O Outro Lado Da Escuridão
20 Encontros Explosivos – Sentimentos Afloram
Notas iniciais
Boa leitura!
P.s1: tem palavrão.
P.s2: tem uma descrição de uma cena um tanto violenta.
P.s3: desculpem-me por alguns erros gramáticos mas estou sem óculos e sem beta ainda...
Ele escutou vozes distantes mas não queria olhar para trás e ver quem era, estava interessado na luz que vinha de um lindo portal...
– Mime? Mime! — Ainda sem resposta. — Ele está com parada cardíaca e a hemorragia não quer cessar.disse o enfermeiro — Dê mais um choque ordenou o médico. “Mime? Quem é Mime?” Se perguntou Shun ainda olhando para a luz que vinha do portal quando sentiu um peso sobre as costelas e uma dor terrível em seu peito, então a luz apagou...
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Enfermaria do Presidio Bedford, Noite....
SHUNNNN! Gritou Seiya acordando do pesadelo, estava banhado em suor e lágrimas; em seu pesadelo viu Shun perto do portal do mundo dos mortos e ele corria para impedi-lo de atravessá-lo. — O que foi Seiya? Perguntou Cársius enquanto tateava a parede tentando chegar até a cama onde o moreno estava. — tive um pesadelo com Shun, como se ele estivesse morrendo! Disse o moreno ainda arfando. — vira essa boca pra lá! Disse Cársius sentando no colchão perto de Seiya, — ele tá bem, não foi pego até agora e já conseguiu até escapar de um cerco policial! — é verdade, maldito Shiryu eu confiei nele e o que ele fez? ainda vai me pagar por isso! Disse Seiya voltando a se deitar, o corpo ainda estava muito debilitado e ele não queria ficar naquela enfermaria por muito tempo.
Quando Shun fugiu, Cársius e Seiya foram torturados e só não morreram porque Jamian denunciou ao escritório de Direitos Humanos; Seiya precisou de um transplante de fígado, já Cársius ficou cego. O Estado foi condenado a pagar indenização e transferi-los para outra unidade, no entanto eles recusaram a transferência, tinham contas para acertar ali dentro...enquanto se recuperavam, ficaram na enfermaria do presídio onde contavam com o apoio de Jamian; Ele revelou o motivo de ter ajudado Shun e se comprometeu a ajudá-los a se vingar dos que tentaram atrapalhar a fuga de Shun e isso não tardou muito a acontecer. Tatsume foi morto durante um suposto assalto, Jabu foi transferido para trabalhar numa unidade prisional no Alasca* e Kiki foi encontrado morto, seu corpo fora cortado em pedaços e espalhados dentro de cada uma das lavadoras em que Shun trabalhava...
– já armei com Dócrates, disse Cársius, ele tá só aguardando meu sinal para despachar o china para o inferno... — Cársius...apesar de está com muita raiva daquele traíra, eu não sei direito se quero que ele seja morto, disse Seiya pensativo, apesar de tudo, quando eu precisei ele me ajudou... — então decide logo o que quer fazer com ele! Disse o outro aborrecido, — Porra Seiya, esqueceu que ele tentou vender o docinho por 300 dindim? Se Shun não fosse esperto teria se fudido! — eu sei, eu sei mas não dá para esquecer o passado assim eu...fechou os olhos suspirando – Seiya vai dormir que teu mal é sono, amanhã a gente vê isso; Bora dormir e não me acorde! Dizendo isso Cársius voltou tateando para sua cama. Seiya continuava de olhos fechados pensando no que faria, Shiryu merecia ser punido, mas matá-lo? O havia jurado de morte no momento de raiva, mas agora, mais calmo, não conseguia se convencer de que tinha que fazer isso; se Shun o havia de certa forma perdoado, afinal o deixou vivo mesmo o tendo sob a mira de uma pistola, será que não poderia fazer o mesmo? Levantou-se e foi até a janela e ficou olhando as estrelas, não parava de pensar em Shun; o pesadelo fora tão nítido que parecia real! “meu amor como você está”?
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Delegacia de New York.....
