O Novato

6 Fica só um pouco mais


Notas iniciais
💁Hey... olha só quem decidiu aparecer por aqui!!!! 💁 I'm BarBieZinhah!!! → Primeiramente muitíssimo obrigada a todo mundo que favoritou e nos deu uma chance com essa fic, não esquecendo todos os reviews maravilhosos. Ainnnnnn estou completamente apaixonada por vocês. Sintam-se abraçadas por mim e é abraço de urso OKAY? Vocês são: 🔝🔝🔝 N/B: Obrigada pelas recomendações suas "Liamdas"!! → Lydia → ForeverMee → Demorei pra aparecer aqui, eu sei, mas o importante, é que eu apareci hehehehehe. To amando escrever com a divônica da Duda pra vocês!!! → Pra quem gosta do ♥Leonard sedução♥ vai curtir esse capítulo e quem não gosta ( impossível não gostar dele) também hehehehehe, verão o porquê após a leitura. O ♥Leonard♥ tá bem bipolar nesse capítulo. Pobre Violetta. → 💁Fantasminhas suas liamdas, vamos brincar de aparecer?💁 → Pra quem curte ler ouvindo música (🎶) sugiro → Vaults/One Last Night. (Essa música é lacradora!!!) → Sad Song/We The Kings & Elena Coats (Amoooh essa música) e recomendo também → One Last Time/ Ariana Grande. Sorry, não sei fazer playlists. → Ri muito escrevendo esse capítulo e espero que vocês gostem OKAY? Ps: capítulo escrito por mim (Duda participou do início OKAY?) e corrigido pela Duda diva. →B.O.A. → L.E.I.T.U.R.A 📚 📚 📚

O Novato – Cap.6

Fica só um pouco mais...

"E se você me machucar, tudo bem querida. Apenas as palavras sangram. Dentro destas páginas você me abraça. E eu nunca vou te deixar ir". – Ed Sheeran/Photograph.

A porta, de cor marron, foi aberta com certa lentidão, causando um barulho alto e irritante. León pouco se importou, apenas tratou-se de ir – mesmo que cambaleando – até o pequeno sofá que se localizava no centro da sala, bem a frente da televisão. Caiu no mesmo enquanto reclamava, de todas as formas possíveis, da dor que estava sentindo em sua cabeça.

Não sendo o único ali que reclamava a todo segundo que se passava no relógio – que fazia um tic tac que fazia raiva só de ouvir – Federico deitou-se no chão mesmo, com o celular em mãos.

— Eu vou ligar para a Ludmila — anunciou, em meio a um gemido de dor. — Não aguento mais ouvir sua voz, León. Você não parou de reclamar o caminho todo — resmungou.

— Cala a boca — vociferou. — Eu falei que minha cabeça está doendo e você fica gritando — o tacou uma almofada, causando mais resmungos do italiano. — Aquele cara, o Grant, colocou alguma coisa na bebida, porque eu acho que to morrendo. — sua voz soou com uma pontada de pavor.

— Você misturou uísque com vodka e bebeu muito. Queria estar como? — disse entre dentes. — Eu falei para bebermos sidra, mas você é teimoso — levantou o seu corpo, sentando-se. Com uma certa dificuldade, começou a discar o número da namorada.

— Acho que sua loira não vai gostar nem um pouquinho de te ver assim... bê...ba...do! — estalou sorrindo como um retardo e o amigo lhe fez uma caranca seguida de um gesto obsceno.

— Ela não manda em mim, Edward... — provocou o amigo com a troca proposital do seu nome e sorriu entre dentes. — Por que será que a minha Barbie não atende? — indagou-se com os olhos vidrados na tela iPhone, não percebendo que havia esquecido de clicar na tecla verde que dá início a chamada. — Táxi ou Uber, Edward? — pediu a opinião do amigo, este quase adormecido.

— Vai a pé pra casa, você mora aqui do lado — aconselhou pestanejando continuamente. — Melhor não, você está tão bêbado que pode se perder no caminho — um pouco mais são, ele ergueu-se no sofá e relutou em não desabar novamente. Olhou, Federico por baixo e deslizou uma das mãos por toda a face.

