Notas iniciais
Desculpem a demora, mas esse capítulo quis fazer realmente sem pressa. Quero dedica-lo a alguém que amo muito e que ama a música "For The First Time" do The Script e que provavelmente não lerá essa história. Mesmo assim fica a dedicação.

Capítulo 5 — Pela Primeira Vez

TATE

– Mais uma dose, Joe. — Tate disse, enquanto For The First Time do The Script começava a tocar no aparelho de som, trazendo à mente lembranças que preferia afastar.

– Você não está dirigindo, está? — perguntou o barman, nervoso.

– Não estou dirigindo. Eu não dirijo, na verdade. — respondeu, girando o pequeno copo que acabara de esvaziar com a sua mão direita. — Você dirige?

– Sim, quando estou sóbrio.

– Você já magoou alguém que amava, Joe?

Depois de encher o copo de Tate mais uma vez, o barman permaneceu um tempo pensativo, em parte procurando uma resposta para a pergunta de Tate, em parte confuso a respeito dos motivos que o fizeram perguntar. Tate passara todas as noites das últimas duas semanas naquele bar, um pequeno recinto com na maioria das vezes pessoas que acabaram de sair do trabalho ou da faculdade e vinham passar tempo ali. Tate ficava sempre no balcão. Pelo menos dessa vez não estavam buscando um psicopata homicida, mas alguém que salvara a vida de uma criança, tirando uma faca que estava na mão de um atleta de mau caráter que tencionava usar contra ela. Ainda era alguém perigosíssimo que matava facilmente, mas dessa vez servira para algo bom. Tate apenas protegera a criança, ou fora isso que obrigara Sammy a contar a polícia, enquanto chorava descontroladamente. Jon Snow devia ter sido chamado para depor, e provavelmente contou os fatos da mesma maneira que Tate e Sammy, conforme o instruirá por um sms. Mas aquele sms não tivera uma resposta, nem todos os outros que Tate mandara depois daquele.

Quando estava sendo interrogado, não lembrava-se de nenhuma vez em que sentira-se tão mal por dentro. Não estava preocupado com o garoto que matara, ou com os insultos que receberia. O que lhe machucava era a lembrança de Jon Snow deixando-o para trás. Se isso era tristeza, então descobriu que esse era um sentimento difícil de se lidar. Já sentira-se desapontado, furioso, mas a verdadeira tristeza era algo que ele nunca chegara a conhecer até agora. Depois de sete dias em que fora ignorado por Jon, sentiu uma sensação nascer que era inteiramente nova a ele: arrependimento. Não pelo que fizera, mas se soubesse das consequências, teria feito? Estava determinado a não levar esse sentimento adiante, como se ele fosse um pequeno tumor que ele pudesse impedir de se espalhar pela sua consciência. Gostava muito de Jon, mas Tate Langdon não se arrependia. Ele fazia o que tinha que ser feito para tornar o mundo um lugar melhor. E ele certamente estava melhor sem o cara que matara.

Melhor para quem? Certamente não para você.

Essa era uma vozinha dentro dele que o deixava inquieto e teimava em voltar sempre que ele a afastava. Fizera o que tinha que fazer, repetia. Foi quando começou a beber.

Era contra bebidas alcóolicas, mas era isso ou usar drogas. E pessoas drogadas, na opinião de Tate, apenas consumiam tempo e alegria dos pais e dinheiro do governo. Então ele afundou aqueles sentimentos confusos numa garrafa de whisky barato por noite. Não demorou a começar a conversar com Joe, o dono do bar. Era um homem gordo, de uns quarenta anos, com os cabelos morenos já quase todos caídos, que era simpático com todos os seus clientes mas que definitivamente sentia-se desconfortável com Tate. Olhava para os lados sempre que Tate conversava com ele, vendo se algum cliente observava.

– Minha esposa. Há dez anos.

Não olhava para Tate quando começou a falar, apenas divagava.

