O Número um da França
12 A Festa - Parte 3
Notas iniciais
Ao chegar, apenas se despediram e foram para o quarto. Entraram no apartamento retirando as camisas, não tardou para deixarem o restante das roupas pelo caminho. Milo não quis perder mais tempo e deitou o francês em um dos sofás da ante-sala, iria usá-los para alguma coisa.
Nesta altura, Camus só estava com sua cueca, mas Milo não demorou a retirá-la enquanto as mãos ágeis do francês fizeram o mesmo pelo companheiro. Sentiu o peso do corpo bronzeado sobre o seu, os membros rígidos se tocaram, gerando um estímulo elétrico que percorreu ambos.
Nada, Milo frisou em sua mente, nada iria os incomodar dessa vez.
Ele juntou ambos os membros com uma única mão, realizando uma massagem mútua que fez o cavaleiro estremecer, os olhos gelados estavam nublados por puro tesão, cada suspiro, respiração descompassada e gemido eram estímulos para o grego.
Milo ignorou a boca vermelha do francês com algum esforço e passou a percorrer um longo caminho no corpo dele. Começou depositando beijos pelo pescoço albo, indo para os ombros onde se permitiu deixar mordidas e chupões. Iria marcá-lo como seu.
Após uma mordida que Camus tinha certeza que deixaria marca, ele segurou os fios dourados, obrigando o outro a erguer a cabeça e o encarar. O grego já sabia que seria repreendido, então o fitou com seu melhor olhar sedutor, enquanto mordia seu lábio inferior, o francês o encarou com reprovação, antes de liberar um gemido longo por ter sua glande estimulada.
— Eu poupei o pescoço. — Milo se justificou, rindo rouco em seguida. Se dependesse dele, Camus não teria tempo para respirar, quem dirá para pensar sobre as consequências no dia seguinte. — Mas se não quiser, eu posso marcá-lo também.
Ele deixou o próprio pênis para se concentrar unicamente no do ruivo. Ordenhava o falo francês com esmero, sua mão tinha uma pressão maior na base e diminuía ao chegar na glande, que recebia uma atenção especial com o polegar.
O cavaleiro apertava os braços do outro a cada nova sensação que lhe era proporcionada, não se importava também em conter qualquer som, estavam sozinhos e entregues.
Milo seguiu seu caminho, deixando um rastro de saliva e chegando aos mamilos rosados, brincava com eles, acariciando-os com a língua e, sugando-os, até que ficassem rígidos. Apenas depois se permitiu os deixar e espalhar mordidas pelo abdômen firme daquele abaixo de si.
— Milô… Ah…! — O grego mordeu acima dos ossos do quadril do francês e pulou a virilha, o fazendo resmungar e voltar a gemer ao ter a parte interna de sua coxa direita abocanhada.
O loiro sorriu com a reação, queria ouvir seu nome, com aquele sotaque maravilhoso, muitas e muitas vezes naquela noite. Ele mantinha a manipulação do pênis com menos empenho, não queria que ele chegasse ao auge ainda, e o líquido pré-gozo que ele liberava lhe dava indícios que não demoraria muito.
Milo abocanhou o falo do outro sem avisar, fazendo ele se tensionar, precisou segurar as coxas dele contra o tecido do sofá para evitar que ele as fechasse, obviamente mantinha uma massagem excitante enquanto fazia isso, às vezes as apertando e às vezes cravando as unhas na pele clara.
Ele colocava todo o membro na boca, fazendo a glande tocar o fundo de sua garganta e voltava, o sugando. Camus jogava a cabeça para trás em puro êxtase, não conseguindo conter seus movimentos, ele empurrava o ventre contra a boca do loiro, que sorria e tentava manter o contato visual. Seus olhos queimavam de prazer.
— Milô… Eu não… — Não conseguiu sequer terminar a frase antes de se despejar na boca do grego, que prontamente engoliu todo o líquido viscoso e quente, o gosto dele era incrível. — Ahhh…!
Camus ainda empurrou o membro contra a boca do grego involuntariamente algumas vezes, sua visão estava turva e a respiração completamente descompassada. Só conseguia pensar o quanto Milo era delicioso.
O grego soltou as pernas do ruivo, erguendo seu tronco enquanto recuperava sua respiração, sua língua percorreu os lábios entreabertos, saboreando a imagem que tinha abaixo de si: Camus estava completamente entregue, alguns fios ruivos grudavam em seu tronco com o suor, outros se espalhavam pelo sofá. O rosto estava corado, os olhos entreabertos, assim como a boca vermelha que buscava ar. O corpo dele tinha manchas avermelhadas espalhadas, o peito subia e descia sem rítmo, enquanto ele tentava se compensar.
— Você… — Ele voltou a se aproximar do rosto do francês, tocando-o com carinho. Seus dedos desenhavam a mandíbula firme, os lábios bem desenhados e o nariz de ponta levemente empinada. Retirou alguns fios da franja farta que grudavam em sua testa e teimam em querer atrapalhar a visualização dos olhos azuis gélidos, que agora, eram quentes. — É perf…
Camus não permitiu que ele terminasse. Empurrou o corpo do grego, retirando-o de cima de si.