— Ér... E como foi a conversa com Castillo? — questionou usando todo o resquício de sua sanidade e sentou-se defronte para ele. León segurou o queixo entre os dedos e inalou abruptamente.

— Normal, — suspirou como se tivesse guardado o ar por muito tempo e fitou o amigo que sorria maliciosamente. — Fiz propostas indecentes, que ela automaticamente as recusou e fim de papo. Essa garota tá me enlouquecendo, qualquer dia eu perco o controle e a pego de jeito. — Seu ânimo renovou-se ao falar dela. Foi uma guinada gigantesca.

— Não vai deixar ela em paz até conseguir o que quer, não é? — suntuou se movendo desajeitosamente no sofá e o amigo assentiu ao questionamento com a cabeça. — Não seja egoísta, Léon. Ela tem um namorado que aparentemente gosta muito dela e te conhecendo bem, sei que no momento em que ela ceder, você vai começar a ignorá-la, assim como fez com todas as outras. — argumentou apelando para a sua razão. Ele deu uma volta completa com os olhos e então ele completou o sermão com a seguinte frase: — Deixe-a em paz, León.

— Com ela será diferente — contrapôs colocando o cérebro pra funcionar e agora foi a vez de Federico revirar os olhos para ele. — Violetta é especial. Talvez eu até decida namorar com ela e...

— Você nunca namorou ninguém, se brincar nem sabe o significado de uma "DR". — caçoou e lhe deu um tapinha na cabeça. — Você não está falando sério quando diz que pode chegar a pedí-la em namoro, né?

— Não sei, talvez eu esteja falando sério. Mas uma coisa é certa: Violetta Castillo será minha e somente minha, não importa o que eu tenha que fazer para conseguir isso. — sacramentou com uma dose de cinismo exagerada.

— Já tô começando a ficar com pena do Tomás, ou melhor, pena da coitada da Violetta, porque ninguém merece você e...

— Ah... Vai se ferrar...

León, sem ao menos se importar com o que Federico fazia, se levantou, e cambaleando subiu as escadas. Com a mão na cabeça e expressando as dores que a bebida – exagerada – lhe causou.

— Espera, León — o parou. O moreno se virou, observando o amigo se levantar do chão com o celular no ouvido. — Você esta me devendo quarenta pratas, okay? Paguei a conta sozinho — disse indignando ao lembrar desse pequeno detalhe.

— Não mandei me convidar — murmurou, voltando a dar seus passos lentos e dificultados por conta da visão embaçada. — Feche a porta quando sair — gritou já entrando no corredor que havia duas portas.

Caminhou até a primeira porta, abrindo-a rapidamente. Suspirando, não pensou duas vezes antes de se jogar na cama, deitando de bruços. Fechou os olhos e entrou em uma consciência libertina.

Acostumado a virar noites com bebedeiras, León estava com o pé atrás em relação à Grant, embora, Federico o considerasse como um homem confiável. Sentía-se estranho; Corpo e mente estavam pesados e a respiração se acelerando. Ele realmente não estava bem e qualquer um que o visse naquele estado deplorável sentiria no mínimo pena ou algo semelhante a tal sentimento. Por mais que tentasse adormecer, não estava conseguindo. Sua cabeça parecia que iria implodir a qualquer momento.

Após horas e horas fitando o teto ilumindado por luz em um tom alaranjado, León sentiu-se cada vez mais pesado e quando achou que finalmente conseguiria dormir um pouco, ouviu alguém bater na porta do quarto. O moreno praguejou mil coisas em sua mente e após minutos tentando se levantar da cama, ele conseguiu esta proeza.

Um pouco... muito tonto e vendo tudo turvo em volta, ele tomou a porta do quarto como direção e ela parecia estar mais longe do que realmente estava, tanto que ele acabou batendo a cabeça na mesma e a dor que já era cruciante, aumentou para um nível quase insuportável. Tropeçando por entre alguns móveis que preenchiam o espaço pequeno e genuinamente bagunçado, ele abriu a porta do cômodo com uma dificuldade anorma e coçando os olhos com os punhos fechados, ele começou com os desaforos:

— Falei pra você que queria dormir seu fodido dos infernos e... — protestou, enquanto abria a porta do quarto e assim que o fez, constatou que não era o amigo que o perturbava e sim: — Violetta?! — tentou, sem sucesso, omitir sua surpresa em vê-la ali, em sua frente. Era bastante improvável que a própria estivesse ali, lhe encarando com sua desaprovação habitual. Talvez fosse efeito da dosagem exagerada de álcool no sague. Não achou que ela iria até seu apartamento, como ele havia lhe convidado. — O que... O que está fazendo aqui... em... minha humilde residência? — finalmente conseguiu elaborar a pergunta confusa e sua voz estava ridiculamente arrastada, não mencionando os olhos que quase não permaneciam abertos.

