O Outro Lado Da Escuridão

21 ENCONTROS EXPLOSIVOS – FRACASSOS E VITÓRIAS...


Notas iniciais
Oiê, lembram de mim? XD perdão pela demora mas, infelizmente tive meu note roubado e fiquei péssima pois já havia escrito 3 capítulos super legais mas... posto esse hoje e se der certo a net aqui de casa, posto outro no domingo ai normalizo as postagens nas quartas e domingos. Calma que a fic já tá quase no fim. dedico a todos que me acompanham mas espero que a Mel goste pelo menos um pouco do que fiz com o Camus e o Milo.
boa leitura.

New York, Quinze dias depois...

Hospital Central, noite.

Aos poucos sentiu como se estivesse saindo de um buraco profundo e estreito, começava a ter consciência do seu corpo, tudo doía e, em sua mente, imagens misturavam-se e formavam um quadro confuso. Tentou respirar profundamente mas algo em seu rosto o incomodava e, lentamente, forçou-se a abrir os olhos..

- Mime! Enfim acordou! Disse a enfermeira com gentileza.

Enquanto isso Shun ainda zonzo tentava entender onde estava, olhando ao redor, aos pouco percebeu que estava em um hospital, mais uma vez escapara da morte. – consegue me entender? Perguntou a enfermeira tirando a máscara de oxigênio que cobria o rosto de Shun -Se sim aperte a minha mão! disse ela pegando a mão pequena de Shun e foi atendida. — vou chamar o Dr. Saga para examiná-lo. — sede...Shun conseguiu dizer, estava com a garganta muito seca. – o médico dirá quando poderá beber água, retornaremos logo Mime. Disse e saiu.

“há quanto tempo que estou aqui?” perguntava-se “não importa, preciso ficar bom logo e fugir, talvez a policia só estivesse esperando que eu acordasse...” nisso o médico, um loiro alto com belos olhos azuis entrou no quarto. — Como está se sentindo meu jovem? Perguntou de modo animado enquanto examinava a ficha de evolução do paciente. — Dor, Sede, disse Shun com esforço. — você é um protegido dos deuses sabia? Disse o médico, — mais um centímetro e você teria sido atingido no coração, ainda assim acertaram em uma veia na perna e, na queda, bateu com a cabeça tendo um traumatismo craniano... — Doutor, quando ele poderá beber água? Perguntou a enfermeira – Pode trazer um pouco agora Esmeralda. Autorizou Saga. Olhando novamente para Shun- bem meu jovem, descanse e daqui a uma hora você será levado para fazer novos exames, mas, ao que me parece, você não ficou com sequelas. A enfermeira volta trazendo um copo com água e Shun bebe aos poucos começando a se sentir melhor, com isso pode perguntar: — há quanto tempo que estou aqui? — Quinze dias. Disse Saga “Será que a policia sabe que estou aqui?” se perguntou Shun que inconscientemente se encolheu mas o gesto não passou despercebido pelo médico, como se lesse seus pensamentos disse: — A Polícia o trouxe, você foi vitima de tentativa de homicídio, teve mais sorte que o outro...nisso a lembrança da morte de Nachi voltou e as lágrimas vieram, — você conhecia o outro? — não! Apenas estou feliz com minha sorte. Mentiu Shun.

Enquanto isso Saga o olhava com curiosidade “ele não me é estranho!” pensava, mas não iria forçá-lo a falar naquele momento. — Descanse Mime, até breve. Disse e saiu sendo acompanhado pela enfermeira. — Doutor, aviso à Polícia que ele despertou? — não, ainda não, ele está muito fraco e a Polícia não é muito gentil...- O que será que um rapaz tão lindo fez para ser atacado daquele jeito? Perguntou Esmeralda – não sei e não nos cabe julgá-lo. — Disse Saga enquanto caminhava de volta a sua sala.

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Madrugada...