– Eu era viciado em futebol. Isso foi antes do bar dar certo. A gente não tinha muito dinheiro, mas eu estava juntando para viajar com ela. Ela queria ir para a França. Visitar a cidade mais bela do mundo. E eu queria dar essa viagem a ela. Eu queria passar esses momentos com ela. Então um amigo, hoje eu o vejo como um filho da puta, apareceu com aquele pacote imperdível para assistir ao Super Bowl. E eu queria ir ao Super Bowl. Desde sempre. E essa era a primeira vez que eu poderia ir. E eu pensava: ela não gosta mais de Paris do que eu gosto de futebol. Então eu comprei os malditos ingressos e falei a ela. E ela ficou louca.

– O futebol era muito importante para você. Era parte de quem você é. Ela devia ter respeitado seus sentimentos. Paris não vai a lugar nenhum.

Ele deu um pequeno sorriso ao ouvir as palavras de Tate, mas abanou a cabeça.

– O futebol era uma parte de mim. Mas ela também era. E eu percebi que preferia passar o resto da minha vida sem assistir a um jogo, a passá-lo sem ela. Então eu pedi desculpas.

– E ela aceitou? Mesmo com o dinheiro da viagem já gasto?

– Eu tive sorte. Consegui vender os ingressos. Não pelo mesmo preço que comprara, claro. Demorou um pouco mas fizemos a viagem. E eu aproveitei a viagem mais ainda porque agora tinha certeza que nada me fazia mais feliz que estar com ela.

Tate tomou um gole do whisky e ainda passou a língua nos lábios antes de falar:

– Bom pra você. Mas eu não posso desfazer o que fiz. Nem por um preço menor. Está feito. — disse, olhando para a garrafa, mexendo no rótulo com os dedos distraidamente.

– Você a ama?

– É um homem. — ergueu os olhos para Joe. — Foda-se se não gosta da ideia. — baixou os olhos novamente para a garrafa. — Eu o amo assim como você ama a sua esposa. Acho que o magoei umas cem vezes mais.

– Já pediu desculpas?

– Não sei se posso pedir desculpas porque não sei se estou arrependido.

Deu um tapa na madeira do balcão, com raiva. Joe olhou para os lados para ver se ele assustara algum cliente, como costumava fazer.

– Ele é parte de você?

– Sim. A melhor parte. Talvez a única boa.

Tate sentiu algo estranho em seus olhos. Eles começaram a ficar molhados prejudicando sua visão. Não lembrava quando fora a última vez que chorara. Passou a mão neles.

– Então peça desculpas. Se ele é tão importante para você, então o ponha acima do que é menos importante.

– E deixar de ser quem eu sou?

– É um sacrifício. Amor, Tate, requer um pouco de sacrifícios.

Levantou-se do banco subitamente, até assustando um pouco o barman. Não podia deixar ninguém vê-lo chorar.

– Preciso ir. Até a próxima, Joe. Coloca na conta.

Deu uns passos em direção a porta, mas quando estava quase lá deu meia volta e foi até o balcão novamente, para esvaziar o copo de whisky.

– Pode ser que eu precise de um pouco de estímulo.

JON

Jon tinha a casa toda para ele aquela noite. Eddard Stark desmarcara todas as suas consultas para fazer uma viagem com a sua família. Temia que Bran ficasse traumatizado, e queria deixá-lo longe daquela cidade por algumas semanas. Jon sentia-se mal desde aquele dia, mas pelo menos com aquela viagem ele tinha algo com o que se animar. No dia em que a família partira, Eddard lhe lançou aquele olhar, com o qual Jon já se acostumara, de "eu queria que você fosse, mas Catelyn não". Jon sorriu ao pai, para tranquilizá-lo. Mas estava realmente animado com a ideia de ficar sozinho. Desde pequeno sonhara com o dia em que teria seu apartamento. Poderia levar para ele os garotos que conhecesse em festas. Poderia chamar os amigos para dar a sua própria festa. Contudo, já era um homem crescido e ainda não frequentava festas nem tinha amigos suficientes para dar a sua. Quando a primeira noite sozinho chegou, pensou que talvez um apartamento não fizesse tanta diferença, e a prova disso era que não tinha nada para fazer aquela noite, mesmo só.

