Notas iniciais
olá, lembram de mim? tô viva!!!!!!! sei que desapontei meus leitores, perdão, mas a vida tem dessas coisas :( não se preocupem pois não os deixarem sem as respostas dessa enigmática fic. um xeru a todos e muito obrigada pelo carinho!

New York – Hotel

“-ele entrou em contato, dessa vez não podemos mais esperar, ele quase foi morto acredita?! mandei um e-mail avisando do próximo contato” disse Fenrir pelo telefone.

“-tudo bem, chegou a hora da verdade, em breve retornarei a New York. Você tem ideia de o quanto esperei por esse momento?” falou o homem do outro lado da linha.

“-claro que sei! E lembre-se que não são só vocês que querem justiça! Mas foi preciso, agora que você está plenamente recuperado e temos elementos concretos para agir, vamos pegar aqueles desgraçados e acabar com o império deles! Disse Fenrir sentindo a raiva sufocá-lo.

“-certo Fenrir, faça como planejamos mas confio em você, se achar que é preciso modificar algo no plano...”

“-quero apenas conversar com uma pessoa, acho que ele será util.”

“-tudo bem, então, até breve Fenrir.”

“-até breve Shaka.”

Levantando-se da cama, Fenrir foi até sua mala, pegou um porta-retratos e ficou admirando a foto de uma bela mulher. — Yuzuhila, meu amor. Fechando os olhos, imagens de uma explosão vieram junto com as lágrimas. — Afrodite e Misty, eu vou acabar com vocês! Shaka quer justiça mas eu quero vingança, só vou descansar quando vê-los mortos, só assim vão me pagar pelo que fizeram com minha mulher e com meu filho, nem que seja a última coisa que eu faça na minha vida!

Enxugando o rosto, pegou uma agenda que estava perto do telefone e leu novamente o endereço. — enfim vou conhecer o caçador que começou a admirar a caça! Disse Fenrir um um meio sorriso.

