O Novato

11 Everything Has Changed


Notas iniciais
Sem desculpas porque eu não mereço ser desculpa por vocês. Mas amo todos ♥ Estou morrendo de sono porque hoje o dia foi muito, muito, muito corrido - assim como o mês inteiro - então me desculpem por tudo: pelo sumiço, por não responder os comentários, pelos erros no capitulo e pelo capítulo pequeno. Mas fiz um bem especial para vocês, okay? Espero que gostem ♥ AGRADECIMENTO MEGA ESPECIAL: Tudo como deve ser s2s2, ameiii sua recomendação. Cada palavrinha. Peço perdão por não estar fazendo por merecer, mas prometo compensar (tô fazendo tantas promessas furadas que é até dificil acreditar, eu sei. MAS AGORA É DE VERDADE) Bom, amo você amor ♥♥ Obrigada ! Boa leitura... NOTAS FINAIS

11- Everything Has Changed

Violetta Castilho

“Tudo o que eu vejo desde que te conheci

são olhos verdes e seu sorriso na minha mente,

fazendo com que me sinta bem…”

Ela não foi capaz de dizer não a ele.

Deus, era estupido. Mas parecia impossível negar-lhe algo.

Quando eles pararam em uma rua escura e deserta, onde León deixou sua moto, ela esperava que ele dissesse algo. Insinua-se alguma coisa ou fizesse suas gracinhas. Mas nada. Ele estava sério, e aquilo sim era preocupante.

— Vem. É por aqui — Quando abriu a boca para falar, foi isso o que disse.

Eles haviam atravessado a cidade, Violetta não conseguia identificar que lugar era aquele. Em algum momento durante o trajeto ela se questionou se deveria sentir medo, afinal estava indo para um lugar que não conhecia com um cara que mal conhecia. E então se espantou mais com o fato de sentir-se tão segura perto daquele moreno de olhos penetrantes.

— Onde estamos? — perguntou, curiosa, olhando ao redor ao ver que eles entravam em um enorme estacionamento. León apenas sorriu de lado, sem olha-la, e isso a perturbou.

Ela gostava dos olhos dele nela. Traziam um formigamento delicioso.

Mas ele apenas continuou seguindo em frente, com as mãos no bolso por conta do frio.

Em algum lugar da sua mente confusa, ela se perguntou se ele estaria agindo assim por conta da aposta. Sem cantadas ridículas. Sem mãos bobas e aproximações… Realmente ele estava levando aquele jogo a risca.

— Agora é só ter um pouquinho de paciência — disse ele, aguachando-se em frente a um portão de grades trancado por alguns cadeados, com um grampo em mãos. Ela o olhou impressionada. Estava realmente focado naquilo. — Pronto — comemorou com um leve sorriso, deixando-a entrar primeiro.

— Vai me responder onde estamos? — Violetta perguntou novamente.

— Você verá em alguns segundos — respondeu.

Pensou em reclamar daquele suspense todo, porém assim que virou-se para frente deu de cara com um mundo antes esquecido por ela.

Mesmo com as luzes apagas e somente a de alguns postes iluminando o local, era possível ver o lugar perfeitamente.

— Um… Parque de diversões? — ela perguntou, o olhando com sarcasmo e espanto.

— Qual o problema, querida? Sou uma eterna criança — a direcionou uma piscadela.

A risada chocada que escapou pelos lábios de Violetta foi automática. Todos os lugares possível que ele poderia a estar levando passou pela sua mente. Menos, claro, um parque de diversões.

León Vargas é realmente inacreditável.

— Não fique ai parada — a voz rouca e masculina a despertou do transe. — Suba aqui — sua ordem saiu mais como um pedido.

Ele estava em um dos bancos do carrossel. E fez um gesto com as mãos para que ela fizesse o mesmo.

Sentou-se em frente a ele sem retirar os olhos do mesmo. Não queria perder nem um movimento se quer. Passou a mão pelo seu próprio corpo quando um vendo se arrebatou sobre eles. Era madrugada…

… Quem vai ao parque de madrugada?

— Aqui é um dos primeiros lugares que eu visitei quando cheguei na cidade — León disse, depois de um tempo em silêncio. Castilho o olhou com curiosidade. — Era um dos lugares preferidos dela — contou distante.

— Quem? — indagou confusa.

Ele parecia estar desabafando, mas não fazia a menor ideia do que ele estava falando.

— Minha mãe — respondeu com a voz engasgada. — Ela me levava todo o final de semana para o parque de diversões. E mesmo quando eu já estava grande o suficiente para não querer ir mais no carrossel, eu ia — os olhos esverdeados estava longe. Desviavam do castanho a todo instante.

— Por que? — perguntou num sussurro calmo.

Vargas abaixou a cabeça e colocou as mãos atrás da nuca.

— Porque a fazia feliz — disse simplesmente, dando um sorriso melancólico.