— Você… — Ele ainda arfava, mas se ergueu, ficando em pé e fazendo com que o grego se sentasse com uma das pernas dobradas sobre o sofá e a outra apoiando o pé no chão para o olhar. — Não ache… Que acabou.
Milo sorriu safado, seu pênis que chegou a relaxar mas voltou a enrijecer com a tomada de controle do francês. Camus ofereceu a mão ao outro, fazendo com que se levantasse, colou seus lábios, o guiando até o quarto, o conduziu até sentir as pernas dele coladas à cama, onde o empurrou.
O grego sentiu-se cair sobre o colchão confortável, suas ondas douradas se espalharam emoldurando seu rosto, viu o francês engatinhar ferino sobre seu corpo, posicionando uma perna de cada lado de seu quadril, roçando seu ventre contra o membro vivo dele. Milo apertou as coxas firmes, mas Camus segurou-lhe os punhos, o obrigando a soltar, ele tinha um ar de superioridade extremamente sensual, olhava o grego com o queixo erguido, sem se abater.
Repentinamente, Camus se levantou, deixando a cama e assustando o grego que se apoiou nos cotovelos para tentar acompanhar o ruivo com os olhos. Ele caminhou tranquilamente até o closet, abaixando o tronco para buscar algo, sentia o olhar faminto do loiro em sua bunda redonda. Por um segundo sua mente venceu o tesão e ele se envergonhou por estar empinado para o outro, respirou fundo, não era para sua sanidade tomar conta, não agora.
Voltou, com um pacote de camisinha e um frasco de lubrificante, sorriu ao ver o grego mordendo os lábios inferiores ao admirar o corpo à sua frente.
— Gostoso. — Disse rouco ao ver o francês se sentar sobre suas coxas, colocando a camisinha com cuidado e espalhando o gel por seu pênis, massageando-o.
Camus não respondeu, continuou a felação com uma das mãos enquanto a outra cravou as unhas, arranhando o abdômen perfeito do grego, que grunhiu, jogando a cabeça para trás.
— Achei que não se importava com marcas — Ele disse irônico, quando Milo se ergueu para ver as linhas avermelhadas que cruzavam seu corpo.
— Filho da mãe… — O loiro sorriu com a vingança do francês, como podia ser tão sensual?
O ruivo uniu suas mãos no membro grego, lambuzando-as com o gel e, em seguida, passou a lubrificar seu próprio anus. Milo se deliciou ao observar o ruivo o masturbando enquanto se invadia, o rosto de pele clara estava novamente vermelho, os olhos semicerrados transmitiam um misto de incômodo e prazer, que não demorou a se tornar apenas prazer. Os gemidos liberados por ele faziam o loiro ficar ainda mais excitado, se é que isso era possível, ansioso pelo que estava por vir.
Após se preparar, Camus se posicionou sobre o falo ingurgitado do outro, posicionando-o contra seu ânus. Ele controlava completamente o movimento com as pernas, sentia o desconforto rotineiro ao ter seu interior ocupado pelo membro grosso de Milo. Este, por sua vez, ao sentir Camus o apertar, novamente se apoiou nos próprios cotovelos e jogou a cabeça para trás, aproveitando o prazer que o ruivo o causava.
O francês ficou alguns segundos imovel, tentando se acostumar com a dor, arfava pesado. Para distraí-lo, o grego passou a masturba-lo, o que foi muito efetivo, uma vez que em pouco tempo o ruivo galopava sobre o membro de Milo na mesma velocidade que era massageado por ele.
Ambos gemiam alto, ritmados, sem pudor, compartilhando todo o prazer que podiam dar e sentir. Milo empurrava seu quadril contra o do cavaleiro que permitia-se se chocar contra ele, produzindo uma música sensual que inundava o quarto.
Camus empurrava o membro do grego fundo em si, cada vez mais, o fazendo tremer cada vez que sua próstata era atingida, não aguentaria por muito tempo. Retirou a mão do grego de seu membro e juntou ambas sobre a cabeça dele, inclinou-se sobre o dorso do loiro e aumentou a velocidade de seus movimentos, algumas vezes retirando-o completamente de si e sentando sobre ele novamente de uma vez. Os cabelos vermelhos caiam em uma cascata que impedia o grego de ver algo ao seu lado, sua visão era exclusivamente o rosto do francês.
Em um desses movimentos, Milo sentiu o corpo do ruivo tremer e pressionar ainda mais seu membro dentro dele, como era bom. Ambos gemeram juntos quando o francês gozou sujando o abdômen do loiro. Exausto, Camus se esforçava para manter o galope, o grego então soltou suas mãos e segurou a cintura do ruivo, o auxiliando com o movimento até Milo arquear as costas e se espalhar dentro dele em uma estocada mais firme e um gemido feral.
