O Outro Lado Da Escuridão
28 Strange Day
Notas iniciais
Jamiel..........
Sentado no chão do pequeno quarto improvisado, um homem lia vários jornais, como era difícil chegar até a cidade, quando ia, procurava trazer o máximo de coisas que podia. Sua casa era uma tenda igual a dos moradores da pequena tribo que haviam se estabelecido naquele pedaço de mundo e que mantinham-se o mais isolado possível da civilização. Não tinham celular, televisão, rádio ou qualquer aparelho elétrico. Naquela parte do mundo, dependiam totalmente da natureza e rendiam-lhe adoração e respeito. Aquele homem sentia-se quase em paz e poderia passar o resto da vida ali, costumava meditar para acalmar o espirito e buscar a comunhão com a verdade do universo.
Alguns membros da tribo o consideravam um ser iluminado e o chefe o considerava um protegido dos deuses, pois apenas um Deus poderia explicar o fato dele estar vivo depois do que lhe aconteceu. Terminou de ler e cuidadosamente guardou tudo no baú onde estavam seus pertences. O vento soprava forte e frio, logo começaria a nevar e, como estavam na parte mais escondida da região, logo a travessia ficaria ainda mais perigosa e cansativa e já era o momento de começar a agir...
Dirigiu-se até a tenda do chefe do clã e pediu autorização para lhe falar, ao ser consentida sua entrada, sentou-se a frente do chefe que logo lhe disse: — então é chegada a hora não é? — sim mestre Ashmitha, já não posso ficar a margem dos acontecimentos, desde que voltei do mundo dos mortos, muitas coisas passaram por minha mente, os maus precisam ser punidos e eu lhes aplicarei o castigo! Disse o loiro com o rosto vermelho pela revolta que habitava seu coração há muito tempo. Analisando o rosto do rapaz a sua frente, o mestre falou
– toda ação tem uma reação, fizeram algo contra você e agora você revidará porém saiba que isso também trará revide!
- não me importo! Não terei paz enquanto não fizer o que devo, outra pessoa que eu amava foi vitima daqueles monstros, não posso deixá-lo como está, preciso ajudá-lo! Disse Shaka com firmeza.
- hum, então seu tesouro perdeu o valor? Perguntou o velho
- não! Claro que não, respondeu o loiro, mas o que farei será por ele também, por isso, vim pedir para que cuide dele durante minha ausência, se estou vivo é graças a ele que se sacrificou por mim! Disse o loiro e baixou a cabeça, não poderia chorar na presença do grande líder.
- não se preocupe, cuidarei dele e o protegerei com a minha própria vida! Traga-o para minha tenda. — Ana! Disse o velho líder chamando a neta de 10 anos, — sim vovô? Disse a menina, — Arrume outra cama na tenda e deixe-a mais macia que a minha, traremos o filho do fogo para cá! — sim senhor! Disse a menina e saiu para cumprir suas ordens.
- obrigado mestre! Disse o loiro, só os deuses poderão recompensar o que fizeram por nós, quando tudo acabar, me integrarei definitivamente a tribo.
- não diga tolices! falou o velho mestre. — Os deuses sabem o seu destino e não é aqui, nós apenas fomos instrumentos para suas vontades assim como você será, agora vá em paz e faça o que seu coração mandar!
O jovem voltou para sua tenda e foi direto para o quarto, com cuidado, deitou-se na cama ao lado de seu tesouro. — Ikki.. devagar, acariciou seu rosto, afagou seus cabelos e delicadamente o beijou na boca. Continuou observando e disse baixinho em seu ouvido – chegou a hora Fênix, preciso punir o mal, terei que me ausentar por algum tempo mas voltarei acredite!, Nada, nem mesmo a morte pode nos separar apesar dela ter tentado....
Enquanto isso Ikki continuava de olhos fechados e o único sinal de que estava vivo era a respiração, passava a maior parte do tempo dormindo e, quando estava acordado, não apresentava qualquer reação, parecia ter perdido os cinco sentidos. — você ficará sob os cuidados de Ashmitha, tenha calma e me espere meu amor! Beijou-o novamente e suspirou – ah meu Fênix, faz cinco anos desde que tudo aconteceu....
