O Pacto Secreto de Ester.
4 Regresso.
P.O.V. Dália.
Eu fiquei presa naquela boneca durante séculos! Mas, agora que estou livre posso cobrar a dívida de Ester.
—Você é Dália?
—Sim. E estou aqui pela primogênita.
—Não vou deixar se aproximar da minha filha.
—Tudo bem.
Eu lancei um feitiço no filho bastardo de Ester e os outros vieram me atacar.
Mas, eles não eram oponentes pra mim.
—Para! Para agora! Eu vou.
—Hope!
—Não vou deixar que machuque a minha família.
A menina veio. Mas, algo está errado posso sentir.
—Tem algo errado.
—O que?
—Você não é a primogênita! Tentaram me enganar!
—Eu sou a única!
—Não! Mentirosa! Mentirosos! Todos vocês!
—Ela é a primogênita. É a minha única filha.
—Então lhe enganaram meu caro sobrinho. Esta criança não é a primogênita. Ela não serve pra mim.
De repente eu sinto ela. O poder da primogênita.
—Ela está aqui. Conosco.
—Claro que estou.
—Calada!
Uma garota loira de olhos azuis se aproxima.
—Encontrei. Não acredito. Dá licença, eu... você é o Klaus não é?
—Sim. Sou. O que você quer?
—Meu nome é Rebeca e sou sua filha. Seu babaca.
—Como é?
—Eu disse que aquela lá não era a primogênita.
—E você quem é?
—Sou Dália.
—Então, foi por sua causa que a minha mãe teve que me dar pra adoção? Foi por sua causa que a minha vida inteira mentiram pra mim?! Sua vadia!
Eu nunca senti um poder tão grande quanto o desta menina e eu quero.
Eu então sinto uma faca sendo enfiada no meu peito.
—Meu peito.
—Não, seu coração.
Eu sinto a escuridão me abraçando.
—Irmã?
—Irmã. Eu lamento, devia ter ficado com você.
—É. Devia mesmo.
—Peço seu perdão, mesmo sabendo que o que fiz a você é imperdoável.
—Ester.
—Dália.
Nos abraçamos. Eu perdoei a minha irmã, ela era mãe queria proteger seus filhos de mim e por isso me trancou naquele receptáculo.
P.O.V. Rebekah.
A garota acaba de matar Dália? Brincou né?
—Ahm, eu não sei como fiz isso. Foi sem querer, por favor não me matem.
Nik se aproximou da garota em velocidade sobrenatural e eles ficaram a centímetros de distância um do outro.
—Ai Meu Deus! Eu quero a minha mãe.
—Posso perguntar quem é a sua mãe?
—Adotiva ou biológica?
—Biológica.
—Caroline Anne Forbes. Toma, tenho uma carta e uma foto dela.
—Qual é o seu nome?
—Rebeca. Com c.
—Você tem os olhos da sua mãe.
—Eu sei. Ela me mandou até aqui.
—Como assim?
—Eu queria saber de onde eu vim e porque diabos comecei a ouvir os batimentos cardíacos dos outros. Agora sei porque.
—Você tem habilidades incríveis.
—É.
—Niklaus! Convide a menina para jantar conosco.
—Claro. Venha jantar conosco.
—Melhor não.
—Porque não?
—A minha mãe me avisou que vocês eram desequilibrados. E que num ataque de raiva matavam meio mundo.
—Então, Caroline disse isso de mim?
—Foi. Mas, ela é uma boa pessoa por favor não mate ela.
—Eu não poderia nem se quisesse. Eu tenho coração de manteiga quando se trata de Caroline Forbes. Mas, ela tem um namorado?
—Não. O namorado a traiu e ela arrancou o coração dele e daí ele morreu.
—É a minha garota. Ela também mata quando está com muita raiva.
—E daí? O cara não era inocente. Ele a traiu. Ele mereceu.
—Podemos sair desta rua escura e deserta por favor.
—E a Dália? Temos que enterrá-la. Ela ainda é uma pessoa e é da nossa família.
—Ela tem razão Niklaus. Devemos enterrá-la.
—Como a matou?
—Com o sangue da vovó. Sua mãe. A minha madrinha fez a arma e deu na minha mão.
—Sua madrinha?
—Renesmee. Ela fez o meu parto, salvou a vida da mamãe, escolheu a família que me adotaria e fez um acordo com eles.
—Que tipo de acordo?
—Eles mandariam fotos e um relatório mensal sobre mim.
—E eles faziam isso?
—Sim.
—Como soube que era minha filha?
—A carta da mamãe. Foi a minha madrinha que me levou até os meus pais adotivos.
—Sei. Porque Caroline a esconderia de mim?
—Por causa dela! A minha mãe me escondeu do mundo por causa dela.
—Incrível.
—Vamos sair desta maldita rua!
—Tudo bem.
Enterramos Dália e fomos de volta á Mansão.
—Caramba! É aqui que vocês moram?
—É.
—É tão pequeno. Mas, a casa da mamãe é menor.
—Pequeno?
—A casa dos meus pais é maior. É um complexo inteiro, temos uma casa de hóspedes, piscina olímpica, piscina aquecida, piscina normal e nos banheiros dos vinte quartos temos chuveiro e banheiras com hidromassagem. Na sacada do meu quarto tem uma piscina com aquecedor que dá pra ligar e desligar e lá dentro tem tipo um barzinho. É super maneiro.
