O Novato
3 "Days go by"
Notas iniciais

Segundo dia de aula.
Ás vezes dizemos coisas das quais nos arrependemos. E isso acontece com todo mundo — bom, quase. León Vargas anda entre as sombras e diz somente aquilo que não tem certeza que é o certo. Contudo, nunca se arrepende.
Seus atos são estranhamente perigosos. Mas acima de tudo, são demasiadamente atrativos; e excitantes. Principalmente para uma mulher.
Ele é apenas um homem solitário, disfarçado de um adolescente compulsivo, e que esconde sua verdadeira face através de um sorriso.
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— Você quer que eu vigie o León? É isso mesmo? — pergunta Violetta, sem fazer questão de esconder a confusão que se formava em si.
— Não exatamente — murmura Pablo, enquanto se remexia em sua cadeira. Jogou a caneta que estava em sua mão em cima dos papeis sobre a mesa de carvalho. — O meu filho é um garoto difícil, Violetta. Você não imagina quantas vezes ele já foi suspenso, e expulso das varias escolas em que passou — suspirou chateado, mantendo sua postura ereta e um meio sorriso nos lábios. — León tem um problema extremamente serio em demostrar seus sentimentos; e tudo se deve a um desastre do passado, qual eu não citarei no momento — a garota de madeixas castanhas, com alguns fios louros, assentiu, ainda desconfortável com toda a situação. — E o meu maior problema no momento é não deixar ele fazer suas irritantes travessuras aqui, na minha Universidade. — umedeceu os lábios, lançando um olhar piedoso para figura feminina.
Ela simplesmente suspirou, extremamente frustrada. Seu subconsciente apenas gritava avisando-a o quão louco e insano é tudo isso. O que acontecerá hoje de manha apenas era uma lembrança assustadora, de como León conseguiu deixar todos os seus sentidos a flor da pele, e definitivamente não seria seguro passar mais tempo com ele.
— O que quer que eu faça? — perguntou com a voz extremamente baixa, e falha. De um certo modo, ela não queria ouvir a resposta.
— Quero que cuide do Leonard, que não o deixe arrumar nenhuma confusão e nenhum conflito — sua voz carregava culpa, e isso foi o que mais chamou a atenção da morena em suas palavras. — Não quero ter que manda-lo embora, de novo.
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Violetta Castilho sentiu uma leve pontada de irritação lhe alvejar, juntamente com uma enorme impaciência. A breve recordação da conversa que teve com o reitor da Universidade, a deixa frustrada e desesperada. Apertou o celular contra seus dedos, cerrando as pálpebras com força. Esperar não era o seu forte. Mas cumprir seus compromissos sim. E León estava atrapalhando sua rotina, fazendo-a esperar por ele.
Mesmo sendo apenas o segundo dia de aula, Violetta já sentia-se exausta por ter que cuidar de uma criança de vinte e poucos anos. Obviamente, ela não faria isso por qualquer um. Mas, Pablo havia a pedido com tanta suplica que "vigiasse" o filho dele, que ela não conseguiu dizer não. Ainda mais quando se está a espera de uma carta de recomendação ao se formar, para uma das maiores empresas de engenharia e arquitetura que se localiza na Califórnia.
A Castilho tem seus planos, e em seus pensamentos afirma que não deixará ninguém atrapalhar seu desejo de ter uma vida estável. E completamente perfeita.
— Ele não foi na última aula — murmurou Ludmila, roubando sua atenção. Estreitou os olhos em confusão para a amiga, tentando entender o motivo da fala repentina. — O León, Violetta. Ele não foi na última aula — Cruzou os braços, abaixando um pouco a voz na última fala. E, a morena apenas assentiu, indicando que já estava ciente disso.
Sentiu seu celular vibrar e rapidamente o olhou. Soltou um suspiro frustrado ao ver que era apenas uma mensagem de operadora.
