O Novato

10 Príncipe Sapo


Notas iniciais
Tem alguém aqui ainda? Quem é vivo sempre aparece, afinal *--* Sei que demorei muuuito, mas se soubessem o quanto minha vida está uma loucura. O capítulo ficou pequeno porque só queria dizer que estou de volta. Vou trazer um capítulo novo logo logo, e bem maior. Ainda não deu tempo de responder os comentários, mas farei isso daqui a pouquinho. Espero que gostem... Boa leitura Ps: Perdão pelos erros ortográficos, gramaticais e afins.

10- Príncipe Sapo

Notallfrogwillcomeprince

Sentada sobre a enorme cama coberta por um lençol na cor magenta, Castilho suspirou enquanto folheava uma das muitas revistas de sua amiga, enquanto esperava a mesma decidir qual vestido usar naquela noite.

Mesmo tentando manter o foco no que fazia, era impossível esquecer-se – ou não se lembrar – da conversa que teve com o dono de seus tormentos – León Vargas. Conversa que surgiu uma aposta um tanto quanto insana.

Ele não tinha chances. Seu modo cafajeste garantia isso. O problema são aqueles malditos formigamentos que aparece na presença dele.

Não estava apaixonada. Contudo, o deseja. Muito mais do que gostaria de admitir.

— Esses saltos combinam com meus brincos? — a voz angustiada de Ludmila a fez erguer o olhar e disfarçar seus pensamentos com um singelo sorriso.

— Acho que você deveria usar o conjunto de joias que ganhou do Federico. Seria o mais conveniente, não? — ergueu suas sobrancelhas bem feitas.

— Mas não tenho nenhum vestido para elas — suspirou drasticamente, jogando seu corpo sobre o leito. — Me diga o por quê mesmo de eu ter aceitado ir nesse jantar? — sua pergunta veio acompanhada de um revirar de olhos.

— Porque você está indo conhecer seus sogros — sorriu com divertimento quando o olhar de pânico voltou, novamente, a habitar em sua face. — Não vamos por este caminho de novo, Ludmila. É apenas um jantar com seu noivo e os pais deles... Algo comum e esperado.

Vendo a expressão dela suavizar-se um pouco, com respirações curtas e rápidas, Violetta levantou-se e caminhou até o interminável closet. Dedilhou alguns vestidos e retirou um de cor creme, justo na cintura e busto, solto para baixo e aberto nas costas.

— Acho que este é perfeito. Combina com todo o resto — entregou a ela.

Ludmila pressionou o vestido em seu corpo e foi em direção ao grande espelho, avaliando-se.

— Ficará bom — disse por fim.

— Sim — concordou. — Coloque também aquele casaco preto que comprou na semana passada.

Era especialidade de Violetta combinar coisas – não somente roupas. Ludmila costuma dizer que é um dom... E talvez pudesse ser. Mas nunca conseguiu encontrar alguém que combinasse com ela.

Então, não. Ela não tem esse dom.

— O que ouve, amiga? — Ludmila perguntou, estudando o rosto pensativo e voltando a olha-la nos olhos. — Está tão distante.

— Apenas preocupada...

...Com uma certa aposta.

— E eu posso saber com o que? — indagou curiosa.

— Não vai querer saber — espremeu os lábios com um suspiro.

E ela realmente não iria.

Com toda certeza diria a Violetta o que ela já sabe — que isso é uma loucura. E mesmo sabendo que é verdade, não gostaria de ouvir isso da boca de outra pessoa.

Para sua sorte — e surpresa — Ludmila não discutiu. Mas direcionou um olhar de que aquele não era um assunto acabado.

— Preciso ir agora. Depois nos falamos — se despediu. — Boa sorte no jantar — desejou com uma piscadela.

Enquanto caminhava, ela sentiu-se descolada do resto do mundo. Sua vida já não era mais tão perfeita como antigamente. Era estranho não sentir mais a necessidade de planejar o futuro.

Fazer planos parece tão inútil, agora.

Perto de um parque, nem longe e nem perto, a dona dos olhos castanhos avistou a figura totalmente inerte de Tomás. Ele não estava sozinho, porém. Havia a sua frente uma mulher – que era encurralada pelos seus braços. Ambos sorriam um para o outro.

Violetta parou para apreciar a cena. Ela deveria se sentir incomodada, afinal eles estavam juntos há poucos dias atrás. Mas não. Apenas parecia certo.

