O Nomo Negativo.

1 Cap 1: Minha professora de Química tenta me fritar


[-Oi? Ta gravando? Eu sei que ele não vai me responder Sophie!]

Bem....olá! Você deve estar estranho receber essa gravação, mas espero que leve isso a sério, isso não é uma brincadeira...apesar de parecer, bem, vou contar a minha história e você tira suas próprias conclusões do que achar.

Meu nome é Cody, tenho 15 anos e moro em Miami desde que me entendo por gente! Até aí ok, sou uma pessoa normal, mas aquele dia...aquele dia mudou tudo!

Acordei como de costume, às 6 da manhã para ir para a escola, me arrumei rápido, como a minha escola tinha uniforme liberado, eu pude ir com a minha blusa do Slipknot, uma calça rasgada, e o meu TTH, você deve estar se perguntando, “TTH?”, é, TTH, Tênis de todas as Horas, eu tenho ele há uns 3 anos, ele ta todo destruído, mas ele é muito confortável, por isso eu quase sempre uso ele.

[-Diga não ao mundo capitalizado!]

Desci às escadas correndo, como de costume, encontrei minha mãe preparando o café da manhã.

-Bom dia, mãe! – disse.

-Bom dia filho, que animação toda é essa? – minha mãe estava linda, como sempre, seus cabelos castanhos(alisado, mas não vem ao caso) caiam no seu ombro, seus olhos castanhos estavam brilhando, como sempre, ela usava um vestido azul com algumas flores coloridas, as flores eram desenhadas como se fosse arte moderna, o que sempre me deixou meio tonto.

-Hoje é o meu ultimo dia de aula com a maluca da Gertrudes – disse, Gertrudes é a maluca da minha professora de química. Sabe aquela pessoa que é má? Mas não aquela que faz provas difíceis, e sim aquela que é realmente má? Aquela que descobre que você vai sair com os seus amigos então inventa uma reclamação para sua mãe só para você ficar em casa? Então, essa é a Gertrudes.

-Que horror filho! – disse minha mãe, como sempre.

-Quando você tiver aulas com ela, a gente conversa. – disse. Ouvimos a campainha tocar.

-Melhor não deixá-la esperando, você sabe como ela é – minha mãe disse.

-tem razão, até mais mãe – me despedi dela e sai, encontrando uma Sophie irritada e molhada na porta. -Xii, lá vem bomba.

-Eu não to acreditando! Você acredita que um caminhão passou por uma poça e me molhou toda!? – ela berrou. Essa era a Sophie, a minha amiga de infância, com seus lindos olhos azuis, que davam medo quando está com raiva(que era o momento), seu cabelos ondulados castanhos até o meio das costas, sua pele morena, sua blusa escrita “gostei de você, vou te matar, por ultimo...”(bem a cara dela, não?), uma calça jeans preta e como sempre sendo escandalosa e brigona. – Eu juro, que se eu vir aquele motorista de novo, eu vou fazer ele conhecer a cor do intestino dele!

-Ok, ok, agora vamos? – perguntei.

-Como pode ser tão calmo!? – ela perguntou, ainda gritando.

-Do mesmo jeito que você consegue ser tão estressada! Agora vamos. – disse, e fomos os dois em direção à escola. Ela reclamando, e eu, é claro, rindo dela.

[Ai! Que foi? Só estou dizendo a verdade!]

Chegamos à escola com uns 10 minutos de atraso.

-A culpa é sua! – Sophie gritava para mim, enquanto corríamos para a nossa turma.

-você que ficou reclamando do caminhão! – retruquei. – “não acredito que aquele caminhão me molhou toda! Eu vou matá-lo! E blá, blá, blá” – tentei fazer o Maximo para imitar a voz dela.

