O Novato

7 Mente trairá


Notas iniciais
Holla, amadinhos, como vão? O Capítulo de hoje está cheio de surpresas e a partir de agora as coisas tomaram um rumo mais diferente e tudo começará a fazer mais sentido. Quero, primeiro, agradecer as duas recomendações da Lydia e da ForeverMee. Amores, vocês me encantaram com suas palavras. Não sabem o quanto fico feliz em saber que estão gostando da história. Palavras me faltam para descrever o quanto eu fiquei feliz e admirada com as recomendações. OBRIGADA!! MUITO, muito obrigada mesmo aos vinte e cinco favoritos. Como eu queria dar um abraço em cada um de vocês ♥♥ E obrigadinha aos comentários. Foram poucos, mas né... :/ Boa leitura e até lá em baixo. //Duda

Capítulo 7 — Mente trairá.

É difícil viver em um mundo como este, pela qual passamos por grandes sofrimentos, grandes quedas e tombos, que muitas vezes causam cicatrizes incuráveis.
Assim é o coração, impossível de ser compreendido e remendado. Quantas vezes tentamos nos esquivar de um sentimento que ao invés de trazer, paz, felicidade e alegria, trás apenas dor, sofrimento e confusão?

— Isso não pode estar acontecendo — Violetta vociferou assim que adentrou em seu quarto. Fechou a porta em um estrondo e encolheu seu corpo ali mesmo. Levou suas mãos até seu rosto, sem se importar, permitiu que as lagrimas descessem. — Estou me tornando uma vadia — sua voz saiu fina e falha.

Com os pés, Violetta tirou seus próprios sapatos e arrancou todos os acessórios que estavam plantados em seu corpo. Descalça, arrastou-se até sua cama, sentindo o gélido piso em contato com sua pele.

Se deitou na cama, desjeitosamente, enquanto em seus pensamentos se condenava.

Foco.

Ela necessita de mais foco.

Todo o caminhou que traçou parecia estar se desfazendo cada vez mais que se aproximava do bendito de olhos esverdeados. Era para esse ser o seu ano de gloria e triunfo. Finalmente completar a faculdade, assumir cargos – sim, muitos e os melhores –, se destacar... Mas isso não esta acontecendo.

— Ahh, eu só posso estar ficando maluca — praguejou consigo mesmo, passando as mãos pelas medeixes até seus lábios. Por mais que fosse insano, não podia negar que era bom. Sensações que jamais sentiu antes estão vindo, agora, a tona. Não é paixão, muito menos amor. É somente desejo. Um alucinado desejo. — Realmente estou ficando muito maluca.

Seus olhos, aos poucos, foram ficando pesados e em poucos segundos já estavam fechados. Ela simplesmente queria esquecer das sandices que ocorreu em seu dia. Esquecer da imensa maluquice que cometeu ao corresponder o beijo do novato e desprezar seus códigos.

E neles esta também a fidelidade. Contudo, infelizmente, Violetta não foi nem um pouco fiel quando se atracou com o Vargas.

X X

Quando abriu os olhos novamente ficou estática com o que viu. Não poderia ser real, León não poderia estar ali. Poderia? Ele aparentava sinais de excitação, mas manteve-se longe, sem nenhum movimento brusco.

— O que... León o que está fazendo aqui? — questionou visivelmente assustada e ele continuou lá, coçando o queixo com o indicador, apenas observando-a. — Por favor, saía daqui — vociferou, visivelmente irritada.

— É incrível a capacidade que você tem de mentir para si mesma, pequena. Seria tudo tão mais fácil se você agisse mais e pensasse menos. — nesse momento, ele levantou-se e medindo os seus passos caminhou até ela a passos firmes.

Violetta estremeceu a simples visão de vê-lo caminhar em sua direção.

Assim que Vargas chegou até onde ele queria estar, segurou suas mãos com carinho e as levou até sua nuca, pousando-as lá por um momento. Sem mais, ele plantou um beijo quente e molhado em seu queixo e manuseando seu corpo com uma habilidade sem igual e ergueu uma perna na altura do seu quadril. Violetta prendeu os lábios para não soltar um gemido estridente, apoiou-se em seus ombros e inalou seu perfume embriagante. Seu pescoço era extremamente atrativo. Ficaram apenas assim, em posições primitivas por um bom tempo, até que ela conseguiu reagir e afastou-se.