O sorriso no rosto dele mostrava que estava com quem queria estar.

Naquele momento ela acreditou que o relacionamento que tinham não era verdadeiro. Era somente de rótulos.

— Ele gosta dela — se ouviu dizer em meio à confusão dos seus pensamentos. — Deveria ter gostado antes, quando estávamos juntos — deu voz a seus pensamentos. — Acho que foi tudo um teatro, afinal — deu um passo á frente, continuando a caminhada.

Quase sentiu vontade de rir da situação. Quase. Seria engraçado apenas se ela não fosse a protagonista da história.

+ + + +

— Que bom que chegou, filha — a voz de sua mãe surgiu do alto da escada juntamente com o bater de seus saltos nos degraus . — Eu vim agora a pouco do hospital. O medico do Tyler me ligou.

Ligou? As batidas do coração de Violetta poderia facilmente ser ouvidas por qualquer um naquela sala. Ela não conseguiu se lembrar de respirar naquele momento. Deu alguns passos incertos para frente e deslizou sua bolsa sobre o sofá de couro branco, sem retirar os olhos da mãe que chegava cada vez mais perto.

Com os olhos buscou qualquer vestígio de tristeza ou alegria na face de Angie, mas parecia tão indescritível. Exceto pelo enorme vazio que conseguia enxergar em suas orbes claras.

Aquilo a assustou. Porque, de algum modo, sentiu como se isso fosse pior do que a tristeza. Ou o medo.

— Fala, mãe — suplicou.

— Não... Não é nada demais, querida. Ele apenas queria me deixar à parte do quadro dele como faz mensalmente — Angeles sorri amarelo e se senta em um dos sofás brancos. — Você foi comigo no mês passado, não foi? — vira a cabeça minimamente para o lado e se inclina para pegar um livro sobre a mesinha de centro.

Novamente, os olhos castanhos a analisou. Não conseguiu decidir se aquela resposta era verdadeira ou não. Mas... É a sua mãe. Por que diabos ela mentiria sobre algo tão importante como a saúde de Tyler?

— Sim — balançou a cabeça e suspirou. — Tem certeza que é somente isso? — não se conteve em perguntar.

Por mais que desejasse que sua mãe estivesse mentindo, havia um pingo de esperança que Angie fosse dizer que ele havia acordado. Que estava bem. Que logo estaria em casa.

— Por que eu não teria? — ergueu a atenção do livro para ela, franzindo a testa.

— Eu não sei — desabafou. — Eu só precisava ter certeza.

Jogou sua bolsa sobre seu ombro e saiu em direção à escada. Se desse sorte conseguiria dormir por uns dois meses. E a confusão que está sua cabeça e o seu coração poderia acabar.

Se desse sorte.

+ + + +

Pequenos barulhos foram o que despertaram Violetta.

Sentiu todo o seu corpo se arrepiar em meio aos lençóis, enquanto abria os olhos lentamente. Ainda era noite, então não foi complicado em se acostumar com a visão.

Novamente o barulho chegou até seus ouvidos e dessa vez conseguiu reconhecer de onde vinha.

Janela.

Confusa e ainda meio sonolenta, jogou as pernas para fora da cama e caminhou até lá. Afastou a cortina branca e quase pulou quando viu o culpado por acorda-la.

— Só pode ser brincadeira — resmungou consigo mesmo, amaldiçoando o sorriso esperto no rosto conhecido.

Ver León ali à fez despertar por completo, juntamente com uma irritação já comum que somente ele conseguia despertar.

E outros sentimentos também, mas que ela ignorou para a saúde da sua sanidade mental e física.

Com seu telefone em mãos, discou um numero que — estranhamente — sabia de cor. Em dois toques a voz rouca e o tom sarcástico soaram do outro lado da linha.

— Vai me deixar plantado aqui fora por quanto mais tempo? — perguntou.

Desgraçado.

— O que você está fazendo, Vargas? — Violetta tentou ao máximo manter a calma. Não iria dar a ele o gostinho de vê-la perdendo a cabeça por sua causa.

— Meus hormônios estão bem agitados, e como eu não posso dar o que eles querem, pensei em te fazer uma visita — pela janela, conseguiu vê-lo esconder um sorriso. — Vamos dar uma volta, amor.

Notas finais
E então? Esse León tira qualquer um do serio KKKKK Estou ansiosa para saber a opinião de vocês, então se puderem, deixe seu comentário. Prometo voltar ainda essa semana. Xoxo ♥♥