O Novato

5 Álcool e outras drogas


Notas iniciais
Hey, pessoas lindas do meu core!! Demoramos, mas voltamos KKK Vou ser rápida porque estou de saída: — Obrigada a todos os comentários, que mesmo send pouco, foram os que fizeram eu e a BarBieZinhah voltar. — Agradeço aos vinte favoritos ♥♥ — Ainda não respondemos todos os reviews, mas responderemos. — Capítulo escrito por mim (Duda) ATENÇÃO: CAPÍTULO NARRADO PELO VARGAS Boa leitura.. //Duda

O Novato – Cap. 5 Álcool e outras drogas

A maior droga é aquela que fere o coração.

O amor e a perda.

León Vargas, mantinha em sua face uma feição frustrada, ao mesmo temo que fechava os punhos irritado. Logo pela manha, seu pai o chamou para uma conversa. E com toda certeza não seria apenas isso. Afinal, mesmo tendo o mesmo sangue, a relação de ambos não é das melhores. Na verdade, passa bem longe disso.

— Obrigado por esperar, Leonard — começou Pablo, enquanto enchia aquela sala com sua voz grave e firme. — Creio que você esteja ansioso para saber o motivo de ter o chamado aqui — disse suavemente, enquanto se sentava na cadeira por de trás da mesa.

O sorriso sarcástico que León expressou, exibindo sua faceta desinteressada.

— Na verdade, não estou — riu amargo. — Apenas diga logo o que quer e livra-me de sua maravilhosa presença — pediu, sem abandonar o sorriso.

— Sempre gentil — ironizou, enquanto revirava os olhos em reprovação. — Mas tudo bem. Eu apenas quero fazer a você um convite — parou de falar por um instante apenas para observar a expressão do filho. Continua a mesma! — O apartamento onde você está morando é bem simples, não acho que seja o melhor para um adolescente. Minha casa é grande, então acho que seria adequado se você fosse vim morar comigo — finalizou suas falas, colocando um sorriso ao final dela.

Silêncio

Ele apenas foi capaz de se calar diante de tal convite. Sua mente tenta elaborar uma boa e conveniente resposta, mas que ao mesmo tempo, que fosse ridiculamente ofensiva.

— Eu prefiro virar gay do que viver na mesma casa que você, Pablo — rosnou entre dentes. — Preste atenção em uma coisa que vou te dizer — encurvou a cabeça mais a frente, escurecendo os olhos em fúria. — Não adianta você querer entrar na minha vida agora. Vivi dezessete anos sem vê-lo, e não é porque fui obrigado a entrar nessa desgraça de Universidade que vou esquecer tudo o que me fez.

— Eu e sua mãe havíamos nos separado, então decidi que o melhor seria me afastar por um tempo — tentou se justificar. Por mais que não estivesse satisfeito com a falta de educação que León mostrou, preferiu manter a calma.

— Dezessete anos... — proferiu secamente. — … um bom tempo, não é? — perguntou de forma irônica. Não esperando uma resposta tratou-se de continuar. — Se você queria se afastar, porque me trouxe para cá então?

Ao ver o inquietamento do mais velho, revirou os olhos. Anos distantes, sem alguma noticia que fosse, e agora quer se redimir. Isso parecia o cumulo.

— Sua mãe morreu, pensei que você quisesse ficar perto da única família que te restou — depois de alguns segundos, Pablo comentou, com certo pesar. — Eu sei que ainda é difícil para você aceitar o fato de que Giovanna não está mais entre nós, mas o melhor agora...

O interrompeu.

— O melhor agora é que eu fique bem longe de pessoas que, para mim, são insignificantes — arrastou a cadeira para trás, causando um barulho um tanto quando desnecessário. — Não vou morar com você; e por favor, não venha se fingir de arrependido para mim porque não vai colar — sua voz mergulhava a rancor.

Deu as costas com certa brevidade, a fechando com brutalidade. Do lado de fora, permitiu-se libertar sua irritação socando a primeira coisa que viu a frente — no caso, os armários. Atraiu alguns olhares de quem ali passava, mas pouco se importou.

