O Namorado Da Minha Irmã
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Eu estou bem!! Bom, mais ou menos... Alguém arrisca dizer o motivo? Bem, o que acontece é que parece que quanto mais leitores novos eu ganho, mais os velhos deixam de comentar! E sinto falta do comentário de vocês...
Mas tirando isso eu ótima! Afinal, tenho ganhado muitos leitores novos, e quero agradecer a TODOS por comentarem e fazerem essa autora (eu, eu!) feliz! Hahahah...
Bom, depois das emoções do capítulo anterior... Vem um capítulo cheio de revelações!
Bem, chega de conversa!
Enjoy it!
Logo que cheguei à cozinha vi Emily cumprimentando meus pais. Banheiro, sei... Alguns segundos depois Andrew veio para a cozinha também com uma toalha enrolada na cintura...
–Não dava pra por uma camisa, não? – Perguntei de mau humor.
Ele riu do meu mau humor, e minha mãe como sempre defendeu o cínico:
–Margareth! Pare de implicar com o menino! – Ela disse com as mãos na cintura.
Bufei e vi Emily rindo do meu lado.
Minha mãe pediu para Andrew buscar a Barbie e, assim, terminamos de arrumar a mesa.
O casalzinho feliz chegou e vi que minha irmã ainda estava no celular... Se despedindo contra sua vontade de Caroline.
Começamos a nos servir... A mesa da cozinha era de apenas quatro lugares, assim minha mãe e meu pai (este contra sua vontade) foram comer na sala.
Eu e Emily nos sentamos uma do lado da outra antes que o Andrew e a Lizzie se sentassem e eu aproveitei para perguntar baixinho para ela:
–Aonde é que você estava?
Ele respondeu no mesmo tom:
–Fui ao banheiro, mas quando voltei pra piscina o circo estava armado e o espetáculo já tinha começado! Eu que não ia interromper!
Revirei os olhos e me concentrei no meu almoço; tentei (inutilmente) não reparar na minha irmã tentando provocar o cretino por baixo da mesa, e as esquivadas dele... Para logo depois sussurrar algo na orelha dela que a fez sorrir de um jeito safado.
Ok, eu NÃO sou obrigada a ficar olhando isso! Então bufei irritada, curiosamente mais irritada que o normal, e me levantei jogando o prato na pia sem nem me importar... Eu não conseguia mais ficar vendo isso! Eu não sabia por que, mas não dava...
–Emily eu vou estar no meu quarto, quando terminar sobre lá! – Disse rápido para sair logo dali.
Ela me deu um olhar de compreensão e eu fui em direção ao meu quarto sem me preocupar com certo olhar queimando em minhas costas.
Entrei no meu quarto, fechei a porta e logo me joguei na cama de barriga para cima com as mãos no rosto... O que diabos está acontecendo comigo?
Eu repassava todo o episodio da piscina na minha cabeça, principalmente os beijos... Meu Deus me ajuda! Eu não consigo resistir a aquele beijo, não consigo resistir a ele...
O que está acontecendo comigo? Que merda, Margareth! Para de pensa nele, para!
Por que eu não paro de pensar nele...? Eu sei que tudo o que ele disse me afetou, mas... Eu escutei o que ele disse depois e mesmo que não tivesse, não dá! Simplesmente, não dá! Não é certo! Eu não sou assim, não sou!
Logo escutei a porta abrindo e logo fechando, e a cama afundou mais... Quando tirei a mão do rosto vi Emily deitada do meu lado olhando o teto calmamente...
Olhei para ela e ela retribuiu meu olhar...
–O que eu faço, Em? – Perguntei confusa.
Ela sorriu.
–O amor é complicado, amiga.
Eu franzi a testa... Amor?
Ela riu.
–Você ainda não percebeu isso?
–Você percebeu? – Perguntei ainda mais confusa com tudo aquilo.
Quem falou em amor?
–Percebi, amiga... – Ela disse virando de lado e ficando na minha frente. – Em cada xingamento, em cada defeito que você apontava, em cada olhar mortal e principalmente, em cada reação sua em relação a ele e dele em relação a você.
–O que? – Perguntei ainda mais confusa. – Mas... Isso não são motivos para amar alguém! Tudo isso é porque odeio ele!
–Pelo contrário... – Ela disse com aquele tom sábio. – Esses são os motivos para você amar ele e não um simples alguém! Algum imbecil disse que o amor e ódio são mais parecidos do que se imaginam, e esse imbecil estava certo!
Eu me sentei.
–Emily, isso não é possível... – Disse segura.
–E por que não? – Ela perguntou se sentando também.
–Por que... Por que... – Eu estava confusa. — Emily... Ele é o namorado da minha irmã! – Eu disse segurando suas mãos fazendo-a prestar atenção no que eu diria. – E ele é o cara mais pretensioso, convencido e insuportavelmente sincero que eu conheço!
Ela riu.
–Esses não são motivos! – Ela disse segura.
–Não? – Perguntei incrédula tirando minhas mãos das dela.
–Não! – Ela declarou simplesmente. – Primeiro porque nunca se escolhe quem amar; e segundo porque é exatamente isso que te fez ficar com ele na primeira vez lembra? – Ela me perguntou. – Ou seja, isso não te faz odiar-lo, ao contrário, isso faz você querer ele!