— León, isso é loucura! Não podemos estar aqui, fazendo o que estamos fazendo. — afirmou com uma veracidade desnecessária e começou a se afastar mais, a medida em que ele começou a caminhar em sua direção. — León, não por favor, eu...

— Oh... sinto por não poder respeitar seu falso desejo de se ver livre de mim nesse momento, — ele ergueu as mãos na altura dos ombros da garota e sem nenhuma cerimônia a trouxe para si. — Geralmente não costumo cumprir ordens, sendo assim, pretendo continuar o que nem comecei te levando para aquela cama, ali — ele apontou em direção a cama bem arrumada e voltou a falar. — Em seguida tirarei sua roupa e enfim... farei amor com você até você gritar o meu nome de excitação.

— Homens como você fazem amor? — ela sentou-se na cama e começou a sorrir como uma criança de dois anos, olhando para o teto.

— Homens como eu, — León fez menção a si mesmo, deslizando as mãos pelo corpo. — Geralmente costumamos foder... foder duro pra ser sincero, mas você é especial pra mim, e está longe de ser como aquelas vadias que eu costumo transar, então sim, faremos amor minha doce e inocente, Violetta.

— Quem te disse que eu quero fazer amor com você? Não seja convencido, León, esqueceu que eu tenho um namorado? — questionou cruzando as pernas de forma sedutora. — Tomás pode me proporcionar tudo o que você possivelmente me faria sentir, se é que eu sentiria algo.

— Mentir pra mim é uma coisa, mas mentir pra você mesma já é burrice, Violetta — ele que já estava de joelhos na cama a deitou de modo que conseguisse ficar por cima dela. — Posso te ensinar muitas coisas, pequena. Tudo pelo seu prazer.

León tomou posse de seus lábios gélidos com sede, explorando cada recanto da boca dela intimamente com sua língua e sendo retribuído em todos os seus gestos. Embora quisesse afasta-lo de si, ela se deu conta de que não poderia fazê-lo. Ela o queria e queria agora. León era o caminho para o pecado e ela estava disposta a caminhar por esse caminho, nem que fosse só por hoje... Violetta faria isso.

León simulou as mãos para dentro do vestido da morena e com as pontas dos dedos exageradamente ásperos, começou a tocar as suas costas de maneira possessiva, apalpando-a com força. Ele estava externando todo o seu desejo por ela. Perdendo o medo de tocá-lo, Violetta desfez os botões da sua camisa social, até deixá-lo nu na parte de cima. Permaneceu admirando-o, perplexa. León era lindo, isso era inegável.

— Não sinta medo de me tocar, amor! — sussurrou-lhe ao ouvido de modo maravilhosamente provocante e o estômago da garota contraiu-se como um punho fechado.

Não, não, não. Isso não pode ser possível. Não pode ser real.

Aos poucos e de forma desengonçada, ela começou a tocá-lo, como ele havia permitido. Seus ombros era musculosos e largos. Mantendo-se no controle do ato, León correspondia às carícias recebidas, e foi então que ele começou a tirar suas roupas com a agilidade de gatuno. Violetta que tinha o corpo coberto apenas pelo vestido, fez menção em tira-lo, mas foi barrada.

— Serviço de homem! — sentenciou com um tom de voz falsamente sério e posicionando-se entre as suas pernas e retirou a peça de roupa — Você é tão linda... tem um corpo maravilhoso.

Ele estava se divertindo.

Se divertindo muito.

León cobriu o corpo dela com o seu de modo que ela não pudesse se mover e a pressionou contra si. Violetta podia sentir toda virilidade dele pressionada contra o seu ventre, e isso lhe incendiou.

— Seu cheiro é como um ímã pra mim, sabia?

— Já disse isso pra quantas vagabundas?! — contrapôs divertida e começou a desenhar os lábios dele com os polegares.

Oh, o que ela estava dizendo? Afinal, ela também estava agindo como uma. Ela queria parar, mas seu corpo não obedecia seus comandos. Malditos hormônios!

Sem importar-se em lhe dar uma resposta satisfatória, ele deu uma atenção especial ao pescoço dela, uma parte particularmente sensível e Violetta, não querendo ser apenas uma mera submissa inexperiente, fez o mesmo com ele. Com uma das mãos, ela perpassou as unhas nas costas dele, e arrancou um gemido alto de sua parte.

