O Novato
5 Álcool e outras drogas
Notas iniciais

O Novato – Cap. 5 Álcool e outras drogas
A maior droga é aquela que fere o coração.
O amor e a perda.
León Vargas, mantinha em sua face uma feição frustrada, ao mesmo temo que fechava os punhos irritado. Logo pela manha, seu pai o chamou para uma conversa. E com toda certeza não seria apenas isso. Afinal, mesmo tendo o mesmo sangue, a relação de ambos não é das melhores. Na verdade, passa bem longe disso.
— Obrigado por esperar, Leonard — começou Pablo, enquanto enchia aquela sala com sua voz grave e firme. — Creio que você esteja ansioso para saber o motivo de ter o chamado aqui — disse suavemente, enquanto se sentava na cadeira por de trás da mesa.
O sorriso sarcástico que León expressou, exibindo sua faceta desinteressada.
— Na verdade, não estou — riu amargo. — Apenas diga logo o que quer e livra-me de sua maravilhosa presença — pediu, sem abandonar o sorriso.
— Sempre gentil — ironizou, enquanto revirava os olhos em reprovação. — Mas tudo bem. Eu apenas quero fazer a você um convite — parou de falar por um instante apenas para observar a expressão do filho. Continua a mesma! — O apartamento onde você está morando é bem simples, não acho que seja o melhor para um adolescente. Minha casa é grande, então acho que seria adequado se você fosse vim morar comigo — finalizou suas falas, colocando um sorriso ao final dela.
Silêncio
Ele apenas foi capaz de se calar diante de tal convite. Sua mente tenta elaborar uma boa e conveniente resposta, mas que ao mesmo tempo, que fosse ridiculamente ofensiva.
— Eu prefiro virar gay do que viver na mesma casa que você, Pablo — rosnou entre dentes. — Preste atenção em uma coisa que vou te dizer — encurvou a cabeça mais a frente, escurecendo os olhos em fúria. — Não adianta você querer entrar na minha vida agora. Vivi dezessete anos sem vê-lo, e não é porque fui obrigado a entrar nessa desgraça de Universidade que vou esquecer tudo o que me fez.
— Eu e sua mãe havíamos nos separado, então decidi que o melhor seria me afastar por um tempo — tentou se justificar. Por mais que não estivesse satisfeito com a falta de educação que León mostrou, preferiu manter a calma.
— Dezessete anos... — proferiu secamente. — … um bom tempo, não é? — perguntou de forma irônica. Não esperando uma resposta tratou-se de continuar. — Se você queria se afastar, porque me trouxe para cá então?
Ao ver o inquietamento do mais velho, revirou os olhos. Anos distantes, sem alguma noticia que fosse, e agora quer se redimir. Isso parecia o cumulo.
— Sua mãe morreu, pensei que você quisesse ficar perto da única família que te restou — depois de alguns segundos, Pablo comentou, com certo pesar. — Eu sei que ainda é difícil para você aceitar o fato de que Giovanna não está mais entre nós, mas o melhor agora...
O interrompeu.
— O melhor agora é que eu fique bem longe de pessoas que, para mim, são insignificantes — arrastou a cadeira para trás, causando um barulho um tanto quando desnecessário. — Não vou morar com você; e por favor, não venha se fingir de arrependido para mim porque não vai colar — sua voz mergulhava a rancor.
Deu as costas com certa brevidade, a fechando com brutalidade. Do lado de fora, permitiu-se libertar sua irritação socando a primeira coisa que viu a frente — no caso, os armários. Atraiu alguns olhares de quem ali passava, mas pouco se importou.
E, ainda irritado, saiu daquela enorme construção. Avistou, um pouco mais a frente, um Federico um tanto impaciente olhando para um ponto fixo. Caminhou até ele com passos tranquilos.
— O que está fazendo aqui? — perguntou, enquanto olhava para os lados.
— Você veio para conversar com o seu pai, pensei que sairia de lá cuspindo fogo — disse, divertidamente. — O que ele queria? — perguntou agora tornando sua expressão seria.
