O Pacto Secreto de Ester.
3 Becky Barnes.
P.O.V. Becky.
Sou Rebeca Barnes. Filha de Guy Barnes um executivo dono de hotel podre de rico.
Meu pai é tipo zilhonário.
—Becky, querida porque não nos conta como foi o seu dia?
—Eu não to afim. To cansada.
—Por favor. Só vai levar um minuto.
—Porque vocês insistem que eu fale sobre o meu dia todos os dias?
—Porque queremos saber como você está na escola, se fez alguma amiga nova, arrumou um namorado ou uma namorada.
—Eca pai! Eu não sou lésbica, é tipo eca.
—Mesmo se fosse nós te aceitaríamos.
—Eu...
De repente eu começo a ouvir outra vez. Começo a ouvir os batimentos cardíacos dos meus pais.
—Becky? Rebeca!
—Não! Isso não tá acontecendo.
—O que foi minha filha?
—Você não vai acreditar.
—No que?
—Desde o meu aniversário de 16 anos que eu comecei a fazer, ouvir e ver coisas que eu não devia.
—Estamos falando de drogas filha?
—Não. Eu ouço os batimentos cardíacos dos outros, consigo ouvir coisas á distância.
Minha mãe falou:
—Aos 16 ela vai começar a mudar, seu poder vai se manifestar. E vocês terão de lhe contar a verdade.
—O que?
—A mulher tinha razão. Ela não era louca. Eu me lembro do rosto dela mudando agora.
—Do que tá falando mãe?
—Meu Deus! Ela era uma vampira! Minha filha é uma vampira!
—Deixa de bobice mãe, vampiros não existem.
—Existem e a sua mãe biológica era uma vampira.
—Mãe biológica? Eu sou tipo assim, adotada?
—Sim. Coletamos informações sobre os seus dias todos os dias porque no final do mês mandamos um relatório para ela, para sua mãe biológica.
—Porque ela não ficou comigo?
—Para te proteger e permitir que tivesse uma vida normal.
—Me proteger de que?
—Eu não sei. Ela não quis contar.
—Como ela se chama?
—Caroline Anne Forbes e o seu pai biológico é um homem chamado Niklaus Mikaelson.
—Sei. Como posso encontrar a mina?
—Aqui. A mulher que te trouxe para nós deixou isso pra você. Disse que era da sua mãe.
Era uma carta.
—Com licença.
Subi as escadas e fui até o meu quarto. Abri a carta e comecei a ler.
Minha querida filha Rebeca, meu nome é Caroline Anne Forbes e sou sua mãe.
Acredite minha filha, deixar você ir foi a coisa mais difícil que já tive que fazer. E não se passará um dia sem que eu pense em você, mas você não está segura comigo. Á proposito como a essa altura seus poderes já devem ter começado a se manifestar você deve saber que não está louca e não é coisa da tua cabeça.
Você é uma vampira. Membro da primeira família de vampiros do mundo, os Originais.
O teu pai Niklaus Mikaelson é o híbrido Original, um vampiro nascido numa linhagem de lobisomens. Você será uma imortal poderosa e se algum dia quiser voltar para casa saiba minha menina que será mais que bem vinda.
Com todo o meu amor, da sua mãe
Caroline.
Sou vampira? Irado!
Batem á porta.
—Entre.
—Oi querida.
—Mãe.
Haviam também duas fotos anexadas á carta. Uma mulher que se parecia demais comigo e no verso estavam os nomes.
—Caroline Forbes.
—Niklaus "Klaus" Mikaelson.
—O que é isso?
—São os meus pais. Meus outros pais.
—Você pretende procurar por eles?
—Sim. Claro. Mas, você sempre vai ser a minha mãe.
—Eu te amo querida.
—Eu te amo mamãe.
Nos abraçamos. Comecei a fazer as malas e depois disso parti em busca de respostas sobre minha ascendência.
Comecei na cidade onde ela nasceu Mystic Falls e me enviaram até a casa onde ela morava.
Toquei a campainha e esperei.
—Olá. Como posso ajudar.
—É você. Você não mudou nada.
—Desculpe, nos conhecemos?
—Sou eu mãe. A Becky.
—A minha filha!
Ela me abraçou.
—Entre. Entre. Fique a vontade.
A casa dela era tão pequena e apertada. Não haviam fotos minhas na casa.
—Eu tive que manter escondidas.
—O que?
—Não tenho fotos suas pela casa para que ninguém jamais soubesse sobre sua existência.
—Você lê mentes por acaso?
—Não. Mas, a sua madrinha e o pai dela sim.
—Irado. Mas, cadê o meu pai?
—Ele não sabe sobre você. Apenas eu, sua madrinha e seus pais adotivos sabem que você existe e que é filha do Klaus.
—Caramba! Parece novela.
—Pois é. Acontece que seu pai passou mil anos fazendo inimigos, literalmente mil anos. Durante sua estada nesta cidade ele quase a destruiu.
—Caramba! O cara é do mal então?
—Ele é perturbado. O padrasto dele e a própria mãe dele dedicaram suas vidas a matar os filhos, principalmente ele.
—Que horrível!
—Eu sei. Mas, me fale sobre você.
—E os relatórios?
—É diferente quando você conta.
—Te conto sobre mim se me contar sobre você. Fechou?
—Fechou.
Nós passamos horas e horas conversando. Falando sobre coisas banais e coisas importantes, ela me deu a última localização do meu pai e descobri que eu tenho tios.
—Como eles são?
—Elijah é nobre, mas suas promessas sempre tem uma lacuna. Rebekah é mimada, estourada, fofoqueira e vingativa.
—Cara, você me conhece mesmo.
—Estou falando da sua tia! Sua tia Rebekah Mikaelson.
—Ah!
—Foi por causa dela que eu te batizei de Rebeca.
—Espera, se vai procurar o Klaus tem que saber que ele e os irmãos são violentos, cruéis e não dão ponto sem nó. Não espere uma recepção calorosa.
—Valeu.
—Qualquer coisa eu coloquei meu telefone no seu celular.
—Valeu.
—De nada.
Nova Orleans ai vou eu. A cidade que se prepare, porque Rebeca Barnes ou melhor Rebeca Forbes Mikaelson está chegando.

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