— A Ludmila me ligou e... — León que tinha a porta entreaberta, puxou a castanha pelo pulso e quando esta voltou a si, já estava dentro do último quarto onde deveria está. — Você me prometeu que iria se comportar bem e pelo que vejo, está fazendo tudo ao contrário. — Ela o fitava com cara de reprovação e tinha os braços cruzados à sua frente.

— Prometi que me comportaria bem, mas você esqueceu-se que o meu "bem", é diferente do seu, — sua voz demasiada lenta ecoou pelo cômodo e o que ouviu-se pós isso, foi uma risada debochada. — É muito bom te ver aqui e...

— Por que bebeu tanto? — ela quis saber.

Por que diabos ela tinha que perguntar aquilo?

León mudou seu semblante ao ouvir o questionamento dá mulher que o observara atentamente. Não queria demostrar qualquer emoção que fosse diante dela, tampouco mostrar-se vulnerável. Violetta só conheceria um lado do inconsequente Leonard Vargas. Conheceria apenas o seu lado ruim. Isso já estava decidido e ele não voltaria atrás em sua decisão.

— Não te interessa! — reclamando, ele elevou as mãos à cabeça e fez uma carranca de dor. — Se veio até aqui pra ficar me enchendo o saco com essas merdas, acho melhor que vá embora, porque eu não estou com disposição pra discutir com você, não hoje! — ralhou sem dar muita importância para sua reação e evitou olhá-la nos olhos.

Tentando dispersar-se, León deu alguns tapas na face abatida, sacudiu os ombros e caminhou, lentamente, em direção a uma poltrona em formato de U que estava em seu entorno e desabou ali mesmo. Sentindo dores horríveis de cabeça, o moreno inclinou-se para trás e fechou os olhos. Começou a massagear as fontes com o auxílio de dois dedos de cada mão e gemeu baixinho. Inutilmente estava tentando relaxar seu corpo.

— Você é um mal agradecido, sabia?! — ricocheteou com a voz em nível mais elevado que normalmente e ele rolou os olhos para o teto. — Poderia estar com meu namorado fazendo algo á dois, e estou aqui... de babá do filho retardado do reitor da universidade. Eu não mereço isso! — ela suspirou em meio aos relatos e então voltou a falar, ou melhor, desaforar: — Você deve ser um carma na minha vida — e talvez aquela frase tenha o chocado mais do que devesse.

— Deveria estar agradecida, — ele sorriu ignorando a raiva da menina, que não era pouca e olhou-a pelo canto do olho. — afinal de contas, eu te livrei da companhia do chato do seu namorado almofadinha. No máximo estariam vendo uma comédia romântica na televisão como dois velhinhos no final da vida. Que deplorável, Viluzinha! — riu ainda mais alto e um pouco mais disperso, sentou-se na cabeceira da cama, estudando suas feições e elas não poderiam ser piores.

— Me poupe dos seus comentários maldosos, ok? — seu humor que já não era dos melhores, estava pior, agora. — Pelo que vejo você está ótimo, então eu já vou indo — informou ajeitando a bolsa no ombro direito e girando nos calcanhares, direcionou-se à porta do quarto com o BlackBerry próximo ao ouvido.

— Não! — praticamente gritou. com a pouca força que tinha, ele caminhou até à garota, talvez quisesse interceptá-la e tentou manter-se calmo. — Fica só um pouco mais — seu olhar parecia suplicar-lhe para que ela ficasse. Era praticamente impossível dizer um simples não para àquele homem. — Sua companhia me faz bem... você me faz bem —, exalando uma sinceridade que ela cogitou ser inexiste, ele soltou um suspiro demorado e segurou em seus ombros calmamente, afastando-a da porta do quarto.