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-Shura, Shura? O que está acontecendo? Perguntou Hagen, assessor do candidato. As eleições estavam próximas mas Shura perdera o entusiamo de tal forma que estava deixando tudo correr com o vento. — Hagen...você..já esteve entre a cruz e a espada? Perguntou Shura com uma expressão vazia. Desde que fora expulso da vida de Aioros, não parava de pensar nos rumos de sua vida, valia a pena perde-lo de vez? Não conseguia mais sequer olhar para Shina, as palavras do grego queimando nos ouvidos porque ele estava certo, usara shina, mentira para todos e principalmente para si mesmo...-como assim Shura? Ai, me diz diz logo qual foi a merda da vez! Disse Hagen já se preparando para mais alguma sujeira a ser escondida debaixo do tapete. — deixa pra lá, você não me entederia mesmo. Falou Shura com um suspiro pesado, levantou-se da elegante poltrona fazendo menção de sair quando foi interrompido pelo loiro. — Shura, estamos nesse negócio há muito tempo, não faça nada de que vá se arrepender! — eu JÁ estou arrependido. disse o moreno saindo. Precisava caminhar, precisava encontrar alguma chance de vê-lo, pois Aioros proibira sua entrada no apartamento e trocara de número de telefone fixo e celular. Poderia subornar algum funcionário da companhia telefonica mas, isso o deixaria em maus lençóis, “não, basta de chantagens!” Pensava consigo. Uma lembrança feliz o fez sorrir trazendo um pouco de esperança “o café! a essa hora ele deve estar por lá” saiu apressado em direção a um aconchegante café onde costumavam se encontrar 'por acaso'. Entrou apressado e discretamente olhava de um lado a outro o procurando. — boa tarde Senador Bonilla, seja bem vindo! Disse a sorridente atendente, — o de sempre? Perguntou ela. — sim por favor! Respondeu Shura sentando-se. “será que até nossos lugares ele decidiu esquecer?” perguntava-se desanimado por não encontrá-lo até que o viu chegar acompanhado de um rapaz com um belo sorriso, a visão fez seu sangue ferver “quem é esse cara? Ah Aioros não brinque comigo!” o grego o viu e estancou um momento com ar surpreso mas, passado o susto, foi para uma mesa mais reservada; passando por Shura o cumprimentou com um gesto de cabeça e agiu do modo mais natural possível. — aqui está Senador, qualquer coisa é só me chamar. Disse a mocinha que acrescentou com malicia, — qualquer coisa mesmo, posso ajudá-lo a relaxar...- você me ajudará mais saindo da minha frente e indo cuidar de seu serviço! Respondeu Shura grosseiro. O ciúme o corroendo como ácido. Enquanto isso na mesa em que Aioros e o rapaz estavam — você conhece o Senador Bonilla? Perguntou Eleazar espantado. — de alguns eventos sociais, ser arquiteto tem desses sacrificios.disse o grego. — ser bem relacionado é sacrificio? Perguntou o rapaz incrédulo. — depende de com quem você se relaciona, muitas vezes passamos anos ao lado de uma pessoa e não a conhecemos....disse pensativo. — ei Aioros, poxa, você é um cara legal e estou te achando muito desanimado, tem certeza que não quer experimentar pegar umas gatas? Eu não sou preconceituoso mas, qual o prazer de se pegar com homem e, ainda mais sofrer por causa de um? — o mesmo que um hetero sente ao pegar ou sofrer por uma mulher! Respondeu Aioros rindo animado com a conversa do estagiário que contratara a alguns meses e que se mostrava um bom amigo. Ao ouvir o riso do ex-amante, Shura quebrou a xicara na mão e acabou se machucando. — merda! O que eu queria era quebrar a cara desse moleque assanhado, tá se jogando pra cima do Aioros! Estava limpando o sangue com um guardanapo quando viu o grego indo ao banheiro e decidiu ir atrás dele; para sua sorte o banheiro estava vazio e assim que o viu o puxou pela gola da camisa não se importando em sujá-la de sangue. — o que pensa que está fazendo? Acha que pode jogar fora todos esses anos juntos? Quem é aquele cara? — me larga Shura! Você está me sujando de sangue seu imbecil! Disse Aioros tentando se soltar mas foi em vão, a raiva deixava Shura ainda mais forte do que costumava ser — foda-se a camisa! Posso comprar quantos Armani você quiser, agora me diz quem é aquele moleque que ousa encostar em você? Perguntou Shura com os olhos faiscando de ciúme. — se você fizesse parte da minha vida, saberia quem ele é! Já não temos mais nada Senador Bonilla, solte-me antes que alguém apareça e o escândalo que o Senhor sempre evitou aconteça! Aos poucos, Shura o soltou, o modo como Aioros o tratava, tão frio e formal o machucou. — Aioros, vamos conversar, por favor, vamos ao seu apartamento e...- NÃO! Interrompeu o grego, Shura naquele dia eu encerrei essa parte da minha vida, se eu disser que não te amo estarei mentindo, mas, meu amor por mim tem que ser maior, fique em paz! Disse Aioros ao sair do local deixando um Shura desolado lavando o rosto para disfarçar o choro. Ao voltar para a mesa, Aioros pegou suas coisas e se despediu do estagiário. — tenho que ir, aproveite para relaxar e boa sorte com a Patrine! — obrigado chefe! Ah, o que foi isso na camisa? parece sangue...-não foi nada, tenho que ir. Pouco tempo depois Shura sai do banheiro, a visão do estágiário o deixou irritado novamente e já ia até ele saber o que estava acontecendo quando viu uma bela oriental aproximar-se devagar e surpreender o rapaz com um beijo no pescoço. “Aioros, seu filho da mãe!” pensou sorrindo, ainda restava a esperança na caixa de Pandora.

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-“POR ATHENA KANON, O QUE FAZ AI?” Gritou Saga pelo telefone ao ouvir a voz do irmão.

-“Agora, estou relaxando deitado em minha cama e te ouvindo berrar feito um louco!” respondeu Kanon rindo imaginando a cara assustada de Saga. “não se preocupe irmão, cuidarei de Shun com carinho, afinal, o moleque é meu sobrinho ou seria melhor dizer SOBRINHA?

-“Independente de com quem dorme, ele é MEU FILHO! E fui mantido afastado dele tempo demais, não vou perder tempo com preconceitos...respondeu Saga a alfinetada de Kanon “e fala baixo idiota, ainda não contei a verdade a ele.”

-“O QUE? VOCÊ AINDA NÃO FALOU? POR POSEIDON SAGA, TÁ ESPERANDO O QUÊ?” perguntou Kanon levantando em um pulo indo fechar a porta do quarto; antes, olhou de um lado ao outro do corredor para certificar-se de que Shun não estava escondido ouvindo sua conversa.