Essa resposta a surpreendeu. Violetta não conseguia imaginar León fazendo nada para os outros apenas com o intuito de dar-lhe felicidade. Ele é uma pessoa egoísta. Pelo menos é isso que ele mostrou.

Até agora.

— O que houve? — deu uma tosse forçada. Tinha medo de estar sendo intrometida demais e zanga-lo. — Com a sua mãe — completou cautelosa.

— Ela era uma medica maravilhosa — disse com orgulho. — Tinha um projeto para as famílias que não podiam pagar uma consulta realmente boa. Ela os atendia em casa — mordeu o lábio inferior, piscando. — E todos a amavam por ser tão doce e generosa.

Falar sobre isso estava sendo difícil para ele. Era possível ver em seu rosto. Não havia necessidade de León contar essas coisas para ela, mas não podia negar que estava contente pela confiança.

Violetta pegou uma das mãos do moreno e juntou com as suas, dizendo silenciosamente que ele essa confiança não seria em vão. Então ele continuou:

— Minha mãe era tudo para mim e eu não deixei de ama-la nem um segundo sequer — dizia com tamanha sinceridade que era assustador. — Eu estava lá quando ela descobriu sobre o tumor e, — fechou os olhos com força. — estava lá quando o tumor a matou.

Aquilo era horrível. Lidar com a morte de uma mãe era horrível.

Ninguém deveria passar por isso, era o que Violetta pensava.

— Eu sinto muito, León — disse aquela mulher, triste por ele.

Vargas apenas assentiu, olhando para suas mãos entrelaçadas.

— O porteiro daqui me deixa invadir esse lugar pelo menos umas três vezes na semana — riu seco. — É o único lugar que eu consigo me sentir mais perto dela. O lugar que mais a fazia sorrir.

Não tinha o que dizer. León estava vuneravel na frente dela… Quando poderia imaginar isso?

Por, Deus. Se esse fosse o motivo, Violetta preferia nunca vê-lo assim.

Sem dizer nada, aquela mulher de madeixas castanhas se levantou e sentou-se no colo masculino, abraçando-o. Ele retribuiu o gesto sem dizer nada.

Naquele momento ela se deu conta que nada no mundo a deixaria mais aliviada do que ver o sorriso cafajeste de León Vargas brincando em seu rosto bonito novamente.

— A quanto tempo ela… — deu uma tosse forçada, não conseguindo terminar a frase. Era cruel demais.

Ele pressionou os dedos nos braços femininos sob o tecido do casaco, suspirando silenciosamente.

— Cerca de oito meses.

Era uma perda recente. Saber disso doeu no fundo da sua alma.

Violetta sentiu de perto a dor de quase perder alguém — da perda, na verdade. Afinal Tyler é importante em sua vida, e não tê-lo por perto era ruim por demasiado. Mas ele ainda estava vivo — seu coração ainda batia. Fraco, mas batia -, já a mãe de León não.

O acidente contribuiu muito para a sua mudança de comportamento.

— Sabe por que eu te trouxe aqui? Por que estou de contando isso? — indagou a ela, que negou. — Você me acha um canalha infantil e eu não estou discordando de você. E nem me importava com isso até um tempo atrás… Mas não quero que você me veja assim — confessou, assustando-a. — Eu sou um cafajeste, mas ainda tenho um coração e sou capaz de amar. Nunca pensei o contrario. E... ficar perto de você me faz bem.

Isso não era algo que ela esperava ouvir dele. O choque foi inevitável. Tentou se desvencilhar de seus braços, mas ele não permitiu.

— Está dizendo isso somente por conta da aposta — concluiu.

— Talvez — deu de ombros, rindo seco. Ao ver a expressão insatisfeita na face dela, continuou: — Nosso combinado foi sem cantadas. E, bom, não estou flertando com você — ergueu as sobrancelhas. — Estou sendo sincero — tocou o rosto delicado. — Esse foi o único jeito que encontrei de conseguir o que quero.

— E o que você quer, Vargas? — sua respiração já ofegava.

Um breve sorriso tocou seus lábios e ele se aproximou mais, descendo as mãos pela coluna dela.

— Você — respondeu. — Sabe que eu quero você. Jamais escondi isso, Castilho.

Violetta não sabia o que dizer. Ele lhe roubou completamente o ar! E em instantes lhe tirou também o pouco de sanidade que ainda tinha quando uniu seus lábios num beijo.

Notas finais
EAI??? Espero que tenham curtido e se não for abusar de vocês, comentem suas opiniões. Leio todas e amo cada uma! EXPLICAÇÃO RÁPIDA: O León é um cafajeste, mas ele deixou claro desde o começo que gostava da Violetta. Então para conseguir vencer essa aposta e não ter que se afastar dela ele decidiu ser sincero, fazê-la conhece-lo melhor e tals.. ULTIMA COISA: Logo volto com mais um capítulo... MAS ele não será grande. Será do tamanho desse ou só um pouco maior. Porque eu estou em reta final de curso, tá bravo pra mim KKKK Beijos e espero vocês no comentários - se quiserem né? ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.