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New York cinco anos antes.....
- Shaka, será que nós não pod...- Não! Não podemos! Se você desistir dessa viagem nossa história termina aqui! Disse Shaka revoltado, estavam brigando novamente porque Ikki temia deixar o irmão sozinho, porém dessa vez o loiro fora firme, não aceitaria ser preterido por causa da mania de cegonha do seu Fênix. Tiveram uma discussão mas resolveram tudo e partiram para Jamiel, uma região montanhosa cercada por belezas selvagens e mistérios; a parte mais alta da montanha desafiava os mais experientes alpinistas por ser protegida por uma densa névoa no verão e pelo gelo no inverno, cair ali entre as inúmeras fendas era morte certa. Ikki estava disposto a escalar e chegar ao cume para beber da água da vida, corria a lenda que no cume daquelas montanhas havia uma fonte encantada cuja água poderia curar qualquer doença e garantiria saúde plena por toda a vida. Já Shaka estava animado por poder voltar a trabalhar com mapeamento de minérios. De acordo com um dos chefes da equipe da mineradora, haviam descoberto Coltan, um mineral composto raríssimo e de importância fundamental na industria de computação, estavam ali para confirmar e medir o tamanho aproximado da jazida e, se as primeiras pesquisas fossem confirmadas, aquela jazida seria uma das maiores do planeta, o que deixava Shaka entusiasmado em fazer parte da “caça ao tesouro”.
Chegaram ao acampamento que a mineradora havia montado e foram recebido por Fenrir Alioth. Era um belo rapaz cujos cabelos loiros curtos e espetados aliado a seus olhos cor de mel davam-lhe uma aparencia de lobo. Ele e shaka se conheciam da universidade, onde Shaka foi seu professor de Geologia econômica e depois orientador em suas pesquisas sobre Metalogênese. Fenrir tinha em Shaka seu exemplo profissional e esforçava-se para ser o melhor aluno enquanto Shaka reconhecia e incentivava o talento do jovem; sabia que sua história não era das mais felizes, Fenrir perdeu os pais ainda criança e foi criado por sua madrinha que era uma pobre gerente numa lanchonete na Noruega e investira o que podia no rapaz que, agora estabilizado, soube recompensar sua madrinha por tudo que fez, ela tinha uma vida tranquila e confortável e Fenrir sempre que possível ia visitá-la.
-Professor que bom que chegou, a quanto tempo! Cumprimentou Fenrir contente o abraçando. — Fenrir, agora somos colegas, não precisa me chamar de professor! Disse Shaka animado. — Ah professor, para mim você será sempre meu professor! Disse o rapaz com orgulho. — você não muda mesmo não é lobo do gelo!
Ao perceber a cara feia de Ikki para o ex-aluno, Shaka tratou logo de fazer as apresentações. — Ikki, este é Fenrir, o melhor aluno que já tive; Fenrir, este é Ikki, meu “marido” por assim dizer. — prazer em conhecê-lo Ikki! Disse Fenrir com respeito. — igualmente! Disse Ikki mais calmo, o ciúme passou ao ouvir o modo como Shaka o tratara.
-Fenrir, você tem noticias de Yuzuhila? Perguntou Shaka, Yuzuhila era outra grande promessa acadêmica e também fora sua aluna. — ela?, bem, é que...sabe...começou o rapaz meio envergonhado. — nós nos casamos. — ah! Eu sabia que aquela biblioteca era acolhedora demais para vocês dois! Disse Shaka rindo da cara vermelha do ex-aluno. — Professor! — sabe, nosso filho nascerá daqui a quatro meses. — Parabéns! Disse Ikki sorridente e estendendo a mão para cumprimentá-lo, agora sim conseguiria conversar com o rapaz...Shaka percebeu mas deixou passar, discutiriam isso depois...- mas ela está no povoado com a família e não poderá vir, continuou Fenrir, mas se você puder, eu o levo até lá. — claro, veremos isso depois lobo do gelo. Disse Shaka animado — ela ficará feliz em reve-lo, quando disse que viria ela quase fugiu para vir, foi preciso falar com o chefe da tribo para deixá-la em casa. Disse Fenrir rindo, -ah professor, os outros técnicos estão lá dentro, disse apontando para um container adaptado. — poderia ir na frente? Preciso buscar uns mapas que deixei no escritório da base. — certo lobo! -Ikki, poderia acompanhá-lo, começo a trabalhar agora. — tudo bem. Respondeu Ikki.
