O Novato

8 "Termino"


Notas iniciais
VOLTEI, VOLTEI! Não demoramos tanto assim, não é? > Obrigada a todos os comentários de: Suzi Fanfics jenni Re Tinista MLBVC Portugal geizzyblanco milie angel swift Tudo como deve ser s2s2 Maria ForeverMee Lala Little Vega giselepasquarelli Luceana Lydia Queen Maah Stilinski > E muuuito obrigada a quem favoritou. Sintan-se abraçados por mim haha. >AGRADECIMENTO ESPECIAL: milie angel swift, que recomendação linda, hein? Cada palavra me fizeram extremamente feliz (e tenho certeza que a BarBieZinhah também). É realmente gratificante saber o que acham da estória e é muito bom saber que gosta ^^ Muito obrigada, sua linda. Dedico esse capítulo a você. Esse capítulo está cheinho de surpresas. Eu gostei dele e espero que também gostem. Boa leitura... //Duda

Capítulo 8 — Terminamos.

Tudo o que termina, é porque realmente nunca começou. Porque, quando se é verdadeiro não tem distancia que acaba; não tem conflitos que faça acabar; não tem complicações que dá um fim.

Se é de verdade, não tem um ponto final.

Dois anos antes

No rádio do carro, tocava She Will Be Loved, Maroon 5. Era a sua música favorita. Violetta tinha os braços cruzados a sua frente, enquanto isso, Tyler, seu primo dirigia com mais cuidado que normalmente. Chovia bastante naquela noite. Não foi um dia de boas recordações. Cansando do silêncio imposto por sua prima, Tyler decidiu tentar dialogar com a garota.

— Não entendo o motivo de tanta irritação, Vilu — murmurou desviando a atenção do trânsito por um curto espaço de tempo e a garota fez a egípcia. — A Universidade de Buenos Aires é a melhor instituição da cidade e...

— Mas, como sempre, o papai decidiu isso por mim e eu já estou cansada disso — vociferou fitando as próprias unhas e ele meneou a cabeça negativamente em sua direção, como se não aprovasse a afirmativa da prima. — Você não entende, Tyler, não sabe o que é ser pressionado pelos pais a fazer algo que você não quer. Isso é tão frustrante pra mim! — desabafou um tanto extremista, batendo a cabeça com força no banco e seu primo permaneceu quieto por um longo tempo, assim obrigando-lhe a prosseguir com as lamúrias: — Você não vai dizer nada?

— Você têm razão, — Tyler deu uma risada sarcástica e suspirou, batendo no volante com força. — Não sei como é ser pressionado pelos pais, acredite, eu não esqueci que não tenho pais, assim como você, entretanto, eu sei o que é querer ser importante para alguém... — murmurou em voz baixa e de repente seus olhos marejaram. Violetta tinha acertado o seu ponto fraco. — Você tem pessoas pra quem pode dar orgulho, eu não posso dizer o mesmo, já que sou órfão, mas eu posso imaginar como seria maravilhoso ser admirado pelos meus pais. — pronunciou com uma entonação diferente na voz, relaxou a postura no banco e quase que inconsequentemente aumentou a velocidade.

Tyler, não quis...

— Tudo bem, Vilu — assegurou, olhando de relance para a garota ao lado, esta sorriu-lhe meio sem graça e voltou seu olhar para fora do carro. — Qualquer que seja a sua escolha, eu vou te apoiar, porque eu te amo, mas ainda acho que arquitetura é o melhor curso pra você, por...

Foi questão de segundos, talvez milésimos, para quê, Tyler perdesse o controle do automóvel, que capotou por diversas vezes. Ela sentiu seu corpo sendo arremessado contra o painel de controle, mas com a ação rápida do air bag, o impacto não foi tão forte, seu primo não teve a mesma sorte, como não usava cinto de segurança, foi jogado para fora do carro violentamente.

Cada parte do corpo de Violetta reagia-se com a lembrança. Não havia como não se entristecer. Um pouco de si culpava-se por tal desastre. Tyler já sofria muito com o fato de ser órfã, e Violetta, juntamente com os pais – German e Angie – são o mais próximo que ele pode chamar de família.

E agora ele nem ao menos pode completar os seus sonhos.

— Não fique assim, minha linda. Tenho fé de que logo ele estará bem junto com a gente — tocou nas mãos da mais nova assim que chegaram na sala da mansão.