— Me deixar irritado — resmungou. — Me lembrar da morte da minha mãe — colocou as mãos no bolso da calça. — Mesmo eu nunca esquecendo, não foi fácil ouvir ele dizer isso. Já que Pablo não mostra nenhuma compaixão por ela — abaixou o olhar, tentando esconder a tristeza que estava sentindo ao falar de sua mãe.
— Não acho certo as coisas que o seu pai fez, mas acredito que ele se sente sim arrependido — comentou, mantendo o olhar fixado nas varias pessoas que passavam por ali.
León suspirou, enquanto traçava em sua mente um nó cheios de perguntas incompreendidas.
— Vem! Vamos a um lugar mais divertido. Hoje a Ludmila me deu uma folga, então posso aproveitar — riu pelo nariz. — Vou embebedar você. Quem sabe assim você não abre essa boca e decidi contar pra mim o que aconteceu depois que fui embora — sorriu, sem mostrar os dentes.
— Não aconteceu nada — explicou em meio ao um suspiro pesado. — Depois que você veio para a Argentina, vive a minha vida tranquilamente, como qualquer pessoa aos catorze anos — disse desdenhoso.
— Tenho certeza que sim — revirou os olhos. — Agora vamos logo porque eu também preciso de um pouco de álcool — o chamou, dando passos curtos a frente.
— A menos que você queira ir a um barzinho, não tem nada aberto a essa hora — elevou a voz um pouco, para que Federico o ouvisse.
Como não recebeu uma resposta, Vargas tratou de o alcançar rapidamente, revirando os olhos nervoso. Mesmo havendo passado oito anos, ambos continuavam os mesmo. Ou quase isso. Pelo menos alguém naquela cidade estava disposto a entender León da maneira como ele quer.
Em silencio.
— Não vai mesmo me dizer aonde vamos? — perguntou o moreno, irritado.
— Vamos beber — sorriu travesso, encerrando a conversa.
X X
15:36
Sexo, álcool e drogas. Esse foi o pensamento dele ao adentrar naquele lugar de paredes escuras, com uma luz fraca ao centro e varias pessoas bebendo, se drogando e outras, quase transando sobre o balcão.
O cheiro daquele lugar é extremamente repugnante, fazendo de primeira, León encurvar o nariz ao mesmo tempo que faz uma careta.
— Uma boate? — sussurrou para que somente o italiano ao seu lado ouvisse. — Você me trouxe a uma boate? — completou a frase, ainda surpreso.
— Tecnicamente ela não está funcionando ainda — deu de ombros murmurando. — Eu venho aqui de vez enquanto, o dono é amigo do meu pai. Ele deixa a boate aberta no meio do dia apenas para que conhecidos venha — explicou, enquanto olhava com certo asco para o casal mais a frente.
— Acho que sua mulher não vai gostar de saber disso, meu amigo — sorriu perverso, o olhando de relance. — Porque se eu bem sei, Ludmila não é uma pessoa muito compreensiva.
— Se você não contar ela não vai saber — devolveu-lhe o sorriso, virando-se e indo em direção ao bar.
León o seguiu, ainda com o sorriso maldoso nos lábios. Se sentaram em frente ao balcão — um pouco mais afastado do resto das pessoas ali presentes — e logo um dos barman chegou, sorrindo simpático e cumprimentando Federico. Eles se conheciam.
— Grant, traga para nós dois copos de sidra... — pediu, com um sorriso cordial transparecendo em seus lábios.
Contudo, antes de terminar a fala León o cortou.
— Não tem nada mais forte? — perguntou, roubando a atenção dos dois para si. — Fala serio, Federido! Você me trouxe até aqui para que eu ficasse bêbado, e pretende fazer isso com sidra? — seu tom era indignado, o que acabou causando uma risada de ambos. — Traga dois copos de uísque — se dirigiu ao barman, que assentiu concordando. — Alias, trás a garrafa inteira de uma vez — complementou sua frase, com mansidão.