Evitava pensar em Tate. O garoto desistira de mandar SMS há dois dias, e Jon sentia-se grato por isso, pois excluirá todos os que recebera, além de tirar Tate da sua lista de contatos, para não poder falar com ele mesmo que caísse nas tentações. Ficou feliz por não ter decorado o número do garoto durante o tempo em que estavam saindo, assim, mesmo nos momentos em que desejasse o garoto, não poderia tê-lo.

Estava no banheiro do quarto de Sansa. Fora um bastardo a vida inteira, mas essa noite seria um rei, ou talvez uma rainha. Era o mais espaçoso e perfumado de todos, com o aroma de velas e incensos no ar que agradavam bastante o olfato de Jon. Tinha também uma janela em formato de arco com uma bela visão do jardim da casa, e ele não pôde deixar de notar que caso alguém escalasse a árvore mais próxima poderia facilmente pular e se apoiar no parapeito, pôr cada membro de uma vez dentro do arco e então pular para o quarto, o que era facilitado pela notável espessura das paredes de pedra dura. Sansa sempre aparentara ser bastante inocente e sonhadora, mas o instinto de Jon dizia que havia um lado oculto dela e não se espantaria se Eddard Stark descobrisse que um garoto andou visitando sua filha no seu quarto na calada da noite.

Totalmente despido, com a bermuda e a blusa jogados no chão, e o celular apoiado onde seus braços podiam alcançá-lo no mármore que ficava por trás da banheira, onde Sansa colocava seus sabonetes, shampoos e cremes. A banheira era espaçosa o suficiente para que pudesse esticar as suas pernas confortavelmente, apoiar a cabeça no mármore, fechar os olhos e esquecer...

Deixara a água gelada, como era sua preferência. Sentia que água gelada limpava não apenas o corpo mas o seu espírito. Estava tudo tranquilo, quando "ouviu" seu celular vibrando a alguns centímetros de seu corpo. Pensou em ignorar o que quer que fosse, mas se o Stark estivessem, por algum motivo, voltando mais cedo para casa, ele não queria ser encontrado no banheiro da irmã. Abriu os olhos e, preguiçosamente, pegou o aparelho para ler a mensagem que recebera. Seus olhos se arregalaram ao verem o remetente, deixando-o muito mais animado que indeciso.

Eu sei que é você que está aí no quarto da sua irmã.

Só o bastardo ficaria para trás.

Eu quero ver você.

– Tate

Tate tinha um curioso hábito de assinar os SMS, mesmo que só pudessem ser dele já que o número era dele. De algum modo, Jon achava aquilo charmoso. Sentiu seu membro endurecer dentro da banheira, e friccionou-o da base até a glande três vezes, imaginando-o por dentro do corpo de Tate, sentindo a pele do garoto e ouvindo seus deliciosos gemidos cada vez que ele entrava. Nos últimos dias, seu coração dizia sim, sua cabeça, não, mas naquela noite o seu corpo dera o voto de minerva, não com um sim, mas com um agora.

Respondeu o sms orientando o garoto a subir a árvore e entrar pela janela.

Viu primeiro os braços, cobertos até a mão pelo longo casaco escuro que o amigo usava, que se apoiaram no parapeito da janela e foram entrando aos poucos no cômodo. Depois, viu a cabeça dele, um pouco nervoso com a escalada. Depois vieram as pernas e por fim o corpo inteiro de Tate Langdon estava no banheiro de Sansa, e o garoto pareceu assustado ao ver Jon nu na banheira, ainda que a água e a espuma lhe cobrisse até o pescoço. Dobrou as pernas, deixando parte dos joelhos a mostra também.

– Por quê veio? — perguntou Jon, sendo orientado pelo seu bom senso a falar com aspereza.

