O Novato
4 Errado
Notas iniciais

Todos os caminhos são os mesmos, Conduzem ao nada. São caminhos que vão através do mato. A única questão é se o caminho tem um significado.
Se o tiver, é um bom caminho. Se não, não tem utilidade. Se o caminho é o amor, o fim não tem importância, o processo terá coração.
Violetta anseia em conquistar seu caminho; contudo, simplesmente, não sabe como.
Com os lacrimejando, despertou de seu transe. Não suportava confessar que as coisas não eram mais as mesmas. Tudo estava mudando, incluindo o seus desejos e vontades. E talvez o fato de estar tendo alucinações acordadas, seja o motivo evidente da sua perda de sono. E fraqueza constante.
— Querida, não vai jantar? — a voz de Olga ecoa dentro de seu quarto, chegando em seus ouvidos e a fazendo se afastar, definitivamente, de seus pensamentos.
— Eu.. — começou a se pronunciar, parando antes mesmo de completar a frase. Girou todo o seu corpo com rapidez, vendo a figura mais velha da empregada com um sorriso cordial nos lábios. — Não estou com fome — anunciou, devolvendo-lhe o sorriso.
— Violetta, estou preocupada com você — a confidenciou, caminhando e sentando-se ao seu lado na cama. — Anda se esquecendo de cuidar de você mesma — tocou-lhe a mão, com preocupação.
Sem hesitar, a garota de madeixas morenas — e com as pontas loiras — suspirou, com certa frustração. Levou sua mão até seu rosto, tirando os fios de cabelos que atrapalhavam sua visão, enquanto procurava uma resposta conveniente — e convincente — para dar a mulher que a fitava com uma demasiada preocupação.
— Não ando me sentindo bem esses dias, Olga — confessou, com o seu tom de voz baixo, assim como o olhar. — São tantas coisas que vem me atrapalhando, me tirando do meu caminho, que... — despejou a fala de uma só vez, parando apenas quando percebeu que seu interior gritava para que ela transmitisse de uma vez, todo o seu medo. — Eu não sei o que fazer — confidenciou-o.
— E qual é o seu caminho? — estimulou-a a contar.
Aquela pergunta, realmente, a pegou de jeito, pelo simples fato de não saber o que responder. E essa resposta deveria estar na ponta de sua língua, já que a frase seguir meu caminho presa tanto em seu dicionário.
Ela não sabia qual era o caminho que deveria seguir.
— Bom... — começou, com a voz meio grogue. — Acho que meu destino é seguir o desejo do meu pai, não? Afinal, é por ele e pela mamãe que eu faço tudo isso. Que sou a melhor — dizia as palavras com tanta firmeza que chegava a parecer que ela não tinha duvidas do que fazer. — Quero que eles tenham orgulho de mim.
— Querida, eu acho que você deveria ouvir suas próprias palavras — aconselhou — Não existe nada que você queira fazer?
— Eu quero ser a melhor.
— Mas isso não existe — elevou a voz, alguns oitavos. — Você não pode ser a melhor.
— E, por que não? — cruzou os braços, estreitando os olhos.
— Porque aí não teria graça.
Droga!
Merda!
Foi impressionante como aquelas palavras a fizeram se lembrar do novato – que também, atormentava os seus pensamentos. Os lábios dele se movendo, formando em seu pensamento uma visão dele dizendo-a que o certo nem sempre é o melhor, que o errado as vezes compensa. Era insano. Naquele momento ela pesava apenas no que não deveria. Apenas no que seu corpo clamava.
No errado.
— Eu... Preciso fica sozinha — tragou a saliva com certa dificuldade. — E não, Olga, não vou comer nada, agora — completou sua frase, deixando um ar cansado.
— Ah, Tudo bem — rendeu-se. Levantou, resmungando algumas palavras que foram indescritíveis para Violetta, sumindo em instantes.
Seu corpo, não demorou a ficar mole, tantas alucinações acordada que ele já começava a clamar e a sentir todo o fogo proposto pelas palavras do individuo de olhos esverdeados. Era demasiadamente insano, afinal, ela tem um namorado. E ele... Ele é um completo rebelde.
O mundo real não tem nada de conto de fadas, pois a certinha jamais poderia se sentir atraída pelo revoltado.
É, jamais.
X X X
— Violetta, você está me ouvindo? — a fina voz de Francesca entrava pelos ouvidos da primogênita dos Castilhos, fazendo-a despertar de — um — de se seus transes, daquele dia.
— Sim — balbuciou, sentindo o gosto amargo passar por sua garganta. Provavelmente pelo tempo em que ficou em silencio.
— Não parece — a ouviu murmurar — Você está bem, amiga? Parece pálida? — esticou a mão, tocando no rosto gélido da garota.
Como resposta, apenas passou a língua pelos lábios, mantendo o olhar fixado em um ponto. Em uma cena, com exatidão.