Antes que pudesse responde-la, a figura de seu pai adentra no ambiente, as convidando para o jantar. Sem protestar ela os seguiu, enquanto os três começaram, aos poucos, embarcar em uma conversa.

Sua vontade não é estar ali. Mas, talvez, estar ali com a sua família é o mais perto de uma coisa normal no seu dia-a-dia nos últimos tempos.

X X

Enquanto guardava alguns livros em seu armário, Violetta ouvia algumas conversas das pessoas ao seu redor. Era impressionante como a maioria ali gostava de cuidar da vida dos outros, não se importando em esconder as fofocas e as picuinhas que se formavam.

Pelo canto dos olhos pode observar suas amigas, todas juntas, amontoadas, folheando uma revista qualquer. Aquilo sim parecia ser extremamente importante.

Sua intenção era de ir até elas, mas foi interrompida com a imagem da loura usando roupas curtas, batom extremamente vermelho e um sorriso forçado no rosto.

Lyns.

— Olá Violetta — manuseou a cabeça para o lado, exprimindo os lábios em falsidade. — Você sabe onde está o gatinho do Vargas?

— Não, Lyns. Eu não sei onde está o León — transpirou com certa impaciência, fechando a porta, antes aberta, do seu pequeno armário. — Mas, tenho um breve palpite de que ele esteja desfalecido no chão da casa dele, sofrendo por culpa de uma ressaca — em seus lábios, mostrou o sorriso idêntico aos da garota a sua frente.

Lyns arrastou uma mexa de seu cabelo para atrás da orelha. Suspirou alto, enquanto passava suas unhas sobre o objeto de ferro que tomava conta de todo o corredor. Ajustou sua saia no corpo, voltando a posição ereta de antes, com o nariz em pé.

Vadia.

— Sabe, você com essa carinha não me engana, Castilho — apontou seu dedo indicador para ela. — Deveria tomar mais cuidado.

— Cuidado com o que?

— Com o León, obvio — a voz dela soa tão enjoativa. — Ele não é quem aparenta. Pode ser gostoso e extremamente atrativo, mas ainda sim, é um canalha.

— E isso deveria me assustar? — riu pelo nariz. — Eu não tenho absolutamente nada haver com ele.

Mentira.

Por mais que estivesse atiçada sobre o assunto, não se permitiu demostrar. Não é novidade para ela que León é um legitimo canalha. Os últimos acontecimentos provam isso.

— Eu odeio você — confessou em um tom totalmente casual. Mas isso não surpreendeu Violetta. — Mas, ainda sim, não desejo que se iluda com ele... Você é o tipo de garota que sonha com o amor verdadeiro, não é? Nem se dê ao trabalho de negar, porque eu sei. E, lamento eu dizer, mas o Vargas está longe de ser um príncipe — brincou um sorriso. — Na verdade, ele está mais para sapo.

— Realmente não estou conseguindo entender esse papo, Lyns — apertou suas mãos uma nas outras, desejando intimamente, não está ali. — Por que motivos eu iria pensar que o León é um príncipe? Ou o meu príncipe? — finalmente perguntou, querendo logo que aquilo fosse esclarecido e a conversa finalizada.

— Porque ele está jogando com todas as armas que tem para conquista-la. E eu sei que ele irá conseguir.

X X

Mais tarde, naquele dia, tudo parecia mais tranquilo. As aulas já estavam acabado e os universitários preparavam-se para ir embora.

Na sala de aula, Violetta arrumava todo o seu material calmamente, como se o mundo não estivesse girando e seguindo ser curso natural. Como se estivesse todo o tempo do mundo. Quando na verdade não tinha.

A pouco dias atrás, Violetta poderia afirmar com convicção que sua vida era extremamente maravilhosa – exceto, claro, por Tyler. Porém, de uns tempos para cá, seus pensamentos ficaram mais intensos. Duvidas e perguntas começaram a perturba-la.

E, dessa vez, não é com León.

É simplesmente com ela.

Seria mais fácil poder colocar a culpa de seus pensamentos em alguém, mas dessa vez não seria infantil a esse ponto. Afinal, León não tem uma namorada a quem devesse fidelidade, mas ela sim. E não cumpriu tal dever.

— Daria de tudo para saber qual são os seus pensamentos agora — seu corpo reagiu sobre o dono da voz.

Ergueu o olhar para ele, mas não disse absolutamente nada, apenas continuou o que estava fazendo. Só que dessa vez, com mais rapidez.

