O PREÇO DA MENTIRA
22 Capítulo 22
Disse ela mostrando as passagens aéreas que comprou.
V- Está ficando louca?
D- Não, apenas não quero mais ser sua amante, acabou victoriano.
V- Débora, já disse que não vai levar meu filho para longe de mim.
D- Só há uma maneira de ficarmos pertos, é ficando juntos, quero me mudar para sua casa ainda esta semana. E me casar contigo antes que o bebe nasça.
V- Já sou casado e entre eu e você não pode haver mais nada.
Mesa de Inês e Educado
Inês- Soube que sua filha irá se casar!
E- Isso é uma loucura da minha filha.
Inês- Mas Dona Bernarda a apoia.
E- Sim! Minha mãe faz todas as vontades dela, mas não sei o que ela viu neste traste. Sinceramente ele não me agrada, vive de bicos, não tem estudos, é mulherengo não quero que ele se envolva com minha filha.
Inês- Te entendo! Ele sempre quis namorar com a minha filha, mas ainda bem que ela nunca se apaixonou por ele, há até soube que ele tentou separá-la de Alejando. E afortunadamente sem sucesso.
E- Não entendo, porque minha mãe detesta seu filho.
InêS- Creio que esteja ligado com algo do passado dela, pois você me disse que antes dela se casar com seu pai ela viveu na fazenda que hoje é “Las Dianas”
E- Sim, ela sempre fala de tal de Rosa. Que foi muito amiga dela e que nunca mais ela há viu e que é única boa lembrança que tem deste lugar.
Inês- Rosa de Alcantra?
E- Sim! A conhece?
Inês- Sim, ela é uma das melhores pessoas que conheço, sempre me tratou como uma filha e também sempre cuidou muito bem dos meus filhos é como se fosse da família e ainda estou em falta com ela por não ter ido vê-la desde que sai da fazenda.
E- Ela ainda vive?
Inês- Sim! Se quiser posso levar a sua mãe lá, assim quem sabe tire essa má impressão que tem da minha família.
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Mesa de Débora e Victoriano
V- JÁ CHEGA!
Ele joga o guardanapo na mesa e sai em direção ao banheiro
D- Victoriano! Vic...
Ele sai e a deixa falando sozinha.
Neste instante Victoria fica frente a frente com Victoriano, o que possibilita seus olhares se cruzarem. Eduardo estava de costas e não o viu e continua falando:
E- Assim podemos marcar esse encontro tão esperado.
Victoriano que não se inteirou do assunto de antes interpreta mal e os interrompe dizendo.
V- Olha, olha olha....Até parece que anda me seguindo.
Inês — Eu te seguindo?
Eduardo o olha e o cumprimenta, Victoriano resiste e não aperta a mão de Eduardo, demostrando que a presença dele não o agrada.
Inês- Victoriano estamos tratando de assuntos importantes se puder nos dar licença.
V- Ah sim claro! Eu só vim ao banheiro, também estou acompanhado e tenho que ir, pois, não quero deixar que minha adorável companhia me esperando por tanto tempo, disse ele a provocando.
Ele vai ao banheiro, se agacha na pia e molha sua cabeça, tentando recuperar suas forças, pois, estava com raiva de tudo... Inês que o desprezava, Débora com suas chantagens, a empresa, enfim tudo estava desmoronando. Ele se ajeita e volta para sua mesa, e vê que Inês já não estava mais sentada na mesa e se encontrava na saída do restaurante
......
Mesa com débora.
V- Vamos?
D- Ainda estou esperando uma resposta! É pegar ou lagar, não vou sair daqui sem saber o que quer da vida.
Ele estava com pressa e no calor da situação queria alcançar Inês, então ele disse.
V- Tatata! Seja como você quiser, agora vamos!
Eles se levantaram e foram, ao chegarem à empresa Inês estava sozinha dentro do elevador pronto para subir, até que Victoriano impede segurando o elevador para subir e junto estava Débora. Já dentro do elevador subindo a víbora se agarra em seu pescoço dizendo:
D- Cielito, hoje você me deu o melhor presente que eu poderia receber.