Aquilo era ridículo.
— Você comeu hoje? Porque, estamos aqui, nessa lanchonete, a meia hora e você não comeu nada — bravejou, enquanto olhava através do espelho, o batom avermelhado em seus lábios.
— Não preciso comer — remexeu-se desconfortável na cadeira, ainda com o olhar em um ponto fixo. — Não quero ficar mais gorda — expressou uma careta, enquanto cruzava os braços na altura dos seios.
— Pare com essa paranoia, Violetta — revirou os olhos, irritada.— Essa sua bipolaridade as vezes me cansa, sabia? Uma hora está ótima, mas depois está assim — não se conteve em revirar os olhos novamente. — Você não é gorda. Tem um corpo lindo.
— Não acho — suspirou chateada.
Ao ver que a amiga tinha a atenção em outro lugar, Francesca virou o rosto minimamente, vendo a uma cena que para ela não era nada de mais; apenas uma garota bonita e um garoto lindo. Mas para Violetta era sim, muita coisa.
Entre risadas e sorrisos maliciosos, León Vargas, Lyns Mattchell, levavam uma conversa no mínimo interessante. A dona de madeixas loiras que carregará o nome de Lyns tinha em seus lábios um exagerado batom vermelho, em seu corpo uma minúscula saia – que era mais do que perceptível que foi recortada, para que ficasse menor que as das outras – a blusa, assim como a saia, também era pequena. Pequena demais. Seu rosto esboçava uma feição safada, dirigida ao belos olhos verdes.
Esses, por um acaso, estava tranquilamente normal. Tirando o fato da satisfação de ver que a cabeleira loira quase se jogando em cima dele.
O seu ego crescia cada vez mais.
E Violetta percebia isso.
— Está incomodada? — novamente, a voz de Francesca ecoou entre ambas, fazendo-a retirar seus pensamentos, e dar atenção a ela.
— Não. Por que estaria? — engasgou-se com sua própria saliva.
— Não sei — sorriu divertida — Está os olhando com tanta raiva, pensei que...
— Você não pensou em nada — a cortou, com certa irritação. — Podemos ir embora, por favor?
A italiana soltou uma pequena risadinha, acompanhada de um aceno positivo.
— Você não me engana, Violetta — retrucou, enquanto andavam para fora dali. — Seus olhares sempre disseram mais do que palavras.
— Eu não vejo os meus olhares então me diga o que eles estão dizendo. — brincou mais relaxada.
— Que o novato está mexendo com você — respondeu com serenidade.
Tais palavras não poderiam ter sido proferidas em uma hora tão errada, com a pessoa tão errada, de um jeito tão errado. Era tudo errado. E, talvez seja isso que León esteja tentando mostra-la.
Os dois são errados, por serem tão certos.
X X X
Já era o final da última aula, quando ela sentiu-se mal, foi algo súbito, uma dor lancinante apossou-se da sua cabeça. A garota pediu para ir mais cedo para casa, talvez procuraria um médico ou tomaria algum remédio. Seu namorado, Tomás, este sempre solícito, ofereceu-lhe companhia para levá-la para casa, mas ela não aceitou, queria está sozinha.
Sua mente estava uma bagunça. Havia algo de errado com ela, embora não soubesse ainda o que era, só queria um pouco de paz e silêncio. Fitando suas sapatilhas bem polidas, Violetta caminhava apressadamente. Sua cabeça doía muito; sentia calafrios por todo o corpo, ao ponto de ficar trêmula como uma gelatina. Ligara várias vezes para seu pai, mãe, até mesmo, Ramalho, mas estranhamente ninguém a atendia.
Onde estão todos quando eu preciso?, indagava-se intimamente, olhando para a tela do BlackBerry, nisso acabou por esbarrar em alguém ou melhor, esbarrou na última pessoa que gostaria de ver naquele momento: León.
— Anda me seguindo ou o quê, Vargas? — ralhou ainda com o semblante espectral e tudo o que ouvira, foi o alto ruído causado por uma gargalhada dele. — Tudo bem... se puder me dar licença, eu agradeceria bastante. — Sibilou, repentinamente irritada, por entre os dentes semicerrados e sinalizando, para que ele saísse dá sua frente e o moreno riu ainda mais alto. Por incrível que pudesse parecer, León estava mais irritante naquele final de tarde.
— Até parece que eu iria ficar te perseguindo, não seja tão convencida! — ele, que mexia no celular, subiu os olhos até a garota visivelmente frustrada, guardou o aparelho no bolso frontal da calça. — Vêm comigo? — convidou, com um semblante firme e uma voz rouca, esta mais sedutora que normalmente. Um sorriso lascivo de tirar o fôlego, estava enrolado em seus lábios. Logo, León ergueu a mão na direção da garota. — Não sou nenhum lobo mal, Castillo, vêm comigo?!