– Caralho! Disse Hyoga espantado lendo o e-mail que Simon o havia entregue. — pois é, o tal Andrea não era o santo que o “marido”, disse Simon fazendo aspas com os dedos, pensava que fosse. — Bem, que máscara fosse infiel eu até que não estranho, afinal o cara era rico e importante, mas o que me espanta é com QUEM ele traiu Shun, aquele Mu é o cara mais arrogante e egoísta que eu já conheci além de ser feito de veneno puro, não sei como o Aldebaran o aguenta! Disse o loiro, pegando uma xícara de café, estava muito agitado com as novidades, quanto mais mexia mais sujeira aparecia... — ei Hyoga, nada de revelar a fonte; foi difícil conseguir essa informação já que o cara pagou muito bem pelo segredo. — Realmente foi muita grana, só assim o cara esconde que foi detido junto com o amante transando num estacionamento...respondeu Hyoga ”ainda bem que Shun não sabe disso senão ele poderia cometer uma loucura, vou falar com Mu primeiro e descobrir o que mais ele esconde!” pensava o loiro bebericando o café. Nisso o telefone toca e Simon atende, após uma rápida troca de palavras desliga e suspira, — O chefe está chamando para a reunião, o Roger pegou um caso pelo caminho e não vai participar. — O que foi agora? Perguntou o loiro, — Parece que é um duplo assassinato, disse o outro, já que o segundo baleado está quase morto...
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Dia seguinte.....
– alô? atendeu Aioros distraído enquanto desenhava uma planta, — alô? perguntou novamente pois não ouviu resposta, — alô?, fala logo ô palhaço que eu tenho o que fazer porra! Disse aborrecido, odiava trotes. — sou eu Aioros, o Aioria. — LEÃOZINHO?! Gritou o arquiteto, — Digo... — Faz muito tempo desde a última vez em que me chamou assim, falou o mais novo. — é que você...bem...você disse que não queria mais que eu te chamasse assim, aliás nem queria mais falar comigo! Disse Aioros com tristeza sentando-se na cadeira, — Aioros é que...bem eu...eu queria conversar contigo...ainda pode me ouvir? Perguntou Aioria envergonhado. — claro! Disse o mais velho animado, há muito tempo que não se falavam sem agressividade, onde nos encontramos então? continuou; Para sua surpresa, Aioria perguntou. — é, eu posso ir até seu apartamento? — Claro Aioria, você sempre foi bem vindo aqui! Quando virá? — já eu subo,disse o mais novo, estou estacionado aqui na esquina...
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A caminho da casa de Mu, enquanto observava a paisagem pela janela da viatura, Hyoga lembrava do jeito bondoso e tranquilo do brasileiro, “ele é gente boa, que nem todos os brasileiros que eu conheço, não entendo como ele foi gostar daquele idiota do Mu; Se bem que os opostos se atraem...” sorriu de canto e lembrou de seu irmão Camus e do chefe e amigo Milo. Tão diferentes como fogo e gelo mas tão conectados que era até difícil imaginá-los separados. Camus morreria por Milo e este por sua vez mataria o próprio Hades para defender seu Rubi...Quando flagrara os dois aos beijos pela primeira vez, não sabia o que pensar, ver seu irmão sempre tão frio e racional tão entregue aos sentimentos nos braços daquele loiro passional foi tão...libertador! Sim, isso, libertador, porque finalmente sentia que poderia assumir para si mesmo quem ele era.
Estava de casamento marcado com Gisty mesmo sabendo que continuaria sentindo atração por homens, mas sempre negou esse lado de sua personalidade por não querer sofrer mais. Já se sentia inferior a Camus por ser apenas seu meio irmão e que era apenas tolerado pelo restante da família do francês, se se declarasse gay ou bi como imaginava que era, temia perder o irmão que era seu único alento nesse mundo, mas depois de saber que o irmão era gay, longe de perder ele ganhou muito, ficou ainda mais próximo do irmão e ganhou a amizade de Milo, mas principalmente paz de espirito. Terminou o noivado com Gisty e seguiu seu caminho, meses depois soube que ela havia encontrado seu verdadeiro amor e casado no civil...agora ele estava atrás de um corajoso fugitivo e tinha que admitir, não estava buscando Shun Amamiya e sim o amor que sentiu ao encontrar seu olhar na plataforma do metrô....