V-Débora, por favor!
Disse ele a tirando do seu pescoço.
D- Nem acredito que vamos morar juntos! Finalmente serei sua mulher.
O elevador chega a seu destino, Inês sai feito um tiro daquele elevador, pois, o que ouvira lhe afetara muito. Ela entra em sua sala e aos prantos se senta no sofá, não esperava este golpe de Victoriano e diz para si mesma:
Inês- Oh céus! Isso não deveria me afetar, porque estou assim vou me divorciar e é natural que ele se case. Mas eu não posso, porque o amo ainda e só de saber que ele anda nos braços de outra me enfurece.
Victoriano entra e a vê sentada no sofá, mas não via o roto dela, pois, ela estava sentada de lado quase de costas para ele. Ela sente a presença dele e diz:
Inês- Não sabe bater?
Disse limpando as lágrimas e se levando em pé ainda de costas para ele.
V- Me desculpe a porta estava entre aberta. Eu só vim... Por queee... acho que te devo uma explicação.
Inês- Não me deve nada, não sei do que esta falando, nem meu marido será dentro de alguns dias.
V- É que eu achei que...
Ela o cortou dizendo:
Inês- Achou o que? Que eu iria ficar chorando pelos cantos, enquanto você anda por ai com outra mulher pra cima e pra baixo? Não eu também estou refazendo minha vida, então não se sinta mal por isso.
Disse ela provocando-o.
V- Você e aquele?
Inês- Pense o que quiser e quem sabe daqui uns dias eu não decida dar um passo corajoso como o seu.
V- Você não pode!
Inês- Não posso por quê? Você é homem e eu sou mulher? Não me venha com suas ideias machistas.
Ela diz isso indo até sua mesa pegando sua bolsa e ao tentar sair é impedida, quando passa ao lado dele é retida por um dos braços e jogada no colo de Victoriano, como se fosse o fim da dança de tango que o parceiro deita sua amada e lhe da um beijo na boca, ela tenta, mas é impossível resistir algo que vai muito além do querer, e deixa ser sugada pelo momento, até que ele a levanta a olha e sorri.
Ela fica com raiva da situação por não ter resistido e se sente um fantoche e lhe da um tapa na cara.
Inês- Nunca mais faça isso!
V- Você não gostou?
Ela não responde e sai.
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À noite no restaurante.
Inês estava jantando com Emiliano conforme combinaram, mas Inês não esperava que fosse ver Débora e Elias, juntos, ela o observa de longe, Emiliano não os via, pois, estava de costas, nem Débora, por isso, beijava Elias descaradamente, logo quando saíram do restaurante Inês resolveu segui-los, pediu licença a Emiliano e disse que teria um compromisso. Eles foram para o apartamento de Elias, intrigada Inês na manhã seguinte resolveu ligar para um detetive e averiguar quem era essa pistoleira que enganava seu marido, ela devia isso a seu filho Emiliano, Diana, a seu pequeno bebê que ainda guardava em seu ventre e a Victoriano afinal seu casamento havia acabado por conta desta bandida.
Os dias foram se passando Inês foi descobrindo cada vez mais coisas a respeito de Débora. Descobrira que ela era casada com Elias, que roubava a empresa, mas precisava de provas concretas e só era questão de tempo e iria aguardar, para dar um cheque mate em Débora ou Eugenia, ela iria desmascará-la, apenas dava corda para que a víbora se enforcasse com o próprio rabo.
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Casamento de Diana
Finalmente o grande dia havia chegado.
Diana estava linda em seu casamento, que acontecia nos campos da fazenda, ao por do sol e ao ar livre. Alejandro estava feliz, assim como Diana.
A cerimonia ocorreu tudo bem... Logo chegou momento da festa.
Inês estava linda usava um vestido azul royal, com decote ombro a ombro, cinturado e justo até o quadril e solto como calda de sereia, usava um pequeno brinco e colar prata, o olho estava bem marcado por uma pintura um pouco mais escura e a boca com um batom nude, mas que destacava em seus lábios os torneando, seus sapato era um scarpan preto que não se via por conta do comprimento do vestido, seus cabelos presos como se fosse um coque, mas era um belo penteado.
