O Nomo Negativo.
2 Pessoas fanáticas por desenhos me assustam!
Notas iniciais
[Sai daqui Cody! Você não sabe contar uma história. Deixa que eu conto!]
Olá! Meu nome é Sophie Lefèvre, minha vida era normal... era, pelo menos. Depois que eu conheci o Cody minha vida virou de cabeça para baixo! Começando pela explosão da sala de aula, na 2ª série e terminando com minha professora querendo me matar com seu leãosinho com rabo de escorpião.
-O que diabos era aquilo? — perguntei para Jennifer.
-Aquilo o que? – perguntou a professora.
-Como assim aquilo o que!? — disse Cody, começando a ficar irritado — a nossa professora simplesmente transformou um pedaço de madeira em uma cobra e em um leão! Mas claro que isso é normal! Acontece todo dia!
-Ah...isso — disse Jennifer.
-É, isso! — disse, acho que estava elevando um pouco a voz.
[Cody! Pare de rir! Vai atrapalhar a gravação!]
-Pode fazer o favor de nos explicar? — perguntei.
-Bom, não sou muito boa com explicações, mas resumindo, vocês tem sangue de faraós, aquela mulher também, ela é uma feiticeira, eu também sou, e querem matar vocês, então estou levando vocês para um lugar seguro. — disse ela, apressadamente, como se quisesse terminar logo a "explicação".
-Ok...minha professora de Biologia enlouqueceu de vez — disse Cody, que estava mais pálido que um fantasma.
-Eu acho que estou mais louca que ela... — eu disse
-Por quê? — perguntou Cody.
-Porque eu tô acreditando no que ela está dizendo! — eu disse visivelmente assustada
-Legal! Estou no carro com duas loucas! SOCORRO! SOCORRO! — começou a gritar Cody.
-Cala a boca! — disse, dando um cascudo nele, era meu jeito carinhoso de ser.
-Ai!
-Crianças! Parem vocês dois! — disse Jennifer.
-Não sou criança — dissemos ao mesmo tempo — e ele/a começou!
-Olha, esperem um pouco, já estamos chegando — disse Jennifer.
Olhei para fora do carro e percebi que estávamos no subúrbio da cidade, o lugar de Miami que as câmeras do mundo não mostravam. O carro atravessou várias ruas estreitas, até chegar a um beco sem saída. Fiquei imaginando que não era muito seguro ficar com aquele carrão no subúrbio, mas não falei nada, afinal, ela poderia... sei lá, me transformar num rato.
-Fiquem aqui — disse a professora saindo do carro.
Ela caminhou até a parede de tijolos a nossa frente e começou a apalpá-la em busca de algo. Depois de alguns minutos, ela finalmente achou o que queria: um tijolo frouxo. Ela o empurrou e se afastou. O chão começou a tremer. Agachei-me achando que fosse um terremoto, e percebi que Cody estava fazendo o mesmo. Porém, tudo voltou ao normal antes que pudéssemos começar a gritar.
-Venham crianças – chamou Jennifer, do lado de fora do carro.
Nós saímos cautelosamente, com medo do tremor voltar.
-O que foi isso? – perguntei assustada.
-Isso o que? – perguntou a professora. Eu já não sabia se ela estava se fazendo, ou era realmente lerda.
-O terremoto! – gritei, perdendo a paciência.
[Não perguntei se isso é raro Cody!]
-Ah... sim, esqueci que vocês nunca tinham vindo aqui.
-Aqui aonde? É só um beco se...- quando ia terminar a frase, percebi que aonde deveria estar a parede, agora havia um enorme passagem que dava para uma escada – deixa pra lá. Onde exatamente é aqui?
-Vão descobrir quando chegarmos. Sigam-me! – ela disse tomando a dianteira.
As escadas ficavam em um túnel, e desciam tanto a ponto de eu não conseguir enxergar o final. Ela era estreita, e só dava para passar uma pessoa por vez.
Começamos a descer a escada. E a descer.... e a descer....e descer mais um pouco...e eu comecei a entrar em desespero, afinal, eu sou claustrofóbica, mas não iria demonstrar a minha fraqueza nem que me pagassem!
-Falta muito? – perguntou Cody.
-Mais uns 200 degraus – respondeu a professora.
-Tá brincando, né!? – disse Cody.
-Lógico, é logo ali na frente.
-Você disse isso lá trás!
-Para de reclamar! – eu disse, tentando parecer confiante, discutir com o ele sempre me ajudava a relaxar.