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– Bom dia senhor Yanovick! disse Aldebaran sorridente ao recebê-lo na entrada. — Bom dia senhor Carvalho! Respondeu Hyoga amistoso – oh, não me chame de senhor, já disse que pode me chamar de Aldebaran ou Deba. — Só se me chamar de Hyoga! disse o loiro, simpatizava com o gigante brasileiro. “coitado, tão honesto e dormindo com um ordinário” pensou enquanto era conduzido até o escritório onde Mu estava. Agora ele era sócio de Aldebaran e ficara responsável por revisar cada contrato assinado pela nova empresa deles. — Mu, o detetive Hyoga chegou, vou deixá-los pois tenho uma reunião agora pela manhã. — Tudo bem Deba, nos encontramos na hora do almoço! — Qualquer coisa ligue para mim, beijos. Disse Deba os deixando a sós. — sente-se detetive, disse Mu com um sorriso gentil. “o que houve com ele?” se perguntava Hyoga. Mu usava uma túnica clara com detalhes bordados e o cabelo estava preso por um laço vermelho, sua aparência estava tranquila e feliz. — Em que posso ajudá-lo detetive? Espero que seja rápido pois tenho esses contratos para revisar, disse apontando para a pilha de papéis sobre a mesa, além disso já disse tudo que sabia sobre o caso Alfa ou sobre Shun, não entendo o que ainda queira me perguntar. Disse cruzando as mãos sobre a mesa. Hyoga analisou bem pensando em qual abordagem usar e decidiu ser direto — Por quanto tempo você e Andrea Giglio foram amantes? — O QUÊ? Gritou Mu sem cor olhando para Hyoga como se visse um fantasma. — De onde tirou esse absurdo? — Eu sei e você sabe que é verdade. Disse Hyoga impassível. A firmeza do loiro obrigou Mu a dizer a verdade, bufando respondeu — não muito tempo, aliás nunca me considerei seu amante, só ficamos algumas vezes..disse já mais calmo. — Como no dia em que foram detidos transando num estacionamento? Perguntou o loiro. Com um sorriso malicioso Mu disse — ah! Aquilo? Foi uma aventura, deliciosa aventura mas apenas isso... — E quem terminou? — Ele. Disse o advogado olhando de lado aborrecido. — Isso o deixou chateado? — Na época é claro que sim, afinal aquele filho da puta me tratou como um ordinário qualquer...suspirou pesado, mas ficou no passado, Deba e eu estamos bem agora e espero não ter que dizer que ele não sabe desse meu 'pecadinho” disse irônico, alias nem ele e nem aquele idiota do bolinho de arroz. “como se atreve?” pensava Hyoga revoltado pelo jeito como ele falava de Shun. — Bolinho de arroz? Se ouviu perguntar. — Sim, era uma piada interna, aliás aquela união sempre foi ridicularizada por todos mas...Mu deu de ombros, Shun é japonês, branquinho, pequeno e, bom, de certa forma é gostosinho, que nem o bolinho! além disso muito delicado, qualquer coisa se desmancha, que nem ele em lágrimas. Mu falava com uma ironia venenosa que a cada minuto irritava ainda mais o investigador. — ah detetive, precisava tê-lo conhecido na época em que o irmão dele, Ikki, era vivo. disse rindo lembrando do passado, — O Fênix, esse era o apelido do Ikki, parecia onipresente, bastava o Shun começar a chorar e chamar por ele que o cara aparecia do nada! Nunca entendi que palhaçada era aquela... — O que você chama de “palhaçada” é amor fraterno! É o sentimento que faz os irmãos protegerem uns aos outros e se manterem unidos, você não tem irmãos ou amigos que considera irmãos pois se tivesse não zombaria assim das demonstrações de afeto do Ikki pelo irmão! Disse Hyoga não se controlando mais – aliás percebo que você não apenas despreza mas também odeia Shun e sempre o odiou; principalmente depois que se envolveu com Andrea e ele não deixou Shun para ficar contigo, você o amava mas foi rejeitado e humilhado por ele! — CALE A BOCA!, COMO SE ATREVE A FALAR COMIGO NESSE TOM E EM MINHA CASA?!, disse Mu furioso se levantando da poltrona, ouça seu idiota, eu nunca amei Andrea, dele eu queria o dinheiro e o poder mas sempre achei ridícula aquela obsessão que ele tinha pelo bolinho! — O QUE VOCÊ CHAMA DE OBSESSÃO É AMOR! Apesar de você transar com ele e satisfazer seus caprichos, era para Shun que ele voltava quando queria paz! Disse Hyoga com emoção; falava de si mesmo, de como queria alguém para ter porque voltar para casa