O Namorado Da Minha Irmã
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Shsuahsuahs... Me desculpem! Mas, não se preocupem, aqui vai o capítulo seguinte, e como eu disse: ele está cheio de emoções...
Prestem atenção na parte do tempo, se localizem no passar dele...
Chega de enrolação...
Divirtão-se!
–O que diabos você pensa que está fazendo? – Perguntei baixo tentando mostrar indiferença, e foi exatamente isso que eu não consegui demonstrar.
–O que nós dois queremos há muito tempo...
Assim colou sua boca na minha; e como na primeira vez senti como se um raio me atravessa se... Tudo que eu lutei para que permanecesse quieto, escondido, adormecido... Explodiu dentro de mim!
Sua boca explorava a minha avidamente, como se quisesse guardar cada traço meu, cada gosto, como se matasse a saudade... E eu estava da mesma forma, não me aguentei e correspondi ao seu beijo, era como se eu tivesse passado dois meses no deserto e ter finalmente encontrado água...
O poder que um tinha sobre o outro era descomunal, eu não conseguia entender como posso odiá-lo numa manhã e me deleitar com seus toques pela tarde! Era algo simplesmente... Surreal.
Sua língua se enroscava com a minha em uma dança sensual e excitante, seu gosto me inebriava e seus gemidos, quando aprofundava mais o beijo, me atiçavam a ir mais fundo.
Oh meu Deus, mais que porra de consciência que eu tenho na cabeça que não me impede de fazer merda?
Minhas mãos se enroscavam em seus cabelos molhados e me surpreendia com a maciez deles.
As mãos dele deixaram minhas coxas e começaram a subir por meu corpo, contornando cada traço de minhas costas, cada pequena curva... E eu me arrepiava com cada toque.
À medida que o beijo ficava mais urgente suas mãos se tornavam mais bruscas, ele apertou minha cintura com certa força, o que me fez gemer; logo ele desceu uma de suas mãos perigosamente até minha bunda, onde apertou sem dó...
Porra!
Eu desci minhas mãos por sua nuca, arranhando levemente o lugar e o escutei gemendo contra minha boca...
É isso que dá ficar resistindo por tanto tempo; agora não sei mais como tomar o controle da situação... Simplesmente não sei mais!
O beijo se tornou sofrido quando começamos a ficar sem ar e não aguentando mais separei minha boca da dele jogando a cabeça para trás, fazendo com que eu a deitasse no chão frio em volta da piscina...
Ele aproveitou a facilidade e começou a beija meu pescoço e me fazer gemer com isso, então começou também a dar mordidinhas doidas na minha orelha...
Ele quer me deixar louca... Só pode!
Minhas mãos desceram de sua nuca até suas costas onde eu arranhei sem me preocupar se o estava machucando ou não, afinal, eu não estava lá muito sã...
Ele gemeu contra minha orelha e disse com a voz embargada de desejo:
–Eu tento me controlar... Mas você me deixa louco!
Puta que pariu! Ele tinha que dizer isso agora...?
Ele continuou um caminho de beijos até meu queixo, onde eu levantei a cabeça e capturei novamente seus lábios nos meus... Sua boca era como uma droga, viciante, alucinante, proibida.
Minhas pernas em volta de sua cintura se apertavam cada vez mais enquanto nos beijávamos libidinosamente, aquilo estava ficando quente de mais...
Senti suas mãos voltarem para minhas coxas aproximando ainda mais sua cintura da minha, e isso fez com que algo se tornasse perceptível, bom, era impossível estar tão perto e não perceber “aquilo”!
Sua “animação” era palpável, e isso surtiu como um choque de realidade para mim...
Meu Deus, o que diabos eu estou fazendo? Puta que pariu, eu estou praticamente transando com meu cunhado na minha piscina, sendo que a minha irmã e a minha amiga podem chegar aqui em qualquer instante!
E assim, num momento de espanto, empurrei Andrew para longe de mim rapidamente...
Vi que ele ia se aproximar novamente...
–Não chegue perto de mim! – Disse ofegante.
Vi a frustração e... Desapontamento?... Passarem por seus olhos e ele bufou mostrando indignação:
–Eu não acredito nisso, Margareth! Eu. Não. Acredito! – Disse ofegante e com raiva aumentando seu tom de voz.
Ele riu sem humor mostrando sua frustração:
–Eu estou á dois meses... – Ele disse me olhando com indignação. – Esperando pelo seu beijo! Dois meses! Desde aquela festa ridícula! – Ele disse irritado.