O corpo do francês tombou sobre o peito do maior, se apoiando nele. Ficaram ali até as respirações normalizarem. As mãos fortes do grego buscaram as costas e cabelos do ruivo, acariciando-os, retirou-se completamente de dentro dele e permitiu que ele se deitasse ao seu lado.
Camus lutava para manter seus olhos abertos, viu quando o grego se levantou, mas sua mente se apagou em seguida. Milo foi ao banheiro para se limpar e descartar o plástico que continha seu sêmem, voltou pouco depois e admirou o corpo do cavaleiro. O ajeitou nos travesseiros e se deitou ao seu lado, cobrindo ambos com um cobertor grosso.
Ficou o observando por um tempo, nunca imaginaria se apaixonar assim, mais ainda por um francês, riu baixinho. Colou os lábios, roubando um beijo rápido e apoiou sua cabeça no travesseiro fofo, não demorou para dormir.
Camus abriu os olhos lentamente, por um segundo, tudo pareceu estranho, sua cabeça doía e rodava, sua visão foi clareando com o tempo. Milo estava ao seu lado, dormindo tranquilamente, podia sentir o calor do corpo do grego, era confortável. Cogitou não se levantar, mas os diversos drinks que tomou na festa estavam ocupando sua bexiga e precisava aliviar-se.
Ele se levantou com cuidado, para não acordar o outro. Sentiu uma pontada e sorriu, talvez ficasse com um pouco de dor o resto do dia, mas não se importava, transaria novamente a qualquer momento.
Após urinar, notou algo diferente na ante-sala, haviam dois cabides cobertos no sofá que antes havia sido utilizado por eles. Eram as roupas que Camus, Saori e Marin haviam ido comprar no dia anterior, para o baile de máscaras. Provavelmente Saori e Afrodite tinham as deixado ali. Ele corou levemente de pensar que seus amigos o viram dormindo com o grego, mas não se importava, não seria julgado por eles.
Já era tarde. O café não estava mais sendo servido, mas nada impedia que ele pedisse comida no quarto, assim como ele, o loiro acordaria com fome. Pediu dois cafés, uma jarra de água, suco, seus croissants e alguns pães com geléia.
Enquanto aguardava, tomou remédios para dor e náusea, se vestiu com um shorts leve e uma camiseta de mangas longas branca, para esconder as marcas em seu corpo, riu com isso. Decidiu acordar o grego, voltando a se deitar ao lado dele, fazendo leves carícias em seu rosto.
— Ei, Milo… — Ele sussurrava, não queria assustar o outro. — Acorde.
Ele abriu os olhos devagar mas, quando recobrou a consciência, se levantou em um pulo e correu para o banheiro. Camus suspirou, deu um tempo e foi até o banheiro, encontrando o loiro sentado ao lado do vaso, com o braço apoiado na borda da cerâmica e a cabeça apoiada nele. Após vomitar tudo que tinha no corpo.
— Você não costuma beber, não é? — Camus acariciou os cabelos dourados, em uma tentativa de mostrar ao outro que estava tudo bem. Milo apenas balançou a cabeça em resposta negativa, não bebia assim há anos. O francês o ajudou a levantar e lhe ofereceu remédios, que foram aceitos imediatamente. — Tome um banho, vai melhorar.
Ouviu-se o barulho de batidas na porta. Camus avisou que era a comida e foi abrir a porta, enquanto o loiro tomava seu banho. Quando ele terminou e se vestiu apenas com uma calça de moletom, o ruivo já havia ajeitado a mesa para eles.
Milo comia em silêncio, tentando se adaptar à dor de cabeça e tontura que sentia. Camus lia as notícias pelo celular. Não conversavam, mas se sentiam completamente confortáveis com a presença um do outro, o grego observava o francês, se lembrando do que fizeram, se não estivesse tão desconfortável, com certeza teria tido uma nova ereção.
— Como você… — O grego falava devagar. Estava indignado com a plenitude do francês que não parecia nem de ressaca.- Você bebeu e usou o mesmo que eu, como está tão bem?
— Não estou tão bem. — Ele riu. — Eu só tomei remédio há mais tempo. Além disso, não usei o LSD, o que me deixa um pouco melhor.
O loiro o encarou surpreso, ele não estava drogado e, mesmo assim, quase transaram no banheiro da festa. Nunca imaginaria o cavaleiro certinho e pomposo, que via todos os dias, aceitar isso, riu com seu pensamento.
— Camus…? — O grego chamou, se apoiando no encosto da cadeira, havia tomado seu café e comido um dos pães, seu estômago não aceitaria mais por enquanto.
— Hnm? — Ele apenas ergueu os olhos para observar o outro. Milo parecia exausto, tinha olheiras fundas sob os olhos azuis.
— A gente pode dormir de novo? — Foi quase uma súplica.
— Com certeza. — O ruivo levantou-se sorrindo, convidando o outro a lhe acompanhar ao oferecer-lhe a mão.