todos os dias e se sentir em paz e no momento por mais absurdo que fosse, a pessoa que ele queria era Shun... — Que romântico! Disse Mu com sua ironia destruidora. — pelo visto você não investigou Andrea direito, ele só amava a si mesmo! Shun para ele, além de mais dinheiro na conta bancária não passava de uma versão masculina da boa esposa que todo homem gosta: obediente, casto e doce! Shun não passou de um desafio pois Ikki nunca aceitou que ele se aproximasse do irmão, foi preciso o Fênix morrer para que ele fisgasse o otário! — Como assim? Perguntou o loiro desconfiado com os rumos que a conversa estava tomando... — Quando Andrea conheceu Shun, Ikki ainda era vivo e percebeu as intenções dele em relação ao bolinho; Andrea literalmente o cercava, sempre o seguindo em todos os locais e eventos até que um dia Ikki invadiu o escritório do Alfa, o ameaçou e proibiu de se aproximar do irmão e fez a mesma proibição ao Shun. Coincidência ou não, pouco tempo depois Ikki e o companheiro Shaka morreram num acidente em Jamiel, caíram numa fenda e foram soterrados pelo gelo, pelo menos é o que se pensa afinal nunca encontraram os corpos...- Então está insinuando que Andrea mandou matar Ikki para se aproximar de Shun? Perguntou Hyoga nervoso com aquela possibilidade. — Não sei, só estou dizendo que foi muita coincidência eles morrerem daquele jeito. Disse Mu se servindo de uma bebida no bar.
Era muita coisa para pensar, Hyoga nunca parou para analisar a relação entre Andrea e Shun antes da falência do Alfa, mas aquilo poderia ser um indicio de um Iceberg tenebroso...mas naquele nomento tinha que saber mais sobre Mu e Andrea, aquela parte da história investigaria com calma depois... — De qualquer forma Mu, Andrea te humilhou e você o matou! Disse Hyoga de forma decidida. — O que? Matar? Ficou louco?! Todo mundo sabe que Andrea se matou, a própria policia sabe disso..- o laudo estava errado, Andrea já estava morto quando foi jogado ao mar. — Como assim morto? Observando a fisionomia de Mu, acreditou que ele parecia não saber mesmo daquela parte da história. — Estou seguindo uma nova linha de investigação, agora por assassinato.
Surpreendentemente, Mu começou a gargalhar, tanto e com tanta força que chorava de rir. — O que tem de tão engraçado? Perguntou o loiro furioso – Então você me fez perder tanto tempo para chegar a esse ponto, de me transformar no amante que, abandonado mata o amado? ora detetive, não zombe da minha inteligencia! Isso é ridículo! Eu o odiava é verdade, mas antes de morrer ele me pagou! — Não estou entendendo. Disse o loiro — suspirando pesado, Mu se serviu novamente e dessa vez ofereceu uma dose a Hyoga que aceitou, — já que você descobriu esse meu erro, vou abrir o jogo todo de uma vez, quem sabe assim esse fantasma me deixa em paz...disse olhando para o liquido no copo. — você o chantageou? — chantagem? não, apenas uma troca de favores, ele me deu 5 milhões de Dólares e eu fiquei calado sobre o que houve entre nós. Aldebaran estava passando por dificuldades, na verdade ele faliu...sou orgulhoso e ambicioso, no entanto, por mais absurdo que possa parecer, eu amo aquela Polianna anabolizada que é o Deba. Quando me envolvi com Andrea, queria o dinheiro, coisa que Deba não tinha mais, e queria o poder, coisa que ele nunca teve. Quando Andrea me humilhou no escritório no dia do último baile do Alfa, nisso Mu jogou o copo na parede revoltado com a lembrança, eu me senti um verme nojento e desprezível, nesse momento eu entendi que Deba sempre me deu amor, carinho e respeito e que eu nunca dei valor a isso. Quando Andrea perguntou o que eu queria para esquecer o que aconteceu, eu pedi o dinheiro. No inicio eu ainda pensava em ir embora, afinal, deba se encrencou por ser bonzinho e inocente demais mas, quando ele me abraçava e cuidava de mim, a ideia de ficar sem ele me machucava! Disse soluçando, chorava feito um desesperado o que deixou Hyoga surpreso, nunca imaginara que algum dia veria o arrogante advogado naquele estado. — você não tem ideia de como me sentia imundo, por ter me deixado levar pela ambição daquela forma, mesmo se Andrea tivesse ficado comigo, ele jamais me amaria como Aldebaran me ama.