— Droga — rinhou, irritada. — Eu já estou lotada de trabalhos para fazer e olha que a semana nem ao menos começou direito — Passou as mãos pelas madeixas, enquanto inspirava com certa agonia. — E pra piorar, esse novato que só me da mais complicações, some. — elevou um pouco mais a voz, atraindo alguns olhares de quem passava. — O que eu vou dizer ao Sr. Vargas? — retirou algumas mexas de seu cabelo que atrapalhava sua visão.
Com certa rapidez, colocou o celular no bolso da calça e arrumou a alça de sua bolsa, em seu ombro. Pegou na mão de Ludmila e saiu puxando-a, com delicadeza, em meio a rua.
— O que está fazendo, Vilu? — perguntou, confusa. — Não vamos mais esperar o gato de olhos verdes?
— Não — olhou-a de canto, sem parar de andar. — Vamos procurar por ele — afirmou, com certo receio. Instantaneamente seu sob consciente gritou, avisando-a o qual insano é essa decisão. Contudo, o ignorou.
— Ficou maluca? — perguntou a ela, completamente surpresa. — Nós nem ao menos sabemos onde ele está — relembro-a, enquanto andavam rapidamente.
As palavras de Ludmila soava a todo instante entre as duas, todavia era ignorada por Violetta, que apenas se mantinha concentrada em seus pensamentos, que hora ou outra vinha com mais e mais recordações.
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— O que você quer de mim? — com a voz extremamente rouca, e com suas delicadas mãos sobre o peitoral de León empurrando-o, Violetta indagou. — Eu não quero nada com você, Vargas. Hoje mais cedo você me viu com o meu namorado, não é?! — disse a ele, calmamente. — Isso já não é o bastante para você perceber que eu não vou e não quero ter qualquer tipo de contato físico com você? — levantou seu olhar, fitando os olhos esverdeados sem nenhuma cautela.
— Acha mesmo que me importo com isso? — pergunta a ela, ironicamente. A garota estreita os olhos, em confusão. — Eu me senti atraído por você, Violetta. E, sinceramente, pouco me importo com o seu namoradinho. Ele é problema seu, não meu — coçou a nuca, enquanto soltava uma pequena risada. — Mas... — deu um passo a frente, esticando a cabeça um pouco para o lado, próximo ao rosto feminino. — ...diga a ele para tomar cuidado com o novato. — disse com firmeza, saindo em seguida.
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Com a respiração meio ofegante, a primogénita dos Castilhos sentiu uma grande agonia lhe atingir, sem sequer saber o motivo. Passou as mãos pelo seu rosto angelical, retirando algumas mechas que insistiam em atrapalhar sua visão.
Incrivelmente, Violetta não sabia mais o que esperar. Pensava que esse ano seria o melhor da sua vida, uma vez que terminaria de concluir todas as suas conquistas, mas esses pensamentos todos foram em vão, assim que León cruzou seu caminho.
Nunca, em hipóteses alguma, ela imaginaria estar sentada, em frente a um enorme prédio – muito bonito, não podia negar – esperando a mera boa vontade do moreno de aparecer e dar a ela, uma mínima satisfação que fosse. Afinal, ele sabia que ela estava tentando o ajudar, mas parecia realmente não se importar com isso.
— Não entendo o porque de estarmos aqui, esperando pelo moreno de olhos lindos... — Ludmila resmungou, enquanto mantinha o olhar perdido em suas belas unhas, pintadas em uma cor vermelha extremamente chamativa. — Aposto que ele deve esta fodendo alguma vadia por aí, — ainda perdida em seus próprios pensamentos, deixou escapar por seus lábios. Violetta ao dar-se conta da frase da loira, apenas a repreendeu com o olhar, soltando um murmúrio de repugno em seguida. — Não me venha com essa de nojo, Violetta. Aposto que você também queria abrir suas pernas para ele. — riu descaradamente ao ver o rubor que a pele da Castilho criou. — Até eu queria.
— Pare com essas suas sandices, Ludmi. — pediu, tomando uma expressão seria. — Me surpreende você, comprometida e falando essas loucuras. Deixe só o Federico saber disso. — passou uma de suas pernas por cima da outra, mantendo a postura ereta e ao mesmo tempo, delicada.
