O Plano
1 As Máscaras que Usamos por Amor
Notas iniciais
A noite erguia-se, bela e majestosa, e a brisa fresca de verão acariciava a pele daquele que se aventurasse a sair no meio da noite. Muitas damas e cavalheiros aglomeravam-se dentro de um salão de baile, no palácio de Leeds, em Kent, onde o Conde Sísifo e a Condessa Violet comemoravam o Ano Novo com um baile de máscaras.
A música já inundava o salão, convidando a todos para uma valsa, os rostos mascarados de todos causavam uma sensação de mistério e até mesmo assustava àqueles que estivessem despreparados para reencontrar as faces estagnadas e coloridas.
Havia muita conversa, risos e animosidade, talvez isso tivesse sido causado pela bebida, porém, três recém-chegadas não se importavam com o barulho do salão, uma vez que estavam por demasiado ansiosas pela presença naquele local.
— Pelo amor de deus, meninas, se acalmem! – pediu a de cabelos rubros, presos em um penteado simples, decorado com penas que saia da máscara dourada cobrindo desde parte das bochechas até o fim da testa. O vestido de saias armadas e brilhantes era feito de um tecido furta-cor, que brilhava em diferentes tons dependendo da posição da luz, o corpete tinha um decote quadrado e comportado, com mangas translúcidas, largas no começo, mas que se firmavam no pulso por uma fita de seda branca. – Aisha, você está de máscara, ninguém via te reconhecer, e Clio, é sua primeira festa na sociedade, ninguém sabe quem é você! Divirta-se! – e fez um biquinho brincalhão com os lábios pintados de dourado.
— Falando assim parece fácil, Mena... – murmurou Clio, abaixando o rosto coberto por uma máscara que parecia imitar as asas de uma borboleta, abertas e lindamente estampadas em nuances de laranja e vermelho. Estava linda em um vestido de gala bordô com o corpete apertado e todo cravejado de diamantes, com as alças grossas feitas do mesmo tecido da longa saia armada, brilhante como o fogo. – Estamos colocando muita coisa em jogo... – e colocou um fio do cabelo platinado, que lhe fugiu à complicada trança embutida, atrás da orelha.
— Srta. Clio, por favor, tente se acalmar... – pediu Aisha, a mais envergonhada de todas.
A máscara lhe cobria todo o rosto, escondendo a face por baixo de uma cobertura fina de gesso, com os olhos recortados e as pálpebras da máscara decoradas de azul cintilante, contornados de dourado. Os lábios forma pintados na forma de coração, e toda a face da máscara continha aplicações de notas musicais, dando um ar mais artístico à obra.
O vestido consistia em um corpete com decote em forma de coração, mangas ¾ com babados de tule azul-celeste na barra. A saia abria-se em roda, exibindo sua linda cor de azul-turquesa, combinando perfeitamente com o corpete; o decote era decorado com pérolas, assim como os detalhes da saia e o laço enorme que se prendia na base das cotas. Os sapatos eram delicados e feitos sobre medida, e, por conta da máscara, ela preferiu prender os cabelos em um coque complicado, finalmente decorado por pérolas e fitas.
— Mas... – Clio tentou refutar, porém, ao ver o quanto as duas outras queriam ficar, fez um esforço e suspirou. – Está bem!
— Se quiser ir, eu não vou lhe segurar, no entanto, eu e ela ficaremos até o fim! – riu Alcmena, erguendo a barra da saia, agarrando a mão e Aisha e a puxando para atravessarem o salão em direção à mesa cheia de taças com champanhe.
Clio, inconformada pelo jeito como a prima havia lhe tratado, seguiu a passos rápidos até ela, enganchando o braço no de Aisha, permanecendo próxima das moças. Alcmena repuxou os lábios finos, soltando uma risada baixa e discreta.
— Eu sabia. – negando com a cabeça, pegou duas taças da mesa e ofereceu uma para cada amiga, pegou uma para si depois disso e simulou um brinde, virando o conteúdo da taça logo em seguida. – Eu ainda prefiro aquela bebida que tomamos com Violet quando visitamos a casa de Campo dela na primavera.