-Ah! Cala a boca! – ela disse assim que entramos na sala, e claro, como a minha sorte é magnífica, era aula da Sra. Gertrudes. Gertrudes estava como de costume, blusa social masculina, uma saia longa, e salto alto. E claro, com seus “lindos” cabelos oleosos, que se eu tirar o óleo daquele cabelo eu juro que posso fazer batata frita! Seus olhos negros que amedrontavam a todos e sua pele branca enrugada...Gertrudes é uma pessoa que eu não gostaria de encontrar a noite.

-Olá! Sr. James, Srta. Lefèvre, – Sophie bufou ao ouvir seu sobrenome, ela o odiava – que bom que resolveram se juntar a nós, a não que só vieram dizer “ah, cala a boca” – disse Gertrudes.

-Não! Quero dizer....não era para você. – tentou explicar Sophie.

-Não me interessa para quem foi! Agora se sentem antes que eu chame o diretor! – como somos muito obedientes e temos medo do diretor, obedecemos. E foi quando começou a aula irritante de Química. Eu via sua boca mexer, mas suas palavras não faziam sentido na minha cabeça, então eu ficava olhando para o nada a aula toda. Olhei paro o lado e percebi que pelo menos ¾ das pessoas faziam o mesmo.

E finalmente, depois de 50 minutos de tortura, a aula acabou. Por pouco tempo, é claro, minha escola para evitar a repetição da mesma matéria, eles separam os tempos do mesmo professor, ou seja, o ultimo tempo também era dessa professora infernal.

A próxima aula era do professor apocalipse, o professor de educação física, o nome dele na verdade é Joseph, mas ver ele sem camisa é a verdadeira imagem do apocalipse, por isso o chamamos assim, afinal, ele vai sem camisa todas as aulas.

-Então seus vermes podres! Por que ainda não botaram o uniforme!? – ele disse tirando sua camisa. Não vou descrevê-lo para não te traumatizar, mas apenas pense em um homem, oleoso, fora do peso, sem camisa... Era o Apocalipse.

A aula de EF passou rápido, então foi aula de física, com a professora Christina, ela é divertida, não fala coisa com coisa às vezes, e o chapéu de palha que ela usa todo dia deixa ela com um toque...especial. Sem falar dos seus óculos boca de garrafa e seus cabelos cacheados.

Depois da aula de física, veio o recreio.

-FINALMENTE! ACHEI QUE TERIA QUE ME MATAR! – gritou Sophie ao sair da sala.

-Exagerada. – disse para ela.

-Sr. James, Srta. Lefréve – ouvimos alguém dizer, os viramos e demos de cara com Gertrudes – na minha sala, agora!

Eu e Sophie nos entreolhamos e a seguimos até a sala dos professores(que ela julga ser dela). Ela se sentou e eu e Sophie nos preparamos para a gritaria, porém, aconteceu algo diferente, algo que eu sinceramente preferiria ter sido uma gritaria. Um pedaço de madeira, de 1 metro de altura se materializou em sua mão.

-vamos brincar crianças! – ela disse.

-Mas o que diabos!? – Sophie gritou(como sempre) e Gertrudes apenas riu, provavelmente da cara que nós fizemos.

-Surpresos? – ela jogou cajado para frente, e antes mesmo de tocar no chão, ele já tinha se transformado em uma serpente de uns 3 metros.

-O QUE DIABOS? – tenho que assumir, dessa vez foi eu.

A cobra deu o bote, e por centímetros não acertou Sophie, pois essa pulou para o lado no ultimo segundo.

-Crianças, se afastem! – ouvimos alguém gritar atrás de nós, era Jennifer, a professora de biologia, ela tinha o prêmio de professora mais bonita, ela era tão branca quanto à lua, seus cabelos loiros eram lisos na raiz e depois dos ombros ficavam cacheados e seus olhos eram de um azul cristalino. Ela estava usando seu jaleco de sempre, que era de um tecido muito estranho, parecia um pijama. Ela também segurava um cajado, e na mão esquerda segurava um...bumerangue?