— Você sabe que em algum momento teremos que conversar sobre o que aconteceu, não sabe? — León agora tornou-se serio.

— Sinceramente, eu prefiro que não — engoliu em seco. — Ficaria agradecida se você não falasse sobre isso.

— Não sou como você. Não gosto de esconder o que sinto e penso.

— E isso deveria ser considerado uma qualidade? — agora ela olhava. — Porque não é. Pelo menos, não para mim.

Apertou entre seus braços as folhas presas em um caderno. Seu olhar denunciava o quanto ela esta distante. Ao contrario de todas as conversas com León, dessa vez ela pareceu dispersa, seria, na verdade.

— Está tudo bem? — não conteve-se em perguntar.

— Sim — sibilou a palavra, inspirando fundo. — Apenas não estou tendo um bom dia — jogou todo o peso de uma perna para a outra.

— Tudo bem, mas ainda sim, acho que deveríamos falar sobre o que rolou.

— A gente se beijou, mas isso não tem mais importância. Foi algo do momento. Foi demasiadamente insano da parte de nós dois.

— Tinha importância antes? — ele queria entender cada parte da fala dela. — Não tinha mais importância. Então quer dizer que, em algum momento, teve, não é?!

Violetta obrigou-se a, novamente, inspirar o ar e depois o soltar com certa violência. Não é o momento certo para uma conversa sobre aquilo, mas também não precisava necessariamente fugir.

Ela apenas precisava esclarecer a ele, – até porque, ele já sabia bem o que havia rolado. –, apenas precisava o afirmar que o acontecido não foi nada. Nada de mais.

— León... — começou, meio incerta nas palavras que iria escolher. — A gente se beijou e no calor do momento podemos ter avançado mais do que devíamos, e isso foi errado.

Ele a interrompeu.

— E por que?

— Porque eu tenho um namorado — essa simples frase o fez revirar os olhos. — Para você pode não ser nada, mas nós tínhamos um relacionamento e eu tinha que ter o respeitado e dado a ele fidelidade.

Tínhamos.

Tínhamos?

— Espera — chamou a atenção dela pelo seu tom completamente surpreso. — Você disse "tínhamos um relacionamento" — não foi preciso dizer mais nada, Violetta logo entendeu e suspirou, apoiando uma de suas mãos na mesa que sentará a minutos atrás.

— Você acha mesmo que eu vou fingir que não trai o Tomas? Eu vou contar a ele a verdade e duvido muito que ainda me aceite como namorada — passou a língua pelos lábios, triste.

León não disse absolutamente mais nada. Percebeu o quanto ela ficou chateada ao mencionar o possível termino do seu namoro, e por mais que por dentro estivesse feliz, não mostraria isso para deixa-la zangada.

— Devo ser gentil e dizer que sinto muito? — balbuciou, passando as mãos por suas madeixas.

— Não precisa dizer nada.

Coçou a nuca um pouco nervosa. León aproximou-se e passou as costa do dedo sobre o rosto dela, arrastando uma mexa de sua madeixa para trás da orelha. Violetta não disse absolutamente nada, mas seus olhos queimavam a tristeza e isso incomodou Vargas.

— Por que você se comporta como se tivesse que carregar o mundo em suas costas? Qual a necessidade de agradar todo mundo, de fazer sempre o que é correto? — perguntou, serenamente.

— Eu não sei — deu de ombros. — Acho que é para amenizar um pouco da minha culpa — sussurrou. Parecia estar falado mais a si mesmo do que para ele.

De um certo modo Violetta sentia-se culpada. Em algum canto da sua consciência, cogitava a ideia de não ter começado aquele assunto. De não ter deixado Tyler chateado. Talvez, assim, ele ainda estaria ali. E talvez estivesse casado, com filhos, formando a família que sempre desejou.

— Culpa? Como assim, Violetta?

Aos poucos, León parecia estar arrancando dela coisas que jamais diria. E ela percebeu isso a tempo de o confidenciar sobre suas dores.

Violetta balançou a cabeça, tragando a saliva com certa dificuldade.

— Não é nada. Esqueça o que eu falei — pediu.

Ele continuou a fita-la, mais atentamente dessa vez. Ele parecia querer desvenda-la com o olhar e isso estava a incomodando.

Sem dizer nada, León passou os braços pela cintura dela e a puxou para mais perto, abraçando-a. Sem hesitar, Violetta correspondeu.