E, ainda irritado, saiu daquela enorme construção. Avistou, um pouco mais a frente, um Federico um tanto impaciente olhando para um ponto fixo. Caminhou até ele com passos tranquilos.

— O que está fazendo aqui? — perguntou, enquanto olhava para os lados.

— Você veio para conversar com o seu pai, pensei que sairia de lá cuspindo fogo — disse, divertidamente. — O que ele queria? — perguntou agora tornando sua expressão seria.

— Me deixar irritado — resmungou. — Me lembrar da morte da minha mãe — colocou as mãos no bolso da calça. — Mesmo eu nunca esquecendo, não foi fácil ouvir ele dizer isso. Já que Pablo não mostra nenhuma compaixão por ela — abaixou o olhar, tentando esconder a tristeza que estava sentindo ao falar de sua mãe.

— Não acho certo as coisas que o seu pai fez, mas acredito que ele se sente sim arrependido — comentou, mantendo o olhar fixado nas varias pessoas que passavam por ali.

León suspirou, enquanto traçava em sua mente um nó cheios de perguntas incompreendidas.

— Vem! Vamos a um lugar mais divertido. Hoje a Ludmila me deu uma folga, então posso aproveitar — riu pelo nariz. — Vou embebedar você. Quem sabe assim você não abre essa boca e decidi contar pra mim o que aconteceu depois que fui embora — sorriu, sem mostrar os dentes.

— Não aconteceu nada — explicou em meio ao um suspiro pesado. — Depois que você veio para a Argentina, vive a minha vida tranquilamente, como qualquer pessoa aos catorze anos — disse desdenhoso.

— Tenho certeza que sim — revirou os olhos. — Agora vamos logo porque eu também preciso de um pouco de álcool — o chamou, dando passos curtos a frente.

— A menos que você queira ir a um barzinho, não tem nada aberto a essa hora — elevou a voz um pouco, para que Federico o ouvisse.

Como não recebeu uma resposta, Vargas tratou de o alcançar rapidamente, revirando os olhos nervoso. Mesmo havendo passado oito anos, ambos continuavam os mesmo. Ou quase isso. Pelo menos alguém naquela cidade estava disposto a entender León da maneira como ele quer.

Em silencio.

— Não vai mesmo me dizer aonde vamos? — perguntou o moreno, irritado.

— Vamos beber — sorriu travesso, encerrando a conversa.

X X

15:36

Sexo, álcool e drogas. Esse foi o pensamento dele ao adentrar naquele lugar de paredes escuras, com uma luz fraca ao centro e varias pessoas bebendo, se drogando e outras, quase transando sobre o balcão.

O cheiro daquele lugar é extremamente repugnante, fazendo de primeira, León encurvar o nariz ao mesmo tempo que faz uma careta.

— Uma boate? — sussurrou para que somente o italiano ao seu lado ouvisse. — Você me trouxe a uma boate? — completou a frase, ainda surpreso.

— Tecnicamente ela não está funcionando ainda — deu de ombros murmurando. — Eu venho aqui de vez enquanto, o dono é amigo do meu pai. Ele deixa a boate aberta no meio do dia apenas para que conhecidos venha — explicou, enquanto olhava com certo asco para o casal mais a frente.

— Acho que sua mulher não vai gostar de saber disso, meu amigo — sorriu perverso, o olhando de relance. — Porque se eu bem sei, Ludmila não é uma pessoa muito compreensiva.

— Se você não contar ela não vai saber — devolveu-lhe o sorriso, virando-se e indo em direção ao bar.

León o seguiu, ainda com o sorriso maldoso nos lábios. Se sentaram em frente ao balcão — um pouco mais afastado do resto das pessoas ali presentes — e logo um dos barman chegou, sorrindo simpático e cumprimentando Federico. Eles se conheciam.

— Grant, traga para nós dois copos de sidra...pediu, com um sorriso cordial transparecendo em seus lábios.

Contudo, antes de terminar a fala León o cortou.

— Não tem nada mais forte? — perguntou, roubando a atenção dos dois para si. — Fala serio, Federido! Você me trouxe até aqui para que eu ficasse bêbado, e pretende fazer isso com sidra? — seu tom era indignado, o que acabou causando uma risada de ambos. — Traga dois copos de uísque — se dirigiu ao barman, que assentiu concordando. — Alias, trás a garrafa inteira de uma vez — complementou sua frase, com mansidão.