Em um bar, sentado sozinho junto ao balcão, Camus bebia sua Vodca como se ela o pudesse ajudar a engolir o gosto amargo da derrota, sim, fora derrotado; ele, o melhor Agente do FBI e um dos melhores do mundo não conseguiu desvendar o mistério do sumiço do dinheiro do alfa Sanctuarium. Por mais que tenha se esforçado, revirado meio mundo, falado com centenas de pessoas, não achou resposta para o mistério e o governo, alarmado com os gastos sem resultado decidiu encerrar o caso e dar o Dinheiro como definitivamente perdido; A crise econômica ficou no passado e esse caso também. Olhou para a garrafa, já havia consumido tudo, só restava mais uma dose e mesmo assim não sentia os efeitos da bebida, a vergonha o mantinha em alerta. Estava com vergonha de seus companheiros de investigação, de Hyoga mas, principalmente, de Milo. Sempre se esforçara para estar na mais alta conta na consideração do loiro, gostava de ser amado E admirado pelo orgulhoso chefe de policia que também tinha seus muitos méritos profissionais, mas, e agora? Como chegar em casa e admitir para Milo que fora derrotado? Camus recebeu por telefone a noticia do encerramento do caso, mas no dia seguinte seria a reunião oficial para comunicar o fato e dissolver as comissões criadas para realizar a investigação. Com isso, ALGUÉM triunfaria sobre a lei e sobre a policia e, principalmente sobre sua mente astuta...- MERDE! Praguejou sem se importam em ser ouvido ou não, nisso um assovio debochado chamou sua atenção e, ao virar para trás viu Milo em pé atrás de si. — Para um nobre cavalheiro francês, dizer um palavrão desses em alto e bom som sem ter vergonha é porque a coisa tá feia! Disse sorridente, sentando-se ao lado de seu Rubi, pediu ao barman uma Tequila e virando-se para Camus perguntou – o que houve? Por que não foi para casa? — você já sabe...disse Camus desanimado. — sim, sei, mas não sei porque você não foi para casa, ao invés de falar comigo, preferiu vir tomar todas num bar! Disse já começando a demonstrar a raiva que sentia, pegou o copo de bebida que o barman trouxe e tomou de uma vez, detestava esse jeito de Camus não querer dividir os problemas consigo, sentia-se como se não fosse digno da confiança dele e... — vergonha. — hã? Perguntou Milo sem entender, — eu disse vergonha, respondeu Camus baixando o olhar para o copo, — estou com vergonha de todos, mas principalmente de você. — Camus...disse o loiro acariciando o ombro do ruivo — fui derrotado Milo, não sou tão bom quanto imaginávamos. — idiota! Como se atreve a dizer uma besteira dessas? Vamos embora, em casa vamos ter uma conversa séria, de homem pra homem! Disse o loiro já levantando e jogando uma nota para pagar a bebida, Camus fez o mesmo e saiu com Milo. O caminho até a casa foi feito em silencio, Milo aborrecido mas ao mesmo tempo comovido pela dor do ruivo e o ruivo envergonhado e sabendo que em casa a tempestade desabaria...

Quando chegaram em casa, sentaram-se no sofá e ali ficaram, ainda calados, apenas sentindo a presença um do outro até que Milo, parecendo ter tomado uma decisão, levanta-se colocando-se de frente para Camus o olhando de modo firme e – Ai!!!!!!!! grita Camus pulando do sofá ao sentir a força do soco que levara do loiro. — VOCÊ ENLOUQUECEU MILO?! QUER ACABAR COMIGO É?! Disse enquanto sentia o sangue escorrendo pelo nariz — NÃO CAMUS! EU SÓ QUERO ACABAR COM ESSE SEU LADO ARROGANTE! NÃO DISSE QUE TERIAMOS UMA CONVERSA DE HOMEM PRA HOMEM? QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA SE ACHAR INFALÍVEL? UM DEUS? SEU IDIOTA! Gritou o loiro enquanto avançava para cima do ruivo que correu para o outro canto da sala — MILO, CALMA! — CALMA O CARALHO! e pegando um porta-retratos jogou na direção do Agente que desviou – MILO! CALMA, EU, EU, SEMPRE ME ESFORCEI PARA SER O MELHOR PARA QUE VOCÊ ME ADMIRASSE! Disse Camus — AH, AGORA A CULPA É MINHA?!, POIS FIQUE VOCÊ SABENDO QUE EU SEMPRE TE ADMIREI PELO SIMPLES FATO DE ESTAR VIVO SEU FRANCÊS IDIOTA! SEMPRE ADMIREI O TEU CABELO VERMELHO, TUA PELE ROSADA, TEUS OLHOS, SEMPRE TE ADMIREI, AMEI! ME SINTO O CÔCÔ DO PÉGASUS TODA VEZ QUE VOCÊ NÃO DIVIDE SUA VIDA COMIGO, SEMPRE ESCONDE ALGO COMO SE EU NÃO FOSSE DIGNO DA TUA CONFIANÇA! Disse o loiro sentando novamente no sofá, lutava contra as lágrimas; Camus se aproximou com cuidado e sentou-se também – Perdão Milo...- Porra, Camus! Você tem ideia de quantos casos eu tenho naquela delegacia que nunca serão resolvidos? Acha que é por incompetência minha? Não! Mas há fatores que fogem ao meu controle, posso fazer o melhor inquérito mas vem um advogado e, com base na lei, solta o acusado e eu tenho que aceitar mesmo sabendo que um criminoso está ganhando liberdade, da mesma forma já vi inocentes sendo condenados ou casos que não tenho por onde começar, e ai? Sou um fracassado? Não creio, faço o meu melhor mas tudo tem limites e eu aceito isso! Disse o loiro com raiva — você fez o seu melhor? Perguntou ao ruivo que fez sim com um gesto de cabeça, — então deixa de burrice e deixe esse caso ir! — Milo...e nisso Camus o abraça e começa a beijá-lo com paixão, nesse momento, o loiro sente o gosto de sangue e se dá conta do estrago que fez na cara de seu rubi – ah Camus! Me perdoa? Deixa eu cuidar disso! Disse tentando se afastar mas o ruivo não deixou – você vai cuidar disso e de muito mais! Disse enquanto puxava o loiro para outro beijo mais profundo. — Eu te amo seu Rubi em estado bruto! — eu também te amo e ai! Gemeu o ruivo ao sentir o nariz doendo – esse seu direito é certeiro Milo! — Perdão! Vamos ao hospital, com certeza quebrei esse narizinho empinado e o quero consertado o mais breve possível!