—Tá brincando né?
—Não. Mas, quem é você?
—Sou sua meia irmã Hope.
—Legal! Eu sempre quis ter uma irmã.
—É.
—Sente-se por favor, fique a vontade.
—Você é tão masculina.
—E você é tão patricinha.
—E me orgulho disso meu bem. Mas, onde tá a sua mãe?
—Ela morreu quando eu nasci.
—Lamento.
—Tudo bem. Eu já superei.
—Parece que a tia Renesmee realmente não erra uma.
—O que quer dizer?
—Ela é vidente. Previu a morte das nossas mães e salvou a minha mãe, mas deixou a sua morrer.
—O que?
—Você não sabe não é? Que a sua mãe ia tomar mata lobos e te abortar.
—O que?!
—O seu ou nosso tio não deixou isso acontecer.
—Que vaca!
—Menina! Olha o palavrão!
—Foi mal tia Becks.
—Você nasceu loira.
—A minha mãe é loira e o pai também é. Ela ainda gosta dele, só que ela ainda não admite.
—Porque não?
—Ela disse que o pai tentou matar ela duas vezes. Ele a mordeu e a deixou pra morrer.
—Meninas, tá tudo bem ai?
—Você não fez isso que ela disse fez pai?
—Fiz.
—Tava ouvindo a conversa?!
—Melhor se acostumar se for ficar aqui. Nessa família privacidade não existe.
—Felizmente vou voltar pra casa e morar com os meus pais adotivos.
—Porque?
—Porque eles são a minha família. Eles cuidaram de mim desde que eu nasci.
—Sei. Uma família humana, deve ser tão chato.
—Na verdade não. É bem menos complexo. Eu não tenho que lidar com bruxas assassinas, vampiros desequilibrados e nem nada disso. Só, ir á escola ficar de bobeira, ir á academia ao Clube de Campo dar encima do meu instrutor gostoso e paquerar o professor de literatura.
P.O.V. Becky.
Hope deu risada.
—Você paquera o seu professor?!
—É. Nos conhecemos antes dele descobrir que eu estava no ensino médio e eu dei uns pegas nele.
—O que?! Que safada!
—Vai me dizer que nunca deu uns pegas num cara?
—Não. O papai só falta me colocar um...
Ela ligou o secador de cabelo e falou:
—Cinto de castidade.
Daí ela desligou o secador.
—Porque isso?
—Pra não dar ideia. Do jeito que o pai é doido capaz de me comprar um.
Eu gargalhei.
—Adorei. Você tem o cabelo da sua mãe.
—Como sabe?
—É genética. Para nascer loira tem que ter os dois pais loiros.
—Porque?
—Porque o gene de cabelo loiro é recessivo. Você com certeza é Aa.
—Uau! Você é tipo um gênio.
—Você não vai na escola?
—Não.
—Sério?
—É.
—Você nunca foi na escola Hope?!
—Nunca.
—Caramba! Então você fica aqui trancada com esse povo 24 horas por dia?
—É.
—Você precisa de mim urgente.
—Porque?
—Vem. Vou fazer a cara que a minha mãe Caroline ensinou.
Puxei ela para fora do quarto e nós descemos até a sala onde estavam todos reunidos.
—Olá meninas.
—Não me venha com essa. Vocês querem assassinar essa coitada.
—Porque diz isso?
—Falando sério, nenhuma adolescente merece conviver com vampiros anciões 24 horas por dia durante 17 anos.
O queixo da Hope foi parar no chão.
—Desculpe o que?
—Você me ouviu. Por isso, você TEM que deixar ela ir á escola, fazer amigos e ter uma vida social.
A minha Tia Rebekah explodiu em gargalhadas.
—Ta rindo de que?
—Você... com... certeza... é filha... da Caroline Forbes.
—Porque diz isso?
—Porque ela era a única pessoa no mundo que tinha essa coragem.
—Falou.
—Você a viu? Falou com ela? Como ela está?
—Ela tá bem. Mora numa cidadezinha nojenta chamada Mystic Falls. Ela fez faculdade, a melhor amiga dela Elena casou com um cara chamado Stefan e tiveram uma filha chamada Loren.
—Loren.
—Ela é a cópia fiel da mãe dela e da minha madrinha. Porque elas são sobrenaturais, são cópias humanas da ancestral imortal delas Amara e o pai de Loren também é uma cópia de seu ancestral imortal. Seu nome é Silas.
—Silas?
—É. Ele tava preso numa cripta e daí a minha madrinha soltou ele e o reuniu com a sua amada que ele pensava estar morta e fez um feitiço de troca de âncora. Você é a âncora.
—Eu?
—Você vê as pessoas do outro lado não é?
—Como sabe disso?
—Você é a âncora para o outro lado agora. Por isso existe aqui e do outro lado simultaneamente e pode passar pro outro lado completamente sem estar morto de fato.
—Eu acho que já fiz isso uma vez.
—Porque nunca contou?
—Porque eu achava que estava ficando louco.
—Você já sentiu a morte de alguém?
—Já. Principalmente a noite.
—Os pesadelos.
—Não eram pesadelos Elijah. Era uma dor pior que a outra.
—Ela mencionou isso. Disse que era a forma dela te castigar e te proteger ao mesmo tempo.

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