Eu estava apenas paralisada e observando ele falar...
–Eu simplesmente não agüento mais... – Disse agora normal e olhando penetrante para mim. – Não. Aguento. Mais! – Disse lentamente como se para que uma criança de cinco anos entendesse.
Engoli seco. E o que eu diria a ele? Que não o quero, que não o desejo... Que não pensei em seu beijo por esse dois meses? Mais que merda! Essa porra desse beijo acendeu tudo aquilo que eu apaguei. Eu consegui resistir por dois meses, o odiando profundamente, me odiando por ter gostado dele por um dia, por ter rido do que ele falava, por ter me entregado ao seu beijo... Merda! Merda! Merda!
Eu não posso! Não posso!
Isso não é o certo, eu não sou qualquer uma e ele sabe disso, afinal, esse foi um dos motivos pelos quais ele se sentiu atraído por mim, então ele terá de arcar com as conseqüências disso...
–Desiste, Andrew... Por favor... – Pedi ainda ofegante.
–Nunca! – Ele disse decidido e com o rosto sério.
Maldito orgulho masculino! Praguejei mentalmente...
–Eu te disse, Andrew... Isso não é certo! Eu não vou... Eu não posso! – Disse levemente irritada com sua atitude que nada contribuía para a situação. – Você é o namorado da minha irmã... – Vi ele rindo ironicamente e fazendo sinal negativo com a cabeça. – Da minha irmã... – Continuei. – E você me enganou naquela noite, você tinha namorada... – Eu já disse aumentando o tom da voz e sentindo toda aquela indignação daquela primeira noite voltando. – E ela era minha irmã... Aquilo foi uma mentira, uma menti...
–Não repete isso! – Ele me interrompeu levemente magoado.
–O que? – Perguntei já nervosa.
–Margareth... Que se foda a sua irmã! – Ele disse nervoso e sério.
Foi inevitável não estancar com essa declaração e ainda mais com seu tom.
–Será que você ainda não percebeu que é de você que eu gosto? – Ele perguntou sincero.
Eu simplesmente não sabia o que fazer, o que falar e muito menos o que pensar...
–Margareth, eu admito que no começo do namoro eu “gostava” da sua irmã, ela era a gostosa, linda, sedutora e eu nunca fui santo, mas com o passar do tempo e percebi como ela realmente era... Ela era fútil, mimada, me traiu... Você pode imaginar! – Realmente, eu com certeza podia imaginar! – E então veio essa história da festa, eu queria terminar com ela antes, mas ela tinha marcado tudo sem me avisar antes e falou que a família dela queria me conhecer... O que você acha que eu faria? Seria o desalmado e sem coração que largou a mocinha no altar depois de se aproveitar dela? – Perguntou irônico. – Então eu decidi esperar. – Disse. – Mas ai... Ai você apareceu naquela noite e eu não sei por que exatamente, mas foi como um imã que me atraiu e eu não resisti à tentação, não sou como sua irmã que trai por querer, foi mais forte que eu e, então você é anunciada como a irmã dela! – Ele riu ironicamente. – Quando eu poderia imaginar que uma garota como você era irmã dela?
Realmente, eu e minha irmã somos exatamente o oposto uma da outra...
–Assim... Você de certa forma me conquistou naquele dia... E ainda mais depois desses dois meses de convivência! Eu descobri uma garota linda, inteligente, divertida, difícil... E muito mais!
Eu estava realmente surpresa e chocada com tudo isso! Poderia dizer que de certa forma eu estava tocada por tudo aquilo, mas... Quem eu queria enganar? Eu estava tocada por tudo aquilo... Será que ele realmente gostava de mim, apesar de ser um cretino, será que no fundo ele gostava de mim? Mas como ele disse, eu sou difícil, e antes de fazer qualquer merda quero saber exatamente o que ele pretende, assim foi esse lado que predominou.
–E ainda assim passou dois meses com a irmã dessa garota? – Perguntei tentando entender suas intenções.
–Qual, é! É só em histórias que um homem fica em casa quietinho por dois meses esperando que a mulher que ele goste dê uma chance para ele. – Declarou.
–Então ele vai para a cama da irmã dela? – Perguntei ainda mais indignada que antes.
–Eu juro que mal relei um dedo na sua irmã nesses dois meses, eu só queria estar perto de você! E aproveitei o fato de ter de prolongar o namoro!– Ele declarou exasperado.