Novamente Grant se virou, indo pegar o que lhe foi pedido.

Os olhos curiosos e atiçados de León rondaram aquele local, examinando cada parte. Focou sua atenção, por meros segundos, no grupo de amigos mais a frente. Todos estavam bêbados. E alguns, com o nariz vermelho, assim como os olhos, se drogavam com sorrisos grogues no rosto.

— Ontem eu vi você com a Lyns... — comentou Federico, seguindo o olhar do moreno até o grupo de amigos — … você sabe que agora ela não te deixará em paz, não sabe?

— Lyns é uma vadia — murmurou calmamente. — E ela não me importa, eu já tenho o meu alvo — sorriu malicioso, se virando novamente quando o barman chegou com os dois copos, que continham alguns cubos de gelo e uma garrafa de uísque.

— Quem é o seu alvo? — perguntou a ele, curioso.

— Violetta — revelou, saboreando cada letra que o nome da garota possuía como se fosse o prato mais saboroso que já provou.

Despejou a bebida alcoólica no copo, enchendo-o até o topo, logo entregando a garrafa a Federico, que ainda processava o nome do alvo do amigo com surpresa.

— Violetta Castilho? — perguntou depois de alguns segundos. Assentindo, o moreno levou o copo até seus lábios, bebendo o liquido que passou queimando em sua garganta. — Cara, você não sabe que ela tem namorado?

— E você acha que eu me importo com isso? — soltou uma risada alta. — Escreva o que estou dizendo, Federico, esse namoro não irá durar muito — apertou seus dedos contra o pequeno copo gelado, levando-o até seus lábios novamente.

— E por que você tem tanta certeza disso? — indagou, imitando o seu ato. — Pelo que eu saiba os dois se gostam — comentou, entre uma golada e outra.

— A Castilho é uma pessoa que faz o que os outros querem. O pai dela manda e ela obedece, a mãe dela manda e ela obedece, Pablo manda e ela obedece... — revirou os olhos em meio as teorias. — Ela precisa de alguém que a conduza a fazer o que ela quer. E quem melhor do que eu para fazer isso? — sorriu exibido.

Suas palavras não poderiam ser consideradas as mais estupidas a quem ouvia – no caso, Federico – e ao mesmo tempo tão verdadeiras. Ele tinha essa mania de dizer o que pensa, fazer sem pensar. E o mais impressionante é que sempre está certo. Escolhe as palavras erradas, mas está sempre certo.

— E você acha que ela quer você? — perguntou, rindo amargo, com o suposto pensamento do amigo.

— Tem alguma dúvida? — o respondeu com uma pergunta. — Eu vou fazer essa garota implorar pelo meu pau — gargalhou baixo, juntamente com Federico.

Logo embarcaram em uma conversa sobre assuntos insignificativos, enquanto se enchiam com a bebida alcoólica. Essa pode ser considerada a pior droga que León decidira tomar, uma vez que de uma simples garrafa, logo foi estendendo para mais uma e outra. A moderação não chega bem a ser seu forte.

Um barulho ecoou pelo ambiente, roubando a atenção de muitos ali. Vargas virou-se, observando brevemente mais um grupo de amigos se aproximar. Contudo, pouco ligou para isso, voltando em milésimos para o assunto que até então havia se perdido.

— … e depois de cinco ou seis meses que cheguei aqui, meu pai decidiu que voltaríamos para Itália, mas não ficamos por lá muito tempo. Acho que dois meses no máximo e viemos para Buenos Aires novamente — contou Federico, com a voz meio grogue.

O assunto não passava mais do que o passado. Dois amigos de infância que foram separados por uma mudança; e depois de oito anos voltaram a se reencontrar. Linda história de vida.

Não foi a primeira vez que León teve que lidar com uma ausência. Ou simplesmente, com uma partida.

— Pelo menos sua vida foi agitada — deu de ombros, piscando varias vezes, repetindo esse ato durante três segundos exatos. — Tem um histórico impecável, sua família completa e uma noiva — murmurou com a boca contra o copo, suspirando brevemente ao final da frase. — Grande merda — passou a língua sobre os lábios, limpando os vestígios do uísque.