Milo aceitou e eles se deitaram novamente, trocaram alguns beijos, mas logo o francês se aconchegou no peito do grego e fechou os olhos. O loiro podia ficar para sempre ali, o observando, mas o cansaço falou mais alto e não demorou para que ele dormisse também.
Camus acordou primeiro novamente, suspirou. O braço esquerdo do grego estava sobre si, dificultando sua movimentação. Ele utilizava quase toda a coberta, deixando uma pequena ponta para o francês, que não se importava, não estava com frio. Chegou a se perguntar se ele sempre acordaria antes, riu de seu pensamento, estavam se relacionando há dois dias e já pensava em dormir sempre juntos, quem era ele e o que tinha feito com seu verdadeiro eu?
O ruivo olhou pela janela ampla do quarto, já estava noite, logo deveriam sair para mais uma noite de festa. Estava ficando velho demais para isso, não tinha mais a mesma energia das primeiras edições. Se virou para o grego, tocando-lhe a face com seus longos dedos gelados, ele logo resmungou e abriu os olhos com preguiça.
— Bom dia, bela adormecida. — Camus sorriu para o outro, ele parecia melhor.
Milo respondeu com um muxoxo indecifrável, cobrindo seu rosto com a coberta. O francês suspirou e se levantou, procurando por seu celular. O encontrou na mesa onde comeram, haviam várias mensagens de Afrodite, que foram prontamente ignoradas.
Incrivelmente não estava tão tarde, então seria bom que Milo se alimentasse antes de sair novamente. Ele voltou ao quarto para realmente acordar o grego que parecia um casulo de tão embolado, começou a puxar a coberta até a desvencilhar do outro, que novamente resmungou e se encolheu em posição fetal.
— Acorde Milô, você precisa comer… — Camus esticou a mão para tocar o corpo do grego, mas antes de chegar ao seu destino, foi puxado para a cama, caindo sobre o loiro que girou ficando sobre ele.
— Posso comer já ou você prefere começar com a entrada? — Ele mordiscou o pescoço do francês abaixo de si, o fazendo rir. Uma de suas mãos percorreram o corpo do outro, entrando por baixo de sua camiseta, erguendo-a.
— Milô…! — Camus empurrou o tórax do grego, fazendo ele se sentar sobre suas coxas com um sorriso bobo no rosto. — Podemos ir ao restaurante do hotel.
— Eu realmente prefiro a cama… — Ele colocou a mão no queixo, como se pensasse. — Mas se você não se importar de estar em público, pode ser no restaurante ou onde quiser.
— Idiot! — Camus voltou a rir, seria assim sempre também?
Milo se levantou, ajudando o ruivo a fazer o mesmo, tocou-lhe o rosto, como podia ser tão bonito? Camus desviou o olhar encabulado.
— Está melhor? — O ruivo perguntou ao se desvincular do olhar do grego, indo até o closet para trocar de roupa.
— Estou sim, obrigado. — O loiro sorriu e repetiu o caminho do francês, estava realmente com fome.
O francês colocou uma calça jeans escura com uma camiseta de manga longa básica preta, uma vestimenta bem padrão dele. Milo não se conformava do francês não sentir frio com tanta pouca proteção, ele vestiu um moletom e calça jeans azul marinho, mas ainda sentia frio.
Ao chegarem ao restaurante, encontraram Afrodite, Matteo e Shura em uma das mesas, se sentaram com eles, o trio já estava comendo mas não se importou em esperar pelos recém chegados. Conversaram animadamente por quase uma hora, quando retornaram aos quartos para se arrumarem para a próxima festa: o baile de máscaras.
Por mais que tivesse outros planos, Camus se empenhou na escolha das máscaras no dia em que saiu com as amigas, cada adereço foi pensado de acordo com a personalidade de seu modelo.
A máscara de Camus tinha base em veludo negro, com bordados e pedrarias em tons de turqueza, localizados principalmente do lado direito da máscara. O tom escuro contrastava com sua pele alba e realçava os olhos profundos. O tom turquesa era o perfeito complemento da cor de seus cabelos. Vestia uma camisa também turquesa com colete, calça social e sapatos de couro pretos.
Milo tinha uma máscara também de base em veludo negro, os bordados eram predominantes do lado esquerdo e em tons de violeta, além de diversas pequenas plumas de mesmo tom, que eram destacadas quando sobre os fios dourados. Assim como a vestimenta do francês, sua camisa era violeta, com as demais peças pretas. Adicionava apenas um sobretudo preto para o manter protegido do frio.
Camus se aprontou primeiro e, quando o grego saiu do banho, estava arrumando a gola da camisa. Viu o loiro o comendo com os olhos pelo reflexo do espelho e sorriu.
— Gostou? — O ruivo provocou, os olhos ferinos de Milo não o deixavam mentir, Camus estava belíssimo.
Ele não respondeu, apenas derrubou a toalha que tinha enrolada na cintura expondo sua ereção e caminhou até o cavaleiro, o abraçando. Escondeu seu rosto na volta do pescoço dele, sentindo o cheiro do perfume que o ruivo usava, enquanto suas mãos seguravam-lhe a cintura, obrigando-o a sentir o falo rígido que pressionava suas nádegas.
