O Outro Lado Da Escuridão
18 Encontros Explosivos – Parte II
Notas iniciais
Pausa para um momento Shaka: Quem já tem experiência com fics percebeu que essa minha está lotada de "Mary Sues", mas queriam o quê sendo esta a minha primeira fic?... fim do momento Shaka. 8D
P.s1: Roger e Simon são respectivamente o tecladista e o baixista da melhor banda do mundo(NA MINHA OPINIÃO)The Cure! :)
P.s2: o nome Andrea Giglio é o único que gostaria de deixar "patenteado" :)
P.s3: boa leitura!
“e agora, o que faço?” pensava Shun em desespero. Tinha se livrado de Hyoga ali mas ele certamente o estaria esperando na próxima estação... “maldito Shiryu, você vai me pagar por isso!”
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- Desta vez não permitirei falhas, vigiem tudo mas cuidado com os civis, o que menos precisamos agora é de problemas com os Direitos Humanos! Disse Milo autoritário. Havia assumindo o comando da operação ao perceber a hesitação de Hyoga. Não perderia aquela oportunidade, afinal era sua reputação que estava em jogo. Enquanto isso, Hyoga seguia acompanhado de Roger na viatura, ainda não entendia o que acontecera, por que ficara tão abalado com Shun? “Será o olhar? Sim, é isso! Aquele olhar não parecia o de um criminoso...
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O tempo passava lentamente para Shun, acuado, não havia como fugir dali. O vagão estava lotado, não teria como quebrar a janela e pular ou qualquer ideia absurda do tipo, se bem que, o vagão lotado....isso! havia uma última chance, teria que sair do vagão no meio da multidão e correr para o banheiro sem ser visto pelos policiais, de lá ele fugiria pela janela....nisso o veiculo parou, as luzes piscaram e apagaram “uma pane elétrica!” pensou Shun quase chorando, agora não havia mais chance; quando chegasse, a policia da cidade inteira estaria na plataforma só aguardando...pelo sistema de som, a companhia avisou que haveria atraso mas que logo iriam resolver o problema....
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- Droga! Será que os deuses querem ajudar aquele pirralho a fugir? Esbravejava Milo – É inconcebível que em plena New York o metrô tenha uma pane elétrica e demorem tanto a resolver! O metrô já estava com quase uma hora de atraso, uma multidão cheia de compras se apinhava nas plataformas e reclamavam do descaso do governo com os meios de transporte. — Chefe, essa pane parece que veio de encomenda, olha esse mar de gente! perseguição com tiro aqui seria uma carnificina... Disse Roger pelo comunicador para Milo que observava o movimento nas escadarias. — Fiquem de olho no último vagão, disse ele, é nele onde Amamiya está! — Hyoga? Perguntou o loiro pelo comunicador – estou pronto! Disse o Russo mal humorado, estava vigiando a rua em frente a estação. — ótimo! Coloquei o pessoal posicionado de modo que fiquem o mais próximo possível das portas, assim ele não poderá correr MAS CASO ele consiga passar, NÃO O DEIXE ESCAPAR OU VOU METER TEU RABO NO XADREZ! Fui claro? Disse aborrecido, aquele não era o momento para Eros distribuir flechadas, ainda mais acertando em seu melhor agente.... — mais claro que isso só SE VOCÊ SE METESSE NO MEU RABO, CU.NHA.DI.NHO! Disse o loiro de modo desaforado. — VOU CONTAR PARA O TEU IRMÃO SEU MAL CRIADO! Disse Milo — ÓTIMO! ENFIM VOCÊ ACHOU ALGUMA IMPERFEIÇÃO NO DIAMANTE DA LEI! E desligou o comunicador. — Puta que pariu! Disse Milo contendo a raiva, eu mereço isso, e não é diamante seu pato imbecil, é Rubi!...