-Então o negativo mandou uma protetora? Não vai adiantar de muita coisa! – a cobra deu o bote novamente, dessa vez mirando em mim, fiquei sem reação, não sabia o que fazer, mas por sorte Jennifer estava lá. Ela ergueu seu cajado e bateu com ele no chão, um feixe de luz saiu do mesmo e bateu com tudo na cobra, fazendo-a voltar a ser um cajado.

-O que diabos a minha mãe botou o meu café da manhã? – eu disse, então lembrei – ah é, eu não tomei café da manhã.

Gertrudes pegou o cajado e apontou para a professora de biologia, ela disse algo estranho, e chamas saíram de seu cajado, em direção a Jennifer, porém ela ergueu o bumerangue, que absorveu as chamas.

-Crianças! Corram! – disse Jennifer, não precisamos de um segundo aviso, saímos em disparada pelo corredor.

-não vão, não! –ouvimos Gertrudes gritar, então olhamos para trás e vimos Jennifer correndo em nossa direção, e um leão com calda de escorpião correndo atrás dela, me senti no Tom e Jery.

-Andem! – gritou Jennifer, então obedecemos, correndo ainda mais rápido, reparei que nenhuma pessoa no colégio pareceu reparar no leãopião(sakas? Leão com escorpião).

-Eles não conseguem ver essa...coisa? – perguntou Sophie, parece que ela também percebeu.

-Mortais comuns não conseguem ver muita coisa. – disse Jennifer, ainda correndo.

-Mortais comuns? – perguntamos, eu e Sophie, ao mesmo tempo.

-depois eu explico, estamos num momento meio difícil no momento, não acham? – retrucou Jennifer.

-tem razão. – respondi.

Saímos da escola, em direção ao estacionamento, e paramos em frente a um Maserati GranTurismo S automatic azul.

-Uou! – eu disse.

-Cody! Abra o carro! Eu cuido dele! – ela me jogou a chave, porém a gênia da Sophie, tentou me interceptar, pegando a chave no ar, porém ela apenas bateu na chave, fazendo ela voar para trás do leão, e atrás do leão adivinha quem estava? Acertou! A velha enrugada!

-Ora, ora, ora, parece que vocês não vão a lugar nenhum. – disse Gertrudes.

Eu até agora não sei de onde eu tirei essa idéia, mas eu peguei meu caderno dentro da minha mochila(não, eu não tiro a minha mochila das costas um segundo, tenho medo de roubos!), e uma caneta.

-O que você ta fazendo, cody!? Seu testamento!? – gritou Sophie.

-Tive uma idéia! Nem sei se vai dar certo, e nem sei da onde veio, mas veio na minha cabeça! – disse.

Peguei uma folha de papel e comecei a desenhar umas coisas que vinham na minha cabeça, quando terminei eu vi o que tinha desenhado...um cotonett e uma cobra! “Ótimo! Como isso vai ajudar?” – pensei, mas então percebi que podia ler essas palavras.

-Ha....HA-DI! – gritei, o desenho começou a brilhar e o chão, embaixo da velha enrugada explodiu! A chave voou e Sophie conseguiu pega-la no ar.

-O QUE DIABOS FOI ISSO? – gritou Sophie.

-Não sei, mas foi legal! – disse — anda logo!

Sophie abriu o carro as pressas, Jennifer, lançou a ultima labareda na cara do leão e correu para o carro, ela entrou, e num instante ela já estava dentro do carro, com o cinto, e com o mesmo ligado.

-Crianças! Entrem! – ela disse e nós obedecemos, Sophie entrou na frente e eu no banco de trás. – ponham o cinto!

Obedecemos, e ela pisou fundo, a pressão foi tanta que minha cabeça chegou a bater na poltrona. E então saímos da escola, olhei para trás e vi que não estávamos sendo perseguidos.

-É! – disse Jennifer. – foi divertido! – ela disse, ainda arfando.

Notas finais
Minha primeira fic postada!!!! Tenho preguiça de digitar gente, então é raro eu digitar uma...bom, espero que tenham gostado, quando der eu posto o cap 2.