– Pra encontrar a única coisa boa da minha vida. — Tate parecia realmente magoado. Não olhava nos olhos de Jon enquanto falava. Tinha a cabeça abaixada, e a mão direita mexia no tecido que cobria o braço esquerdo distraidamente. — Você — concluiu, finalmente erguendo a cabeça e olhando bem nos olhos de Jon.

– Ainda acha que agiu certo?

– NÃO COMPLIQUE! — gritou, assustando Jon. Tinha lágrimas nos olhos que surpreenderam Jon. — O que eu fiz é parte de mim, do meu instinto. — disse aquilo novamente com a cabeça abaixada, e com as mãos gesticulando bastante, como se não estivesse bem certo do que estava falando ou dizendo e a ideia daquilo ainda não estivesse totalmente processada em sua mente. — Mas você também é. E eu posso viver sem matar. Eu acho. Espero. Mas não posso viver sem você. Disso tenho certeza, e por isso vale a pena tentar.

Ergueu o rosto novamente, com hesitação. Jon o encarava seriamente. Com a ereção já finalizada, as duas possibilidades estavam novamente empatadas.

– Você pode viver sem mim, Jon? Como foram esses dias para você? Tem saído com outros caras?

– Não tenho saído com ninguém. Eu pensei em fazer isso mas eu só queria você. Mas eu queria cuidar do meu irmão, quando a mãe dele não estivesse por perto para me afastar. O que você fez foi errado. Não cabe a você dizer quem deve morrer ou viver. Quando eu for pro exército, defenderei a pátria. Defenderei todos os americanos, os bons e os maus. E quem somos nós para dizer quem é quem? Isso se existirem bons e maus, Tate. Você não é mau por completo, e nem eram as pessoas que você matou.

Tate permaneceu um tempo cabisbaixo, pensativo. Só interrompeu o silêncio, encarando Jon, um minuto depois:

– Então se eu não sou mau por completo, suponho que mereça ser amado. E só você pode fazer isso. Então me ame, Jon Snow. Me ame muito. Me ame agora. Porque eu não sei se amanhã seu pai irá mandá-los me matar.

Jon levantou-se da banheira. Pôs um pé de cada vez para fora dela, pingando no chão até então lustroso do banheiro de Sansa. Viu Tate dar uma olhada rápida em seu membro. Aproximou-se do garoto e colou seus lábios. Sentiu o gosto salgado de lágrimas nos lábios do amigo, e aproximou os seus corpos para que se tocassem. Soltou os lábios dele momentaneamente, e sorriu:

– Então nos amaremos. — colocou as duas mãos no rosto do garoto, e deu-lhe um sorriso de confiança. — Lá embaixo. Você vai primeiro. Eu me vestirei novamente.

Colaram os lábios mais uma vez, e Jon tirou as mãos do rosto dele.

– Mas se vamos tirar tudo de novo, por quê se vestir?

– Porque se tirarmos juntos será mais bonito. Épico.

Tate sorriu.

– Eu amo você.

Jon não soube como reagir diante daquelas palavras. Pelo visto, Tate também não, porque desviou o olhar demonstrando incerteza sobre o que falara.

– Todos dizem que sou um psicopata. Incapaz de amar. Mas eu acho... eu estou sentindo algo.

– Há mais a respeito de qualquer pessoa do que o nome de uma doença. Você pode chamá-la de algo, e dar-lhe medicamentos, ou isolá-la da sociedade, ou até mandar matá-la porque a sua licença médica lhe dá esse poder. Mas você não pode ter certeza do que está falando. E se não tem, não deveria falar algo tão duro. Aprendi isso com meu pai. Ele diz que somos mais que química. Diz que há algo que nos faz quem somos que não pode ser explicado, calculado ou diagnosticado. Então não tenha medo de dizer que ama. Quando dizem que você é incapaz de amar, eles nem sabem do que estão falando. Meras suposições. E eu não vou deixar você se privar desse sentimento por causa dessas pessoas. Eu vou te amar. E você vai me amar, se quiser.

– Eu amo. Muito. — Tate tinha lágrimas nos olhos outra vez, e era assim que Jon mais o amava — Tudo bem dizer muito? Eu mal sei se tenho o sentimento, quanto mais mensurá-lo. É complicado expressar o amor com palavras.