Camus suspirou com um sorriso nos lábios, se desse corda, não sairiam dali nunca. Por mais tentadora que fosse a situação, ele empurrou o loiro, a contragosto.
— Milô… Não quero me atrasar… — Ele suspirou com um sorriso nos lábios.
— Infelizmente eu tenho um problema que me impede de me vestir. — O grego apontou para sua virilha, o membro pulsava pedindo por atenção, sorriu sacana.
— Posso pensar em ajudar depois que o restante de você estiver vestido. — Camus não precisou falar duas vezes, o grego correu para colocar suas vestes, não demorando mais do que três minutos para estar sentado no sofá com a cueca e calça nos joelhos, aguardando o francês com um sorriso vitorioso.
— Você é podre, sabia? — Ele se posicionou entre as pernas do loiro, ajoelhado, fez menção de retirar a máscara, mas foi impedido pelo grego.
— Não. — Ele segurou a mão do ruivo, seus olhos pegavam fogo, um sorriso safado permanecia em seus lábios. — A máscara faz parte do fetiche.
Camus concordou. Aproximou seu rosto do falo rígido à sua frente, passando a língua por toda sua extensão enquanto uma de suas mãos acariciava os testículos arredondados do grego, que respirava pesado a cada toque.
Tomou-lhe o membro por completo com a boca, fazendo a glande tocar sua garganta e sugando com volúpia. Mantinha o movimento de vai e vem com a cabeça, aumentando a intensidade à medida que via o rosto de Milo se contorcer de prazer.
Sua boca deixou-o para que as mãos ágeis fizessem uma parte do trabalho, utilizando sua saliva como lubrificante. Mordia seu próprio lábio, se deliciando com os gemidos que vinham da boca entreaberta do loiro. Por um momento Milo quebrou o contato visual e jogou a cabeça para trás, o que fez Camus parar imediatamente.
— Continue olhando para mim. — O ruivo imperou, voltando a sugar o falo quando o grego lhe direcionou o olhar novamente, com o rosto avermelhado e olhos nublados de prazer. Sentiu o gosto do pré-gozo tomar sua boca, sorriu com os olhos.
Os movimentos ganharam mais profundidade e velocidade quando o grego começou a movimentar o quadril em direção à boca quente que o envolvia. As mãos do ruivo apertavam os glúteos do loiro, o incentivando. Sentia o ar faltar, mas não se afastava.
— Hnm… Camus… — O grego segurou os cabelos vermelhos, cuidando para não retirar a máscara, não iria aguentar por mais tempo. Em dois movimentos mais firmes, explodiu na boca do francês, que conteve a maior parte, mas sentiu gotas teimosas escorrerem pelos cantos de seus lábios.- Que boca gostosa do caralho…
Milo relaxou no sofá, regulando sua respiração e vendo o ruivo se levantar e se limpar com as costas das mãos. A ereção dele era perfeitamente visível pelo tecido da calça social, tentou tocá-lo, mas ele se afastou.
— Vamos nos atrasar. — Ele sorriu ao ver a decepção no rosto do loiro, queria recompensar o prazer que havia recebido. — Fique tranquilo, você vai pagar por isso mais tarde.
O grego sorriu safado, se levantando e ajeitando sua vestimenta enquanto seguia o outro que ia em direção à porta, notou que Camus se concentrava para relaxar antes de sair para o corredor.
Afrodite e seus parceiros os encontraram enquanto aguardavam o elevador, as roupas dele eram um pouco diferentes, usava uma calça de montaria branca com uma bota preta até o meio das coxas e uma camisa social rosa bebê com os primeiros botões abertos. Levava uma máscara de tecido prateado com detalhes em pedrarias e pétalas em tons de vermelho e rosa.
Conversaram animadamente até encontrarem os demais no hall do hotel. Milo ficou admirado pela beleza das duas mulheres do grupo, Saori estava com um vestido mullet, com a saia mais curta na frente e longa atrás, branco com um corset bordado em dourado, o cabelo estava solto mas tinha uma tiara com detalhes em dourado também, sua máscara tinha fundo dourado, em formato gatinho, com cristais adornando a parte superior dos olhos. Marin usava um vestido tomara-que-caia azul com uma longa fenda que ia até o quadril, era bem acinturado mostrando todas suas curvas, sua máscara era de fundo prateado com plumas em prata e azul marinho adornando ambas as laterais, também em estilo gatinho.
Aioria e Seiya se vestiam como ele, porém suas camisas eram amarela e vermelha, respectivamente. A máscara do leonino era de fundo dourado, com muitas plumas que se assemelhavam ao topete de um leão, já a do sagitariano era de fundo prateado com detalhes em bordados vermelhos.
A Zodiac é uma boate famosa de Londres, seu publico é predominantemente LGBTQIA+, mas realiza eventos particulares também. Assim como os convidados, todos os funcionários usavam máscaras, do recepcionista aos dançarinos.