— Assim como você, eu tenho um namorado, mas não irei me fazer de cega para o resto do mundo por causa disso. Faça-me um favor Violetta — revirou os olhos indignada. — O que eu disse a você foi apenas um comentário do qual deveria ter rido; mas como sempre agiu como uma velha rabugenta — cruzou os braços, como uma criança. — Você deveria levar as coisas mais na esportiva.
Nada foi dito por Violetta, que apenas se permitiu suspirar, enquanto olhava novamente pelo visor do celular as horas. O medo que ela sentia de falhar, era azucrinante. E o mais frustrante — para ela — é que somente ela parecia sentir esse medo.
— Será que o Vargas está cometendo algum delito? — disse apavorada, ao ver as horas. — Ou assaltando o mercado — em sua mente, isso parecia fazer mais sentido, mas quando pôs em palavras percebeu o quão ridículo era seus palpites.
— Com certeza, o que quer que seja que ele está fazendo, não á dúvidas que é mais divertido do que esta sentada, esperando alguém que, obviamente, não quer ser encontrado, e ainda por cima sob esse sol extremamente quente. — disse em um resmungo, agora mexendo em suas longas madeixas loiras.
Revirou os olhos extremamente insatisfeita com as palavras da amiga, que ao seu ponto de vista parecia estar mais chata do que o normal. Ela não queria ouvi-la dizer que as atitudes tomadas por ela era errada, mas sim que está certa.
Violetta apenas queria ouvir alguém dizer que ela está certa, e que não é tão louco assim ir atrás do novato.
Desde pequena a necessidade que tem em fazer o melhor e em se destacar em tudo — ou em pelo menos quase tudo — chegava a torna-la diferente dos outros a sua volta, que ao contrario dela, apenas tinha a preocupação de se divertir. Responsabilidades para ela jamais foi levado a serio como por qualquer outra pessoa da sua idade. E isso deveria a assustar: Ser tão distinta dos outros, tão responsável para alguém que apenas deveria se preocupar em bebidas e sexo.
— Ah, finalmente! Ouviram as minhas preces — ouviu a fina voz da garota que se manteve ao seu lado pelo dia todo. Levou o olhar até ela e viu que a mesma fitava uma figura masculina que esta um pouco mais longe delas, de costas. Seus cabelos cor de chocolate com fios desarrumados o torna reconhecível a qualquer olhos — principalmente para os castanhos furiosos, daquele instante. — Amiga, você sabe que eu te amo, mas não ficarei aqui vendo você pedir satisfações a um cara que não é absolutamente nada seu, enquanto o mesmo dá em cima de você descaradamente — despejou suas palavras com uma rapidez impressionante. — Sorry, mas eu tenho um compromisso hoje e preciso de sapatos novos.
Merda
A loira saiu rapidamente de seu campo de vistas, era surpreendente como ela conseguia correr com aqueles saltos. E teria feito o mesmo — já que toda sua coragem parecia ter sido aniquilada ao vê-lo — se o mexicano não estivesse vindo em sua direção, com o mesmo e único sorriso safado e irônico estampando em seus lábios.
— Olha só, Castilho — se irritou – ainda mais – quando o mesmo soltou uma risada divertida, como se vê-la ali em sua frente fosse um premio. — Eu sabia que você não iria recusar meu convite. Não a culpo, afinal, quem resiste a isso aqui — apontou para si mesmo, sem retirar o sorriso. — Só não pensei que viria assim, tão rápido, já que praticamente rasgou o papel com o meu endereço — disse, tentando se manter serio agora. Mas sem sucesso.
— Você, León, é um legitimo idiota — resmungou, enquanto cruzava os braços. — Um belo idiota — disse involuntariamente, se arrependendo ao se dar conta que ele não havia interpretado a frase como deveria. E sim do jeito que ele queria.