Não foi um ato malicioso. Arriscaria a dizer até que foi carinhoso. Contudo, não seria iludida ao ponto de acreditar mesmo nisso. Afinal, é o Vargas. O cara que liga apenas para o seu próprio umbigo.

— Por que está me abraçando? — perguntou, baixinho.

— Pensei que quisesse um. Você visivelmente muito mal.

Estreitou os lábios, tentando ao máximo são soar sarcástico.

— Na verdade eu estou com medo — desvacilou dos braços dele, dando um meio passo para trás. — Um pouco chateada, mas com mais medo.

— Por causa do Tomás? — perguntou, indignado.

— É. Vou me sentir muito mal em falar sobre isso com ele, eu realmente gosto muito do Tomás.

León revirou os olhos, coçando o queixo nervoso.

— Não foi o que pareceu quando estávamos lá no meu apartamento — falou, desdenhoso.

— Pensei que esse assunto já tivesse sido encerrado — cruzou os braços, erguendo os ombros.

— Acho que não, eu ainda tenho muitas perguntas para fazer a você sobre "aquilo" — se aproximou mais dela.

Que perguntas?

Antes que Violetta pudesse responde-lo, mais uma pessoa entrou no ambiente. Antes com um sorriso no rosto, agora serio, assim que viu o moreno juntamente com a namorada.

Tomás.

— Violetta — aproximou-se dela, fazendo León recuar alguns passos, mas não mostrou frustração. Pelo contrario! Sorriu – apesar de ser totalmente falso – para ele. — Vargas — o nome saiu com tanta odiosidade de seus lábios que quase afetou-o.

Quase.

— Tomás — disse, Violetta, apavorada. — Você não iria almoçar com a sua avó hoje? O-o que está fazendo aqui? — sem saber o que dizer, apenas despejou indagações.

Não queria ter a conversa agora.

— Sim, mas eu vim chamar você para ir comigo — contou, sem tirar os olhos raivosos da outra figura masculina. — Pode me dizer o que está fazendo aqui com ele?

Meu Deus! As palavras pareciam ter evaporado de Violetta. Sua garganta secou e todo o ar que tem na sala, parece pouco.

Assim como havia confidenciado a León, ela sentia medo. Muito medo, na verdade. Não é sua intenção magoar ninguém, ainda mais alguém que ela gosta.

— Não vai dizer nada? — tratou de perguntar de novo.

E, novamente, ela calou-se. Dizer o que, merda?

— Eu... — sua voz saiu fina, parando antes que pudesse terminar alguma outra palavra.

Vendo a dificuldade da Castilho, o novato, antes em silencio, tomou rédia da situação começando a falar.

— Bom, nós estávamos conversando sobre os acontecimentos dos últimos dias — sua voz mergulhava a convencimento e satisfação. — E eu iria perguntar a sua namorada se ela gosta de se contentar com pouco. Sabe, é meio complicado entender como ela consegue ficar com um pau pequeno como você sendo que posso oferecer muito mais.

Ao ouvir suas palavras, Tomás cerrou os punhos e os olhos, inspirando profundamente. Já Violetta, suplicava com expressões e olhares para que ele parasse, uma vez que sua voz parecia ter sido consumida.

— Ficou maluco, cara? Quem você acha que é para falar assim comigo? — esbravejou Tomás.

— Sou o cara que deixou sua namorada consideravelmente úmida com apenas um beijo — soltou as palavras, casualmente. — E você nem imagina como o corpo dela reagiu diante dos meus toques.

— O que? — vociferou, totalmente irado.

Sua face esta avermelhada, evidenciando uma irritação fora do comum. E como León fica tranquilo enquanto dizia as palavras só o deixou ainda mais raivoso.

— Por favor, León — Violetta suplicava para que ele parece. — Tomás, olha, não é... não é o que você está pensando.

Que burrice! Não tem uma coisa mais útil para dizer não? Quando uma pessoa diz "não é o que eu você está pensando", ela está entregando o jogo sem ao menos se dar conta.

— Poupe-me, Violetta! — disse, Vargas, rolando os olhos. — Diga logo de uma vez como você quase se entregou a mim. Como nós dois quase transamos na bancada do meu apartamento e como...

Antes que pudesse terminar, foi interrompido por um ato violento do Heredia. Os punhos serrados dele foram direto para o rosto do León, fazendo o mesmo cambalear para trás.

Violetta soltou um grito amargo e assustado com a cena, e antes que León pudesse revidar, puxou Tomás para trás.