— O nome é vodca! – e lá estava Violet, divina em um vestido lilás, com o decote decorado com orquídeas artificiais, mangas curtas, e as saias não muito cheias. A máscara cobria apenas a parte dos olhos, em um tom branco, e tinha os lados decorados com as mesmas flores do decote. – E quem me trouxe foi o bom duque Nicolai Vladslav.
— Condessa! – exclamou Aisha, reverenciando a recém-chegada. As outras duas imitaram o gesto da loira, e depois voltaram ao normal.
— Sejam bem-vindas à minha festa, senhoritas! – exclamou a mulher, sorrindo com delicadeza. – Alcmena, querida, prometo que vou providenciar a vodca para você da próxima vez.
— Você sabe que eu prefiro ir logo para a inconsciência causada pelo álcool. – riu a ruiva, cruzando os braços sobre o peito. – Violet, gostaria de apresentar minhas companheiras! Essa é Lady Clio Papadopoulos, minha prima em terceiro grau; e nossa querida amiga, a senhorita Aisha Smith, vinda diretamente de Londres!
— Ó, deuses! Eu adoro Londres! Queria poder passar mais tempo em Londres do que aqui em Leeds! – exclamou a jovem condessa, segurando as mãos de Aisha, animada como nuca. – Precisa me contar um pouco sobre como estão as coisas! Há dias pessoa que Sísifo me leve para visitar a Rainha, e há séculos ele me ludibria dizendo que vamos!
— Aisha deixou para trás a vida da cidade grande, Condessa. – interrompeu Clio, notando que a melhor amiga parecia sem palavras. – Ela está vivendo com a minha querida prima há alguns meses, o pai achou que seria um bom jeito de ser introduzida na sociedade Inglesa, já que Mena já participa dela há muito tempo.
— Ah, e como eu participo... – bebendo mais um pouco de um novo champanhe e se lembrando de suas idas às festas da Rainha Vitória, onde ela chegou a se engraçar, brevemente, com o irmão do Príncipe Albert. Aisha quase morreu do coração ao pegá-la aos beijos com o nobre. – Falando nisso, como anda seu primo, Violet? Bernard Dégel Henrry Pelham-Holles, não é?
— Até parece que você não sabe. – Violet usou seu leque para estapear levemente o braço da amiga, vendo-a soltar uma risada alegre. – Da última vez que eu o vi, ele estava dançando com uma senhorita de Brighton!
— Mande seu marido trazê-lo para cá! – animada, Mena deixou a taça de lado, juntos as mãos sobre o peito de forma teatral. – Quero apresentar Aisha e Clio para ele!
— Sua danadinha! – riu a condessa, volvendo o olhar para o salão, rapidamente encontrando o marido e o chamando para perto.
Sísifo era um nobre, vestia-se e agia como tal, encantando a todos com seu charme e educação, por isso, antes de ir até a esposa ele desculpou-se gentilmente com os senhores com quem conversava, e só depois foi até ela, mantendo um sorriso plácido em seu rosto, enfeitado com uma máscara negra como a noite, tapando desde sua testa até perto das bochechas.
— Minha esposa. – primeiro cumprimentou a esposa, arrancando sorrisos ternos das outras moças. – Lady Alcmena Vardalos-Johansson, — gentilmente ele curvou-se e beijou a mão direita da ruiva, como mandava a etiqueta. – minha senhora, teria o prazer de me apresentar às duas lindas moças que a acompanham?
— Sísifo, sempre que você fala assim, eu me esqueço que somos primos. – reclamou Alcmena, bufando levemente. – Essa é Lady Clio, minha prima em terceiro grau por parte de mãe, e Senhorita Aisha Smith, de Londres!
— Por Deus, é uma vergonha nunca termos sido apresentados, Lady Clio! – ditou Sísifo, beijando a mão da platinada. – Sou conhecido por manter a família o mais próxima possível!