Os anfitriões chegaram pouco após a abertura da casa, então já haviam algumas pessoas no interior. A ideia das máscaras era disfarçar e, até, esconder a identidade dos organizadores, mas nem sempre era efetivo, principalmente se tratando do francês e seus longos fios vermelhos, todos reconheciam Camus.
Logo que entraram, foram recebidos por um garçom que os conduziu até uma mesa mais reservada, ele se chamava Peter e atenderia exclusivamente a eles. Com a chegada de mais pessoas, a mesa deles foi se tornando mais movimentada, muitos cavaleiros que estavam nos dias anteriores, além de alguns cantores e outras personalidades que aproveitaram o evento para fazer aparições públicas, passavam para cumprimentá-los. Os que tinham menos intimidade, muitas vezes apenas comentavam e apontavam para eles, o que deixava o francês deveras desconfortável.
Os casais foram se dispersando aos poucos, primeiro Afrodite, Shura e Matteo subiram no palco para animar a festa junto da Drag Queen Tayce, que cantava e dançava com o trisal. Marin e Aioria foram acompanhar de perto, curtindo a música logo à frente do palco. Saori e Seiya conversavam animadamente com alguns conhecidos.
Milo ria da apresentação do sueco, sem sair do lado do francês mal humorado, que parecia empenhado em consumir todas as bebidas possíveis do bar.
— Ei, vai com calma. — Ele ralhou depois do cavaleiro virar mais uma dose de vodka. — O que foi?
— Isso não é nada para mim. — Ele bufou, apoiando o copo na mesa. — Não gosto de ambientes tão cheios e fechados.
Dentre todas as possibilidades de desconfortos sentidos pelo francês, não imaginaria que ele era claustrofóbico, embora fizesse sentido, levando em conta a personalidade reservada dele.
— Por que aceita vir, então?
— Faz parte do evento, seria tachado como esnobe se não viesse apenas nessa festa. — Camus suspirou. — Justamente na que ficamos junto com todos…
Um homem desconhecido puxou a cadeira e sentou ao lado do ruivo, a máscara não pode esconder o descontentamento nos olhos gelados dele. Um sentimento irritante tomou conta do grego.
— Você é o Camus, não é? — Ele ofereceu a mão para cumprimentar o outro. O homem tinha cabelos ondulados de comprimento médio, escuros, uma longa franja tampava parcialmente seu olho esquerdo, sendo os olhos de um tom claro de azul, era alto e magro, a máscara escura que cobria boa parte do rosto não permitia a Milo decifrar as intenções daquele contato.
— Sou. — O ruivo cumprimentou por educação, mas mantendo seu olhar blasé. — E você é?
— Krest, o prazer é todo meu! — Ele sorriu, puxando sua cadeira para mais perto. — Sou da equipe russa de salto. É incrível estar diante de alguém tão importante no esporte, e ainda mais bonito pessoalmente.
Milo, que seguia sendo ignorado, ajeitou a postura, erguendo o queixo, quem ele pensava que era para falar assim com Camus?
— O que leva um cavaleiro russo a um ambiente tão "não russo"? — Camus ironizou. Não se lembrava de terem convidado alguém da equipe russa, até por estarem suspensos por doping nos últimos anos e, agora, por conta da guerra contra a Ucrânia. Nunca convidavam federações envolvidas em conflitos.
— Para você ver o quanto é importante, vim até aqui só para te encontrar. — Ele sorriu, aproximando o corpo do ruivo, que se afastou prontamente. — Aproveitei que estava passando por Londres e quis conhecer pessoalmente o francês mais falado do circuito internacional.
— Acredito que esteja me confundindo com outra pessoa, alem disso, acho que seus conterrâneos não aprovaria esse seu interesse em mim. — Ele fez menção de se levantar, fazendo o intruso se levantar junto e estender a mão para segurar o punho de Camus.
Milo antecipou o movimento, segurando o braço do russo antes de ele tocar o francês.
— Eu não faria isso se fosse você. — Avisou, possuía um olhar penetrante, passava um misto de raiva e asco. O homem ficou imóvel, não esperava por uma reação do loiro, que o encarava fixamente, parecia capaz de paralisá-lo enquanto mantivesse o contato.
— Está tudo bem, Milo. — Camus disse frio, o olhava de cima, com superioridade. — O Sr. Krust já está se retirando, não é?
Ele puxou seu braço, quebrando o contato físico com o grego, mas manteve o olhar do francês, como se disputasse algo.
— Bravo seu cão de guarda. — Sorriu sarcástico. — E, quem faz as regras no nosso país, não sabe como é satisfatório ter alguém como você na cama.
— Quem você… — Milo avançou sobre o moreno, segurando-o pelo colarinho da camisa social, rosnando entre os dentes. O russo se assustou com a reação inesperada, mas logo voltou a sustentar seu sorriso sarcástico.
