O Mundo do Amanhã

17 Capítulo 16 - Segundo Capitão Lucca


Notas iniciais
Lucca é provavelmente parente distante do Onodera (Sekai-ichi Hatsukoi) xP

Lucca abriu a porta da casa de madeira do primeiro batalhão irritado. Ele carregava a calça do seu tamanho que tinha pego e sentia muita vontade de estapear Mayron. Assim que Lucca abriu a porta, Mayron levantou da cama onde estava sentado e começou a fazer perguntas:

— Como foi? O que houve? Você está encrencado? Por que essa cara?

Lucca agitou a calça que segurava na direção dele de maneira sugestiva.

— Ah! Bem, isso... — era tarde demais, Lucca já tinha pego uma de suas malas e se enfiado no banheiro. Lucca tomou um banho e vestiu uma das roupas que tinha levado. Quando ele saiu do banheiro Anna disse:

— Ei novato, ainda tem um pouco da sopa que comemos no jantar se você quiser.

Lucca estava com fome e aceitou a oferta. Enquanto ele comia Mayron foi falar com ele.

— Você está bravo?

— Sim.

— Por quê?

— Você sabe muito bem por que.

—...E o que o coronel disse?

Nesse momento alguém bateu na porta

— O coronel Theodore quer falar com você! — gritou Anna de fora da cozinha.

Mayron saiu pela porta dizendo que voltaria logo.

Lucca começou a lembrar das coisas que o coronel tinha dito... por mais chato que fosse as vezes, Mayron era realmente alguém especial... era como se uma luz o seguisse aonde ele fosse... Sem que Lucca percebesse, as suas bochechas começaram a esquentar e ainda estavam vermelhas quando Mayron voltou.

— O coronel Theodore me contou! — disse ele, sua voz trazia o tom de alguma coisa que Lucca não sabia definir, mas quando ele olhou para o rosto de Mayron viu uma mistura de emoções, felicidade, surpresa, preocupação e talvez até raiva.

— Você sabe que, independentemente do que ele tenha te dito, você não é obrigado a aceitar isso. — a voz dele trazia um pouco de raiva e, algo que Lucca nunca tinha visto nele, seriedade. Parecia que ele acreditava que Lucca tinha aceitado o posto de vice-capitão contra vontade.

— Ninguém me obrigou a nada.

— Você sabe que vai ter que passar uns 90% do tempo comigo, né?

— E?

Dessa vez o tom dele foi triste e sério.

— Achei que não ia muito com a minha cara.

As bochechas de Lucca esquentaram de novo.

— É verdade que ás vezes você me irrita, não, a maioria das vezes você me irrita, mas... não é como se eu te odiasse ou algo do tipo. Na verdade, se eu tivesse dizer o que eu sinto por você, eu provavelmente gos... — Mayron olhava pra ele com uma surpresa evidente no rosto. Lucca passou de quente para fervendo. Ele ia mesmo dizer que... — gos... gos... — Lucca não conseguia desviar os olhos de Mayron e os dois ficaram se encarando por um tempo que pareceu infinito com Lucca murmurando a primeira silaba do que ele ia dizer.

De repente, Anna abriu a porta da cozinha.

— Parabéns, Lucca! — gritou ela.

— Gosto de pato assado! — completou Lucca — Você já comeu pato assado, Anna? É um prato ótimo!

— O que isso tem a ver?

— T-tudo, eu... — Lucca pensou no dinheiro que tinha trazido consigo — Eu vou pagar um pato assado para comemorar a promoção!

Anna foi dizer isso para os membros do batalhão e Lucca suspirou de alivio.

— Você gosta de pato assado, Lucca? Mas eu acho que não era isso que você ia dizer... — ele sorriu maliciosamente.

— Era sim.

— Huhum! De qualquer forma, você não deve ter muito dinheiro né? Pode deixar que eu pago a sua desculpa esfarrapada. Além disso, agora vamos passar bastante tempo juntos, pode ter certeza de que eu vou fazer você dizer a palavra com "g". E talvez até a com "a".

Que palavra com "a"? Espera, não pode ser... a-amor? Até parece!

Naquela noite Lucca dormiu mais tranquilo, sem se preocupar com o dia seguinte.

No outro dia Lucca acordou cedo e fez um sanduíche com o que ele achou na cozinha para o café da manhã já que ele não queria enfrentar o refeitório de novo. Logo que terminou de se arrumar, dessa vez com a calça no tamanho certo, Anna explicou pra ele qual era a primeira tarefa diária do time Mayron, que era como Anna e Alex, e agora Lucca, eram chamados.

— Temos que acordar o capitão! Pode ser de qualquer jeito, água, buzina, foguete... desde que ele acorde!

— Humm... isso é tão difícil assim?

— É!

Anna e Alex ensinaram a Lucca o caminho para casa de Mayron. Era um pequeno chalezinho de madeira cercado por vários outros iguais. Anna bateu na porta e chamou.

— Seria bom de mais pra ser verdade se ele já estivesse acordado! Lucca, você é novo nisso e precisa de experiência, tente acordar ele.

— Tudo bem, mas pode me dar uma ideia de como?

Ela abriu a porta com uma cópia da chave e indicou que Lucca entrasse. Por dentro, o chalé era uma grande bagunça. Havia roupas atiradas pra todos os lados e uma grande cama que ocupava a maior parte do espaço, fora isso só tinha uma porta que provavelmente era o banheiro. Mayron jazia enrolado em uma confusão de cobertores com um tubarão de pelúcia apertado nos braços. Lucca se aproximou e observou ele dormindo, seu rosto ficava calmo e sereno...

Tão fofo...— pensou Lucca, sua mão estendendo automaticamente para tocar na bochecha de Mayron.

— Por que você não acorda ele com um beijo, Lucca?

— É Lucca, por que você não me acorda com um beijo? — disse Mayron, ainda com os olhos fechados e fazendo biquinho.

Lucca tentou puxar sua mão de volta de onde estava, mas Mayron foi mais rápido e o puxou para cama com ele. Mayron abraçou Lucca apertado, enrolando-o na bagunça de cobertores. Na confusão Lucca reparou que o tubarão de pelúcia de Mayron tinha algo escrito em sua barriga. Lucca se soltou do abraço e pegou o tubarão para ver melhor. Na barriga da pelúcia estava escrito "LUCCA" com caneta permanente. Lucca olhou para Mayron em busca de uma explicação, mas este já tinha levantado e se trancado no banheiro.