– Então não iremos expressá-lo com palavras. Existem outras formas.

No quarto de empregada, ao lado da cama de solteiro de Jon, sua língua percorria todo o calor da boca de Tate, e a sensação era cada vez melhor, mas já não mais suficiente. A pressão que seu membro fazia em sua calça tornara-se impossível de ignorar, e Jon afastou-se do garoto por alguns instantes para tirar a camisa. Tate aproveitou a pausa para fazer o mesmo.

Os dois eram bem diferentes, e Jon gostava daquilo. Enquanto Jon tinha pelos finos e bem distribúidos ao longo do peito e, em menor quantidade, na barriga, Tate era completamente sem pelos. Quando a tiraram a calça também, Jon viu que enquanto seu corpo tinha os músculos bem desenvolvidos por causa da luta, o abdomen bem definido e um peitoral volumoso, Tate parecia ser alguém mais sedentário, com um peitoral esguio e barriga plana. Também não tinha pelos nas pernas, ao contrário de Jon. Usava uma cueca box azul piscina com um volume que Jon apertou com força enquanto empurrava o garoto contra a parede para mais um beijo caloroso.

Jon sentiu a excitação de aventurar-se pela primeira vez no território privado de um outro garoto: enfiou a mão direita por dentro da cueca dele, sentindo o membro duro e apertando-o com força, fazendo Tate dar um leve gemido. Bem, se isso o fazia gemer, era bom que ele estivesse preparado para o que o esperava. Já pegara no pênis de Robb uma vez, mas os dois eram crianças e certamente não fora com aquela intensidade. Friccionou-o algumas vezes, sentindo também os pelos pubianos, e via um vislumbre do órgão através da abertura que sua mão fizera na cueca. Tate estava olhando para baixo também, para o que Jon estava fazendo dentro dele, mas quando Jon ergueu a cabeça para encará-lo, ele ergueu também, e os dois sorriram e se beijaram mais uma vez, rapidamente, antes de Jon baixar a cueca dele de uma vez e ver o seu delicioso órgão saltar para fora.

Ajoelhou-se, segurando de uma vez todas as roupas que deixaram cair e atirando-as contra a parede para que elas não os atrapalhasse, e colocou o pênis dele na boca. Tate começou a dar deliciosos gemidos e eventualmente empurrava a cabeça de Jon para mais perto de si.

– Eu quero fazer isso também. Ainda nem vi seu pau.

Jon não queria parar. Há anos sonhava com o gosto que devia ter um pênis dentro de sua boca. Deu mais algumas chupadas e concluiu com uma lambida na glande antes de atender o desejo do garoto.

– Vamos para a cama. — Jon falou.

Lá, Jon despiu a cueca box preta que usava, revelando para Tate seu próprio órgão e seus pelos pubianos cuidadosamente aparados.

– É enorme! Eu quero chupá-lo.

– Vá em frente.

Jon deitou-se na cama, apoiando a cabeça na parede enquanto Tate debruçava-se sobre seu corpo, e finalmente entendeu porque Tate e os caras dos filmes pornôs tanto gemiam. Era uma sensação maravilhosa, que o fazia querer empurrar a cabeça de Tate contra o órgão para que ele jamais parasse, e foi isso que Jon fez. Seu corpo inteiro parecia estar excitado.

Quando Tate já chupava há algum tempo, Jon interrompeu-o:

– Não me termine. Eu quero entrar em você.

Tate afastou-se do membro, também com uma última lambida na glande, e, após dar uma última olhada nele, encarou Jon com um sorriso.

– Você é fofo. Outros caras seriam menos delicados até com as palavras.

– E se eu estiver sendo delicado apenas com as palavras?

– Então é bom a gente ir atrás daquele Ky Gel.

– Esqueça aquilo. Eu sei uma maneira melhor. Fique de bruços.