Fenrir e Ikki foram até o escritório conversando e admirando a paisagem, o vento era frio pois era inverno, mesmo não sendo um período adequado, a mineradora insistiu em começar as pesquisas o mais rápido com medo de perder o dominio da área.
-e então o que vão fazer aqui mesmo? Perguntou Ikki curioso. — localizamos Coltan, um mineral raro e fundamental para a indústria eletrõnica e de informática, vamos mapear a área; o diferencial daqui além do minério é o tamanho da jazida que poderá superar em muito as existentes no Congo! Disse o Geólogo animado. — nossa, o trabalho de vocês é muito interessante! Disse o moreno — é verdade, respondeu Fenrir e exige muita responsabilidade e ética, pois não podemos permitir que esta natureza seja destruída pelo mau uso dos recursos aqui existentes!
Ikki ia dizer algo mas parou ao ver uma pessoa que jamais imaginou encontrar ali. — MISTY?! Não, eu devo estar ficando louco! Disse o moreno. Ao olhar na direção em que Ikki apontava, Fenrir reconheceu o loiro. — Nossa, é ele mesmo! Mas o que ele veio fazer aqui? — vou já descobrir! Disse Ikki já indo em direção ao loiro.
-O que faz aqui? Perguntou Ikki.
Olhando-o com desprezo, Misty responde – não é da sua conta Fênix! e Fenrir, Temma não o avisou de minha chegada? — não! Respondeu o geólogo de modo seco, conhecia Misty dos eventos profissionais e acadêmicos e o detestava! Não suportava o modo arrogante e interesseiro dele, só aceitando projetos em que pudesse ser a “estrela principal”, Misty era capaz de qualquer coisa para atingir seus objetivos, chegara a destruir o projeto de um colega por ser melhor que o dele, mas como não conseguiu provas, Fenrir teve que engolir ver o francês levando o mérito enquanto seu amigo fora embora para a Holanda humilhado.
-pois bem, disse o Francês, saiba que fui contratado pela mineradora para adaptar o maquinário, por falar nisso, onde estão os técnicos?
- e desde quando você entende de algo mais além de gastar a grana do Afrodite hein? Perguntou Ikki furioso, de todo o seu “circulo social” detestava Misty e Afrodite, mas nada se comparava a seu ódio por Máscara...
-oh galinha anabolizada, baixe o tom ao falar comigo! E para sua informação eu sou um dos melhores engenheiros mecânicos do mercado, tanto que me dou ao luxo de escolher onde vou trabalhar!
Isso era verdade, depois que passou a viver com Afrodite, pode se dedicar ainda mais aos estudos; gostava do curso, era o único momento em que se sentia completo e era a única coisa a qual dedicava verdadeiro amor. Também tinha a questão da vaidade, afinal, além de lindo, era inteligente. Afrodite gostava da dedicação de Misty a vida acadêmica pois isso o deixava culturalmente mais próximo de si e o tornava alguém com quem podia conversar além de seu conhecimento poder vir a ser útil no futuro. — Ora seu...
- Ikki, não me arrume problemas! interrompeu Shaka ao ver a discussão.
-Olá Shaka! enfim trabalharemos juntos. Disse o francês com um sorriso.
- parece que sim Misty. Disse Shaka pouco a vontade – depois nos falamos Misty, precisamos descansar, vamos Ikki. Disse dando as costas ao loiro menor. “idiotas” pensou Misty.
-o que você pretende Misty, este não é o tipo de projeto que o atrai. Disse Fenrir desconfiado. — briguei com Afrodite, nada melhor que me esconder no fim do mundo para me acalmar, agora com licença pois vou descansar, tchau lobinho!. Disse Misty saindo.
“preciso ficar de olho nesse cara, tem algo errado nessa história!” pensou Fenrir...
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New York
-O QUE ESTÁ ME DIZENDO?! MAS SE ISSO FOR VERDADE ENTÃO...disse Hyoga sentando-se e bagunçando o cabelo com as mãos. Quando Fenrir começou a contar sua história, o detetive foi da incredulidade ao espanto chegando a revolta.
