O Pequeno Paciente [HIATUS]
3 Edward Graham
Notas iniciais
Matthew Harris detestava usar o terno.
Infelizmente, nas últimas uma hora e meia, estava a usar um.
Primeiro, teve de ir comprar os bolos para ir à casa do Edward Graham – seu chefe do Hospital de Seattle -, sufocando com o colarinho engomado da camisa que o tinha comprado para a ocasião. E agora ali estava ele, naquele padaria cara que possui bolos caros. Pois o seu chefe adorava coisas caras porque os achava os mais deliciosos do que os baratos. Na verdade, tinha de concordar com ele.
Quando saiu da padaria junto com caixa de bolos e doces, sentiu um arrepio. Olhou em sua volta e, depois, estranhou-se. Não se via nada o rosto conhecido. Apenas encolheu-se os ombros e postou a caminhar, estava atrasado.
No outro lado, estava os dois homens escondidos atrás da parede, ambos sorrindo maliciosamente. E começaram a seguir o seu alvo.
–--
Oh meu Deus, porquê deve de acontecer justamente agora?, berrou Matthew em pensamento.
Estava a correr que nem um louco, segurando a caixa dos bolos. Quase tropeçando por cima do lixo e agradeceu mentalmente por não ter caído. Mas não sabe o porquê estava sendo seguido pelos dois homens desconhecidos? Como Matthew era burro! Porquê não se tinha prestado atenção? Agora já era tarde demais. Não sabia a que horas seriam mas tinha impressão que eram às seis da tarde ou mais... Como já era de noite, era natural que seria roubado em qualquer momento ou... seria estuprado?
O coração do Harris bateu freneticamente. Estuprado? Não, ele não vai deixar isso acontecer. Tinha de fazer algo!
Ouvia os passos dos dois homens a seguir, Matthew desviou para a direita e aumentou a sua corrida. Ainda não estava cansado, tinha o seu hábito de controlar os pulmões. Como ele era incrível, entrou na Universidade de Harvard, já foi campeão de natação mundial, era elogiado pelo todos por causa da sua beleza e talento. E tornou-se um dos melhores médicos dos Estados Unidos da América.
Mas agora está sendo seguindo pelos dois homens que ainda não tinha visto nos rostos deles. Estava escuro, não dava para exergar. Como era azarado!
Neste momento, teve ainda mais azar. Encontrou um beco sem saída.
Aflito. Os olhos do jovem percorreram em toda à sua volta, havia lixos em toda a parte, muitas folhas de jornal espalhavam pelo chão, tinha uma mancha de água ali e acolá. Alguns caixotes de lixo estavam no chão, revelando a sujidade, e alguns permaneciam em pé, com ou sem tapa do caixote de lixo. Na sua esquerda e direita tinham paredes, sem rota de fuga.
Nada.
Sem escolhas, o corpo do jovem cirurgião encolheu pela parede, viu os dois homens que estavam a soltar os risos baixinhos, ainda com rostos tapados pelo escuro. Matthew, indignado com os dois homens pois ambos não estavam cansados e sem fôlego.
A situação estava mais vantajosa para os dois desconhecidos e Matthew estava assustado, assustado demais.
O medo invadia pela mente do jovem. Chingava mentalmente que como podia acontecer nesse momento enquanto ia para a casa do Edward?
Subitamente, os dois estranhos começaram a aproximar-se. Agora, Matthew conseguia ver os sorrisos estampados nos lábios deles, assustado, encolheu mais na parede mas, de repente, sentiu a impressão que já os conhecia aqueles corpos que os aproximavam.
Felizmente, quando mais a aproximação estava perto, revelaram os rostos, tinham finalmente saído da sombra.
Matthew ficou chocado quando viu os rostos deles. Enrugou-se toda a testa, os olhos tornaram-se mais assustadores do que normal. O ar sombrio invadiu-se, revelando todo o seu ódio e raiva que sentia por eles.
― Calma, Matt! Não fizemos por mal! – gritou o homem com cabelo azul mas, quando relembrou o rosto do jovem que antes estava apavorado, acabou gargalhando alto.
Matt ficou ainda mais irritado, permitindo soltar os grunhidos de raiva.
― Seu… ― afastou da parede, indo à direção ao homem que ria histericamente mas foi impedido pelo outro homem com cabelo preto. ― Me afaste… ― grunhiu.
