber o que podemos melhorar. Portanto agradecíamos alguns comentários. Bom, beijitos para todos.

Elle deitou-se na cama a pensar que dali a uma hora, teria reunião. Laura estava a acabar de fazer um trabalho de Transfiguração, que era agora, uma das disciplinas que ela não se importava nada de a ocupar. Elle sorriu. Transfiguração era a sua disciplina favorita. Nunca escondera a ninguém que tinha uma grande curiosidade por aquela área. A sua antiga professora tinha-lhe recomendado bastantes livros, livros que ela dizia que a iriam ajudar na sua curiosidade. Leon, quanto a isso era muito diferente de si. A disciplina favorita de Leon era Defesa. Não é que ela também não gostasse, mas Transfiguração tinha um “je ne sais quoi”. Elle sorriu triste. Tinha-se lembrado do irmão e já tinha saudades dele. Se fosse noutra altura, ela teria pegado no espelho e comunicado com ele. Mas ela sabia que Leon tinha jogo hoje àquela hora. De qualquer maneira, tinha que ir para a sala, faltava um quarto de hora para a reunião começar e ela gostava de chegar cedo.

Saiu de sua casa e avançou. Continuava a investigar sobre Snape apesar de Irina estar desmotivada quanto à sua sobre Dumbledore. Mas, como tinha sido a amiga a sugerir, Elle achara uma boa ideia, até porque Irina tinhas óptimas ideias.

– Rouchouse! – Elle ia virar para o corredor da Sala Escondida, mas ainda bem que ainda não o tinha feito. Tinha que tirar Malfoy dali antes que ele visse alguém a ir para lá.

– Malfoy. – Elle virou-se para ele. – Um dia, estive a pensar, queria conhecer um sítio em Hogwarts, só por curiosidade. Eu não queria ir lá sozinha porque acho que não seria muito respeitada. E então, voltei a pensar e ia para lá agora, sozinha. Sou curiosa. – Malfoy aproximou-se dela.

– E onde é que querias ir? – Elle olhou-o sem saber o que responder. Ela já tinha lido Hogwarts: uma história no tempo de Pahtellons. Tinha que se lembrar de alguma coisa.

– À casa de banho da Murta Queixosa. Queria conhecê-la. – Malfoy ficou surpreendido. – Eu sempre tive curiosidade quanto a fantasmas. – Ela explicou. – Se tu pudesses vir comigo… Ficava-te muito agradecida. – Malfoy avançou à sua frente. – Malfoy?

– Não queres conhecer a Murta? Vem. – Elle caminhou com ele. – Então, gostas de fantasmas?

– Tenho curiosidade por eles. – Elle respondeu simplesmente. – Obrigada por ires comigo.

– Não precisas de agradecer. Eu não me importo de te acompanhar. – Elle fechou os olhos. Ia chegar atrasada à reunião.

– Não tens nada mais interessante para fazer? – Malfoy sorriu.

– Mais interessante do que te ouvir a falar com a Murta? Não. Eu vou gostar muito de ver isso. – Ele parou. – Queres que eu entre primeiro ou entras tu?

– Se calhar, fica para outro dia. – Ela queria ir à reunião e não queria chegar atrasada.

– Estás com medo? – Ele perguntou colocando-se à sua frente. — Não te imaginava medrosa. Ainda por cima, alguém que já esteve em tantos países apenas com as suas companheiras da equipa de quiditch. – Elle lembrou-se das vezes em que ficara longe da escola e da família e o quanto se rira com as suas companheiras e as aventuras que tivera. – Descansa, a Murta não te vai destratar, estás comigo. – Então, também Murta tinha medo dele? – A sério, tenho a certeza que ela vai gostar muito de ti. És inteligente, bonita…

– Disseste que ela era bonita? – Murta tinha saído da casa de banho. Elle virou-se para ela, mas nem sequer teve tempo para a observar. Murta passou rapidamente por ela. Porra, como era desconfortável quando um fantasma passava por alguém.

– Olá, Murta. – Draco cumprimentou. – Esta é a Elle Rouchouse, é uma nova aluna. – Mesmo depois de meses, ela continuava a ser uma nova aluna. – Ela quer conhecer-te. – Elle sorriu.

– Pois eu não quero conhecê-la, não gosto dela. Não me parece ser uma pessoa de confiança. Acho-a extremamente sonsa. Olha para o seu cabelo, nota-se logo que a cor é falsa. Como é que alguém tão morena de pele pode ter um cabelo com tons arruivados? – Elle tocou no seu cabelo. Ele não era falso. Nascera com ele, a única coisa que fazia ao cabelo era cortá-lo de vez em quando. – E olha para os olhos dela? Nem sequer são de uma só cor. É isso que ela é, uma impostora, tanto é uma pessoa, como outra.

– Murta… — Malfoy ia falar.