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Dia seguinte....

Em um elegante restaurante, Hyoga esperava impaciente por Afrodite; Havia marcado um almoço com o “melhor amigo” de Andrea para sondá-lo. Até aquele momento, Afrodite havia sido esquecido, depois de passar por vários interrogatórios, a Policia se convenceu de que ele era inocente e até o aceitou na comissão formada para localizar o paradeiro do dinheiro. Abrira uma filial da construtora da família nos EUA passando a administrá-la e, com isso, recuperou parte da fortuna perdida com a falência do Alfa. Com seu jeito calmo, inteligencia e beleza, Afrodite parecia mesmo determinado a corrigir os erros de Andrea, mas, passado mais de um ano de buscas sem resultado, o governo decidiu encerrar de vez o caso; o dinheiro estava perdido para sempre, mas Shun continuava na ordem do dia. Era o simbolo da corrupção e tinha que ser punido, seria um consolo saber que ele estava com o dinheiro mas não poderia desfrutá-lo, assim pensavam todos. “será que Afrodite fugiu?” perguntava-se Hyoga, nisso o viu entrando no restaurante. — perdoe-me pelo atraso Sr. Yanovick mas o trânsito está caótico. Disse afrodite com um sorriso enquanto apertava a mão que Hyoga estendera, — compreendo. Hyoga não pode deixar de admirar a beleza do homem a sua frente, ele estava mais belo do que antes. — vamos ver logo o que pediremos? Sugeriu o detetive para quebrar o gelo. — Claro, confesso que estou com fome, não comi nada até agora..disse o loiro mais velho. — sei que os trabalhos com a comissão são muito cansativos, isso exige muito de sua parte...- exigia, mas o governo decidiu encerrar de vez o caso...confesso que me sinto um idiota. Disse Afrodite com um suspiro enquanto olhava distraidamente o cardápio. “que tipo de homem é esse?” se perguntava Hyoga; desconfiava dele mas ao mesmo tempo, não achava uma brecha em que pudesse atacar...- Acredito que o Sr não me convidou para este almoço só para saber sobre meus trabalhos na comissão...disse Afrodite olhando de modo gentil porém firme para o detetive. — é verdade Sr Gesle, gostaria de conversar sobre seu relacionamento com Andrea. Disse Hyoga enquanto folheava o cardápio, Afrodite por sua vez o olhava desconfiado tentando entender o que ele queria. — Creio já ter dito tudo à Polícia, achei que estivesse mais empenhado em recapturar Shun...disse ele folheando tranquilamente o cardápio. “ele está envolvido!” pensou Hyoga eufórico “é esse o caminho” — estou, mas esse caso me intrigou bastante, há detalhes que não consigo entender e achei que o Sr poderia me ajudar...acho que vou apreciar um salmão...disse Hyoga tranquilo. — ótima escolha detetive, o daqui é estupendo, mas eu hoje ficarei com uma quiche. — O que não consegue entender? Perguntou o sueco. Nisso o garçom aproximou-se e eles fizeram os pedidos. — me acompanha no vinho ou não pode se dar esse prazer mesmo em horário de almoço detetive? — posso e aceito disse o russo. Quando o garçom se afastou Hyoga atacou – O Sr conhecia Andrea Giglio como ninguém e, depois de sua morte, no inicio ajudou Shun Amamiya, mas, depois do julgamento, nunca o visitou ou manteve contato e eu queria saber por quê... — detetive...Afrodite meneou a cabeça sorrindo com delicadeza, acreditei nele enquanto pude assim como em Andrea mas não posso negar a verdade, fui enganado e traído pelos dois; perdi não apenas dinheiro mas o tempo de vida construindo o Alfa e me dedicando a amizade que sentia por Andrea. O garçom volta trazendo o vinho e