— Não teria como, senhor Conde! – garantiu Clio, sorrindo abertamente. – Eu cheguei recentemente de Esparta.
— Eu nem consigo imaginar como estão as coisas por lá! – riu brevemente Sísifo, o que deixou Violet meio aérea uma vez que ela não conseguia parar de admirá-lo. – Senhorita Aisha, não me lembro de tê-la conhecido em outros bailes de Londres! Está debutando hoje?
— Não, senhor. – Aisha sentiu seu sangue gelar quando o Conde lhe beijou a mão e perguntou de seu passado. – Nunca tive permissão para ir a bailes. Não antes de milady Alcmena ser minha madrinha. – não se podia ver o rosto da moça, porém, Clio e Mena sabiam que ela estava sorrindo.
— É por isso que está usando uma máscara dessas? Está tímida! – brincou ele, arrancando risos nervosos das três. – O que precisa de mim, minha querida? – voltou a se dirigir à esposa, arrancando dela um sorriso encantado. – Peça-me o céu e eu implorarei à Deus por ele, peça-me todas as estrelas e as roubarei para ti! – o conde segurou firmemente as mãos da esposa, beijando os dedinhos delicados com todo cuidado.
— Por que é que eu não arrumo um marido assim? – a lady de cabelos rubros encenou um choro, recebendo o olhar reprovador de Clio.
— Porque você não quer. – respondeu a platinada, revirando os olhos.
— Meu querido, nossa amada Alcmena deseja apresentar as lindas amigas à Dégel! – exclamou Violet, piscou os olhos azuis, sorrindo como a menina que era.
— Por Deus, prima, quer criar concorrência para si mesma? – Sísifo zombou da mais baixa, que conteve o ímpeto de estapeá-lo ali mesmo.
— Você bem sabe que eu e querido Dégel somos apenas bons amigos, priminho. – volveu Mena, segurando Aisha pelos ombros. – Aisha, pelo contrário, é uma jovem bela, sadia, cheia de predicados e que eu posso muito bem apresentar para meu querido AMIGO.
— Milady... – mais dura que uma pedra, a loirinha não sabia o que fazer.
— E ela também está de olho no Cônsul Chinês que veio pelo Dalai Lama. – Clio recebeu um tapa da prima, que prontamente bufou e virou a cara para mais nova, arrancando um riso de Aisha e Violet.
— Primeiro, ele não é Chinês, ele é Tibetano. Segundo, não comece a falar as coisas se não aguenta quando eu começo a relatar o que a mocinha anda fazendo. – ditou a ruiva, ajeitando seus cachos, cortados até os ombros. – Terceiro, Rugonis disse que eu deveria arranjar outro marido depois que ele morresse, eu estou tentando fazer isso!
— Mena está certa, menina! — riu Violet, segurando o braço cedido pelo marido. –E, enquanto não trago Dégel, por favor aproveitem a festa, sim?
— Será um prazer, condessa. – garantiu Clio, sapeca.
— Com licença, miladies! – pediu Sísifo, guiando a esposa para buscarem Dégel.
Alcmena suspirou, apoiando-se na mesa e levando a mão até o peito, sentindo o coração disparado. Certo, haviam passado por Sísifo, o que significava que havia conseguido disfarçar muito bem Aisha e manter o papel que haviam ensaiado... Agora, ela temia apenas pelos olhos percutores do Senhor Amamiya Kazuhiko, o samurai que Sísifo havia trazido do Japão como seu melhor amigo e mais novo Cavaleiro ordenado pela rainha.
— Mena... – murmurou Aisha, encarando a amiga de forma temerosa. – É melhor irmos para casa, estamos nos arriscando muito.
— Não. – ditou a grega, olhando da amiga para a prima. – Eu só saio desse baile na hora em que você tiver um pretendente que vai te tirar da casa do seu pai, Mile... Aisha. Entendeu? Rugonis te deixou sob meus cuidados, e eu não vou deixar você voltar para aquela casa de horrores.