Novamente Grant se virou, indo pegar o que lhe foi pedido.
Os olhos curiosos e atiçados de León rondaram aquele local, examinando cada parte. Focou sua atenção, por meros segundos, no grupo de amigos mais a frente. Todos estavam bêbados. E alguns, com o nariz vermelho, assim como os olhos, se drogavam com sorrisos grogues no rosto.
— Ontem eu vi você com a Lyns... — comentou Federico, seguindo o olhar do moreno até o grupo de amigos — … você sabe que agora ela não te deixará em paz, não sabe?
— Lyns é uma vadia — murmurou calmamente. — E ela não me importa, eu já tenho o meu alvo — sorriu malicioso, se virando novamente quando o barman chegou com os dois copos, que continham alguns cubos de gelo e uma garrafa de uísque.
— Quem é o seu alvo? — perguntou a ele, curioso.
— Violetta — revelou, saboreando cada letra que o nome da garota possuía como se fosse o prato mais saboroso que já provou.
Despejou a bebida alcoólica no copo, enchendo-o até o topo, logo entregando a garrafa a Federico, que ainda processava o nome do alvo do amigo com surpresa.
— Violetta Castilho? — perguntou depois de alguns segundos. Assentindo, o moreno levou o copo até seus lábios, bebendo o liquido que passou queimando em sua garganta. — Cara, você não sabe que ela tem namorado?
— E você acha que eu me importo com isso? — soltou uma risada alta. — Escreva o que estou dizendo, Federico, esse namoro não irá durar muito — apertou seus dedos contra o pequeno copo gelado, levando-o até seus lábios novamente.
— E por que você tem tanta certeza disso? — indagou, imitando o seu ato. — Pelo que eu saiba os dois se gostam — comentou, entre uma golada e outra.
— A Castilho é uma pessoa que faz o que os outros querem. O pai dela manda e ela obedece, a mãe dela manda e ela obedece, Pablo manda e ela obedece... — revirou os olhos em meio as teorias. — Ela precisa de alguém que a conduza a fazer o que ela quer. E quem melhor do que eu para fazer isso? — sorriu exibido.
Suas palavras não poderiam ser consideradas as mais estupidas a quem ouvia – no caso, Federico – e ao mesmo tempo tão verdadeiras. Ele tinha essa mania de dizer o que pensa, fazer sem pensar. E o mais impressionante é que sempre está certo. Escolhe as palavras erradas, mas está sempre certo.
— E você acha que ela quer você? — perguntou, rindo amargo, com o suposto pensamento do amigo.
— Tem alguma dúvida? — o respondeu com uma pergunta. — Eu vou fazer essa garota implorar pelo meu pau — gargalhou baixo, juntamente com Federico.
Logo embarcaram em uma conversa sobre assuntos insignificativos, enquanto se enchiam com a bebida alcoólica. Essa pode ser considerada a pior droga que León decidira tomar, uma vez que de uma simples garrafa, logo foi estendendo para mais uma e outra. A moderação não chega bem a ser seu forte.
Um barulho ecoou pelo ambiente, roubando a atenção de muitos ali. Vargas virou-se, observando brevemente mais um grupo de amigos se aproximar. Contudo, pouco ligou para isso, voltando em milésimos para o assunto que até então havia se perdido.
— … e depois de cinco ou seis meses que cheguei aqui, meu pai decidiu que voltaríamos para Itália, mas não ficamos por lá muito tempo. Acho que dois meses no máximo e viemos para Buenos Aires novamente — contou Federico, com a voz meio grogue.
O assunto não passava mais do que o passado. Dois amigos de infância que foram separados por uma mudança; e depois de oito anos voltaram a se reencontrar. Linda história de vida.
Não foi a primeira vez que León teve que lidar com uma ausência. Ou simplesmente, com uma partida.
— Pelo menos sua vida foi agitada — deu de ombros, piscando varias vezes, repetindo esse ato durante três segundos exatos. — Tem um histórico impecável, sua família completa e uma noiva — murmurou com a boca contra o copo, suspirando brevemente ao final da frase. — Grande merda — passou a língua sobre os lábios, limpando os vestígios do uísque.