— A simples visão de vê-la todos os dias com aquela saia minúscula me faz querer transar com você em plena sala de aula, — disse como em confissão e Violetta engoliu a seco. — Mal posso esperar para te ver nua só pra mim. — Sussurrou-lhe mordendo o nódulo da sua orelha e a pobre garota quase convulsionou.

Ela, ainda desconcertada, sorriu de lado e disse:

— Suas palavras não me comovem, Vargas. Você quer fazer amor comigo, e quando conseguir isso, vai me chutar — ainda sorrindo, falou.

— Talvez — replicou ele, passando suavemente a mão pela região do seu busto e tocando suavemente um dos seus seios já desnudos, fazendo-a estremecer.

Ela se sentiu desfalecer. Estava ali na cama, com o homem, que pensou desprezar por sua arrogância, ele agora estava ali, tocando-a. León desceu os lábios para os seios da morena, e os desnudou em um só gesto, ele se apossou com a boca do mamilo rígido de excitação e ela deu um suspiro alto. Ele era uma máquina de prazer e estava levando-a a loucura tortuosamente aos poucos e sem pressa para que ela pudesse aproveitar cada sensação.

Cada beijo dele em seu corpo fazia com que seu desejo aumentasse mais ainda, poderia chegar ao seu clímax só com aquele simples gesto dele. Nenhum homem consigara tocá-la até onde ele estava tocando...Nenhum... nem mesmo seu namorado. E em um momento de lucidez, ela lembrou que tinha um namorado e bruscamente o empurrou para longe de si.

— León.. espere... não, eu não posso... — disse ela, em súbito momento de arrependimento, fazendo-o parar as carícias e encará-la. Ela estava ofegante e com as bochechas rosadas devido ao grau de excitação. — Não devemos fazer isso... simplesmente não podemos...

— Por que não, Violetta? Me dê seus motivos e se eles forem convincentes, eu juro que eu vou embora — disse ele, beijando de leve os lábios e se controlando ao máximo para não continuar o que estava fazendo.

— Isso vai contra todos os meus princípios... León me desculpe, eu...

— De não se envolver com alguém que você mal conhece, Violetta? É isso? — indagou frustrado, ainda por cima da morena, perdendo-a entre as suas pernas. — Por que, porra, você fala essas coisas, se não é isso que você está sentindo?!

— Como pode saber o que eu estou sentindo? — atreveu-se a questionar, mas ele permaneceu calado. — León... isso vai um pouco mais além, eu tenho um namorado, eu gosto do Tomás e isso basta — articulou, ainda completamente desnorteada.

León, a simples menção do nome do namorado da garota, saiu de cima dela em um pulo e disse com a voz alterada:

— Para com essa bobagem de namorado. A única verdade no meio disso tudo é que você não ama este tal Tomás.

— Não seja convencido, meu queridorevirou os olhos, sarcasticamente. — Quem te disse que eu não o amo? Hein? — indagou recolocando o vestido que havia sido retirado.

— Fala serio, Violetta, se você realmente ligasse para seus princípios ou para o seu namorado, não teria me beijado hoje.

O que?

Seus olhos castanhos perderam o foco quando a imagem de Tomás retumbou no ambiente. Seus cabelos escuros estavam bagunçados, os olhos contidos em uma expressão de puro terror. A traição havia atingindo a sua casa, como sua alma.

— Tomás?

— Ora, ora, parece que o jogo virou — León gargalhou, chegando a jogar a cabeça para trás.

— Violetta? Como... Como você pode? — a voz amargurada e estraçalhada de seu namorado chegou até seus ouvidos, fazendo-a estremecer em culpa e medo.

De repente a voz de Tomás e de León começou a se afastar e tudo em volta ficou escuro como breu. Sua respiração esta extremamente descompensada e o seu coração acelerado. Depois de alguns segundos, finalmente acalmou-se ao dar-se conta de que tudo foi um sonho.

— Meu Deus! — jogou seu corpo para trás, passando suas mãos pelo rosto, limpando os vestígios de suor do breve pavor que seu sonho lhe causará. — O que está acontecendo comigo? — sua voz saiu tão falha que foi quase impossível de ouvi-la.

Ouviu o barulho da porta sendo aberta, mas não ousou virar para ver quem é. Apenas continuou de olhos fechados, esperando que a pessoa se pronunciasse. E não demorou muito para que isso ocorresse.

— Filha, você está bem? — Angie perguntou.

— Sim, estou — balbuciou, sem se mexer.