O homem abanou a cabeça negativamente, deixando claro que não o deixava passar. De repente, aproximou-se num movimento rápido que lhe fez Matthew arregalasse os olhos e, ao mesmo tempo, com medo. Ele era mais alto do que o menor, o seu corpo era bem atlético e o jovem mais esguio. Os seus olhos felinos eram tão negros como o seu cabelo curto e com franja desfiada. A sua pele era alva misturando com leve bronzeado. O menor olhou para figura alta que estava na sua frente, os olhos negros o olhava de uma forma estranha que lhe fez o jovem médico arrepiasse, não queria pensar o que significava aqueles olhos tão… penetrantes e brilhantes. A consciência do jovem voltou então tentou empurrá-lo para afastar. Estava com pressa para ir bater no Liam.
― Ryan – disse Matt em tom que o deixou claro que não estava aturando a brincadeira.
Anderson continuava na mesma posição. Inclinando-se sobre o menor, sentindo a aroma do Matt invadindo nas suas narinas. Como ele cheira bem! Abriu-se um sorriso calmo ao ver o rosto do menor se ruborizando levemente.
― Ryan! — repetiu Harris com aflição, tentando novamente a empurrá-lo. – Me deixe bater no Liam!
Finalmente, Ryan se afastou lentamente mas ainda sem tirar os olhos nele. Cruzou os braços e sorriu novamente, desta vez, malicioso. Liam continuava a gargalhar, o seu tronco estava abaixado, a mão cobria na barriga e a outra batia no seu joelho, não aguentando de relembrar o rosto de pavor de Matthew.
― Quando nós vamos fazer “aquilo”? – perguntou Ryan, sério, sem um pingo de vergonha no seu rosto.
É claro que essa pergunta lhe fez Matt ruborizasse e Liam parou o que fazia, assustando-se aquilo o que ouviu mas não resistiu e voltou a rir novamente. O menor hesitou e, com cabeça toda à volta, virou-se para o maior, batendo levemente no peito dele.
― O-o que você tá d-dizendo? Ryan! Pare com isso! – gaguejou Harris, voltando-se para Liam que continuava a rir.
Ryan soltou uma risada.
― Brincadeira – sorriu.
― Não teve piada! – disse o mais novo, se afastando dos dois. Sentia vontade de matar os dois e rapidamente fugiu antes que comete um homicídio.
― Para onde vais? – indagou Liam, o seu indicador limpava as lágrimas de tanto rir e a outra mão acariciava as dores de barriga de tanto rir, erguendo-se lentamente.
Liam Rodriguez, um homem pálido como Matthew, aparentava como um jovem adulto mas um pouco mais novo do que Ryan. O seu cabelo azul claro que estava amarrado em um rabo-de cavalo, era longo e com franja. E os seus olhos dourados fixavam curiosamente no menor. Era lindo como Ryan – e alto como ele — e Matt continuava a ser pequeno para eles.
― Eu combinei com meu chefe que ia para casa dele – revelou o jovem, com sorriso de cinismo. – A propósito… Porque vocês estão vestidos assim? – concluiu, olhando surpreendido para a roupa dos dois, esquecendo a raiva e ódio que nutria por eles.
Ryan trajava uma camisa de manga comprida preta e uma gravada branca, no seu peito esquerdo havia uma flor azul que estava preso no bolsinho da camisa. E uma calça preta que mostrava o cinto branco em volta da cintura dele e um par de sapatos negros. Realmente ficava bem nele. E Liam vestia uma camisa de manga preta que dobrava na metade dos braços, a sua gravata desarrumada com xadrez azul e preto e a cor verde musgo aparecia só na frente da camisa, permitindo que o seu umbigo mostrasse à todos. A sua calça igualmente preta, desta vez, sem cinto. Tinha alguns acessórios colocados no pescoço e no braço esquerdo.
Matt admirava o charme dos dois, eram simplesmente irresistíveis belos. Imaginou se os dois podiam ser um casal.
Ryan e Liam se entreolharam um do outro e sorriram para o menor.
― Estamos indo para a discoteca – respondeu Liam, piscando o olho dourado para o menor. ― E queres vir também? – indagou ansiosamente.
― Não quero, estou cansado por causa de vocês – disse o menor, olhando para as horas no seu pulso, ainda carregando a caixa de bolinhos, e arregalou os olhos. Estava atrasado.
― Pelo menos, você fez um bom exercício – Liam gargalhou e Ryan apenas permanecia calado.