Não queria que ela fosse embora, realmente. Faria o que fosse preciso para que ela permanecesse o máximo de tempo possível ali. Não hesitaria em jogar sujo para conseguir o que quisesse com ela. Perdendo parte da sua compostura, León segurou a face dela entre as mãos e acariciou suas bochechas com as costas dos longos polegares.

— Fica... Por favor. — sussurrou-lhe ao ouvido, quase que o mordendo de leve e sua única ação, foi arfar e arquear as costas. Notando a mudança no seu comportamento, León empenhou-se em desconcertá-la, ainda mais. — Prometo me comportar — contradizendo-se, ele depositou um beijo quente e molhado no pescoço de uma Castillo quase inconsciente e mordeu de leve.

— Não posso... — e sem querer, a morena inalou o perfume dele mesclado ao álcool que escorria pelos poros dele e aquilo foi pior cheirar cocaína para ela. Por um momento todos os sentidos dela pararam de funcionar; músculos atrofiaram-se e a respiração dela desregulou-se. Fitando suas orbes esplendorosas, ela voltou a si e com muito esforço conseguiu articular: — Eu já... León, eu já outros compromissos e...

— Sabe... eu nunca achei que fosse ficar tão obcecado em conquistar a mulher de outro. Uma traição deve ser... — ponderou por um curto momento e a olhou com um sorriso malicioso nos lábios entreabertos — Hum... excitante ao extremo, prazer elevado ao cubo e garantia de saciedade mútua. Tentador, não? — pronuciou sem pensar direito e riu da proposta idiota. — Ainda vou te fazer perder a linha comigo e será mais cedo do que você imagina. — O moreno afirmou com uma certeza infundada e segurou o queixo da garota que sem perder tempo, empurrou-o para longe de si.

— Desista, León, nunca... — deu ênfase a última palavra. — Eu nunca trairei meu namorado, tampouco com um cafajeste, assim, como você. De-sis-ta! — ela sibila divertidamente, se esforçando para parecer indiferente e casual, perante as suas jogadas insistentes de charme barato. — É tão difícil aceitar que eu não quero nada com você?

— Você é extremamente entediante, Violetta — ele diz seu nome suavemente, como se degustasse cada letra. — Nem sei por que quero tanto você pra mim — suspirou elevando as mãos aos cabelos e deslizando alguns dedos pela face abatida. — Devo ter me transformado em um sádico que sente prazer em ser esnobado, ou algo parecido — concluiu bocejando demoradamente e então apoiou-se em uma das paredes do cômodo.

— Talvez você goste do impossível, só isso. — proferiu-lhe à queima-roupa e sorriu ruidosamente, deixando-o irritado.

— Ninguém é impossível pra mim e no momento certo você vai implorar pra me ter inteirinho dentro de você, querida! — declarou com um falso tom sério e a garota quase desfaleceu diante ao que ouvira. Ele e só ele, sabia como deixá-la estática. Percebendo que havia lhe deixado desconcertada, o moreno continuou com o assédio: — Posso te dar uma demonstração de como eu sou um homem bom de cama, mas não farei isso à força, embora a tentação seja grande — comentou olhando-a de baixo para cima.

— Não quero e não preciso das suas demonstrações baratas de sexo, ofereça-as à Lyns e quem sabe com ela você obtêm mais sucesso, queridinho! — estalou abruptamente com um humor negro na voz e virou o corpo na direção contrária. Se León não a conhecesse bem, poderia jurar que ela estava com ciúmes dele.

— A Lyns é gostosa e bonitinha pra caralho, mas é você que tá me deixando louco e acredite, se eu chegar a transar com aquela vadia que me come com os olhos, vai ser o seu rostinho lindo que eu vou ver, enquanto eu beijá-la; Será o seu corpo de sereia que eu vou estar tocando; Vai ser o seu nome que eu vou gritar quando estiver gozando dentro dela, porque é você que não sai da minha cabeça e não consigo evitar isso. — confessou assumindo uma postura mais séria qu normalmente e caminhou até ela de modo silencioso. — É provável que amanhã eu não lembre de nenhuma palavra que eu acabei de falar, mas é assim como eu me sinto, Violetta. — Ele suspirou tocando os ombros nus da garota e a puxou para perto de si.