Na mansão da praia, Andrea deixou o dinheiro no cofre do quarto onde Deba e eu ficaríamos e me deu a senha, peguei o dinheiro e depositei numa poupança, deixei o tempo passar e depois disse que ganhei de herança de um tio distante e montei a empresa com Deba. Suspirou tentando se acalmar, — toda vez que ele falava em ajudar Shun eu ficava irado porque me lembrava de tudo que fiz e tenho vergonha dessa parte do meu passado, quero cuidar da minha vida com Deba e esquecer isso! Disse sentando-se novamente. — Eu não matei aquele filho da puta mas quem o matou fez um favor para a humanidade, e até para Shun, se ele tivesse obedecido o irmão, não teria se metido nessa enrascada. Disse limpando o rosto com um lenço, estava com os olhos inchados pelo choro e a face livida. Hyoga o observava ainda sem ter uma opinião formada sobre aquela faceta do advogado, muita coisa para pensar...
– Agora nos deixe em paz! Disse Mu escondendo o rosto entre as mãos, por favor eu peço, não conte nada disso ao Deba e nos deixe ser felizes, Andrea está morto e Shun não sabe dessa história, ele não virá nos procurar porque não o ajudamos depois que foi condenado mas se vier eu o aviso; Esqueça esse meu erro e o deixe no passado tão enterrado quanto Andrea...- Tudo bem, espero que esse sentimento que você diz ter por Aldebaran seja verdadeiro e que não o engane mais, ele é um cara legal e MUITO MELHOR QUE VOCÊ! Disse Hyoga para machucar. Levantando a cabeça, Mu deu um breve sorriso e disse – foi a primeira e única vez que o traí, eu o amo de verdade apesar desse meu jeito. E você tem razão, ele é melhor que eu, sempre soube disso! — eu sei o caminho até a saída, qualquer novidade ligue-me.
Saindo do escritório Hyoga quase soltou um grito ao ver Aldebaran sentado no meio do corredor, ele ouvira tudo atrás da porta. — Aldebaran! você...o brasileiro estava chorando, as lágrimas desciam devagar como se tivessem cristalizado sobre a face do moreno – eu sempre desconfiei, agora tive certeza...disse desolado, — mas você ouviu que ele se arrependeu, acha que pode perdoá-lo? O brasileiro olhou com tristeza para o loiro – não sei, está doendo muito...- converse com Mu, é hora de colocarem tudo a limpo, acabar com os segredos...nisso Mu vinha saindo do escritório com algumas pastas nas mãos mas soltou tudo ao ver Aldebaran – DEBA?, O QUE FAZ AQUI? Perguntou desesperado se encostando na parede para não cair. Lançando um olhar frio o gigante responde – eu AINDA moro aqui! Mu olhou de forma acusadora para Hyoga mas Aldebaran o defendeu – Ouvi tudo Mu, precisamos conversar. — Espero que vocês se entendam da melhor forma possível disse Hyoga e os deixou a sós. — Deba eu... — vamos para o quarto, temos muito o que falar. Disse Deba já caminhando e deixando Mu para trás.
Enquanto voltava para a delegacia a mente de Hyoga fervilhava com todas aquelas informações, "será que Andrea foi capaz de matar Ikki só para se aproximar de Shun?, mataria a pessoa que Shun mais amava para ter sua total dedicação?" — se ele tiver feito isso então ele era um psicopata ou será que...não, não pode ser, será que Afrodite seria capaz de fazer isso em nome da amizade que sentia por Andrea?...
Notas finais
Um Xeru e até breve.
* O Alasca é território americano, então supondo que Jabu seja funcionário federal, pode ser transferido para qualquer unidade federal mesmo que não seja onde reside.
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