O PREÇO DA MENTIRA
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Na manhã seguinte, quando acordou, estava sozinha na sua cama. Sentia-se tão realizada que teve a impressão de ter sonhado tudo aquilo. Levantou-se calmamente vestindo um roupão e foi até a cozinha beber um copo de água, mas, ao passar pela sala, viu que era tudo real: encontrou Victoriano, a olhou com desejo da mesma forma da noite anterior, era como se disse com o olhar estou pronto para começar tudo de novo…
Inês- Ontem ficamos loucos como dois amantes...
V- Nosso caminho era tão bom antigamente. Agora tem no chão pedras pontiagudas que machucam. Não só os pés, mas também no coração...Onde foi parar nossa alegria?...Onde está o nosso amor?
Inês- Por que esta tristeza agora?
V- Fico sentada olhando... Este pedaço de mundo que foi nosso... tão nosso...O jardim de nossa casa, cada canto desta fazenda, a cachoeira, os montes,o sofá num canto onde às tardinhas vínhamos conversar. Tudo está aqui, como antigamente, as cadeiras, a mesinha que você comprou cada detalhe desta casa que você decorou, conforme seu desejo. Nosso quarto o lugar mais aconchegante desta casa. Entre a brisa suave que toca meu rosto e a ventania que move as nuvens, meu pensamento voa e recordo todos nossos momentos, nossa alegria, a conversa animada, todos os dias, antes do sol se por. Continuo olhando tudo por nós dois, sentindo a mesma sensação de prazer, olhando a nossa casa e seus lugares preferidos... Sua presença está marcada, indelével, em cada cantinho da nossa casa...
Inês ficou sem palavras. Por alguns momentos, ambos ficaram em silêncio, a olhar um para o outro. Inês apertou com força as mãos de Victoriano e por fim decidiu-se a dizer o que tinha medo de falar:
inês- Queres mesmo tentar? Apesar de tudo que passamos?
V- Por vezes, podemos conhecer uma pessoa há muitos anos, mas não conhecê-la mesmo. Sabes o que eu quero dizer? Basta conhecer uma pessoa um segundo para sabermos que ela será a mulher da nossa vida.
Inês deu um beijo ligeiro nos lábios de Frederico. Este olhou para os olhos lindos de Inês e retribuiu o beijo. Passou com as mãos pelos cabelos longos dela e fechou os olhos. Nenhum deles queria deixar de beijar o outro. Ambos sentiam-se como se estivessem a beijar alguém pela primeira vez. Era uma sensação indescritível. Victoriano a aproximou e a sentou em seu colo e distribuiu beijos pela face e pescoço de Inês, ela já estava ficando sem fôlego, mas também não quis parar. Ela sentiu que talvez pudesse ser realmente feliz com ele. A sua cabeça era um turbilhão de emoções que a fazia sentir-se confusa. Quando ambos pararam, sorriram um para o outro. Victoriano deu um ligeiro beijo na face da Inês e se levantou com ela no colo e a levou para o quarto. Inês ficou olhando para ele enquanto com as mãos em volta do pescoço ele a carregava. Ao Chegar ao quarto deitou sobre ela desamarrando o roupão de seda que ela usava.
V- Você não sabe o quanto tenho almejado estar com você assim!
Ela arqueava a cabeça enquanto ele lhe distribuía beijos por todo corpo. Logo embebecidos pelo amor se entraram sem medo...
V- Você tem um gosto delicioso.- Ele disse e em seguida começou de novo a beijar a boca dela.
Inês- Eu preciso de você agora. Não aguento mais. — disse ela suspirando.
Ele assentiu com a cabeça e a beijou novamente. Ele apertou forte e se posicionou na entrada dela. Ele gemeu rouco ao tocar suas intimidades. E então a beijou forte e ao mesmo tempo a penetrou. Inês Sentiu como se ele estivesse a abrindo. Mais não sentiu dor, foi apenas um leve incómodo misturado com prazer.
V- Como se senti?- Ele perguntou a olhando curioso.
Inês- So é um pouco estranho. Hoje não estamos embriagados – Ela disse sorrindo pra ele.
Ele esperou ela se acostumar novamente. A respiração dele era acelerada. E quando ele penetrou tudo ela deu um gemido alto, um grito. Ele começou a se mover devagar. E aos poucos seus movimentos foram dando um novo prazer que crescia de dentro dela,
V- Eu te amo! — Ele disse olhando nos olhos verdes dela e vivos de desejo.
Inês- Eu te amo tanto. — Ela disse em meio a outro gemido.
Ela gemia enquanto arranhava as costas dele, Victoriano estava com uma expressão de prazer, e ele ainda ficava mais lindo. Ele deu nela um beijo na boca lento chupando seus lábio com os seus, e diminuiu a velocidade enquanto a beijava, ele saiu de dentro dela e se deitou ao lado tentando se recuperava do êxtase. A respiração dela era artificial. Ele segurou a mão dela e pra surpresa dela ele a puxou para ele fazendo com que ela ficasse por cima.
Ela deu leves beijos e disse:
Inês- Tenho algo para contar
V- O que?
Inês- Eu estou esperando um filho. Nosso filho!
Ele deu um sorriso como se não acreditasse.
V- Inê...Meu amor!
V- Sim! A felicidade nunca vem sozinha!!!!E hoje ela tem nome “Inês” mulher da minha vida. Nós nunca mais vamos nos separar, não é?
Ela voltou para seu lugar na cama o olhou e disse:
Inês- Você precisa saber de muita coisa.
V- O que?