-acredite Hyoga, essa é a verdade; entende porquê precisamos de sua ajuda? Você foi o único policial que achou uma falha no caso Amamyia, tanto que pesquisou outros pontos e chegou ao mesmo ponto que nós nas investigações, faz tempo que queria entrar em contato mas, como você estava encarregado de prendê-lo, tinha que amadurecer a ideia e ver até onde iria com suas duvidas...
-então Shaka já está aqui em New York? perguntou o detetive
-não, ele ainda está em Jamiel, Ikki e ele estão sob os cuidados do chefe da tribo, mas chegará em breve e você conversará com ele. Disse o geólogo.
-você disse “nós” quando falou sobre as investigações, quem mais além de você está investigando? Perguntou Hyoga enquanto colocava uma dose de Vodca para si e outra para o visitante.
-presenciei o julgamento de Shun e, quando avisei que ele fora mandado para o Presidio de Bedford, Shaka lembrou-se de um ex-funcionário de Ikki que morava na cidade e pediu-me para entrar em contato pois ele poderia servir como ponto de apoio, para nossa sorte ele é agente penitenciário em Bedford e tinha uma dívida de gratidão com Ikki; no começo ele quase me matou achando que eu estava brincando com a memória do ex-patrão mas Shaka o convenceu e ele protegeu Shun o quanto pode...disse Fenrir tomando a bebida. — Shun entendeu que precisava lutar para provar sua inocencia e acabou fazendo amizade com um detento chamado Seiya que o apresentou a Shiryu, acredito que saiba o que aconteceu apartir dai...
-claro! Disse Hyoga rindo ao lembrar da posição vergonhosa em que encontrara o chinês.. -além disso, continuou Fenrir, — ao fugir, Shun foi instruido a pedir ajuda por e-mail a um “amigo misterioso” que no caso sou eu, mas só a alguns dias que revelei meu nome e marquei um encontro.
-o que? Então você sabe onde ele está? Por favor, diga-me, preciso encontrá-lo desde que o vi pela primeira vez no metrô. Pediu Hyoga.
-desculpe-me Hyoga, não deveria ter dito essa parte da história! Censurou-se Fenrir.
-acredite Fenrir, não irei prendê-lo, se querem minha ajuda precisam confiar em mim...
-sei disso mas ainda não é o momento, deixe-me falar com ele primeiro, se para você foi dificil entender toda essa história, imagine como ele ficará...
-tudo bem, disse Hyoga decepcionado, você tem onde ficar Fenrir?
-estou hospedado em um hotel...
-se quiser, pode ficar aqui, há um quarto de hóspedes e meu irmão quase não lembra que eu existo e mesmo que apareça não se importará...
-é ai que engana-se Hyoga! Disse Fenrir levantando-se do sofá, Camus em sua racionalidade e silencio gélidos é muito observador, bastaria por os olhos em mim uma vez e em poucas horas saberia até minhas notas no jardim de infancia!
-é, mas ele falhou em relação ao Alfa, não achou uma nota sequer do dinheiro roubado! Disse Hyoga com uma ponta de ironia.
-é o que pensa? Não creio que ele tenha desistido. Hyoga, quando estamos diante de um problema aparentemente sem resposta precisamos parar para enxergar de outra perspectiva; Camus não é famoso à toa, perdoe-me o atrevimento mas, acho que deveria ouvir mais o que seu irmão tem a dizer, muitas vezes nossa empolgação nos deixa cegos precisamos aprender com os mais experientes. Obrigado pela oferta, talvez quando tiver alguns contatos a fazer eu possa ficar uma noite ou duas.
-fique a vontade e obrigado por confiar em mim, acredite, quero realmente ajudar Shun, eu sei que ele é inocente. Disse Hyoga firme.
-até breve! Disse Fenrir.
Ao voltar para o sofá, Hyoga ficou pensando em tudo que o geologo contara, parecia ficção! — pelo visto essa história terá mais consequencias do que imaginei...