servindo a bebida retirou-se, Afrodite tomou um gole e parecia refletir muito antes de falar – Sr Yanovick, o sr não tem ideia de o quanto essa minha aparência exótica me prejudicou ao longo de minha vida, disse com um suspiro, pensei que Andrea tivesse visto para além de minha aparência; e viu, mas, assim como os outros apenas me usou, usou minha inteligencia e credibilidade para depois me apunhalar! E tomou o resto do vinho em um só gole, olhava para o fundo da taça como se lesse algo dentro dela. A comida chegou e ambos começaram a comer em silencio, o detetive buscava alguma ligação do que Afrodite havia dito com os fatos que descobrira mas nada fazia sentido. Decidiu arriscar, — Se o Sr fosse Shun, para onde iria? Perguntou com tranquilidade – não sei, não faço a menor ideia. Disse Afrodite evasivo. — Andrea e Shun tinham algum lugar que fosse considerado especial para os dois, uma espécie de refúgio para o casal? — não sei, Andrea não era de falar sobre isso comigo disse o sueco tomando um gole de vinho. “é agora que eu te pego!” pensou Hyoga. — é mesmo? Disse fingindo surpresa, pensei que você fosse o melhor amigo dele. — e eu era, disse o loiro mais velho calmamente. — é que para mim é estranho um amigo não falar para outro sobre seu relacionamento, ainda mais considerando que Shun era a pessoa mais importante da vida dele! — EU era a pessoa mais importante da vida dele e não Shun! Disse com firmeza. Ao notar o brilho no olhar do detetive, completou, — Se Andrea chegou onde chegou foi graças a minha ajuda, nosso trabalho, nossa amizade, enfrentamos diversos preconceitos juntos, o Alfa era a vida dele e a minha também, logo, nós éramos a pessoa mais importante da vida um do outro. Hyoga por sua vez bebericava seu vinho com a expressão fria que, inconscientemente aprendera com Camus, mas por dentro sua mente gritava “foi ele! Parece uma amante ciumenta!” — compreendo, se ouviu dizendo. Afrodite buscou algum indicio sobre o que o loiro havia pensado sobre seu comentário porém não consegui descobrir nada sob a aparência de gelo do menor – sabe Sr Yanovick, agora observando bem, vejo que és muito parecido com seu irmão Camus, pelo menos na sua expressão um tanto séria demais para alguém tão jovem, disse encerrando sua refeição. — É mal de família, disse Hyoga com um sorriso de canto também terminando seu prato. — Mudando de assunto Sr Gesle, fale-me sobre a morte de Ikki Amamiya e seu companheiro Shaka Ahluwala perguntou o loiro direto. — O QUÊ? SOBRE IKKI E SHAKA? Perguntou visivelmente espantado. — eu li algo a respeito, disse o detetive satisfeito pelo golpe dado, mas creio que o sr pode me dar mais detalhes. — bom, eu sei o que todos sabem, a época eu não era próximo deles, só os encontrava em eventos sociais.disse Afrodite cauteloso — verdade, mas o Sr sabia que o Fênix não aprovava o interesse de Andrea em Shun não é mesmo? — sim, mas para o amor não há barreiras que não possam ser destruídas...disse Afrodite com um sorriso e acrescentou, como disse, o que sei é que eles estavam escalando uma montanha na região de Jamiel quando caíram numa fenda profunda e estreita, sendo soterrados pelo gelo; por isso, os corpos não puderam ser resgatados. Disse dando de ombros. “ele esconde algum detalhe!” pensou o detetive. — E as investigações sobre o paradeiro de Shun avançaram ou ele conseguiu enganá-los também? Perguntou o sueco querendo mudar de assunto. — iremos capturá-lo em breve, disse Hyoga seco.” mas que filho da mãe! Não vê a hora de Shun ser preso!