— Respire, Mena, senão vão reparar que você está mal! – pediu Clio, abanando a prima com as mãos. – Se recomponha, pelo amor de Deus!
— Eu preciso de ar... Clio, escuta, se o Dégel vir, corra me chamar, entendeu? – sentenciou ela, vendo a moça acenar efusivamente com a cabeça. – Esse encontro com o Sísifo me tirou do ar.
— Vá lá respirar, Mena, precisa estar com a cabeça no devido lugar para conseguir convencer o Dégel a fazer parte do seu plano. – volveu a platinada, segurando as mãos de Aisha, também apreensiva.
— Vai dar certo. – olhando seriamente para as duas, a ruiva de recompôs. – O Dégel não aguenta um par de peitos como os dela! – falando mais consigo do que com as outras, Alcmena deixou as moças para trás, precisava pensar colocar as ideias no lugar e agir com calma e frieza...
Aisha e Clio suspiraram, estavam tão nervosas quanto a ruiva, e, se aquele plano falhasse, elas teriam que fugir para a Grécia com uma velocidade recorde.
A verdade era que Aisha não era uma simples senhorita amiga das ladies gregas, ela era na verdade Milenka Rostova, filha de Fyodor Rostov, o falido Conde siberiano, um homem vil e cruel que governava sua casa a base do terror.
Fyodor almejava casar Milenka com Rugonis, o rico burguês sueco que transformara o nome da família Johansson em um ícone da exportação e transporte. Não havia uma alma em toda Europa, Ásia e América que nunca tivesse ouvido falar no nome Johansson e não soubesse da história do filho bastardo de um nobre Suéco que, além de deserdado, havia tirado a mãe e os avós da miséria com uma boa ideia e gente injetando capital em seu projeto.
Rostov, como todo homem bem informado, almejou casar Milenka (Aisha) com o sueco, porém, qual foi sua surpresa ao descobrir que o mesmo já estava de casamento marcado com Alcmena Vardalos, a doce filha do maldito Odisseu, um banqueiro cheio de posses, apólices e aplicações, que prometiam triplicar a riqueza da família com o passar dos anos.
Consternado pela maldade à qual Aisha era exposta, Rugonis armou com a mãe da menina e conseguiu raptá-la, levando-a para a Inglaterra, onde agora vivia uma vida tranquila com a esposa. Os dias viraram semanas, as semanas viraram meses e o pobre Rugonis adoeceu, deixando Alcmena desesperada.
A tuberculose era uma sentença de morte, por isso, o sueco tratou de organizar seus negócios, deixar tudo em perfeita ordem e deixar tudo certo para que Alcmena assumisse o comando de tudo quando ele se fosse. Ele ensinou à ela um pouco de tudo, e também lembrou-se de Milenka, para quem deixou um dote generoso e algumas terras compradas na Itália, onde ela teria proteção caso o pai a viesse procurar.
No decorrer desse tempo, Mena achou por bem trocar o nome da nova irmã (pois sim, ela era mais do que apenas uma amiga), e, escolhendo um lindo nome oriental, nomeou a bela loira como Aisha – Viva, traduzido do árabe.
O problema maior surgiu depois da morte de Rugonis... Alcmena foi contatada por um detetive e dois assassinos de aluguel a serviço do marido, e todos lhe deram a mesma notícia: Fyodor estava seguindo o rastro da filha e logo a encontraria.
Por lei, ele tinha todos os direitos sobre a filha e, por tabela, à tudo que Rugonis havia deixada para ela. Desesperada, Alcmena pegou Aisha e Clio, sua querida prima que vinha morando com ela nos últimos meses de luto, e partiu para a propriedade que mantinha no condado de Kent, mais precisamente em Leeds, onde passaram a viver de forma discreta, com breves aparições de Alcmena na corte, raras visitas à Londres, e ocasionais casos com homens da nobreza, para que Fydor não pudesse rastreá-la, uma vez que as amantes costumam ficar perto para não perderem seu posto.