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Casa dos Gêmeos
-....ai Sisifo e eu misturamos Ouzo no ponche e oferecemos a garota, depois que ela bebeu ficou tão bêbada, mas tão bêbada que ficou literalmente correndo atrás do Saga pelo salão inteiro! Kkkkk — ela estava tão doida que o maninho teve que subir no telhado para se livrar dela! Kkkkkkkk -ai, você precisava ver a cara do namorado da garota, tem ideia do que é ver sua namorada bêbada e ainda por cima correndo atrás de outro cara numa festa em que a cidade inteira estava?! kkkkkkk
Kanon passara a tarde contando para Shun suas “travessuras” com ou contra o irmão Saga e Shun riu tanto que ficou com dor de barriga, Kanon era muito divertido e espontâneo, parecia mais um menino grande...
-nossa Kanon, o Dr Saga sofreu um bocado em suas mãos não?
-imagine! Eu sou um anjo! Disse Kanon revirando os olhos e juntando as mãos. O que fez Shun rir ainda mais.
-o problema é que o Saga sempre foi muito sério e estudioso; eu queria me divertir e ser dono de uma grande companhia de pesca, aumentar o legado de nosso pai que era pescador...disse Kanon desfazendo por um momento a expressão sorridente.
-e o que o fez mudar de ideia? Perguntou Shun curioso notando a mudança em Kanon.
Kanon ficou calado, como dizer que fora forçado a mudar seus planos por causa do romance do irmão?
- perdoe-me, não queria ser indiscreto! Disse shun constrangido, sentiu que falar sobre aquilo o magoava.
-não se preocupe Shun, não fiquei constrangido é que...foram circunstancias alheias a minha vontade, tive que buscar outro rumo para minha vida; felizmente, não desprezei de todo os conselhos de Saga, depois que ele mostrou que um filho de pescador tendo coragem e garra poderia ser médico, algo considerado por mim impossível, decidi estudar e me tornei biologo e depois oceanografo. Eu costumava dizer que Athena protegia Saga e Poseidon a mim, mas pelo visto, Athena também foi com a minha cara...disse Kanon voltando a sorrir. — mas agora mocinho, é hora do tio Kanon ir trabalhar, preciso escrever um artigo para submeter daqui há alguns dias, disse o grego levantando-se do sofá, use o computador se quiser ou então leia, acho que Saga ainda tem alguns livros “normais” guardados naquele bau lá no quarto, qualquer coisa pode me chamar! Disse Kanon indo para o escritório.
Aceitando a sugestão de Kanon, Shun foi até o quarto do médico procurar algo para ler, estava encarando aquele momento como uma pausa para se reestabelecer pois quando saisse dali, só teria paz quando terminasse sua missão. Abrindo o bau, encontrou um bom número de livros, eram clássicos da literatura universal e Shun já havia lido todos na época da escola, havia retirado quase todos os livros de dentro do bau quando, já no fundo, encontrou um volume de O Pequeno Príncipe, curiosamente nunca o lera e lembrou-se de quando foi chamado assim pelo médico do presidio,
-será que eu pareço mesmo com esse principe? Perguntou-se; Ao folhear o livro um desenho caiu no chão, ao recolher o papel Shun tomou um susto, era uma paisagem de uma praia onde havia três pessoas, um homem, uma mulher e um menino; mas o que chamou atenção foi o traço do desenho. — mas como? Eu conheço esse traço...ao virar o papel percebeu que havia uma dedicatória, ao ler, Shun sentou-se na cama sem saber o que pensar, leu novamente dessa vez em voz alta para ter certeza de que não entendera errado:
“Saga, eu sei que o desenho não tá legal mas quero que você saiba que tô muito feliz por ter te conhecido tá? e obrigado por deixar a mamãe feliz também.”
Ikki.
“A mamãe disse que eu vou ganhar um irmão, ah! eu queria que você fosse meu pai também! Deixa?”
Passado alguns minutos, Shun percebe que não estava só, ao olhar em direção a porta, pela expressão que viu não teve duvidas.
-Dr. Saga....
Notas finais
farei de tudo para postar o próximo no domingo certo! não me deixem só, xerus!
p.s: não, não foi intencional o Kanon mandar o Shun ir ler, quem nunca guardou um bilhete dentro de um livro que dispare o Outra dimensão! XD
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