― Cala a boca – disse o jovem em tom ríspido que fez Liam e Ryan ficassem surpresos, percebendo que os haviam exagerado. E, depois, o menor suspirou profundamente. – Tenho de que ir. Até mais – virou-se de costas e começou a caminhar.
― Espera – gritou Liam, o chamando atenção. Matt ainda estava de costas para ele, Liam continuou. – Desculpa, eu não esperava que você ficasse assim… Eu sei que nós exageramos mas só queríamos… – pausou por uns segundos porque Ryan estava a olhar suplicante que devia parar mas Liam ignorou – Divertir. – concluiu.
Ryan ficou com rosto impassível, com braços cruzados, os seus olhos negros olhavam para Liam que o olhava também, transmitindo a mensagem: Idiota.
O jovem virou-se, com sorriso de cinismo.
― Eu pensei mesmo que eu ia ser estuprado por dois estranhos, mas afinal eram apenas os dois idiotas que eu conheci há 3 anos. Não vou perdoar vocês. – lançou-lhe o olhar mortal para os dois e postou a correr, afastando deles.
Ryan deu tapa na cabeça do Liam que soltou um pequeno grunhido de dor.
–--
Algum tempo depois, Matthew já encontrava na porta do Edward. Deixou a caixa de bolinhos no chão enquanto arrumava o seu terno. Depois disso, agarrou a caixa e respirou o fundo. Estava preparado, então levou a mão na campainha e tocou.
A porta abriu-se, apareceu a figura que era um homem alto, com cabelos loiros ondulados com corte elegante e único, os seus olhos hipnotizadores eram tão dourados quanto o cabelo. A sua pele alva como Matthew, possuia um corpo robusto e usava um terno negro com camisa branca e uma gravata verde, meia desarrumada. A manga do casaco e da camisa estavam dobrados no meio do pulso. Parecia um jovem adulto mas na verdade tinha 37 anos, Matthew não acreditava aquela idade que ele tinha, pois não fazia sentido ele tivesse um aspeto tão jovem com idade maior.
Lembrou quando entrou para interno, estava na frente do chefe que se encontrava ao lado do médico que tinha as mãos enfiados nos bolsos da sua bata branca.
― Bom dia. Eu me chamo Dr. Edward Graham, sou chefe do Hospital – disse em tom suave, sorrindo entre lábios. – E esse é Dr. James Jackson que vai dar aulas para todos vocês.
― Bom dia, espero que nós demos bem – disse Dr. James, sorrindo e colocando um dedo de meio no meio dos óculos, empurrando-o.
O murmúrio geral sussurrava uns dos outros surpreendidos, não esperavam que aquele chefe fosse tão jovem pois esperavam que fosse mais velho.
Matthew ficava assombrado aquela cena. Dr. Edward deve estar a brincar, com aspeto tão jovem não deveria ser chefe. Levantou a mão no ar, queria verificar se ele estava mentindo ou não.
Edward viu a mão erguida, baixou a cabeça para ver o rosto e assustou-se, era ainda mais novo do que ele. Então, sorriu:
― Diz.
― Me desculpe, não tenho intenção de parecer insolente… em que idade tens?
― Tenho 33 anos – revelou, sorrindo entre lábios. O murmúrio começou novamente, surpreendidos, alguns o olhavam para o chefe. – E o seu?
― 18 – retribuiu com um sorriso entre lábios.
O murmúrio geral ficou ainda mais indignado com a idade do menor, olhando para o maior e para o menor. Dr. Edward soltou uma gargalhada agradável e Dr. James olhava interessado para Matthew, colocando os dedos no seu queixo, parecia avaliando o menor na sua frente.
― Qual é o seu nome, novato? – perguntou Dr. James.
― Matthew Harris, prazer – disse em tom mais educado possível, abrindo um sorriso encantador que fez Dr. Edward e Dr. James admirarem a sua beleza. Os outros murmuravam com elogio, pois se deram conta que os três belos homens estavam presentes.
Dr. Edward achou que era melhor retirar antes que essa situação aquecesse mais, então despediu todos mas, antes de ir, o chefe sussurrou algo no ouvido do Dr. James que o ouvia atentamente e depois retirou-se rapidamente.
Desde então, Dr. James ficava cada vez mais assombrado quando via Matthew que salvara muitas pessoas, operando com suas mãos habilidosas, tratava os pacientes com a sua gentilidade e outras coisas. E assim ganhou um apelido como o “Anjo Salvador”. Dr. Edward ficou tão orgulhoso pelo menor então o declarou como o médico de alta categoria.