— A Ludmila não é minha noiva ainda — sua voz soou mais baixa que o normal. A bebida estava fazendo efeito.
León estreitou os olhos, enquanto rondava seu dedo indicador sobre o copo. Respirou fundo sentindo seu estomago embrulhar com a junção do uísque e do cheiro desprezível. Em sua mente se formava uma resposta para dar ao italiano ao seu lado, mas sua boca tratou-se de formigar, o obrigando a ficar calado.
Olhou para o lado e viu Federico distraído, acenando para as pessoas que havia chegado ali a poucos minutos atrás.
— A ruiva está olhando para você — comentou, apontando com o olhar para a garota de cabelos na cor vermelha, as madeixas eram lizas como linha, e sua roupa vulgar o fez suspeitar de que aquela era só mais uma louca por sexo. — O nome dela é Victória — disse a León, que pouco se importou, já que deu de ombros e voltou a sua atenção a bebida.
— Não venha com essa — se enrolou entre as palavras. — Já disse a você que eu só quero a Violetta — afirmou um tanto irritado.
— Ah, agora vai me dizer que está apaixonado? — perguntou em um tom extremamente sarcástico.
— Mas é claro que não, seu idiota — passou as mãos por suas madeixas morenas, enquanto fechava os olhos, uma vez que sua visão estava ficando embaçada. — Antes de chegar aqui eu já tinha planos de escolher uma garota para me satisfazer a hora que eu quisesse — sorriu malicioso com seus próprios pensamentos. — E minha sorte foi que conheci a Violetta, e ela foi a escolhida.
— Vou repetir: Ela tem namorado — o lembrou em um suspiro frustrado.
— Foda-se — rosnou. — Eu não quero ama-la, eu quero fuder ela. Apenas isso — jogou as mãos para trás, achando suas palavras bem claras agora.
— Tudo bem, León. Eu desisto de tentar colocar um pouco de juízo nessa sua cabeça de merda — se levantou, percebendo que o moreno nem ao menos se importou com suas palavras. — Como eu quero por juízo em alguém bêbado. — rolou os olhos. — O que eu estou dizendo? Também estou bêbado — disse a si mesmo rindo, dando alguns passos em direção ao banheiro.
— Grant... acabou — balançou a garrafa vazia, como sinal para que trouxesse outra. Apenas recebeu um aceno positivo como resposta. — Acho que eu vou vomitar — sussurrou intimamente, abaixando a cabeça.
Cerrou suas pálpebras contando até dez — claro que, esquecendo de alguns números — e inspirando. Não foi uma boa ideia ter vindo até a boate; prometeu a Violetta que se comportaria, mas não obteve sucesso na sua tentativa de promessa.
Violetta
Esse nome ia e voltava em seus pensamentos, como um íman. E em uma atitude – talvez insana – pegou o celular com certa dificuldade no bolço, discando o número com lentidão, e com certa incerteza.
Seu dedo parou centímetros sobre tela, no mesmo momento em que seus pensamentos entravam em um certo conflito.
Ligar ou não ligar?
Não á nada que se possa perder. Esse foi seu pensamento final, antes de finalmente, decidi ligar.
Por que diabos ela o atenderia?
Não havia motivos para que Violetta aceitasse a chamada. Ele é um cretino, que está a desafiando e a fazendo se desafiar. E como se já não bastasse ter que o "vigiar" na Universidade, teria que ser obrigada a atura-lo bêbado? Não, ela não o atenderia.
— León?! — a voz feminina soou do outro lado da linha. — O que foi? — perguntou, com a voz meio baixo, evidenciando que acabará de acordar.
Respirou fundo, pensando em uma resposta boa e conveniente para dar a ela, sem que dedurasse seu estado.
— Eu só queria saber se você está bem. Sabe, hoje mais cedo... — disse calmamente para não se enrolar em suas próprias palavras. — Está?