– Até na sua altura ela tem que enganar. – A fantasma continuou. – Ela é bem mais baixa do que aparenta. Já olhaste para o tamanho dos saltos dela? E a boca, eu acredito que ela mente com ela todos os dias.

– Bom, é melhor eu ir embora. – Até era uma desculpa boa para ir treinar. Malfoy segurou-a fortemente pelo braço.

– Murta, a sério, ela não te quer mal. – Malfoy disse aproximando-as. – A Rouchouse estava a vir para aqui quando a vi e eu ofereci-me para a acompanhar.

– E por que razão te ofereceste para a acompanhar? – Murta falou alto de mais e entrou na casa de banho. Elle depressa percebeu a razão de Murta a tratar tão mal sem a conhecer. Afinal, Murta não tinha medo de Malfoy, mas sim…

– Eu vou lá. Eu convenço-a a vir ter contigo. – Malfoy ia entrar mas ela impediu-o.

– Não, Malfoy, deixa, eu falo com ela. – Elle entrou com um sorriso. Draco estava realmente preocupado com Murta. – Murta, Murta. – A fantasma apareceu. – Eu quero que saibas uma coisa. Eu faço parte dos Slytherin. Toda a gente desconfia de mim. O Malfoy não é excepção. Tenho a certeza que ele veio comigo porque queria saber se ando a fazer algo contra as regras. Ele não me deixará pisar o risco. Mas também não tenho curiosidade em tal.

– Então, tu és mesmo de desconfiança. – Murta disse. Elle olhou-a fortemente. – Mas não, tu não és de pisar o risco porque tenho a certeza que, se fosses, o Draco já saberia. – Murta virou-se para sair mas parou. – Querias conhecer-me?

– Sim, eu gosto de conhecer. – Elle disse com um sorriso. – Posso vir visitar-te mais vezes?

– Sim, claro. – Murta respondeu.

– Agora, vou deixar-te com o Malfoy. – Elle saiu. – Podes entrar, Malfoy. Eu vou embora. – Elle foi-se embora a correr. Já estava meia-hora atrasada quando entrou pela Sala Escondida.

– Estás atrasada, Elle. – Laura disse. Todos pararam de praticar.

– Podias ao menos fingir que acreditas neste grupo. – Disse Pofer. Elle olhou-o. Todos o olharam. – Agora que sabemos que tu estás ajudar-nos quase desde que vieste para Hogwarts, podias continuar a acreditar em nós. Mas não, tu até chegaste atrasada. Achas que nós já não valemos a pena?

– Não é nada disso, Pofer. – Elle falou alto. – A caminho daqui, mesmo à esquina do corredor, encontrei o Malfoy, e eu tive que o afastar. Acabei por me atrasar, mas ele não podia desconfiar disto. – Ela fez um gesto com os braços.

– Ah, desculpa, é que… eu quero que isto corra bem. – Os outros sorriram com a afirmação.

– Nós sabemos, Pofer, é o que todos nós queremos. – Disse Laura. – Agora, não percamos mais tempo. Temos que continuar. – Todos se colocaram no seu lugar e continuaram a reunião. Nada ia conseguir acabar com aquilo.

– Acabei de saber de uma coisa. – Laura tinha saído para ir buscar uma poção ao quarto para um amigo que tinha ficado magoado. – Ouvi os rapazes a comentarem enquanto saía. A França ganhou à Dinamarca. – Elle sorriu e aproximou-se de Laura que deitava a poção na perna ferida. – Pelos vistos, a Dinamarca é melhor com as quaffles. Mas o seeker de França, — Laura olhou para a amiga. – é melhor que o deles. Estavam a perder por poucos mas depois apanharam a snitch… Ganharam.

– Boa. – Elle sorriu e os outros também. – Desculpem mas é o meu país. Eu…

– Não faz mal, nós percebemos. – Disse Derina que ria da festa de Elle.

– E também percebemos que fiques feliz uma vez que o teu irmão é o seeker. – Laura falou levantando-se.

– Eu não sabia. – Ouviu-se alguns a falar.

– Pois, o meu irmão usa Leon R., que é para não o associarem à família. Ele não quer ser conhecido por ser o Leon Rouchouse, descendente de uma longa linhagem de feiticeiros e de uma das famílias mais importantes de França. Ele quer ser conhecido com Leon R., o fabuloso seeker de França. – Elle explicou encolhendo os ombros. – Quem quiser realmente descobrir, descobre.

Eles voltaram ao trabalho e Elle só pensava que tinha que comunicar com o irmão para lhe dar os parabéns pela sua boa exibição.

Notas finais
Gostaram? As coisas estão a tomar o seu rumo. Elle com o Exército e Dumbledore e Irina com o Grupo e toda a sua tentativa de passar despercebida numa escola onde é a nova aluna. Bem, o próximo terá algumas desavenças, podem adivinhar entre quem. Beijinhos