Ambos estavam sozinhos, pois Diana não queria saber de Débora em sua festa, e Victoriano pediu que a víbora respeitasse o momento da filha e dormisse em um hotel, mas eles não estavam tendo relações intimas, mas Inês e todos os outros pensavam que sim. Por isso, toda a festa ela o evitava. E no momento da foto foi o momento que eles se viram mais próximos naquela noite. Ele a rodeou colocando a mão na cintura dela, para saírem na foto, aquilo a arrepiara, pois, sentia a falta dele, e esse simples toque despertara nela a vontade de estar ligada intimamente com ele. Depois ela continuou evitando-o, era madrugada o casal de noivos já tinham ido embora e lá só estavam os jovens dançando, Emiliano, conseguiu levar Consuelo contra a vontade da sua vó e de Elias, pois, ela odiava quando alguém tentava lhe dar ordens, então por gostar de Emiliano e por querer desafiar sua avó e a Elias ela foi a festa.
Inês cansada foi para seu antigo quarto, aquele lugar lhe trazia recordações perdidas em suas lembranças olhando para fora pela janela, não percebeu que Victoriano entrara em seu quarto, ela ainda usava o vestido da festa.
V- Posso saber o que no que você está pensando?
Inês- Que mania de entrar nos lugares sem ser convidado ou ao menos sem ser anunciado. Não sabe bater na porta?
V- E não gosta? Minha presença te incomoda? Ou se incomoda, porque a minha presença ainda provoca em você algo que jamais poderá se esquecer.
Inês- Ai, por favor!
V- Desculpa minha inconveniência é que vendo nossa filha se casar me veio muitas lembrança boas e fiquei com vontade de vê-la e em você não?
Inês- Sim, é algo que não podemos evitar.
Ele se aproxima e ela o impede dizendo.
Inês- É melhor você ir!
Ele se vira triste indo em direção à porta. Ela o olha se arrependendo dizendo:
Inês- Espera!
Ele mais que depressa se vira para ela e ouve:
Inês-Preciso de ajuda, com este vestido, até agora não consegui ninguém para me ajudar, pode puxar zíper para baixo?
V- Claro.
Ele se aproxima toca nos ombros dela e sente a maciez da sua pele, e ao baixar o zíper, pode contemplar a beleza do seu corpo ela não usava sutiã por cauda do modelo do vestido e se podia ver parte da sua calcinha preta que ela usava. Inês não o via, mas sabia que o olhar dele estava sobre seu corpo. Ele mas que depressa, passa a mão no seu ombro, fazendo com que o vestido deslizasse pelo corpo dela, o deixando cair no chão. Ele a abraça por trás ela sentia seu copo sendo pressionado contra a parede e um calor sendo lançado contra seu pescoço. Dominada pelo desejo, não resistiu. Sem ao menos pensar, se virou o ajudando tirar a camisa o beijava incansavelmente seu pescoço. Em meio aos beijos e amassos, quando se deram conta já estavam na cama, enquanto ele roçava no corpo no dela, era como se ela implorasse que ele a possuisse com toda a vontade do mundo, a mão dele percorria por todo corpo dela a fazendo arrepiar, pois, aquelas mãos enormes, aquele toque era tudo que ela queria sentir a tempos. Portanto, não iria impedir ou permitir que esse momento acabasse pelo menos não sem antes o sentir e deixar ser amada por ele e assim ficaram envolvidos naquele prazer, que um proporcionava ao outro, era entrega... Era amor...Um desejo sufocado. Em muitos momentos, Inês imaginou que fosse desmaiar com tamanho o prazer que estava sentindo!
Na manhã seguinte, quando acordou, estava sozinha na sua cama. Sentia-se tão realizada que teve a impressão de ter sonhado tudo aquilo. Levantou-se calmamente vestindo um roupão e foi até a cozinha beber um copo de água, mas, ao passar pela sala, viu que era tudo real: encontrou Victoriano, a olhou com desejo da mesma forma da noite anterior, era como se disse com o olhar estou pronto para começar tudo de novo…
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