Não era exatamente isso que ele queria dizer, seu desejo mesmo é fazer a ela uma proposta indecente, contudo resolver pegar leve, para deixa-la confusa. Era necessário apenas que ela se lembrasse dele, pelo menos, a todo instante.
— Sim, eu estou — afirmou com convicção. — Vargas, você está bem? Tá estranho. — não se conteve em perguntar.
— Eu estou ótimo — sorriu assim que Grant o entregou um copo. Pelo menos, não era a garrafa. — Na verdade, eu ficarei imensamente agradecido se você fosse hoje a noite até o meu apartamento — continua a sorrir.
— Ficou maluco? Jamais vou entrar no seu apartamento com somente você lá dentro — esbravejou. — Você deve ter merda na cabeça, só pode — riu amarga do outro lado da linha.
— Você nem ao menos sabe pra que quero que vá até lá e já esta irritada desse jeito — se defendeu.
León virou-se para o lado, dando de cara com a cena de Federico conversando com mais duas garotas. Ele parecia incomodado, mas sorria nervoso.
— Não preciso que me diga, eu sei bem as coisas pervertidas que você pensando que irei deixar você fazer comigo — deu enfâse na palavra pensando. — É incrível como você não consegue entender que eu já tenho namorado. Quero apenas ver se o Tomás soubesse que um certo canalha anda dando em cima da namorada dele — tentou o afetar, mas não obteve muito sucesso.
— O seu namoro com esse cara é tediante, Violetta — tratou de dizer o nome dela da forma mais sedutora possível. E ele sabe que conseguiu — Vocês dão alguns beijinhos e só — revirou os olhos, mesmo sabendo que ela não veria. — Se você fosse minha, não sentaria por uma semana — disse em um sussurro rouco, e malicioso.
A ligação por um breve instante ficou silenciosa. León pensou que ela havia desligado, porém dispensou esses pensamentos ao ouvir a respiração da mesma, se tornando mais descompensada do que o normal.
— Vejo que a deixei sem palavras — gargalhou silenciosamente. — Mas vamos combinar, Castilho, que esse seu mal humor... — no meio da frase parou, por sentir uma tontura. Mas logo completou-a: — deve ser por falta de sexo.
— Cala boca — ordenou com a voz falha. — Você é um verdadeiro idiota, Vargas. Não sei onde eu estava com a cabeça quando aceitei essa maldita proposta que me faz ficar mais perto de você. — se lamentou.
— Nos meus lindos olhos verdes, quem sabe — a provocou ainda mais. — A minha proposta ainda está de pé. Venha até o meu apartamento que eu farei você ficar louca de prazer — umedeceu os lábios, excitado.
— Imbecil — urrou antes de encerrar a chamada.
Suspirou, jogando o celular sobre o balcão e pegando o copo em seus dedos, mas não completou sua ação que seria leva-las até seus lábios, pois assim que viu o liquido – e sentiu o forte cheiro do mesmo – uma grande náusea parou em seu estomago.
Ele não estava nada bem.
Se levantou com certa dificuldade, indo em direção a saída – que por um acaso é a mesma que a entrada. Viu pelo cantos dos olhos Federico se despedir das garotas com palavras curtas e um tanto grosseiras, e logo o seguindo.
— Você está bem? — perguntou lentamente.
— Não — negou, com a mão no estomago. — E pelo visto nem você — zombou.
— Mais sóbrio que você eu estou — retrucou. — Acho melhor chamarmos um táxi — propôs, olhando brevemente para os lados.
Suspirando, León se apoiou na parede atrás de si, enquanto fazia algumas caretas.
— Chama logo então, seu retardado — vociferou, ainda com a cabeça baixo. — Minha cabeça está latejando — acrescentou, falando baixo dessa vez.
— Espere aqui — pediu, tentando manter a calma.
— Aonde você acha que eu vou desse jeito? — perguntou, irritado e irônico. — Você é mesmo um idiota, Federico. Tem sorte de ser meu amigo.
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