–Mas Emily... Querer não é amar! – Eu disse exasperada.
–Não, não é! – Ela falou calmamente. – Mas querer é desejar... E o desejo nos faz ficar interessados, nos faz procurar, buscar... E nesses dois meses, esse desejo dele de estar com você fez com que você se apaixonasse, igualmente a ele.
O que, ela está dizendo agora que não apenas eu estou, supostamente, apaixonada por ele, mas que ele também está apaixonado por mim? Impossível!
–Emily, eu não sei o que você viu do “espetáculo” na piscina, mas ele disse que...
–Eu sei exatamente o que ele disse! – Ela falou sorrindo.
–Sabe? – Perguntei intrigada.
–Sim! – Ela falou marota. – Logo que sai de lá vim pra sua sacada ver o que acontecia!
Eu ri. É bem Emily!
–Eu deveria ter imaginado! – Falei ainda rindo levemente.
–Então... Tudo o que ele disse lá me soou como uma perfeita declaração de amor! – Ela disse convencida.
–Que ótimo! Mas isso foi antes ou depois dele dizer que primeiro queria pegar minha irmã e em seguida eu? – Perguntei irônica.
–Isso foi depois de ele dizer exatamente o que você é sendo o que ele admira em você, isso foi depois de ele dizer claramente que é fiel, mas que você o atraiu de tal forma que ele corrompeu seus ideais; isso foi depois de ele admitir que nunca mais tocou na sua irmã...
–Isso é o que ele diz! – Digo contrariada.
–Isso é o que ele jura! – Ela fala.
Eu suspirei cansada e de certa forma afetada pelo que ela disse, mas:
–Em, me desculpa... – Eu disse sincera. – Eu queria acreditar nisso, eu realmente queria... Mas...
–Mas você não é assim! – Ela me disse sorrindo. – Para que você confie em alguém esse alguém precisa merecer... E ele já te desapontou na primeira noite!
Meu Deus, como que numa hora ela é um serial killer e na outra é praticamente uma sábia vidente?
–Exatamente! – Declarei derrotada.
–Sorte sua ter uma amiga como eu do seu lado para fazer você enxergar as coisas! – Ela falou animada.
Eu sorri revirando os olhos por sua atitude, essa sim é a Emily que conheço!
–Emily... – Eu comecei, mas ela me interrompeu.
–Vai, Maggie! Tudo começa melhor se você aceitar que está apaixonada! – Ela falou quicando na minha cama.
–Mas, Em... Eu não...
–Para pra pensar! – Ela me interrompeu de novo, revirei os olhos. – Só um pouco, por mim? – Ela pediu com a minha carinha de “Gatinho do Shrek”.
–Isso é golpe baixo! – Disse parando para pensar.
Ok, eu amo o Andrew? Quase ri com esse pensamento... Eu? Amando o Andrew? Só pode ser uma piada de muito mau gosto!
Eu odeio esse garoto! Odeio esse jeito arrogante dele, odeio esse jeito convencido, odeio a sinceridade dele, odeio suas provocações, odeio ter que ficar perto dele e da Barbie... Argh! Que garoto idiota, odeio aquele beijo, odeio seu toque, odeio seu corpo... Merda! Merda!
Por que eu estou pensado no corpo dele? Ok, Ok... Pode ser que exista algum desejo, mas é só isso, nada mais! Eu só quero... Seu beijo? Mas... Ele já me beijou e... Ok, eu estou confusa agora.
O que diabos eu quero nele? O que diabos me faz querer ter ele? E... Por que eu também não suporto ver ele com a Barbie? Não, isso é obvio... Eu não gosto dela, mas... E se fosse outro garoto? Eu odiaria também? Ou eu...
...
Não! Não, não, não que bosta!
...
A única coisa que aconteceria seria que eu ignoraria ambos, mas por que eu me importo se é ele? Por que arrepio com seu toque? Por que eu me entrego ao seu beijo?
Pensei mais sobre o assunto...
...
MAIS QUE PORRA, MARGARETH! Você sabe o porquê!
...
Você se arrepia, porque você ama o toque dele; você se entrega, porque você ama o beijo dele e você se importa, porque... Por que você o ama! Você ama ele Margareth!
Depois dessa não sabia mais o que pensar, o que contra-argumentar, o que discutir...
Eu estava atônita e chocada com essa minha revelação pessoal... Eu amo o Andrew!
Oh meu Deus!
Devia estar estampado na minha cara, pois Emily disse:
–Viu? Eu te falei! – Ela falou compreensiva.
Levantei da cama ainda incrédula!
Meu Deus!
–E agora Emily, o que eu faço? – Perguntei me sentindo sem saída. – O que eu faço? Do que adianta eu saber disso? Do que adianta eu saber que estou apaixonada por ele? – Respirei fundo antes de falar o que me deixava sem saídas. – Do que adianta eu saber que amo o namorado na minha irmã?
E mais uma vez me surpreendi com o peso dessa revelação, parecia que se tornava cada vez mais real a cada hora que eu admitia isso em voz alta...
Eu amo Andrew Lerroy, o (maldito, idiota, cretino e... lindo) namorado da minha irmã!
Notas finais
Shsauhsuahs... No próximo capítulo vocês terão mais revelações, que serão no mínimo... Revoltantes! Shaushasuh...
Reviews??
Beijoos...
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