Ele apoiou as mãos nos quadris e mantéu distância. Seus olhos transpareciam expectativa; Sua proposta seria irrecusável para qualquer garota em suas plenas faculdades mentais, mas, Violetta tava longe de ser uma garota normal. Ela sabia que estaria pisando em um terreno perigoso se aceitasse o convite, sendo assim, tratou de recusar a proposta de imediato:
— Não iria com você nem que fosse até a esquina aqui do lado, León — ela soltou uma gargalhada alta e deu-lhe as costas, intencionada a ir embora. — Acredite, não estou a sua disposição e...
— Violetta, só quero te ajudar, não te levar para a minha cama, mesmo que não seja uma má ideia, entretanto, não é esse o meu propósito... por enquanto. Posso ser rude as vezes, mas também sei ser legal quando quero, então para de ser chata. Só quero te ajudar. — Assegurou com um semblante estranhamente sincero, e mesmo receosa, Violetta decidiu dar um voto de confiança, ainda que soubesse que passaria a pisar em um terreno perigoso.
Ela não tinha argumentos para retrucar nada, embora seu rosto demonstrasse que gostaria de ter tido.
— Está me oferecendo uma carona, Leonard? — questionou-lhe simulando curiosidade. Violetta já estava começando a amolecer sua fisionomia dura habitual, a verdade é que ninguém, nem mesmo ela conseguia resistir ao charme dele por muito tempo. — É isso? — completou o raciocínio, acompanhando o movimento insivo das suas orbes e dando um passo à frente.
— Não necessariamente, — disse em resposta, este já pegando o fichário da mão da garota que parecia entorpecida e nem pestanejava mais. Sua voz rouca alcançou seus ouvidos e a única coisa que a fez tirá-la do seu transe, foi uma mão quente segurando a sua com uma força mínima. — Não estou te oferecendo apenas carona, mas também a minha companhia — León sussurrou ao seu ouvido, tentando manter a voz descontraída, enquanto lhe puxava pela rua bem movimentada do bairro nobre da zona sul.
— León onde nós dois... — Violetta arregalou os olhos, assim que viu León aproximando-se de uma motocicleta — uma XTZ importada– último modelo e quando constatou que ela pertencia à León, recuou imediatamente, tropeçando nos próprios pés. — Eu não vou andar nessa coisa, nem pensar! — balbuciou com a voz esganiçada, já apontando em direção a moto, León, mesmo querendo retrucar algo, manteve a paciência, segurou suas mãos de forma descuidada e a trouxe para si.
— É apenas uma moto, Violetta, para de ser patricinha — afrontou cínico com uma perna apoiada na moto, sorrindo marotamente e umedeceu os lábios com a língua. — Não posso acreditar que a destemida Castillo está com medinho de uma inofensiva motocicleta...
— Não me subjugue, e quer saber, eu não tenho medo dessa coisa aí — carranqueou em sua defesa, ainda que quisesse sair correndo dali e consertou sua postura, deixando-a ereta. Nunca tinha visto uma motocicleta antes, tampouco ido a qualquer lugar que fosse em uma, mas não daria esse gostinho a ele. Odiava ser subjugada. — Vamos... vamos logo!
— Pra minha casa ou para sua? — ele interpôs insinuante, Violetta revirou os olhos com o que ouvira e bufou com os braços cruzados à sua frente. — Calminha, só tava brincando, toma e se segura em mim para não cair! — León entregou um capacete para ela, subiu na moto em seguida e totalmente alheio ao seu desconforto sorriu mordendo o lábio inferior.
Mesmo receosa, Violetta subiu na moto, com certa dificuldade, e abraçou, León o mais forte que pôde, arrancando um leve gemido do moreno, este muito satisfeito da sua rendição momentânea, sorriu por entre os dentes e acelerou a motocicleta. Sua dor de cabeça havia passado, milagrosamente.
— Pode ir um pouco mais devagar?! — ela gritava, embora soubesse que não poderia ser ouvida em decorrência do vento forte, além do capacete. — Hey... por favor... vai mais devagar. — Tornou a gritar assustada, praticamente esmagando a cintura de León e o que ouviu foi uma gargalhada debochada.
Excedendo a velocidade permitida naquele trecho da rodovia, León conduzia sua moto como um louco, enquanto sua acompanhante gritava, visivelmente aterrorizada. Seus cabelos esvoaçavam e uma sensação semelhante a adrenalina percorreu sua espinha e todos os pelos do corpo eriçaram-se.
Ele estava se divertindo as suas custas. Sentia um enorme prazer em saber que ela estava aterrorizada. León conduzia sua motocicleta com a desenvoltura de um piloto profissional. Cortar carros, ultrapassar sinais vermelhos, fazia parte da sua pequena demonstração de sua ideia de diversão e assim, entre um susto aqui e outro ali, seguiram até chegarem na casa de Violetta, para seu completo alívio.