— Você pensa que está fazendo o que? — ela gritou.

— Você ouviu as mentiras que esse cara estava dizendo, Violetta. Não vou deixar ele falar assim sobre você e sobre mim — elevou a voz alguns oitavos.

— Não é mentira — soltou, sem ao menos perceber. Só se deu conta do que disse quando viu a expressão incrédula no rosto dele. — Nã-não é mentira, Tomás — repetiu, mais baixo dessa vez.

León, com a mãos no canto dos lábios – onde havia sido acertado – observava a cena sem dizer absolutamente nada. Ao ver a expressão de Tomás, sentiu vontade de sorrir, mas não o fez. Seria muita canalhice de sua parte.

— Está brincando comigo, não é, Violetta? — a pergunta exalava a desapontamento e raiva. — Você não ficou com esse desgraçado. Me recuso a acreditar que você tenha feito uma baixaria dessas — deu um passo para trás.

— Me desculpa — pediu, com a voz embriagada. — Eu sei que o que eu fiz foi errado e que, provavelmente, você não irá me perdoar. Mas eu só peço que me desculpe — aos poucos as lagrimas começaram a pesar seus olhos.

— Não pode ser — murmurou, disperso. — É verdade? — assentiu. — Você é uma vadia! — gritou.

Mesmo não tendo gostado do comentário, ela não disse nada. Não tinha esse direito. Pelo canto dos olhos percebeu que o individuo insignificante iria dizer algo, então laçou um olhar matador que o fez recuar e ficar calado.

— Pode me xingar do que quiser, não irei discordar — suspirou, limpando as lagrimas. — Tomás, agora você está nervoso. Talvez mais tarde a gente possa conversar e tentar resolver tudo isso.

Ele a interrompeu.

— Não quero mais falar com você. Não quero mais olhar na sua cara, Violetta — cuspiu as palavras, sem se importar se está sendo grosso. — Mas, de uma coisa você tem razão — ela o olhou confusa. — Eu não vou perdoar você — afirmou, melancolicamente. — Se agarre o quanto quiser com essa coisa aí, porque você já não é problema meu — ao fim da oração, ele simplesmente virou as costas e saiu.

X X

Mais tarde, naquele mesmo dia, Violetta e León ainda estavam na universidade. Na enfermaria, para mais exatidão.

Ela – Violetta – ainda continuava chateada pelo que aconteceu. E ainda mais por saber que ela é a causadora da tristeza de alguém.

León tentava a reconfortar, mas a mesma não ouvia suas palavras.

— Aí — gemeu ele, quando Violetta passou o algodão na ferida. — Você poderia ser mais educada, não é? — perguntou, ironicamente.

— Você não merece — rosnou. — Não acredito que você falou tudo aquilo para o Tomás — lamentou o ocorrido, novamente.

— Eu já falei que só queria ajudar — disse pousadamente, entre alguns resmungos. — Você me disse que estava com medo, que não tinha palavras para contar, então eu fiz — na sua mente isso pareceu ter sentido.

Ela não disse absolutamente nada, e foi o seu silencio que incomodou ele.

— Eu não irei pedir desculpas, se é isso que você quer — depois de alguns segundos, León se pronunciou. Suas palavras a fizeram soltar uma pequena risadinha.

Ele mordeu o interior da bochecha e tirou as mãos dela de seu rosto, as pousando em seu ombro. Em seguida, levou suas próprias mãos na cintura da moça, dando uma leve apertada. A respiração de ambos começaram a ficar pesada e Violetta fechou os olhos. Vargas, entendendo esse ato como uma permissão — não que ele precisa-se de uma – e encostou os seus lábios sobre os dela.

Não era mais necessário uma relutância. Ela o deseja e ele a deseja, e só isso é o que importava agora.

Violetta não está apaixonada e tão pouco León. Contudo, não parece tão mal assim calar um pouco da chama que só cresce entre os dois.

— Vamos, eu vou te levar para a casa — disse ele, quando o beijo chegou ao fim.

— Você nem sabe onde é a minha casa.

— E quem foi que disse que é para a sua? — soltou uma risada, se levantando e puxando ela para fora da Universidade.

Notas finais
SIM, LUCE, OUVIMOS SUA SUGESTÃO KKKKK A ideia de chamar o Tomás de pau pequeno foi dela KKKK >Se tiverem alguma sugestão, digam por comentários. Logo a BarBieZinhah volta com um capítulo inédito para vocês ;) Beijos