Violetta estava confusa após ouvir sua confissão. Ouvir tais confissões de um homem como ele, era quase como uma declaração de amor... uma declaração de amor bem pervertida, convenhamos, mas ainda assim soou como uma declaração de amor para ela. Agora a politicamente correta sabia que o novato tinha sentimentos e isso era fantástico, quase tão fantástico quão a descoberta de que existe água em Marte.

Se por um lado estava horrorizada com o nível de perversão dele; pelo outro estava lisonjeada por ser a dona dos seus pensamentos. Era prazeroso saber como o marrento do Vargas sentía-se em relação à ela e embora ele estivesse em um torpor alcoólico crítico, não mudava em nada o que ele havia acabado de falar. Assustada com os próprios pensamentos, ela afastou-se um pouco e ficou fitando um homem completamente bêbado à sua frente, e ele era lindo.

— Você não sabe o que diz — ela suspirou enterrando uma mecha de cabelo atrás de sua orelha e começou a fitar um ponto fixo do cômodo. — Acho que não vai ter outra solução, a não ser...

— A não ser... A não ser o quê?! — a interrompeu com certa lentidão na voz e firmemente tentou manter os olhos abertos.

— Preciso me afastar de você. — murmurou com hesitação na voz e o olhou de soslaio por cima dos cílios. — Necessito que se afaste de mim definitivamente. — completou com a voz esganiçada e tentou manter a postura impassível. Sua garganta pareceu queimar ao pronunciar cada uma daquelas palavras. Talvez não fosse aquilo que ela quisesse dizer, realmente.

Naquele momento seus reflexos estavam lentos, quase inexistentes. Estava vendo duas Violettas à sua frente e pela primeira vez na vida sentiu algo semelhante a medo. Não queria acreditar que estava perdendo alguém que sequer lhe pertencia, no entanto, não podia evitar sentir-se daquele jeito e sem sombra de dúvidas, ele não permitiria que ela se afastasse, não agora, depois, talvez. Visivelmente transtornado, ele começou a discursar:

— Merda, Violetta! — praguejou alteando a voz e socou a parede do quarto com força demasiada. Provável que a dor só viesse no dia seguinte, mas isso assustou,Violetta de tal maneira que a castanha enconheu-se em um certo lugar do cômodo e seu corpo todo estremeceu. — Por que tinha que ser como todos os outros? — questionou totalmente fora de si. Ele caminhava continuamente de um lado para o outro e meneava a cabeça no sentido negativo.

— Do que você... Do que você está falando? — indagou, alheia ao raciocínio contraditório dele. Sua voz nunca esteve mais trêmula e seu corpo também não. — Por que está gritando comigo?! — insistiu em obter uma resposta e ele, que ainda caminhava continuamente, cessou seus passos e a encarou com semblante impassível. — Responde,León!

— Não tenho nada a declarar, — sem mais, ele ultrapassou a porta do quarto como um gatuno, deixando uma Castillo completamente incrédula para trás e então tomou as escadas como direção.

— León me espera, por favor! — pediu quase que aos gritos, sendo ignorada por ele, que descia as escadas com pressa demasiada para um homem bêbado e sem querer perdê-lo de vista, ela apressou o passo. — Onde... onde você vai assim? — questionou ao vê-lo pegar a chave da sua motocicleta que estava em cima de uma mesinha de centro e sentiu seu peito menor naquele momento. Ela sabia o quão ele era inconstante, mas não pensou que ele também fosse bipolar. — León... — Ela o chamou com a voz mais que elevada e o moreno resmumgou um palavrão, que logo foi ignorado pela garota.

— Me deixa em paz. Você é como todos os outros... — pronunciou a mesma frase repetidamente. Parecia estar bastante perturbado. — Agora saí da minha frente e me deixa em paz — ordenou ávido. Ele estava se segurando para não empurrá-la da sua frente.