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Dentro do vagão o calor era insuportável, aquele amontoado de gente e sacolas fechados num espaço minimo e sem ventilação era uma tortura. Shun estava banhado em suor além do cansaço de estar em pé a mais de uma hora depois de toda aquela corrida, estava triste, não via solução para aquele jogo quando de repente um empurrão e o veiculo começou a se mover — enfim vamos sair daqui! disse um senhor para Shun. Uma senhora gestante começou então a passar mal, suava frio e dizia sentir dores no peito, de repente deu um grito e desmaiou sendo erguida por Shun que pediu que levantassem do banco para que ele pudesse deitar a mulher e fazer uma massagem cardíaca para tentar reanimá-la. Os passageiros ligaram para a central informando a situação e pelo sistema de som foram informados que uma equipe de paramédicos estaria na estação pronta para fazer o atendimento....
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- A terra engoliu essa porra, só pode ser! Disse Simon irritado olhando a multidão na plataforma. O policial estava exausto, não dormira planejando a ação daquele dia junto com a equipe e depois teve toda aquela agitação quando quase pegaram o fugitivo e o viram escapar pela burrice de Hyoga...a barriga roncou alto “porra! Essa fome tá acabando comigo....aquele viadinho não vai se deixar pegar tão fácil” estava pensando quando viu a equipe de paramédicos chegando à plataforma e isso chamou a sua atenção e a da multidão que aguardava o metrô. — O que houve? perguntou ao que parecia ser o chefe da equipe – uma passageira gestante desmaiou, há suspeita de ataque cardíaco.
Eis que o metrô chegava e o tumulto começou. Os passageiros queriam entrar todos ao mesmo tempo sem dar chance aos que estavam dentro do vagão sair e o empurra-empurra foi geral. — Ei! Tem uma mulher passando mal aqui! Saiam da frente! Gritavam um senhor e um rapaz que tentavam afastar a multidão para que a mulher fosse retirada. — SAIAM DO CAMINHO! Gritou Simon tentando facilitar o trabalho dos socorristas mas também foi empurrado para longe. — QUE PORRA É ESSA AI EM BAIXO SIMON gritou Milo pelo comunicador vendo a confusão – TU É CEGO PORRA?! Rosnou o policial, TEM UMA MULHER PRECISANDO DE ATENDIMENTO E ESSES DESGRAÇADOS NÃO COLABORAM, MANDE ALGUÉM ME AJUDAR! Dizia enquanto era afastado por uma onda humana...Enquanto isso, finalmente a mulher era retirada do vagão graças a um rapaz de boina cinza que começou a empurrar todos que estavam fechando a porta como se fossem pinos de boliche enquanto outro jovem, que parecia ser o esposo da gestante, a colocava na maca e saiu acompanhando os paramédicos até a ambulância já que ela ainda estava desmaiada. — Fiz uma massagem cardíaca, dizia enquanto andavam, o coração está batendo mas ela não recobrou a consciência...
- MERDA! CADÊ O AMAMIYA SIMON?! Perguntou Milo ao ver o metrô partir e sem ter qualquer sinal de Shun. — PORRA É TUDO EU AGORA?! MANDE A EQUIPE VASCULHAR! Cuspiu o outro de volta — Espera! Disse Milo ao ver um rapaz de boina saindo da estação desconfiado, olhando para os lados. — É ELE! HYOGA, ELE TÁ INDO PRO TEU SETOR, NÃO FALHE AGORA! — Deixa comigo! Pouco depois o investigador localizou o tal rapaz – POLICIA, PARE! Disse e sem se virar o rapaz começou a correr sendo novamente perseguido pelo loiro. — Porra outra vez?! Ele devia ser maratonista e não ginasta! Pensava. O rapaz derrubou uma idosa que tivera o azar de passar naquele momento em sua frente mas Hyoga pulou por cima dela e continuou no encalço de Shun. — PARE SENÃO ATIRO! Gritou mas não foi obedecido. — PERDÃO! Disse o loiro e atirou na perna do rapaz que caiu colocando a mão no ferimento. — ACABOU AMAMIYA, PARE OU SERÁ PIOR! Disse Hyoga se aproximando, nisso o rapaz levantou o rosto e, para espanto do loiro, aquele não era Shun....
