O Mutante
1 Capítulo 1: Amor
Notas iniciais
Uma forte luz bate em minha janela, levanto da minha cama e vou para a cozinha. Como um misto bem quente, e vou tomar banho. Visto meu uniforme de trabalho e Pego meu carro, mesmo sendo sábado, tenho trabalho. Meu nome é Sabrina, tenho 22 anos, e é dessa forma que meu dia sempre começa. Sou atendente de um hospital, e ganho relativamente bem por isso.
Estamos no final do ano, e ano que vem um novo presidente estará no poder. Ele já foi eleito, seu nome é Alexandre, ele tinha dito que era um defensor da espécie humana, que iria cuidar de todos nós, fazer do Brasil um país muito melhor para se viver.
Vou atendendo as pessoas, já é uma rotina, não fico incomoda em ver casos sérios, mais alguns ainda me surpreendem, como foi ontem mesmo, um homem bem bonito e jovem, se não me engano tinha uns 25 anos, e morreu de um ataque do coração! Tão jovem... coitado.
Do lugar onde atendo, é possível ver a televisão, e estava passando uma notícia chocante, parece que a mulher e os filhos do futuro presidente morreram em um acidente de carro. Tá lá cheio de repórteres na porta da casa do Alexandre, perguntando se ele ainda vai tomar a posse, etc. Repórteres mais chatos....não sabem como é perder a família, a gente se sente completamente sozinho, como se não tivéssemos mais ninguém para nos apoiar e nos ajudar. O que mais queremos, é ficar sozinhos, não precisar ver a cara de pena dos outros.
Paro então de prestar atenção na televisão, e volto a atender os clientes, mas neste momento, ouço alguns gritos vindos da televisão, repórteres gritando para alguém, mas não era o presidente. Quando esse alguém chega próximo as câmeras, eu me petrifico. Ele era um homem bem estranho. Era alto e magro, possuía um cabelo liso e muito grande, indo até os joelhos, fora que o cabelo era bem branco, mas bem branco mesmo, quase chegava a refletir a luz dos flashes das câmeras. Quando chega mais próxima das câmeras, dão foque nos seus olhos: cor laranja. Era muito estranho, não era um laranja muito forte, era meio castanho... Deve ser uma lente colorida bem mal feita.
Mas ao mesmo tempo em que reparo essas peculiaridades, percebo que mesmo seus cabelos sendo brancos, o rosto era de alguém jovem, parecia ter a minha idade. E mais... Ele era muito bonito. De longe, a pessoa mais bonita que eu já vi na minha vida. Esse cara estranho era absurdamente bonito, via o atendente na minha frente me chamando, mas eu estava completamente fora do mundo, olhando aquele homem... Como assim? Eu me apaixonei? A primeira vista?
Ele vem em direção aos repórteres, e diz em um tom calmo:
— O senhor Alexandre nesse momento não está mentalmente preparado para dar entrevistas, devido aos acontecimentos recentes. Mas ele manda dizer que mesmo após este infeliz incidente, ele ainda irá exercer a posição de presidente ano que vem. Gostaria que não insistissem, ele está claramente passando por um momento ruim, creio que não seja necessário dizer os motivos.
Ele se vira, e vai embora, ignorando os apelos dos repórteres por mais informações. Não consegui desgrudar o olho da tela nem mesmo quando ele já tinha ido embora, na esperança de que ele voltasse. Me sinto uma adolescente que acaba de se apaixonar, uma tola que não sabe nada da vida.
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