Tate pareceu curioso e excitado com o que Jon falara, e obedeceu, ficando na posição, com o rosto por cima do travesseiro. A bunda de Tate, branca como leite, era bastante volumosa, principalmente se comparada com o restante do corpo, e deliciosamente inviolada. Raríssimos pelos circundavam a entrada dele, e Jon permitiu-se um sorriso antes de realizar um de seus mais ardentes sonhos. Colocou a língua no meio da entrada, e começou a fazer movimentos por dentro dela.

– Jon. — ouviu Tate falar, com a voz estranhamente séria. — O que está fazendo? Isso não estava na revista.

Tirou a língua de lá para respondê-lo:

– Era uma edição fraca, então.

E voltou ao que estava fazendo, sem mais protestos de Tate, ocasionalmente cuspindo na região, com delicadeza, para lubrificá-la.

Experimentou colocar primeiro um dedo lá, e ouviu uma reação de Tate, abafada pelo travesseiro. Foi penetrando lentamente, entrando e saindo, várias vezes, até julgar que Tate já estava pronto para o próximo nível. Enfiou mais um dedo, e ouviu o garoto erguer a cabeça, tornando seus gemidos mais audíveis.

– Mais. Por favor.

Jon entrou e saiu mais algumas vezes, e então cuspiu mais uma vez antes de enfiar agora três dedos na entrada, agora quase pronta para ele.

– Jon, apenas entre de uma vez. Eu preciso de você... dentro de mim. Agora. Ou vou enlouquecer.

Afastou o rosto, ficando agora de joelhos, e ia se preparando para entrar, quando Tate o interrompeu:

– Quero olhar para você. Quero minhas pernas tocando seu peito gostoso. Eu quero que beije minha canela enquanto faz. Venho sonhando com isso há algum tempo.

Tate virou o corpo, ficando agora com o peito para cima. Jon, ainda ajoelhado, apoiou as pernas do garoto em seus ombros, dando um longo beijo no pé esquerdo do garoto, apoiado em seu ombro direito.

– Está pronto?

– Se você não fizer isso agora, eu te mato. E posso estar falando sério.

Jon sorriu, e aproximou seu órgão da entrada de Tate, finalmente penetrando-o. Aquela posição tinha a vantagem não só do contato visual, mas também porque assim podia penetrá-lo tão fundo quanto quisesse. Sentia que aquele lugar que estava penetrando era dele e só dele, e ficaria furioso se alguma vez outro garoto entrasse lá também. Os gemidos que Tate deu, cada vez mais altos, eram só de Jon também. Enquanto aumentava o ritmo, beijou e lambeu a canela de Tate.

Quanto mais rápido ficava, mais prazer ele e, pelo que os gemidos davam a entender, Tate sentiam. Começou a sentir seu corpo ficar suado. Gostava de olhar para Tate enquanto fazia, um olhar de cumplicidade, como se aquilo fosse algo que estavam fazendo como um casal, e fariam pelo restante de suas vidas.

– Eu quero beijá-lo.

– Não ouse parar.

– Eu não preciso. Prometo.

Deixou as pernas de Tate caírem de seus ombros e envolverem o seu corpo, enquanto ele se debruçava sobre o garoto, ainda dentro, até que seus corpos estavam totalmente entrelaçados, fisicamente unidos embaixo, pela penetração, e em cima, pelas suas línguas que logo estavam juntas novamente.

Era difícil se concentrar no beijo enquanto fazia o serviço mais embaixo, por isso os beijos eram breves, molhados de suor, mas tão apaixonados como as outras vezes. Sentiu a mão de Tate percorrer a sua própria bunda, mas sem passar perto da sua entrada.

– Eu vou gozar. — avisou Jon. — Quer que eu faça dentro ou fora?

– Fora. — disse Tate, ofegante. — Na minha cara. Aqui.

Jon retirou o membro, com já um pouco de líquido branco saindo, e levou-o para mais perto de Tate, sentando-se sobre seu peitoral, friccionando o órgão apenas algumas vezes para que ele finalmente finalizasse, deixando o rosto do garoto todo melado. Parte do líquido entrou na boca, que estivera aberta.