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- você é esposo dela? Perguntou a enfermeira ao chegarem ao hospital – Não, mas eu a conheço, fomos namorados por uns tempos até ela me deixar e se casar. mentiu Shun. — Ah! Disse a mulher, — Deve ser difícil ajudar uma pessoa de quem nós já gostamos e que nos trocou... — Dói mas tenho meu amor próprio, mulher é o que não falta nesse mundo não é? disse com um meio sorriso. Nisso a enfermeira o olhou mais demorado, o que o deixou agitado. — é...acho que te conheço de algum lugar não? Perguntou ela. — Pouco provável, disse Shun, — Sou do Canadá e cheguei há duas semanas, parece destino! Fui para lá tentando esquecê-la e hoje pouco depois de minha volta a reencontro num metrô! — Poderia me mostrar seus documentos? Tenho que preencher a ficha....- Ah claro! Disse Shun com um sorriso sedutor, primeiro entendeu o olhar como desconfiança mas depois viu que a enfermeira estava interessada nele...procurou em um bolso e depois no outro e não achou a carteira, — Fui roubado no metrô! E agora? Perguntou – bem, diga-me seu nome. — Mime Benadinesh. — Tétis Marina. Disse ela com um sorriso, quero...algumas informações suas....disse com voz rouca. — te direi tudo mas, posso ir ao banheiro antes? Perguntou Shun quebrando o clima, — ah claro! É no fundo a esquerda... — não demoro! Chegando ao local, achou o que queria, a janela! Era pequena mas dava para uma especie de jardim de inverno, com dificuldades conseguiu passar por ela e depois pulando o muro do jardim saiu por uma rua lateral, tirou alguns trocados de um bolso que ficava por dentro das calças e pegou o ônibus.
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Quinze dias se passaram desde o fracasso na missão de prender Shun. Hyoga iria responder sindicância mas um certo ruivo fez suas mágicas e tudo se resolveu com a indenização à vitima do disparo acidental do Russo.... — Milo, você não acha tudo isso confuso? — o que faz o Amamiya agir daquela forma não é apenas o medo da cadeia, ele realmente parece determinado a fazer justiça. Disse Hyoga durante o plantão. — também estive me perguntando o que o fez mudar tanto, pelo que sei ele sempre foi um menino mimado e superprotegido e agora, até deu DUAS VOLTAS NA POLICIA DE NEW YORK! Riu o loiro mais velho. — pois vou descobrir o que houve! Disse o loiro resoluto. — pato você vai acabar sendo assado! — não me enche Milo!...
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- ai if I catch you, ai ai if I catch you* kkkkkkkkk cantarolava um embriagado Shiryu, depois do que fizera, a vergonha e o desespero o assolaram, principalmente depois que falou com Seiya por telefone e foi jurado de morte... — O QUE FOI QUE VOCÊ FEZ SEU DESGRAÇADO?! Gritou Seyia ao saber da traição do “amigo” — MAS SEIYA, ERA PELO BEM DELE! Tentou argumentar — É MESMO?, ENTÃO NUNCA PENSOU EM SEU BEM?! SHIRYU, NOSSA AMIZADE ACABA AQUI E ESTEJA CERTO, EU VOU DAR UM JEITO DE MATÁ-LO NEM QUE SEJA A ÚLTIMA COISA QUE EU FAÇA!, desde então passara a beber até dormir nas ruas ou no chão do apartamento quando conseguia chegar até ele... — MERDAAAAAAA, TÔ NO ANDAR ERRADO DE NOVO!...disse já tombando para o elevador, a porta abriu e havia um rapaz de cabelos negros e que usava um sobretudo preto, estava de costas ajeitando o lenço roxo que usava em torno do pescoço — qual o andar? Perguntou sem se virar percebendo pelo cheiro o estado do chinês – quinto! Dos infernos! Kkkkkkkkkkkk acho que moro no quinto dos infernos...o rapaz apertou o botão e depois encostou a pistola nas costas do detetive. — um movimento e eu te mato!...