― Ei, “Anjo Salvador”, voamos ao King? – gargalhou Dr. Edward, fazendo os gestos de voar.
Matthew sorriu, sabia perfeitamente que ele estava referindo pelo café conhecida como King, ao lado do hospital. Ele e o chefe haviam tornado amigos íntimos em tão pouco tempo, já fazia um ano que ambos se conheciam como se fossem tantos anos.
Dr. James chegou nesse momento, acompanhado pelos dois mas murmurou algo para que os dois parassem ali e aproximou-se do chefe. Dando um pequeno empurro nas costas do chefe, o dizia que não podia sair ainda só depois de seu turno estiver terminado.
― Humpf – resmungou o chefe, enfiando as mãos nos bolsos.
― Por favor, você é o chefe. Não seja irresponsável – suspirou, massageando as têmporas.
― Está bem, está bem.
― E depois vais voltar a fazer o mesmo. Você nunca muda – soltando mais um suspiro e virou-se para o menor. – Matthew, tenho um favor para você. Importas?
― Não me importo – disse rapidamente. – Qual é o favor?
― Venham aqui – pediu o loiro, fazendo um sinal.
Os dois obedeceram, aproximando deles. Matthew ficara surpreendido quando viu a dupla sublimes homens, um tinha cabelo preto e o outro de cabelo azul claro. Dr. Edward sorriu, sabia quem eram os dois.
― Matthew, esses dois serão seus aprendizes – revelou Dr. James, com um sorriso divertido.
O “Anjo Salvador” ficou congelado por uns minutos, não acreditando no que ele disse. Nunca fez isso na sua vida, seria sua primeira vez a ensinar aos homens novatos. Quando voltou em si, deu conta que os dois eram mais velhos do que o menor. Então, ficou em silêncio. Talvez esses homens estejam a pensar que como podia permitir que o menor seja um dos seus professores.
― Esse fedelho vai nos ensinar? – disse o moreno em tom grosso, indignado.
― Sim – Dr. James sorriu, olhando para o menor que o lançava olhar aterrador para o moreno e logo apressou-se. – Esse é o Ryan Anderson – apontou para o moreno que lançava-lhe o olhar fulminante para o menor de volta. – E esse, Liam Rodriguez – concluiu com um sorriso entre lábios, ignorando os olhares assustadores do Ryan e Matthew.
Matt suspirou, sabia que ia acontecer, mas não deixava isso para desanimar. Esboçou um sorriso calmo, levantando a mão para Liam que foi prontamente arregalados.
― Sou Dr. Matthew Harris, espero que demos bem, Liam e… ― mudou para o tom ríspido. – Ryan.
Ryan pôs os dedos na mecha e jogou para trás, exibindo um olhar divertido. E Liam tentou contestar o riso mas, infelizmente, deixou sair um pequeno som de riso e voltou rapidamente com sorriso de cinismo.
― Prazer, Dr. Harris – Liam aproximou-se do menor, levantando a mão que foi prontamente apertado calmamente.
― Matthew? – uma voz masculina invadiu nos ouvidos do menor que sobressaltou, afastando as suas lembranças.
― Ah… Boa noite, chefe – sorriu amarelo.
― O que se passou? – perguntou o chefe, colocando a mão na testa do menor, com ar preocupado. – Estás bem?
― Nada. Estou bem.
― Hum… certo. Entra, estás atrasado – sorriu.
― Me desulpe pela demora, é que o Ryan e o Liam fizeram uma brincadeira de mau gosto – disse o menor, adentrando pela casa do chefe.
O chefe ficou curioso, fechou a porta e caminhou pela sala sendo seguindo pelo menor.
― O que se passou afinal?
― Bom… por favor, me prometa que não vai rir?
― Não vou prometer. Se tiver piada, vou rir, evidentemente – sorriu, adentrando pela sala grande. Matt revirou os olhos e viu o chefe dirigindo a sofa e sentou-se. – Essa caixa aí que estás segurando, entrega à Kylie.
Matthew assustou-se ao ver a empregada que se encontrava ao seu lado, entregou a caixa à mulher e ela saiu com vénia. O menor soltou um suspiro enorme, aproximou-se do chefe e sentou-se no sofá.