— A Ludmila não é minha noiva ainda — sua voz soou mais baixa que o normal. A bebida estava fazendo efeito.

León estreitou os olhos, enquanto rondava seu dedo indicador sobre o copo. Respirou fundo sentindo seu estomago embrulhar com a junção do uísque e do cheiro desprezível. Em sua mente se formava uma resposta para dar ao italiano ao seu lado, mas sua boca tratou-se de formigar, o obrigando a ficar calado.

Olhou para o lado e viu Federico distraído, acenando para as pessoas que havia chegado ali a poucos minutos atrás.

— A ruiva está olhando para você — comentou, apontando com o olhar para a garota de cabelos na cor vermelha, as madeixas eram lizas como linha, e sua roupa vulgar o fez suspeitar de que aquela era só mais uma louca por sexo. — O nome dela é Victória — disse a León, que pouco se importou, já que deu de ombros e voltou a sua atenção a bebida.

— Não venha com essa — se enrolou entre as palavras. — Já disse a você que eu só quero a Violetta — afirmou um tanto irritado.

— Ah, agora vai me dizer que está apaixonado? — perguntou em um tom extremamente sarcástico.

— Mas é claro que não, seu idiota — passou as mãos por suas madeixas morenas, enquanto fechava os olhos, uma vez que sua visão estava ficando embaçada. — Antes de chegar aqui eu já tinha planos de escolher uma garota para me satisfazer a hora que eu quisesse — sorriu malicioso com seus próprios pensamentos. — E minha sorte foi que conheci a Violetta, e ela foi a escolhida.

— Vou repetir: Ela tem namorado — o lembrou em um suspiro frustrado.

Foda-se — rosnou. — Eu não quero ama-la, eu quero fuder ela. Apenas isso — jogou as mãos para trás, achando suas palavras bem claras agora.

— Tudo bem, León. Eu desisto de tentar colocar um pouco de juízo nessa sua cabeça de merda — se levantou, percebendo que o moreno nem ao menos se importou com suas palavras. — Como eu quero por juízo em alguém bêbado. — rolou os olhos. — O que eu estou dizendo? Também estou bêbado — disse a si mesmo rindo, dando alguns passos em direção ao banheiro.

— Grant... acabou — balançou a garrafa vazia, como sinal para que trouxesse outra. Apenas recebeu um aceno positivo como resposta. — Acho que eu vou vomitar — sussurrou intimamente, abaixando a cabeça.

Cerrou suas pálpebras contando até dez — claro que, esquecendo de alguns números — e inspirando. Não foi uma boa ideia ter vindo até a boate; prometeu a Violetta que se comportaria, mas não obteve sucesso na sua tentativa de promessa.

Violetta

Esse nome ia e voltava em seus pensamentos, como um íman. E em uma atitude – talvez insana – pegou o celular com certa dificuldade no bolço, discando o número com lentidão, e com certa incerteza.

Seu dedo parou centímetros sobre tela, no mesmo momento em que seus pensamentos entravam em um certo conflito.

Ligar ou não ligar?

Não á nada que se possa perder. Esse foi seu pensamento final, antes de finalmente, decidi ligar.

Por que diabos ela o atenderia?

Não havia motivos para que Violetta aceitasse a chamada. Ele é um cretino, que está a desafiando e a fazendo se desafiar. E como se já não bastasse ter que o "vigiar" na Universidade, teria que ser obrigada a atura-lo bêbado? Não, ela não o atenderia.

— León?! — a voz feminina soou do outro lado da linha. — O que foi? — perguntou, com a voz meio baixo, evidenciando que acabará de acordar.

Respirou fundo, pensando em uma resposta boa e conveniente para dar a ela, sem que dedurasse seu estado.

— Eu só queria saber se você está bem. Sabe, hoje mais cedo... — disse calmamente para não se enrolar em suas próprias palavras. — Está?

Não era exatamente isso que ele queria dizer, seu desejo mesmo é fazer a ela uma proposta indecente, contudo resolver pegar leve, para deixa-la confusa. Era necessário apenas que ela se lembrasse dele, pelo menos, a todo instante.