— Tudo bem então — mesmo sem vê-la, pode jurar que ela deu de ombros. — Estou indo ao hospital, quer vir comigo? — perguntou calmamente.

Rapidamente Violetta se levantou, assentindo com a cabeça.

— Okay. Aprece-se então porque eu já estou pronta — anunciou, enquanto colocava alguns objetos dentro da bolsa.

— Só um minuto — pediu, correndo até o closet.

X X

Pessoas chorando. Outras gritando. Algumas correndo. O horrível cheiro de angustia, dor e tristeza. Violetta simplesmente odiava aquele lugar, mas não havia saída. Alguém importante para ela esta ali.

— Vamos procurar o doutor Philip — Angie a chamou, começando a andar. Ela seguiu a mãe, afagando os próprios braços.

Aquele ambiente gelava. Trazia calafrios e lembranças demasiadamente dolorosas.

— Ele está ali — apontou com o olhar para o homem de cabelos grisalhos, de costas, e com as vestes brancas. Caminharam até ele e o tocou nos ombros, assim que o alcançou.

— Ah, olá senhorita Castilho, senhora — as cumprimentou com um sorriso e as mesmas responderam a altura. — A quanto tempo, não?

— Sim, sumimos por um tempinho mesmo — Angie demostrou-se estar chateada. — São os compromissos e afazeres, mas finalmente conseguimos vir — olhou para a filha que sorria fracamente.

— Entendo... — balançou a cabeça, mexendo na prancheta em suas mãos. — Bom, creio que querem ver o Tyler, certo?

— Sim — rapidamente, Violetta concordou.

Philip as conduziu por um caminho que elas tanto conheciam. O caminho era silencioso e até agonizante. Contudo, para o alivio das duas, chegaram a uma área mais calma. Poucas pessoas passavam, e a maioria delas são médicos e, ou, enfermeiros.

— Acabamos de o medicar, então podem entrar — abriu a porta para elas entrarem e foi isso o que fizeram. Philip entrou logo depois.

— Como o meu primo está, doutor? — Violetta perguntou, chegando cada vez mais perto do homem deitado na cama e coberto por aparelhos.

— Ele me parece bem — disse a figura feminina mais velha, fazendo o mesmo que a filha.

— Na verdade, Tyler está na mesma. Não piorou, mas também não melhorou — lamentou com tristeza e pena.

— Já faz dois anos — choramingou Violetta. — Por quanto tempo uma pessoa pode ficar em coma? — perguntou, acariciando as madeixas negras do primo.

— Você ficaria surpresa se te dissesse por quanto tempo — doutor colocou a prancheta por cima da pequena mesa no canto do quarto e começou a observar o grande aparelho por qual saia um barulho de segundo a segundo. — Muito surpresa na verdade.

— Sinceramente, eu não tenho mais esperança de que ele vai acordar — a morena suspira enquanto fala.

— Não diga isso, querida. Eu tenho muita esperança — sorriu para o sobrinho, mesmo sabendo que ele não veria.

— Sua mãe tem razão, senhorita — concordou Philip, passando suas mãos pelos cabelos grisalhos. — Tyler gostaria que você acreditasse — da maneira como ele fala, até parece que ele já está morto.

Suspirando, ela continuou a acariciar seu rosto. Sua outra mão segurava a de seu primo torcendo para um ato de sua parte. É bobo. Isso só acontece em filmes. Mas, não custava nada tentar.

— De um certo modo, eu acredito — passou os dedos pelo rosto, retirando a mecha de cabelo que atrapalhava sua visão. — E é por isso que eu faço tudo o que faço. Curso arquitetura como ele cursava, sigo o mesmo caminho que ele seguia... para que quando ele acordar, sinta orgulho de mim — confessou com o olhar baixo, controlando as lagrimas que teimavam em descer.

Os dois mais velhos ali presentes a fitaram admirada e até surpresos, mas ainda sim, sorriram. Angeles chegou mais perto da filha e a acariciou os ombros.

— Tenho certeza que ele já sente muito orgulho de você, minha querida — sussurrou para ela que não se aguentou e deixou a lagrimar cair, mesmo que sorrindo.

— Espero que sim...

Notas finais
Esse é um dos meus capítulos favoritos, e o próximo estrá lotado de emoções. Comentem, pessoal! Os comentários de vocês são super importantes para que eu e a BarBieZinhah voltarmos. Não importa como, favoritos ou comentários, qualquer ato será super bem vindo. Beijos e até os reviews ♥♥