Antes que Cody e eu começássemos a discutir, chegamos a uma grande porta de madeira. Jennifer bateu três vezes na porta.
Nada.
Então ela bateu mais três vezes, dessa vez com mais força.
Nada de novo.
Então ela começou a esmurrar a porta, uma coisa bem estranha de se ver a sua professora fazer.
-Já vai! Já vai! – ouvimos alguém gritar – Identifique-se
-Sou eu John, Jennifer! –ela berrou, sem paciência.
-Jennifer de que? – perguntou a voz, provavelmente do tal do John.
Jennifer respirou fundo – tenta Jennifer Lopez. – disse com sarcasmo iminente.
-Não tem nada aqui! – responderam.
Jennifer deu um tapa no próprio rosto – que tal Jennifer Aniston?
-Nada também! Você por um acaso está brincando comigo?
-SEU IMBECIL EGNÓBIO! SOU EU! JENNIFER LEWIS! – disse explodindo de vez.
Ouvimos o barulho de uma chave na fechadura e a porta se abriu.
-Então era você Jennifer? Por que não disse antes? – disse um garoto, provavelmente da nossa idade ele era moreno, mais que eu e Cody, seus cabelos estavam totalmente bagunçados, parecia que tinha acabado de acordar, ah é! O cabelo dele era laranja! Seus olhos castanhos estavam marejados... sim, ele tinha acabado de acordar.
-John, te dou 3 segundos para correr – disse Jennifer cerrando os punhos.
Ele não conversou, saiu em disparada, foi quando percebemos onde nós estávamos em uma cidade subterrânea! Eram várias casas feitas de mármore enfileiradas e o mais impressionante: havia uma bola de fogo iluminando todo o lugar, como se fosse uma réplica do Sol. Jennifer nos guiou entre as ruas estreitas da pequena cidade. As casas eram simples, cada uma apenas com quarto, banheiro e cozinha pelo que eu vi pelas portas abertas. Porém nós chegamos ao que parecia ser o centro de tudo, uma enorme construção de mármore, ela era idêntica a Basílica de são Pedro! Pelo menos eu achava que era, nunca tinha ido ao Vaticano afinal. Enfim, entramos na enorme construção, e demos de cara com o maior salão de espera que eu já tinha visto! Ele era estupidamente grande, provavelmente caberiam quatro casas de mármore aqui dentro, as paredes estavam enfeitadas com desenhos estranhos em alto relevo (estava começando a ficar com medo desse pessoal maluco por desenhos), elas eram douradas parecia até ouro, isso se não fossem. Jennifer nos levou até uns sofás q se encontravam no centro do salão e nos convidou a sentar. Eu e Cody o fizemos, nervosos, é claro.
-Vou chamar a Lothos, mas antes... – disse Jennifer, afastando a sua franja e mostrando desenhos em sua testa, ela os limpou e uma fumaça a envolveu, quando a fumaça se dissipou, estávamos olhando para a mesma Jennifer...porém com roupas gigantes e com 10 anos.
-JENNIFER? – gritamos.
-oiiiiiiii! – ela disse – desculpe ficar naquela forma para vocês, mas eu tinha que protegê-los e essa foi a forma mais fácil, mas é muito chato, sabe? Com esse feitiço eu fico mais madura, prefiro ser criança, adultos são tãããããããããão chatos! Bom, vou chamar a Lothos! – então ela saiu, imitando um avião.
-Essa foi a coisa mais estranha que eu já vi na minha vida! – eu disse e olhei para o Cody. Ele concordou com a cabeça – está acontecendo de novo – apontei para os cabelos dele.
-Droga! Deixei o boné na escola! – ele disse tentando esconder seus cabelos com as mãos. Quando Cody ficava nervoso seu cabelo começava a se eriçar, era engraçado! Os médicos diziam que a adrenalina afetava os seus cabelos e blá, blá, blá, nunca me interessei pelo assunto. A não ser para zoar ele. É claro.
-Calma porco espinho, é só sua adrenalina.
-Cala a boca!
-Não é sua adrenalina que está fazendo isso! – disse uma terceira voz atrás da gente, nos viramos e demos de cara com uma mulher, seus cabelos loiros e cacheados caíam até as suas costas, seus olhos azuis eram penetrantes, eu sentia como se ela pudesse ler a minha mente(e talvez pudesse mesmo, sei lá), ela vestia uma armadura reluzente, e guardava uma espada na bainha, porém a espada era estranha, ela tinha a ponta curvada. – meu nome é Lothos, sou a Sacerdotiza-leitor chefe do nomo negativo.
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