–Queria ficar perto de mim indo para a cama da minha irmã? Realmente, era justamente fazendo isso que eu iria te dar uma chance. – Declarei irônica e afetada por sua declaração apesar desse juramento.
–Eu não fui para a cama da sua irmã! Apesar das provocações e insinuações eu não fui pra cama da sua irmã, eu só queria te provocar! E se eu tivesse deixado ela, você teria me dado uma chance? – Ele perguntou aumentando o tom.
–EU NÃO SEI! VOCÊ NÃO DEIXOU! – Gritei com ele.
–Que merda, Margareth! – Ele disse nervoso socando novamente a água. – Eu estou aqui que nem um imbecil falando tudo para você e implorando para que deixe com que eu me aproxime, mas você ainda não deixa de nenhuma maneira! – Falou irritado.
–Você quer se aproximar de mim estando próximo da minha irmã? – Perguntei do mesmo jeito. – Ah, sim! Quase esqueci... Você só queria estar perto de mim, e assim, juntou o útil ao agradável e aproveitou para pegar ainda mais minha irmã...
–MAIS QUE PORRA! NO COMEÇO ERA PEGAR SUA IRMÃ, MAS DEPOIS SE TORNOU PEGAR VOCÊ... – Ele falou num momento de raiva.
Eu estanquei no lugar exatamente como ele depois de perceber o que ele falou... É sempre assim, os homens sempre dizem alguma merda que ferra com tudo... Sempre!
E o pior é que eu pensei por um instante que ele realmente queria ficar comigo, estar comigo...
Como eu sou uma burra!
Estava tudo indo bem demais até ele soltar essa... Aparentemente ele gostava de mim, queria ficar comigo tanto que jurou que não relou mais em minha irmã depois que nos conhecemos... Mas ai ele disse isso e estragou tudo...
E depois dessa eu não sei mais em que acreditar...
–Margareth... Não foi isso que eu quis dizer! – Ele disse baixo com os olhos demonstrando insegurança e certa culpa depois do que ele falou. – Desculpa!
–Não! – Disse engolindo minha estupidez. – Foi exatamente isso que você quis dizer! É isso que você quer, só mais uma, por mais uma noite...
–Margareth, por favor! Não... – Ele disse quase que num sussurro de arrependimento.
Eu segui até a borda da piscina para sair, mas ele foi mais rápido e puxou meu braço de encontro a ele e antes que ele pudesse dizer alguma coisa eu disse:
–Desiste, Andrew! Pela milésima vez! – Declarei irritada. – Desiste!
–Não, Margareth! Pela milésima vez, nunca! – Ele disse sério.
–Argh! Como você é teimoso! – Falei nervosa.
Ele riu sem humor.
–Eu não sou teimoso, sou persistente! Eu gosto de você, eu te quero... E eu não vou desistir! – Disse sorrindo confiante.
–Ótimo! Então espero que goste de decepções... – Disse dando um sorrisinho falso.
Ele sorriu.
– A vitória é praticamente certa!
–Você é um cretino convencido e...
–Olá, crianças! – Fui interrompida por uma voz que vinha da cozinha.
Andrew rapidamente me soltou e se afastou... Logo minha mãe apareceu no quintal.
–Ah, Andrew querido, Olá! – Ela disse toda alegre.
Imbecil, cretino, FDP, energúmeno...
–Olá Dona Claire! – Ele disse todo sorrisos.
Ah, como eu queria socar essa cara nesse momento!
–Onde está Lizzie? – Ela perguntou olhando em volta.
–No celular com uma amiga! – Eu disse.
–E a Emily? Você ligou para ela, querida? – Ela me perguntou.
–Sim... Ela está... Hãn... No banheiro! – Há praticamente meia hora, pensei me lembrando do fato. Estranho!
–Bom , nós trouxemos o almoço, já vou colocar na mesa! Avisem as meninas! – Ela disse voltando para a cozinha.
Mais uma vez fui para a borda da piscina, mas não fui impedida dessa vez! Sai de lá e me enrolei na toalha indo para dentro de casa, mas não sem antes...:
–Viado! – Disse baixo com um olhar mortal.
Ele riu rouco.
–Ainda te provo que não sou! – Disse no mesmo tom.
–ARGH! – Exclamei irritada e entrei em casa batendo o pé.
Mas que merda de Cunhado!
Notas finais
O próximo capítulo vai estar cheio de revelações, principalmente para a Margareth!
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Beijoos
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