- certo disse Afrodite estranhando o tom da resposta dada pelo russo. Nisso seu celular vibra e ele ao olhar a mensagem rapidamente diz – Sr Yanovick, sinto não poder esperar pela sobremesa mas tenho que ir para a reunião que oficializa o fim do caso Alfa. — tudo bem Sr Gesle, o Sr já me ajudou bastante, obrigado. Disse apertando a mão macia porém firme de Afrodite.

Ao ficar só, pediu um café forte e sem açúcar, estava agitado demais, eram muitos elementos a serem analisados, mas, de uma coisa tinha certeza, a morte de Ikki e shaka não fora acidental e, talvez fosse a solução para uma parte do mistério.

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Prisão de Bedford, Tarde

-onde ele está? Perguntou Jamian

-não sei, ele não entrou mais em contato. Disse a voz do outro lado da linha.

-merda! Será que aconteceu algo com o docinho? Perguntava-se o agente.

-calma Jamian! Se tivesse acontecido algo você saberia; qualquer novidade eu entro em contato. Disse o homem tentando acalmar Jamian.

-e Shaka onde está? Perguntou o agente.

-voltou a Jamiel, ele não pode se afastar por muito tempo...

-sabe, até hoje não entendo como aquilo tudo aconteceu, Shaka não me contou detalhes e às vezes penso que estou falando com um fantasma ou com a reencarnação de um Deus, foi um milagre. Disse Jamian com um suspiro.

-é meu caro, até para mim que de certa forma acompanhei um pouco mais de perto os fatos é estranho, mas, de uma coisa eu tenho certeza..

-de quê?

-Misty foi o causador de todo esse caos! Disse a voz ao telefone.

-Fenrir, afinal, qual o plano do Shaka? por que ele ainda não apareceu e revelou toda a verdade? Isso teria livrado o docinho das mãos do máscara!

-ele ficou muito tempo em coma e, quando acordou, havia perdido a memória. Graças aos deuses eles foram encontrados pelos Lemurianos que vivem quase isolados naquelas montanhas e que os salvaram.

-todos pensam que eles foram soterrados pelo gelo...

-por sorte, a parte larga da fenda, onde o gelo se acumulou, esconde uma série de cavernas que só os Lemurianos conhecem e usam para descansar quando precisam ir até a “civilização” e tem que escalar a montanha. Disse Fenrir.

-mesmo assim, cinco anos? Muito tempo para se recuperar não acha? Disse Jamian aborrecido.

-acha que acreditariam se Shaka aparecesse do nada e acusasse Misty? Não tínhamos provas do envolvimento dele e, mesmo que tivéssemos, nada apontaria para máscara, no máximo para Afrodite mas, e então? Máscara podia comprar a policia, a justiça; Além disso, poderiam tentar matar Shun como fizeram com eles. Sem contar que, quando Shaka recuperou a memória, Shun já estava com Máscara...

-tem razão. Disse o Agente, mas e agora? O tal Shiryu conseguiu boas pistas...

-tenho seguido os passos de Andrea todos esses anos e, para mim, tudo faz sentido, só faltam algumas peças e eu monto o quebra-cabeça! Disse Fenrir animado e, por falar nisso, como conseguiu o dossiê com o china, principalmente depois da brincadeirinha que Shun fez com ele?

-hum? Ah! Foi fácil, o china tá se borrando de medo do Seiya, então eu disse que, se ele me entregasse o dossiê eu convenceria o japa a desistir da ideia de mandar matá-lo...

-e você vai fazer isso?

-mas é claro, QUE NÃO! Se Seiya não mandar fazer eu faço...

-kkkkkkkkkkkk é Jamian, você é calado e mortal como o corvo, merece o apelido...mas agora tenho que desligar, essa ligação vai custar dois meses do meu salário!

-me avise assim que Shun der sinal de vida certo?

-claro! E obrigado por sua lealdade.

Ao desligar o telefone, Fenrir pensava no próximo passo que daria, pegou o recorte de jornal com a foto de Hyoga e disse: — você está na direção certa meu caro detetive, está quase na hora de lhe fazer uma visita...

Notas finais
e então como fui dessa vez? aguardo o feedback! xerus em todos que gastam um pouco de sua atenção com essa fic.