Com o passar dos meses, Clio juntou-se à prima no desenvolvimento de um plano para conseguir um pretendente para Aisha e, por conhecer a peça e confiar no caráter dele, Alcmena escolheu Dégel, o primo francês de Violet, para ser o marido de Milenka.
Agora, lá estavam elas, preparando-se para iniciarem uma negociação de noivado, que deveria ser feita pelo homem da família e não pela viúva. Talvez a única coisa à favor delas era que a senhora Johansson e o francês tinham uma amizade construída na base de conversas amistosas e discussões literárias.
— Ela está se arriscando demais, — começou Aisha, abaixando a cabeça. – já falam muito dela por cuidar da Exportadora sozinha! E eu agora dando todo esse trabalho...
— Aisha, — Clio segurou a face mascarada da russa. – você é da nossa família também! Eu não sei o que teria sido da Mena sem você naquela casa enorme depois que o Rugonis morreu! Se estamos colocando em risco nossa reputação e nosso nome, é por que nós realmente te amamos, e eu não quero ver você com essa cara de novo, certo? Vai dar tudo certo! Aquela víbora vermelha aprendeu à negociar com o marido, ela vai dobrar o Dégel.
— E se não dobrar? – levantando a questão, os olhos de Aisha forma passear pelo salão de baile, perdendo-se nas cores e formas que as pessoas exibiam. – A honra, a moral e os bons
— Por que você acha que ela está dando em cima do Cônsul? – questionou Clio, soltando um sorriso fraco. – Por que você acha que eu tenho me encontrado com Manigold?
— Vocês estão ganhando terreno?! – exclamou a loirinha, sentindo as lágrimas virem aos olhos. – Clio... Até você?
— Meu bem, flertar com Manigold Giacometti não é nenhum bicho de sete cabeças! – riu a platinada, colocando as mãos na cintura. – Já está na hora de eu me casar e ele é um bom homem, gosto dele! Então, qual é o problema de unir negócios e prazer?
Dando uma risada mesclada a vontade de chorar, Aisha abraçou a amiga, controlando-se para não fazer uma cena no meio do salão de bailes, enquanto Clio também tentava se recuperar, sentindo os olhos marejarem ao fechar os olhos e imaginar o que aconteceria com Milenka se o pai a achasse.
~
Alcmena andava de um lado par ao outro dentro do escritório de Sísifo, no segundo andar da mansão. Conhecia aquele lugar de outros tempos, quando passava os verões a visitar os tios e tudo parecia ser mais fácil do que era agora.
Foi até a escrivaninha de Sísifo, enchendo um copo com whisky, virando o conteúdo de uma vez só, fazendo uma careta quando o líquido desceu queimando por sua garganta, indo cair direto no estômago vazio.
Largou o copo sobre a escrivaninha, e virou de costas para a mesa, tirando sua máscara, jogando-a na poltrona ao lado, respirando fundo. Precisava pensar friamente agora. Se Dégel não aceitasse se casar com Aisha, ela teria que mover suas peças rapidamente.
— Deus, me dê coragem para fazer o que eu vou fazer, e que meu Rugonis me perdoe por manchar nossa honra assim. – murmurou a ruiva, terminando o breve pedido ao fazer o sinal da cruz.
Encheu novamente o copo, dessa vez saboreando devagar a bebida, engolindo o líquido em seco quando ouviu a porta ser aberta por Clio, enquanto ela mantinha aquele olhar preocupado.
— Violet e Sísifo se aproximam com um homem elegante de cabelos negros como o ébano! – ditou a mais nova, arfando como se tivesse corrido. – Devemos correr, pois deixei nossa Aisha sozinha!
— Que comecem os jogos. – sentenciou Mena, bebendo o último gole da bebida para depois resgatar a máscara e recoloca-la.
As primas saíram do escritório com olhares obstinados. Por amor à amiga, e por suas reputações, o plano deveria funcionar tal qual um relógio suíço, e, mesmo que aquilo fosse doloroso, era o dever e honra como as ladies que eram ajudar Aisha a ter seu final feliz.
Ou melhor, seu começo feliz.
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