― Vou começar – disse o menor, contando os pormenores que aconteceu há pouco tempo.
Alguns minutos passaram, o chefe já não encontrava no sofá nem Matthew, agora encontravam-se na cozinha, o som de riso espalhava pela toda a casa. As empregadas olhavam curiosas para o patrão que ria histericamente, a sua mão direita batia freneticamente na mesa de mármore grande e o braço esquerdo apoiava sobre mesa para não cair de rir e, ao mesmo tempo, soltando as lágrimas de hilaridade.
― Edward! – gritou o menor, agarrando um copo de água perto da pia que estava na frente do Edward, o chefe não importava que Matthew chamasse pelo nome, pois ambos já se tornaram íntimos há 4 anos. – Não teve piada! Eu realmente estava assustado naquele momento!
― I-isso… t-teve piada… — gaguejava pelo riso, não aguentando mais de parar.
Matthew bufou, esperando pacientemente enquanto Edward tentava acalmar o seu ataque de riso, sorvendo a água devido de ter secado a sua garganta por ter contado todos os pormenores sem falta.
― Já acabaste? – perguntou o menor com ar birrento como uma criança, colocando um copo sobre pia e saindo dali para ficar ao lado do chefe.
― Sim, acabei. Foi hilariante, vou agradecer para eles – troçou, afastando do menor, conhecia o bastante porque sabia que o menor ia bater.
E assim, Matthew falhou após de ele ter afastado, frustrado. Sentou-se na cadeira redonda e alta e fez um bico adorável que fez o chefe arrepiasse.
Edward achava melhor despedir todas as empregadas que estavam presentes, disse à todos em um grito que podiam ir embora pois já não precisava mais. Mas pediu à sua preferida empregada – Kylie – para que preparasse o prato sobre bolinhos que foram comprados pelo Matthew.
As outras empregadas lançavam-lhe o olhar de ciúmes e raiva sobre Kylie, pois ela sempre fora preferida do Edward. O belo patrão fazia qualquer mulher ficasse com ciúmes. Todas sabem que quando Matthew aparece em sua casa, Edward fica logo alegre quando está com ele, a presença dos dois lindos homens faziam as empregadas apreciassem a beleza dos dois.
Nesse momento, as restantes empregadas começaram a retirar. Kylie preparava o prato enquanto os dois conversavam alegremente, Matthew havia esquecido do assunto de brincadeira de mau gosto pelos seus dois assistentes idiotas. Kylie acabou de preparar o prato, entregou ao patrão que agradeceu, ela despediu com aceno na mão e saiu da cozinha, deixando os dois sozinhos.
― Matt, como está o pequeno? – perguntou o chefe, comendo os bolinhos enquanto esperava a resposta do menor.
Matthew sabia o que se tratava “pequeno”, referia-se pelo Brandon Cobain. Endireitou a cadeira, apoiando a ponta do cotovelo direito sobre a mesa de mármore e, fechando a mão num punho, a sua cabeça apoiava sobre o punho de lado. E a mão esquerda colocado em cima do cotovelo e cruzou as pernas, com os seus olhos azuis hipnotizadores e um sorriso dócil.
De repente, Edward ficou congelado ao ver os olhos azuis que tanto seduziam, largou os bolinhos ao lado e aproximou-se lentamente ao menor inconscientemente.
O jovem estranhou o comportamento do outro, cada vez que ele aproximava, o menor ficava cada vez mais envergonhado. Estava cada vez mais perto!
Matthew sentia a respiração do mais velho roçando na cabeça dele com tentativa de cheirar a aroma do mais novo. Como ele cheirava bem… E depois, levou a sua mão até no queixo, levantando para ver os seus lindos olhos azuis.
O menor ficou todo vermelho quando cruzou nos olhos dourados do maior. O seu corpo tremia, com medo do que vai acontecer depois.
Edward sabia que Matthew estava assustado, mas estava em limite. Esperou 4 anos para isso, não faria mal se aproveitasse essa oportunidade. Ele tinha vontade possuir pelo Matthew, ter nos seus braços era seu imenso desejo concretizado. Não jogaria essa oportunidade de jeito nenhum. Sabia que era provável que Matthew o odiasse mas não importava isso.
Finalmente, ele iria aproveitar a essa oportunidade.
Ele inclinou sobre o menor que o olhava assustado, puxou o seu queixo e tomou os seus deliciosos lábios que tanto ansiava.
Fale com o autor