Tate, ao sentir o que acontecera, riu, e Jon o acompanhou.

– Beije-me, Jon Snow.

E ele beijou, e sentiu o gosto do sêmen trazendo um sabor diferente àquele beijo. Quando terminaram de se beijar, Tate falou:

– Minha vez.

– Tudo bem. Como quer fazer?

– Sentados. Colados.

Jon sorriu, animado com a ideia.

Depois Tate, sentado na cama, encostado na parede, com o seu pênis excitado marcando o local aonde Jon, já preparado com alguns dedos do namorado (que não quisera experimentar usar a língua), com o corpo erguido, devia aterrisar.

– Todo esse pelo em seu corpo... — falou, passando a mão com força nas pernas de Jon.

– Quer que eu raspe?

– Só se quiser morrer. Ou ficar sem o que estamos fazendo até que cresçam de novo. É sexy. Masculino. Me empurra em sua direção. — deu um beijo molhado no peito de Jon, mordiscando um mamilo antes de se afastar.

Jon sorriu, e finalmente foi penetrado. Era como se seu corpo estivesse rasgado, e ele sentiu-se inclicado a gritar de dor quanto mais fundo Tate entrava.

– Serei calmo. Prometo. Vem cá.

Os dois ficaram com os corpos suados colados, e Tate tinha as duas mãos nas nádegas de Jon enquanto o penetrava, lentamente. Entrava e saía. Entrava e saía. Aos poucos, foi ficando mais rápido, e logo Jon continuava gritando, mas não só de dor...

– Eu queria que essa noite nunca chegasse ao fim.

Jon amava a curiosa inocência de Tate. Os dois estavam deitados no chão da área externa, próximos a piscina, com as cabeças apoiadas nas mãos, apenas cobertos da cintura para baixo com toalhas. Jon usava a própria, e encontrara uma nas coisas de Robb para Tate. Haviam tomado banho juntos, depois que Tate terminara dentro de Jon. Dera um grito de constrangimento e de doce vergonha, e dissera "Desculpe, esqueci de avisar, foi tão rápido!" Jon calou-o com mais um beijo. No banho, beijaram-se mais algumas vezes. A deliciosa sensação que Jon ainda sentia na sua entrada, e que continuou quando foram para fora, era uma prova incontestável de que aquilo de fato acontecera. Não estava sonhando. Não dessa vez.

– Terá um fim. Mas haverá outras noites. Um dia faremos isso todas as noites. E às tardes também. E às manhãs. Acordaremos fazendo isso e fazendo isso iremos dormir.

– Esquece que sou condenado.

– Não é bom pensar nisso agora.

– É verdade. Está tudo tão perfeito.

Olhavam as estrelas. Pareceu a melhor coisa pra fazer depois de terem terminado o banho.

– Está com fome?

– Não. — Tate respondeu. — Essa música...

Jon trouxera o iPhone para lá, e deixara tocando Chasing Cars antes de se deitarem.

– Eu sei que não curte algo mais lento. Mas é linda. Se prestar atenção, verá.

– É o que eu ia dizer. É linda. É por isso que estou dizendo que não quero que essa noite chegue ao fim.

Tate aproximou seu corpo de Jon, beijou-lhe lentamente nos lábios, antes de pousar a cabeça perto da dele, com o nariz encostado na parte superior da sua espessa barba negra.

– Eles não voltarão, não é? — perguntou, preguiçosamente.

– Não. Fique tranquilo. Podemos dormir aqui.

E, antes mesmo que Jon terminasse de responder, Tate não voltou a abrir os olhos. Jon beijou seu cabelo, abraçou-o firmemente, envolvendo seu corpo mais uma vez com os braços, e fechou os olhos também.

Notas finais
Tão poucos comentários me deixam realmente triste, então se puderem comentar, façam isso ;) Também favoritem e recomendem, é difícil as pessoas pararem para ler crossovers. Queria agradecer a "vcr" pela linda e fantástica recomendação