— Agradeço o elogio — falou convencido. — Eu sei bem que sou um cara irresistível, além de muito gostoso, mas também sei que você não veio aqui apenas para admirar minha beleza extraordinária, ou veio, Vilu? — indagou a ela, espantosamente o seu apelido saiu em tom incrivelmente sexy de seus lábios. E se amaldiçoou, amaldiçoando também seus hormônios, quando sentiu sua intimidade se apertar com o efeito de sua voz.
Vargas é desagradavelmente convencido. Seu ego era algo gigantesco, em poucos dias de convivência Violetta percebeu isso. Contudo, ela não poderia negar — seu interior era a prova disso — que tudo nele era irritantemente maravilhoso. Seus olhos pareciam querer descobrir todos os mistérios que existem nela. Seu sorriso ás vezes chegava a ser incomodativo, porém não mais que excitante. Seu físico extraordinário; Sua voz sedutora. E sua persistência em algo que, não tem sentido.
Definitivamente, nenhum sentido.
— Você não foi na última aula. Faltou também dois horários ontem — disse, parecendo estar cansada. Observo-o franzi a testa e concordar fazendo o mesmo que ela, cruzar os braços. — Não pode fazer isso, León. Sabe, não estamos no colégio; é a faculdade! Se isso não é importante para você, por que está lá então? — perguntou querendo mesmo saber a resposta. — Mesmo você sendo uma pessoa muito irritante, eu estava e estou disposta a ajuda-lo. Mas você não pode sair cabulando aulas.
— Eu posso sim, tanto que eu fiz — disse rispidamente, e ela se espantou com isso. — Eu sou homem, Violetta, e não nego que você me atraiu muito. Mas não deixarei você me dizer o que é ou não certo para mim. — afirmou a ela. — Afinal, eu faço somente o errado mesmo — deu de ombros.
— E você fica na boa com isso?
— Ainda vou lhe mostrar que o errado tem os seus prazeres — sorriu fracamente — Pelo pouco que convivemos eu já me dei conta que você vive sobre um roteiro. Mas eu lhe garanto que isso não é viver. É planejar algo que você quer que aconteça, porém não vai — olhou-a de relance. — Duvido muito que a minha presença estava no seu projeto de vida.
— Não. Não estava — disse com veracidade. — Contudo, eu encaro você como um carma para conquistar os meus tantos objetivos. — esboçou um mínimo sorriso em seus lábios.
Como resposta, recebeu o silencio. A sua frente estava um homem indescritível. Na mesma hora em que mostrava um sorriso — irônico; malicioso ou provocativo — mostrava um outro lado; o serio e observador.
A forma como ele a olha nos olhos chegava a ser hipnotizante. E por um breve instante Violetta fez o mesmo. O observou. Em seus olhos ela conseguiu decifrar apenas um sentimento, e não poderia ser tão surpreendedor comparado ao seu jeito de agir.
Tristeza.
Uma enorme tristeza escondida sob olhos tão magnificamente perfeitos.
Por um segundo chegou a pensar que ele estava mesmo triste, mas se arrependeu mentalmente quando viu o mesmo ri. Uma risada baixa, rouca e sedutora. Exageradamente sedutora.
— Você gosta de se fazer de difícil, não é? — umedeceu os lábios, enquanto aproximava-se. — Eu exergo você como um desafio. — tocou os lábios da garota — Um desafio muito gostoso.
— Como você pode ser tão idiota? — indagou, sentindo uma enorme raiva lhe atingir. — Eu não vim aqui para ouvir você me dizer essas babaquices. Eu preciso saber onde você estava e o que estava fazendo. Pois, não duvido nada que estava cometendo insanidades.
Rapidamente observou a feição do moreno se transformar em frustração. Curiosa, Violetta o viu cerrar as pálpebras rapidamente, enquanto que por seus lábios era transmitido em forma de murmúrio, um palavrão. Tal esse que foi ignorado.
— Agora entendi... — seu tom era debochado. — Meu pai te mandou aqui, não foi? — disparou em um tom sem humor.
— Não, ele não me mandou aqui — o olhou sorrateiramente, mandando sua atenção em milésimos para as pessoas que passavam ao seu redor. — Até mesmo porque ele não manda em mim — murmurou, rispidamente.
