O Motivo Desse Meu Sorriso Bobo
2 O problema será você
Notas iniciais
Havia sido um longo e cansativo mês para Anne. Mesmo distante ela sentia falta de Jonnhy, ela ainda não tinha se desfeito das coisas dele com ela. Ela só estava "perdendo seu tempo".
Ela estava ali observando o teto, parecia que já era de manhã, seus olhos cerraram com o flexe de luz que atravessava pela janela.
Anne levantou-se e foi para perto da porta, observou seu quarto mais uma vez, sentiria falta dele e suas coisas, do papel de parede detalhado, da mobília branca, do seu tapete, do seu closet pequeno, mas ainda closet, e dos seus porta retratos espalhados pela mesa. Esses últimos, ela até poderia os levar, mas preferiu deixá-los, queria que a ida para o internato fosse uma nova época, uma nova e melhor época da sua vida.
Depois de suas devidas obrigações matinais, Anne voltou para o quarto para pegar sua mala e seu casaco do qual levaria na mão caso sentisse frio, quando de repente, Anne viu um pequeno pedaço de papel retangular no chão. Ela abaixou-se e manteve o equilibro sobre os calcanhares, puxou o pedaço de papel, se surpreendera ao ver a foto que tanto gostava.
Era uma foto dela com Jonnhy, na qual se beijavam. Pelos olhos dela passaram se tantos momentos. Momentos que estavam incrustados naquele olhar, agora marejado.
O silêncio se preencheu o espaço juntamente com a nostalgia, ela havia se afundado naquela lembrança da foto.
Estavam na praia da cidade vizinha a sua. Eram os 5 amigos: ela, Jonnhy, Thomas, Bia e Megan.
Bia estava brincando com a câmera de lente grande e profissional, que havia ganhado à algum tempo, enquanto Thomas e Megan discutiam, e Jonnhy e Anne estavam caminhando na areia enquanto a maré alcançava seus pés vez ou outra.
Eles corriam e brincavam como duas crianças, quando de repente Anne tropeçou por cima dele, ele a segurou delicadamente.
"Cuidado, sua desastrada" — disse Jonnhy, rindo enquanto ela se reestabelecia.
"Não ria, do meu equilíbrio, ou a falta dele" — disse Anne em tom divertido -"Ainda por cima jogou areia por meu cabelo inteiro..."
"Ah, então é assim, eu te salvo e é desse jeito que sou recompensado"
"Ok. Obrigada, serve ?"
"Não, não serve, porque eu quero você" — disse Jonnhy com a face séria
"Quer?"
"Desde do dia que lhe vi chegar, preciso lhe falar que eu te amo, Anne"
Ela fitou os olhos castanhos que agora estavam quase verdes com o reflexo do sol, seu coração estava acelerado, então da sua boca saiu quase que por um fio a resposta:
– "Eu também te amo, muito"
Ele a abraçou, ela ficou a ponta dos pés, primeiro ele beijou sua bochecha e depois selou os lábios e os beijaram. O que eles não contavam era que Bia e a câmera gigante em suas mãos pequenas capturaram o momento.
Anne ficou envergonhada e saiu atrás de Bia, mas Jonnhy segurou suas mãos, ela puxou com mais força e caiu deitada com Jonnhy por cima do seu corpo, ele apenas beijou sua testa e aquela tarde estaria marcada.
Havia um sorriso nos lábios, mas logo voltaram a posição normal. Anne colocou a foto na sua mesa e saiu com a mala e seu casaco fechando a porta. Desceu as escadas com certa dificuldade a caminho do carro, para logo em sucessiva, seguirem viagem.
Ficou um clima um pouco vago, Anne que há alguns minutos atrás estava ouvindo música já havia se enjoado. Estava ansiosa, dividiria o quarto com alguém, uma garota, obviamente. Sua vaga foi preenchida no tempo quase que certo, então temia para que a pessoa não fosse como esperava.
O pai dela sabia que ela não era de ter muitas amizades, também pelo fato de se mudarem tanto, então perguntou a filha:
– Anne, minha querida, o que está achando ?
Anne meia sem jeito para a resposta:
– Eu não sei, um pouco ansiosa, vai ser tão diferente. O senhor tem certeza que ficará bem?
– Tenho e outra coisa, olhe pelo lado bom você vai fazer amiguinhas e vai poder ficar com elas o dia inteiro, vai criar as raízes que sempre quis.
– Eu espero, papai. Eu espero...
O resto da viagem seguiu silenciosa, Anne estava distraída com a paisagem até que viu grandes portões negros com um simbolo escolar e de elite imenso. Havia chegado Jean-Baptiste Academic.
Ela se despediu do pai e o prometeu que todos os dias entraria no Skype para falar com ele.
Anne chegou a portaria e passou seus dados a uma senhora que monitorava a chegada dos alunos
– Qual é o seu nome?
– Anne... Anne Poésy.
Ela observou de cima a embaixo a prancheta e disse:
– Aqui está.
– Bem vinda ao Jean-Baptiste Academic... — aquela coisa toda — Sou Helenne, coordenadora. Busque seu uniforme na secretaria e em seguida serão dadas as coordenadas.
Anne apenas acenou com a cabeça e entrou. Deparou-se com um lugar imenso e rústico. Um grande jardim bem cuidado e centenas de alunos. Observou para os de uniforme, teria mesmo que usar aquela blusa branca com o colarinho combinando com a saia de pregas xadrez?! Além da saia ser um pouco curta para um internato.
Foi caminhando atenta aos pontos até encontrar a secretaria. Fez como as coordenadas da mulher da portaria ditava, mas ainda não sabia da sua colega de quarto.
O sinal tocou e tiveram nossas devidas apresentações e regras no auditório. Ela começou a dizer com quem dividiriam o quarto, e como sempre seu nome foi o último a ser dito.
– Quarto 756 , Poésy e Herbrard.
Todo mundo logo após algumas palavras da coordenadora, se levantou e dirigiu aos seus quartos.
O dela ficava muito distante, mas finalmente o achou. Abriu a porta e foi dizendo:
– Muito prazer, meu nome é Anne e espero que nos demos muito bem minha nova COLEGA?
Anne se deparou com um garoto deitado em uma das camas. Como assim?
O menino, que folheava uma revista abaixou os olhos e viu Anne. Sorriu de lado e disse:
– O prazer é todo meu. Ora ora, dividirei o quarto com uma garota — enquanto se levantava. — Meu nome é Nicholas, Nicholas Herbrard.
Anne ficou surpresa, o colega era mais alto que ela, tinha a pele alva, cabelos negros e bagunçados, olhos azuis intensos. O corpo tinha uma boa definição, não era de tudo magrelo, mas não tão forte e agora estava ali com um sorriso de canto a ela a encarando
Notas finais
Talvez eu poste mais um capítulo hoje.
Beijos da Yuna.
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