— Pois você continuará sem saber. — O ruivo apoiou uma das mãos sobre o braço direito do grego, orientando-o a parar, e chamou Peter com um movimento da outra mão. — Peter, poderia acompanhar nosso convidado até a saída, por favor?
Milo bufou, enquanto via o garçom conduzir o homem para a saída, ele mantinha os olhos fixos em Camus.
— Que filho da puta… — O loiro tinha os punhos fechados, quem prestasse atenção poderia notar que ele tremia de raiva.
— Camus, o que houve?! — Marin e Aioria vieram correndo. — Está tudo bem?
— Nada de mais, apenas um incômodo. — O cavaleiro tomou mais um copo de vodka, na tentativa de dissipar o sentimento ruim que tomava conta dele, embora seu semblante estivesse neutro.
— Nada de mais? — Foi a vez de Aioria questionar, olhando incrédulo para o amigo. — Não conheço muito o Milo, mas acho que ele não costuma voar no pescoço das pessoas por "nada de mais".
Somente quando o garçom voltou, avisando que ele havia se retirado, Camus se permitiu relaxar. Não era a primeira vez que era assediado e sabia que não seria a última, mas não deixava de ser estressante.
— Está tudo bem, Aioria. — O grego interviu. — Um problema que já foi resolvido.
O casal inglês trocou olhares, não iriam mais questionar.
— Se precisarem de algo nos chamem. — Marin apoiou a mão sobre o ombro do francês, que retribuiu tocando-lhe a mão de volta, como agradecimento à preocupação.
Milo e Camus permaneceram em silêncio por um tempo, a música alta inundava-lhes os ouvidos, mas era como se não a escutassem. O grego se sentou novamente, apoiando a mão sobre a coxa do francês.
— Camus… — Milo não precisava ver uma expressão em Camus, ele sentia que o francês não estava bem.
— Quero sair daqui. — Ele se levantou em um movimento único, caminhando em direção à saída.
— Ei! — O grego foi surpreendido, exitou inicialmente, deveriam sair sem avisar os demais? Pegou seu celular e digitou uma mensagem rápida para Saori — Espera!
Ao chegar à porta da boate, Camus relutou, e se ele ainda estivesse do lado de fora? Suspirou fundo ao sentir o calor do corpo de Milo junto a si e saiu. Seguiram a pé, sem um rumo pré estipulado, em completo silêncio. Milo se lembrou de quando Saga comentou sobre a instabilidade emocional do outro, que mesmo tentando parecer frio, era um vidro prestes a despedaçar. Iria ficar com ele e nada de ruim aconteceria.
Eles caminharam pelas ruas frias e sem cor de Londres, a única iluminação vinha dos postes espaçados. A maioria das lojas estava fechada e com letreiros apagados, as poucas que resistiam à noite, não tinham movimento algum. O som dos passos de ambos parecia ressoar, ficando mais audíveis do que realmente deveriam ser.
O francês parou à frente de um café 24 horas, que emitia uma iluminação amarelada, como uma fogueira acesa, repentinamente, pareceu atrativo e aconchegante. Ao entrarem, notaram apenas um cliente que lia um livro enquanto tomava um café e dois atendentes que sorriram para eles. Se sentaram em uma mesa longe da porta, pediram dois cafés e, enquanto não eram servidos, Camus foi ao banheiro.
Milo aproveitou para avisar aos demais onde estavam, sabia que ficariam preocupados e não queria que brigassem com o francês. Mandou a localização em tempo real para a japonesa e guardou o celular.
— Milo… — Camus voltou e foi recebido com um sorriso radiante do grego, se permitiu sorrir. — Me desculpe por estragar sua festa.
— Eu não me importo com a festa, Camus. — Ele manteve o sorriso, acariciando a mão do ruivo pousada sobre a mesa. — Eu apenas quero estar com você.
Camus sorriu sem graça, tinha dificuldade em aceitar ser importante assim para alguém, não se julgava digno de tamanha atenção.
Receberam os cafés e ficaram conversando sobre como seus países eram mais agradáveis do que a Inglaterra, riram diversas vezes, Camus parecia mais relaxado. O aquecedor mantinha uma temperatura confortável e músicas lo-fi faziam a sonorização do ambiente. Tudo muito tranquilo.
Até ser invadido por um grupo de sete pessoas com roupas de festa, embriagadas, falando alto e que se dirigiram imediatamente para a mesa do casal, puxando cadeiras e se acomodando ali.
— Por que… — Camus perguntou confuso, vendo os amigos destoando do ambiente. — Como..?
Ele olhou para o grego, que deu de ombros, fingindo não saber quem havia os avisado que estavam ali. Sorriu.
— Não precisavam sair de lá…
— Querido, somos um grupo. — Afrodite abraçou o pescoço do francês, se sentando no colo dele. — Nenhuma festa é mais importante do que estarmos juntos.
O sueco se levantou em um pulo, puxando Camus junto de si, conduziu o ruivo até o meio de algumas mesas e ambos passaram a valsar ao som das músicas lentas do ambiente. Camus riu, apenas aceitando ser guiado pelo loiro naquela dança sem sentido.