— Não vou deixar que saia daqui nesse estado. — afirmou ficando na frente da porta e ele a fuzilou com um olhar mortífero. — Se quiser se matar, faça isso quando eu não estiver por perto. — balbuciou segurando-o pela gola da camisa e ele bufou, virando o rosto da direção contrária. — Daqui você não sai. — estalou com a voz firme, logo tirando as chaves da porta e guardando-as em um dos bolsos da sua saía.

— Me devolve essa chave, Violetta! — sibilou por entre os dentes cerrados e ergueu a mão na direção dela, que pouco importou-se com seu mal-humor. — Devolve agora. — ordenou com a têmpora colada a dela. — Não finja que se importa comigo! — vociferou olhando-a fixamente.

— Eu não tenho medo de você! — murmurou com seriedade e ele começou a dar voltas em seu entorno. Como se quisesse encurralá-la. — Pode me ameaçar o quanto quiser, pois eu não ligo! — sutilmente, ela o afastou de si.

— Você deveria ter medo de mim. — ameaçou colocando uma mecha do cabelo dela atrás da orelha e aproximando-se do ouvido dela, ele sussurou: — Sim, você deveria ter muito medo de mim — emendou sorrindo perversamente e ela riu junto dá sua ameaça.

— Por que diz isso? — perguntou, realmente querendo saber a sua resposta.

León, que não esperava aquela pergunta, ainda mais vindo da parte dela, dispersou-se de vez e como se tivesse acordado de um pesadelo, suspirou, soltando o ar lentamente. Procurando o resquício de sua sanidade, ele umedeceu os lábios e finalmente formulou algo em resposta:

— Vou te mostrar...

Em um piscar de olhos, León a puxou pelos quadris, enquanto as suas mãos seguravam o cabelo dela com força e então ele a beijou de modo agressivo.

Timidamente, ela segurou em seus braços, buscando um pouco de equilíbrio e não ouve protestos da sua parte. Violetta agarrou a sua cabeça com ternura e ele empurrou sua língua mais o profundamente possível em sua boca, pressionando os lábios o mais firmemente que pôde, protegendo-a de seus dentes e então, ele chupou com força o seu lábio inferior. Estava sedento por ela, isso agora estava claro.

Sem dar a chance da mulher raciocinar a respeito, ele, que continuava a beijá-la sofregamente, como se não houvesse amanhã, a ergueu em uma bancada próxima e se posicionou entre as suas pernas. Ele começou a massagear suas coxas, dando leves apalpadas em ambas. A mulher já podia sentir os sinais inicias de sua excitação. Ele estava rígido e um pouco... muito descontrolado. Já ela, completamente extasiada, apoiou-se sobre os cotovelos e inclinou a cabeça para trás. León, este alheio ao desconforto da morena, que tinha os lábios entre os dentes e os olhos fechados, chupou e deslizou a língua de modo contínuo pela curvatura do seu pescoço, consequentemente deixando sua marca ali.

Quase que convulsionando, Violetta segurou a nuca dele entre as mãos e elevou-as até os cabelos bem cuidados do moreno que acolheu suas carícias com fervor, mas de repente ele se afastou e ainda ofegante, soltou uma risada gostosa.

— Falei que faria você perder a linha comigo, Viluzinha! — ele vangloriou-se estufando o peito e acariciou os lábios com o indicador.

Violetta que ainda estava avulsa em cima da bancada, pulou desajeitosamente, quase caindo por usar saltos e como um furacão, caminhou em direção a porta do apartamento. Ela ergueu todo o cabelo em um coque firme e sem dizer uma única palavra, abriu a porta para ir embora, finalmente.

— Nunca... escute bem — ressaltou aderindo um certo rubor nas bochechas. — Nunca mais chegue perto de mim. — ordenou gesticulando com as mãos. — Eu odeio você, León... odeio como nunca odiei alguém na minha vida — bradou com os dentes presos a mandíbula, enquanto saía do apartamento apressadamente, não dando qualquer chance de defesa para ele.

Por mais que quisesse retrucar algo, León permaneceu em silêncio, porém, lá no fundo... bem no fundo, ele tinha a convicção de que havia dado um passo importante em relação a sua escolhida e não tardaria para que ela fossse sua completamente. Sim, ela seria sua... só sua.

Notas finais
GOSTARAM DO FIRST KISS LEONETTA?