- Shun! Gritou o detetive já sóbrio devido o susto – cala a boca e sem gracinhas! chegando ao apartamento Shiryu tentava se explicar- olha Shun eu sei que você me odeia mas – CALA A BOCA E ME ENTREGUE AS INFORMAÇÕES QUE FICOU DE ME ENTREGAR NO METRÔ! — Shun, me escute era para o seu bem ah! Sentiu a coronhada mas não desmaiou, “esse não é o Shun que conheci!” — SE DISSE MAIS UMA MENTIRA VOU ESTOURAR SEUS MIOLOS, ME ENTREGUE AS INFORMAÇÕES! OU ERA MENTIRA? Perguntou Shun mirando na testa de Shiryu. — é verdade! Está debaixo do colchão pode pegar! Disse tremendo. — MOSTROU A ALGUÉM? Perguntou Shun, — não! Eu juro! — TEM CÓPIAS? — Também não! — É MELHOR PRA VOCÊ E SUA FAMILIA QUE ESTEJA FALANDO A VERDADE, ESTOU SENDO CLARO?- Sim! Disse o detetive. Shun procurou e achou o envelope onde ele havia dito. — Bom trabalho detetive! Se tivesse me ajudado teria ganho muito mais mas apesar de tudo, em consideração a Seiya serei gentil contigo...- vá para o meio do quarto e fique de joelhos! — Shun eu te imploro.. — você sabe o que acontece com traidores não sabe? Shun pegou um travesseiro e colocou na frente da pistola para abafar o som. — Adeus! Disse e atirou. Um estampido abafado, um liquido quente escorrendo e a escuridão envolveu o detetive...
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- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! — fantástico! Kkkkkkkkkkkkk disse Hyoga.
-kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! — eu não acredito que tô vendo isso! Kkkkkkkk disse Milo quase roxo de tanto rir seguido por Roger e Simon que estavam chorando de tanto que riram da cena bizarra*
- PAREM COM ESSA PUTARIA E ME SOLTEM! Gritou Shiryu. — ai, tá nervosinha! Disse Simon afetado, o que foi, ainda não está bem cozido por dentro? kkkkkkkkkkk
Shiryu estava no meio do quarto, pelado e amarrado que nem uma galinha; o corpo coberto de penas grudadas com gel de cabelo e o nome traidor escrito a pincel atômico na testa do detetive, detalhe: o pincel fora enfiado no traseiro do chinês ficando parecido com um termômetro num Peru de Natal. — ISSO NÃO É ENGRAÇADO! Debateu-se o detetive – pois pra mim é! disse Hyoga, e, se quer saber, tô começando a gostar do estilo do Amamyia!.
Shiryu ficara com tanto medo que, ao ouvir o disparo, desmaiou; sem perceber havia urinado e “borrado” as calças...Shun havia atirado na parede, vendo o estado deplorável do detetive, achou melhor apenas humilhá-lo um pouco e tivera a ideia da galinha...
- Ai!, disse Milo já recuperando o folego, alguém pode desamarrá-lo? Já não aguento mais ver essa bunda branca, nunca mais como galinha na minha vida! — ME LEVEM A SÉRIO! ELE ALÉM DE LADRÃO É UM PSICOPATA! Disse Shiryu indignado. — Ladrão? O que ele roubou? Perguntou Hyoga agora sério. — Se eu disser me dão proteção? — vamos pessoal disse o loiro fazendo menção de sair. — Esperem! — eu conto! Gritou o chinês. Eu estava investigando sobre a morte do Andrea e consegui alguns dados importantes que podem resolver o caso, ele foi morto, Shun não quer dinheiro, quer vingança! — por que não contou isso antes? Ah! Já sei seu filho da mãe! — Você entregou o arquivo? Ele pegou! — então me entregue a cópia e nem minta dizendo que não tem ou anuncio isso no jornal e deixo que ele termine o serviço ou acha que ele terá misericórdia novamente?
Notas finais
*A cena foi tirada diretamente do livro, eu na minha ignorância não conseguiria criar um negócio tão bizarro como esse...
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