Transpirou o ar com certa dificuldade enquanto movia os dedos sobre a aba de sua saia. Elevou o olhar até o mesmo – novamente – e sentiu os esverdeados dele queimar com o encontro dos castanhos que eram os dela. A feição irritada, raivosa que ele transparecia chegava a ser no mínimo assustadora.
Como é o possível mudar de personalidades assim, tão rápido?
— Realmente ele não manda em você — o ouviu dizer. — Mas sabe fazer uma ótima troca de favores. E eu sei bem disso — poupou por alguns segundos o ar, suspirando pesadamente. — Diga-me se estou certo... Ele dá a você a porra de um cargo na empresa Vargas, na Califórnia, e você cuida do filho delinquente dele, não é?
Merda! Merda! Mil vezes merda.
Não havia necessidade de ele saber disso. Ninguém precisava saber disso. Seu desejo era conseguir essa oportunidade por vontade própria. Todavia, isso não iria acontecer. E sua melhor opção, no momento, era ser a melhor em tudo. Até mesmo, nas artimanhas.
— Isso não é da sua conta — rinhou exasperada. — Saiba que não me agrada nem um pouco ter que ficar na sua presença. Mas eu faço esse sacrifício para conseguir o que quero. — disse, firmemente.
— Até que esse sacrifício me agrada — gesticulou as mãos enquanto falava. — Normalmente as decisões do meu pai não me agrada, mas pensando bem, essa foi mais do que boa. — resplendeu um sorriso em seus lábios. — Passaremos muito tempo juntos.
— Não quero passar mais tempo com você, então trate de não arranjar encrenca e ficar na sua, assim não preciso ter que me preocupar com você.
— Se preocupa comigo? — interpelou, ainda com um sorriso.
— Sim... quero dizer, não. É claro que não — enrolou e suas próprias palavras. — Eu me importo com o meu futuro, Vargas. E por enquanto, estou dependendo do seu comportamento — o olhou com desdém.
Com os olhos grudados no moreno, viu o mesmo se aproximar do seu pequeno corpo vagarosamente. Uma das mãos dele tocou a sua cintura, enquanto a outra mexia em uma mexa de seus cabelos que caiam sobre seu rosto.
— Prometo me comportar muito bem — sussurrou. — Mas o meu bem é diferente do seu. Creio que melhor, para nós dois — sorriu para ela. Esticou a cabeça até a curvatura do pescoço do corpo feminino e roçou seus lábios, sentindo a mesma se arrepiar, soltando alguns murmúrios, quais foram ignorados por ele.
Sentiu quando ele remexeu o rosto, colocando sua boca próxima ao ouvido da garota. Involuntariamente levou sua mão aos ombros largos do mexicano e apertou a pele morena que estava coberta por uma fina camisa.
Afasta-lo.
Sua tentativa foi em vão, já que os músculos do seu corpo não a obedeciam.
— Para... — implorou-o, porém ele não a ouviu.
— Você não imagina o quanto é linda — confidenciou a ela, despejando um beijo sobre sua pele meia coberta pela alça de sua blusa. — É o quanto eu desejo apreciar essa beleza, completamente.
— Cretino — murmurou, ardilosa. — Você é um verdadeiro cretino. — se afastou, mesmo que por poucos centímetros. — Além de ser um grande canalha. — completou.
— Quanto amor — riu, pelo nariz. — Mas eu ainda prefiro ama-la de uma outra forma — disse, malicioso.
— Eu vou embora — afirmou, girando o seu corpo e dando alguns, poucos passos, que logo foram interrompidos pela voz que já estava mais do que reconhecível á ela.
— Você ainda vai ser minha, Violetta — elevou um pouco a voz. A moça com quem a frase foi dirigida, sentiu suas pernas bambearem ao passo que seu coração bateu, mais rápido do que deveria. — Somente minha — terminou a frase, deixando-a finalmente ir.
Não completamente, pois os seus pensamentos ainda estavam ali, nele e em suas palavras.
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