-“Oh inteligencia rara, o que VOCÊ diria se, depois de quase morrer baleado e com um traumatismo craniano, um médico aparecesse do nada dizendo: oi, tudo que te disseram a vida inteira era mentira, EU SOU SEU PAI BIOLÓGICO e o ditador Amamiya que você sempre pensou ser seu pai, além de me separar de você e da sua mãe, quase me matou e destruiu minha familia?” perguntou Saga apertando o braço da cadeira, lembrar daquilo ainda o machucava muito.

-“Bom, eu não diria nada, sairia correndo porque isso é coisa de doido! Quando você aparecerá para me explicar como o encontrou? Tomei um susto dos grandes ao ver o Amamiya aqui, nunca imaginei que você conseguiria se aproximar dele algum dia...disse Kanon sério. O romance entre Saga e Sasha trouxe consequencias que repercutiram na vida de toda a família Demiris, era impossivel esquecer.

-”tenho que ser prudente, um investigador chamado Hyoga Yanovick sabe da minha ligação com Shun e está no meu pé; enquanto isso, cuide de Shun, o que precisar avise-me que darei um jeito de resolver.”

-”maninho, assim você me ofende! Jamais deixaria meu sangue desamparado; relaxe que comigo ele está tão bem como se estivesse contigo, agora vou desligar, estou morto de cansado e vou dormir.” dizendo isso, Kanon desligou e ficou olhando para o teto com uma expressão preocupada. “Cronos sabe como faz as coisas, no meio do caos em que a vida de Shun estava, ele foi salvo pelo próprio pai sem saber...mas, isso trará consequencias se ele não compreender o lado de Saga...”

Enquanto isso, Shun ainda estava apreensivo com a presença do gêmeo do Dr. Saga, ele parecia ser legal, talvez até mais bem humorado, mas de qualquer forma tinha medo; Kanon não pareceu reconhecê-lo mas, e depois? O que faria ao saber que o irmão estava abrigando um fugitivo em sua casa? Levantando-se, saiu do quarto sem fazer barulho e decidiu mandar outro e-mail ao amigo desconhecido, pediria dinheiro e, na primeira oportunidade após falar com Saga, iria embora. Tinha sua missão a cumprir e também queria entrar em contato com Hyoga. A muito o loiro invadira seus pensamentos, não o temia, ao contrário, sentia uma curiosidade crescente desde o primeiro encontro no metrô, aquele choque de olhares onde parecia uma descarga elétrica cruzando o espaço entre os dois...ao abrir seu e-mail, surpreendeu-se com uma nova mensagem de alguém chamado Fenrir. “quem é esse? Será o nome do meu amigo desconhecido?” pensou em deletar a mensagem pois poderia ser da polícia ou FBI mas, como era uma conta nova, talvez não tivesse dado tempo de ser rastreada.

CARO S.

SEI QUE DEVE ESTAR SURPRESO COM ESTA MENSAGEM MAS EM BREVE CONVERSAREMOS PESSOALMENTE TENHO NOTICIAS DO PASSADO QUE CERTAMENTE O ALEGRARÃO.

AGUARDE O MEU CONTATO E FIQUE ONDE ESTÁ.

FENRIR.

P.S: renasça das cinzas tal como seu irmão.