— Você é louco! — ela ralhou com a voz trêmula, enquanto descia da moto um pouco tonta e lhe esmurrando de leve, bem de leve. — Nunca mais irei com você a lugar algum, se quiser morrer, morra sozinho e...
— Não vai me convidar para entrar? — indagou despretensioso, como se não tivesse ouvido uma única palavra dita por ela, também descendo da moto e caminhando em sua direção, este ficando mais próximo que o necessário. Violetta meneou a cabeça negativamente e suspirou. — Seria o correto, não acha?
— Não mesmo!
— Obrigado pelo convite, Violetta, melhor entrarmos logo, aqui tá frio. — murmurou em um tom cortês, novamente ignorando tudo o que ouvira. Ele sabia como deixá-la sem ação, não poupava espaços para isso.
Quando percebeu, León já estava na sala de estar da sua casa, sentado no sofá e pouco interessado em sua preocupação. Não havia limites para ele. Aos poucos ela estava começando a perceber isso.
— Já pode ir embora, León, creio que tenha planos para uma noite de sexta-feira e...
— Não, eu não tenho, você têm?
— León eu... tudo bem. — Deu-se por vencida e lhe deu as costas, indo em direção a escada. — Vou tomar um banho e já volto... Ah... Obrigada, León, mesmo que... Volto logo. — Pós isso, Violetta subiu as escadas, finalmente e sumiu das vistas dele, deixando-o sozinho no cômodo por um momento.
Ela caminhou para o quarto e despiu-se com agilidade. Violetta estava com um sorriso largo no rosto. Lembrava do seu primeiro contato com uma motocicleta na vida, não era tão ruim, admitira, mas ainda preferia o conforto de um automóvel e de preferência com Ramalho na direção.
Já no box, deixou a água aquecer no chuveiro, e quando já estava morna, deixou que ela percorresse seu corpo. Precisava daquilo para dispersar-se um pouco mais. Minutos debaixo do chuveiro, decidiu que já estava bem melhor do seu torpor. Vestiu-se com um roupão preto e caminhou de volta para o quarto, enxugando os cabelos. Chegando em sua suíte, seu coração parou subitamente. Só podia ser uma alucinação.
— Por favor... León... saia daqui — ela estacou em um tom suplicante, usando todo o resquício de paciência que restará em si, entretanto, León pouco importou-se, continuou sentado em uma poltrona que localizava-se ao lado da cama, analisando seu corpo ainda molhado, com um olhar devorador. — Por favor... eu...
— Tudo bem, só estou aqui para me despedir — León direcionou-se à ela, segurou seus ombros e perpassou os lábios em sua face ainda molhada. — Até logo princesa! — disse em voz baixa, quase que sussurrando e foi em direção a porta, abrindo-a, mas logo voltou seu corpo para trás e caminhou a passos largos até ela novamente. — Ah... Esqueci uma coisa.
Violetta nem teve tempo de raciocinar e sentiu os lábios quentes do novato sobre o seus. León segurou seus ombros com força, um tanto rude e acabou com todo o espaço entre ambos. Não podia ser considerado um beijo, já que o contato dos lábios duraram segundos, mas para, Violetta significou a ultrapassagem de uma linha imaginária de defesa que ela mesmo havia criado. Mais dispersa ela o empurrou para longe e sem perder tempo reclamou a ousadia:
— Saia daqui agora seu...
— Se não fosse tão marrenta, eu te daria um beijo de verdade! — à cada palavra, ele aproximava-se mais um pouco, em contrapartida, Violetta regrediu, isso durou até a garota confortar suas costas com a parede do cômodo. — Não precisa ter medo, não mordo, ao menos que você queira, claro.
— Vai... vai embora, León! — ela praticamente gritou com a voz esganiçada e León levantou as mãos fingindo redenção e foi em direção a porta novamente.
— Você fica extremamente sexy nesse roupão, sabia? — Disse ele galanteador e Violetta jogou um travesseiro, atingindo sua cabeça em cheio. — Ok, até logo e sonhe comigo, se possível fazendo coisas impróprias para menores. — Provocou pervertido e Violetta ameaçou jogar um jarro em sua direção, mas ele fechou a porta imediatamente, sem dar a chance dela completar a loucura.
Violetta jogou-se em sua cama e permitiu-se soltar um longo suspiro que estava preso dentro de si. León era de longe, o homem mais atrevido quê já tivera de conviver. Sua proximidade já estava ficando incômoda para ela. Fitando o teto escuro do seu quarto, Violetta sentiu-se cada vez mais cansada. Suas pálpebras estavam pesando, tanto que não conseguiu segurar os olhos abertos por muito tempo e sem que ela percebesse acabou alcançando sua total inconsciência.
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