Inês- Sobre Diana, sobre Débora.
V- O que tem a nossa filha.
Inês- Loreto me disse que ela não é nossa filha na época eu não quis acreditar. Achei que ele estivesse me dizendo isso para me machucar.
V- Ele também veio me dizer, que você me traiu e que Diana não era minha filha, porém também não lhe dei créditos.
Inês- Diana não é nossa filha, é filha de Suzana.
V- Suzana?
Inês- Sim Suzana! A conheci no sanatório o tempo que trabalhei lá.
Inês contou toda história até sobre as traições de Débora com Elias e até das suspeita que ela rouba a empresa e disse que teria que mostrar todo o relatório que o auditor tinha lhe passado nestes últimos dias.
V- Sabe que nesta história toda só sinto por Diana não ser nossa filha, mas me sinto aliviado por saber que Débora não espera um filho meu.
Inês- Como pode ter certeza? Você esteve com ela.
V- Comigo e com não sei mais quantos, o que me preocupa é se não te passei nenhuma doença.
Inês- Não assim que nos separamos fiz vários exames de rotina e não tenho nada.
Ele respirou aliviado.
Inês- Só não sei se me passou nesta noite ou nesta manhã.
V- Inês você foi a última mulher que eu tive relação sexual, não tive mais nada com esta mulher. Só trouce ela para morar aqui, porque estava me chantageando, disse que levaria o meu filho para longe.
Inês- Precisamos desmascará-la. E será hoje.
Derrepente o telefone de victoriano toca era débora.
V- ah! Por favar de Débora. Não vou atender.
Inês- Atende!
V- Inês!- disse ele não querendo atender.
Inês- vai anda.
V- Fala Débora.
D- Estou ligando para você vir me buscar no hotel.
Inês- d-i-s-f-a-r-s-a- Disse Inês cochichando.
V- Buscar no hotel? Eu não posso.
D- Por que não?
Inês- d-i-z q-u-e n-ã-o e-s-t-a-r-á a-q-u-i, m-a-s p-e-ç-a p-a-r-a e-l-a v-i-r- Disse Inês novamente cochichando.
V- Vou cavalgar e logo tenho que resolver umas coisas na empresa. Não terei tempo.
D- O que! Ficou louco? Quer saber eu vou sozinha mesmo.
Victoriano desliga o telefone e diz para ela.
V- Está louca não quero esta mulher aqui.
Então ficaram por ali por mais alguns minutos tentando bolar algo.
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Mais tarde na sala.
Inês descia a escada quando Débora chegou.
D- O que está fazendo na minha casa?
Inês- Na minha casa você quer dizer, pois, sou mulher de Victoriano e estou usufruindo de tudo que é meu, inclusive nossa cama.
D- O quê? Está me dizendo que dormiu com...
Inês- Sou esposa dele e estava apenas cumprindo meu papel.
D- Sua...- disse Débora indo em direção a Inês amaçando lhe bofetear.
Inês – Não finja ciúmes, pois, sei que você não tem.- Disse Inês segurando a mãe de Débora.
D- Cadê Victoriano?
Inês- Foi cavalgar como todas as manhãs.
D- Isso só pode ser uma palhaçada.
Inês- Não só estou te dando uma oportunidade de me mostrar quem realmente é Déboa ou devo dizer Eugenia Villarroel, amante de Elias Villarroel ou mulher, prostituta sei lá mais o que?
D- O que... –Disse Débora demostrando supresa e com medo.
Inês—Não se preocupe, Victoriano saberá de tudo é isso e agora.
Débora a segura pelos braços a ameaçando jogar escada abaixo e disse.
D- Roubei a sua empresa também, mas sinto lhe dizer que Victoriano não saberá de nada... Nem que o filho que eu espero não é dele, porque você vai morrer. – Disse ela apertando os branços de Inês e tentando a empurrar escada abaixo. Inês da um grito.
Victoriano aparece e Diz-
V- Solta minha mulher Eugenia ou sei lá o que ou quem você é.
D- Cielito, esta mulher queria me jogar escada abaixo estava me defendendo.- Disse ela soltando Inês.
V- Não minta ouvi tudo, estava aqui o tempo todo.
D- Como?
V- Se machucou amor?- disse ele se aproximando de Inês.
Inês- Estou bem!
D- Isso só pode ser brincadeira.
Der repente a policia apontando a arma para Débora.
P- A senhora está presa, por falsidade ideológica, por fraude e por prática imoral e tentativa de homicídio.
D- O que?
Enquanto os policiais a algemava ela via Victoriano acariciando Inês na barriga e dizendo.
V- Está tudo bem com nosso filho?
Inês- Estou bem melhor agora que estou vendo a justiça.
Débora a fulminou com o olhar enquanto era carregada pela polícia para a viatura.
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Casa de Bernarda Castro Mendonza.
Bernarda estava na sala tentando acertar com a neta e Elias o detalhe do casamento, porém Consuelo não estava afim de fazer isso, só se sentia obrigada pela avó e não queria contraria-la.
Quando são surpreendidos com a campainha que tocava e Elias corre abrir era a polícia.
P- Elias Vilarroel?
E- Sim!
P- Você está preso. — Disse o policial já o algemando.
E- Só pode ser algum engano!
P- Você é cumprisse de Egenia Vilarroel, sua esposa.
C- Esposa?
B- Só pode estar acontecendo algum erro.
E- Sim e é!- tentava afirmar Elias.
C- Você é casado?
Nisso a polícia o levou para a viatura, não dando tempo de ele responder.
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