Milo sorriu involuntariamente ao observá-los. Camus era tão lindo quando sorria, queria poder ver e causar esse sorriso todos os dias. Aquele riso era como uma chama, que poderia mantê-lo vivo por séculos. Abaixou a cabeça, com um suspiro, não perdendo o sorriso: "Merda, estou apaixonado."
— Camus é nosso cristal. — Saori disse de repente, tirando o grego de seus pensamentos. — Ele nos uniu. e nenhum de nós nunca vai conseguir agradecer o suficiente por isso.
A japonesa sorriu, ela também observava a dança dos outros dois. Matteo e Shura discutiam algo sobre os melhores tipos de café enquanto observavam o cardápio. Marin, Aioria e Seiya haviam ido até o balcão para fazer seus pedidos.
— Como isso tudo começou? — Milo carregava essa pergunta desde o dia que os conheceu. Eram tão diferentes, adversários e de países distintos, mas quando juntos pareciam amigos de infância. — Digo, como ficaram amigos?
— Camus conheceu Afrodite em uma prova na Suécia logo que ele começou na federação sueca. — Ela pegou um cardápio para si, fingindo ler algo. — Até tentou evitar, mas Dite o obrigou a ser seu amigo, se aproximaram cada vez mais e agora, é impossível ver o Dite em público sem o Camus por perto.
O outro cliente pareceu não ficar feliz com a movimentação repentina de seu local de leitura e se levantou, pagando a conta e deixando o local.
— Eu o conheci quando fui para uma clínica em Paris. — A morena sorriu. — Nossos cavalos eram vizinhos de baia e dividimos a mesma sala de equipamentos. Por mais que outros cavaleiros franceses estivessem lá, eu senti ele muito sozinho e me aproximei, só fui romper a barreira de gelo dele no último dia para então começarmos a conversar de verdade. Ele me apresentou o Dite alguns meses depois, em uma etapa da FEI, foi quase paixão à primeira vista.
Os outros três retornaram com seus pedidos. Se sentando e passando a fazer parte da conversa.
— Aioria dividiu quarto com ele em um mundial, ambos sobraram sozinhos de suas delegações e foram colocados juntos. — Foi Marin que contou.
— Foram as piores noites da minha vida. — O leonino riu abertamente. — Precisei comprar cobertores pra conseguir dormir porque o ruivo gosta de congelar. Conheci os quatro aí durante as provas, quando precisei pedir a chave do quarto emprestada porque tinha perdido a minha.
Milo riu, podia visualizar a cena em sua mente.
— Ele me apoiou quando bati de frente com meu avô e comecei a namorar com o Seiya. — A japonesa estendeu a mão ao namorado, que sorriu ao segurá-la, fazendo uma leve carícia com os polegares. — Fui mandada embora de casa por causa disso, e fiquei na casa de Camus, mas o Vovô percebeu que ou aceitava meu relacionamento ou ficaria sem a única neta, preferiu a primeira opção.
— O boato que corre nas cocheiras da França é que vocês namoraram nesse período. — Milo ficou levemente constrangido por ter acreditado, definitivamente poucos realmente sabiam o que se passava na vida pessoal de francês.
— Todo mundo acha isso. — Foi a vez de Matteo entrar na conversa. Os demais presentes riram. — Nós, obviamente, não desmentimos, deixem que acreditem no que quiserem, não incomodando, está bom.
O grego voltou a observar o sueco e o francês que conversavam com a jovem atendente do café, ela parecia muito animada com o movimento provavelmente pouco comum naquele horário. Era notória a diferença do ruivo quando estava apenas com os amigos, ficava muito mais relaxado, sorria, não se importava de fazer coisas bobas como dançar em meio a mesas.
Até aquela viagem, Camus havia passado por distintas fases na cabeça do grego: O intocável com quem sequer podiam falar, o ginete habilidoso porém solitário isolado do restante da equipe, o arrogante e prepotente que não se importava com nada além de seu ciclo, o cavaleiro extremamente preocupado e atencioso que não media esforços pelo seu cavalo, o atleta que sofre com a pressão por resultados e que batalha diariamente contra seu psicológico e o amigo e amante caloroso. Camus era muito mais do que qualquer tabloide poderia descrever. Sorriu, estava feliz por ter se aproximado dele.
O café acabou por se tornar uma extensão da festa anterior, e eles só deixaram o local quando os primeiros raios de sol começaram a aparecer, mais de nove horas da manhã. Caminharam tranquilamente pelas ruas iluminadas e movimentadas, suas roupas de festa chamavam a atenção dos transeuntes, mas eles não se importavam. Seguiram até chegar ao hotel, rindo sobre amenidades por todo o percurso de cerca de 5 quarteirões. Não entraram logo, optaram por sentarem às bordas do rio Tamisa para papear, Saori trouxe uma garrafa de vinho e eles brindaram à amizade que tinham.
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