“noticias do passado?, será que esse Fenrir descobriu algo que possa me libertar desse inferno?” pensava Shun sentindo uma fagulha de alegria começando a queimar em seu coração, estava tão concentrado que não percebeu a chegada de Kanon. — Shun, você está bem? Perguntou o grego que acabou recebendo um olhar aterrorizado do rapaz. — O SENHOR SABE QUEM SOU? POR FAVOR, DEIXE-ME IR...disse Shun olhando ao redor procurando uma saída. — Calma Shun! Eu já disse, você é convidado do meu irmão, ficará aqui sem ser incomodado o tempo que for preciso! Disse Kanon dando um sorriso tranquilizador. — desculpe-me, só tenho causado estrago na vida das pessoas que me ajudam, o Dr Saga arriscou-se muito e agora o senhor também pode ser acusado de esconder um fugitivo...falou Shun entristecido, sua alegria durara pouco...- Shun...o Saga falou o motivo de estar te ajudando? Sondou o grego, não poderia falar muito. — ele disse que conheceu minha mãe, mas não tivemos tempo de conversar sobre isso, ele disse que tinha algo importante a me contar. — ah, Sasha! Lembro dela, muito bonita, você tem o mesmo olhar dela sabia? Disse Kanon enquanto ia até a cozinha sendo seguido por Shun. -Por enquanto, teremos que nos contentar com isso, disse o grego pegando dois pratos de comida congelada no freezer, estou cansado demais para fazer compras e não podemos permitir que estranhos venham até aqui...após programar o microondas, ficaram sentados em um silêncio pesado até que shun teve coragem de perguntar – Senhor Kanon, pode me falar mais sobre mamãe? Eu ainda era muito pequeno quando ela morreu. — Shun, por favor, chame-me Kanon! e sobre Sasha, bem, eu a conheci mas de vista, a época eu era um porralouca que não prestava muita atenção nas pessoas ou situações...disse mais para si mesmo que para o rapaz, mas Saga a conheceu e muito bem! Disse com um sorriso malicioso que não passou despercebido pelo rapaz. — como assim, muito bem? — nada Shun! Disse Kanon levantando as mãos num gesto de defensiva, não me leve a sério por que eu mesmo não me considero...Saga em breve falará contigo sobre isso. O sinal do micro-ondas os chamou, Kanon tirou os pratos e começaram a se servir, pela primeira vez desde que o inferno se abrira, Shun se permitiu beber um pouco de vinho. -Shun, o mundo inteiro sabe do que aconteceu contigo mas, nem eu nem Saga jamais acreditamos no que disseram, era óbvio demais você ficar com o dinheiro, acho que o culpado seja quem nós menos desconfiamos. Disse Kanon entre uma garfada e outra. Analisando a fisionomia do gêmeo, Shun decidiu falar sobre os fatos descobertos com o relatório de Shiryu, conversaram bastante até que a campainha tocou os deixando em alerta. — Vá para o quarto de saga e tranque-se! Disse Kanon baixinho para Shun. A campainha continuava sendo tocada com insistencia. — já vou! Por Hades, quem se atreve a me incomodar numa hora dessas? Disse, ao olhar pelo olho mágico reconheceu a filha da vizinha doente que saga costumava medicar e que ajudara a despistar Hyoga. — hum, um pouco de diversão! Com um sorriso sacana, tirou a camisa e fingiu ter acordado naquele instante, abrindo a porta fez um esforço para não rir da cara de espanto da vizinha, afinal, não é todo dia que se ver um Deus Grego loiro sem camisa, ela praticamente estava babando com a visão. -Senhorita, em que posso ajudá-la? perguntou com fingida inocência. — ajudar? Tudo, digo, Dr Saga? Perguntou ela sem tirar os olhos do corpo perfeito. — não, Eu sou o Kanon, o eterno “patinho feio” Mas se eu servir para alguma coisa...disse com voz rouca. — oh se serve!...

Shun estava nervoso, passado algum tempo nenhum sinal de policia, nenhum barulho que indicasse invasão; decidiu sair e ver o que aconteceu, devagar chegou até a escada e viu Kanon muito ocupado com a vizinha. Sorriu e voltou ao quarto mais tranquilo. — esse Kanon é uma figura! Eu gostaria de te-lo como irmão ou tio...

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BLIM!BLOM!

-Droga! Quem vem me infernizar uma hora dessas? Disse Hyoga olhando o relógio, estava sofrendo de insônia e agora só conseguia dormir durante o dia.

BLIM!BLOM!BLIM!BLOM!

-o que quer? Disse o Russo grosseiro ao jovem loiro que tocava a campainha. — Detetive Yanovick, precisamos conversar, é sobre o caso Amamiya.

Com um sorriso desdenhoso, Hyoga responde – cara chegou tarde, não faço mais parte da equipe, procura o soberano Milo na delegacia ou o Imperador Camus no FBI! E já ia fechando a porta quando o rapaz impediu. — creio que não me entendeu, não é uma denúncia, preciso realmente conversar sobre esse caso contigo. — e qual o seu nome? Perguntou Hyoga desconfiado.

-prazer, chamo-me Fenrir e estou aqui também representando os Senhores Shaka e Ikki...

Notas finais
para um retorno até que não ficou ruim né? o próximo com certeza sairá na madrugada de quarta para quinta. obrigada e xerus. não me deixem só.
p.s: obrigada pela recomendação maravilhosa, fiquei toda contente! XD