Sim, eu estou — afirmou com convicção. — Vargas, você está bem? Tá estranho. — não se conteve em perguntar.

— Eu estou ótimo — sorriu assim que Grant o entregou um copo. Pelo menos, não era a garrafa. — Na verdade, eu ficarei imensamente agradecido se você fosse hoje a noite até o meu apartamento — continua a sorrir.

— Ficou maluco? Jamais vou entrar no seu apartamento com somente você lá dentro — esbravejou. — Você deve ter merda na cabeça, só pode — riu amarga do outro lado da linha.

— Você nem ao menos sabe pra que quero que vá até lá e já esta irritada desse jeito — se defendeu.

León virou-se para o lado, dando de cara com a cena de Federico conversando com mais duas garotas. Ele parecia incomodado, mas sorria nervoso.

— Não preciso que me diga, eu sei bem as coisas pervertidas que você pensando que irei deixar você fazer comigo — deu enfâse na palavra pensando. — É incrível como você não consegue entender que eu já tenho namorado. Quero apenas ver se o Tomás soubesse que um certo canalha anda dando em cima da namorada dele — tentou o afetar, mas não obteve muito sucesso.

— O seu namoro com esse cara é tediante, Violetta — tratou de dizer o nome dela da forma mais sedutora possível. E ele sabe que conseguiu — Vocês dão alguns beijinhos e só — revirou os olhos, mesmo sabendo que ela não veria. — Se você fosse minha, não sentaria por uma semana — disse em um sussurro rouco, e malicioso.

A ligação por um breve instante ficou silenciosa. León pensou que ela havia desligado, porém dispensou esses pensamentos ao ouvir a respiração da mesma, se tornando mais descompensada do que o normal.

— Vejo que a deixei sem palavras — gargalhou silenciosamente. — Mas vamos combinar, Castilho, que esse seu mal humor... — no meio da frase parou, por sentir uma tontura. Mas logo completou-a: — deve ser por falta de sexo.

— Cala boca — ordenou com a voz falha. — Você é um verdadeiro idiota, Vargas. Não sei onde eu estava com a cabeça quando aceitei essa maldita proposta que me faz ficar mais perto de você. — se lamentou.

— Nos meus lindos olhos verdes, quem sabe — a provocou ainda mais. — A minha proposta ainda está de pé. Venha até o meu apartamento que eu farei você ficar louca de prazer — umedeceu os lábios, excitado.

— Imbecil — urrou antes de encerrar a chamada.

Suspirou, jogando o celular sobre o balcão e pegando o copo em seus dedos, mas não completou sua ação que seria leva-las até seus lábios, pois assim que viu o liquido – e sentiu o forte cheiro do mesmo – uma grande náusea parou em seu estomago.

Ele não estava nada bem.

Se levantou com certa dificuldade, indo em direção a saída – que por um acaso é a mesma que a entrada. Viu pelo cantos dos olhos Federico se despedir das garotas com palavras curtas e um tanto grosseiras, e logo o seguindo.

— Você está bem? — perguntou lentamente.

— Não — negou, com a mão no estomago. — E pelo visto nem você — zombou.

— Mais sóbrio que você eu estou — retrucou. — Acho melhor chamarmos um táxi — propôs, olhando brevemente para os lados.

Suspirando, León se apoiou na parede atrás de si, enquanto fazia algumas caretas.

— Chama logo então, seu retardado — vociferou, ainda com a cabeça baixo. — Minha cabeça está latejando — acrescentou, falando baixo dessa vez.

— Espere aqui — pediu, tentando manter a calma.

— Aonde você acha que eu vou desse jeito? — perguntou, irritado e irônico. — Você é mesmo um idiota, Federico. Tem sorte de ser meu amigo.

Notas finais
Revisei o capítulo, mas me desculpem se tiver algum erro desatento. O que acharam? Como eu amo/odeio esse León... KKKK Próximo capítulo também será narrado pelo ponto de vista do León. Ainda tem muita coisa para acontecer nesse restinho de bebedeira KKK COMENTEM QUE VOLTAMOS MAIS RÁPIDO! Beijos ♥♥