O Motivo Desse Meu Sorriso Bobo
3 Ferre-se esse detalhe. Não somos amigos.
Notas iniciais
Anne já estava exausta e ainda teria que dividir o quarto com um garoto. Era o fim.
O garoto continuava a lhe encarar, Anne ficou um pouco sem jeito, então foi arrastando a pesada mala para dentro do quarto.
Sentou-se cansada na cama e observou o quarto. Era confortável, amplo e o sol não batia tão fortemente, além de ser um dos últimos.
Ela abriu a mala e começou a desfazê-la, colocando seus pertences em um dos armários. O garoto só a observava.
Guardava peça por peça, até chegar nas peças íntimas detalhadas, ela ainda era uma mulher e tinha seus caprichos. Foi mesmo nesta hora, que o garoto observou com mais cuidado, mesmo ela sendo rápida não querendo, que nada daquilo fosse visto.
As palavras de Anne, assustaram Nicholas, afastando-o de seus pensamentos.
– Bom, eu vou dar uma saída até a diretoria.
– Fazer o que lá essa hora?
– Ver se é possível que até o final da semana eu consiga uma colega de quarto nova.
– Mas por quê?
– Olha não é nada pessoal, mas dividir um quarto com um garoto não vai dar muito certo.
Nicholas por estar já na escola há um semestre sabia que não seria possível esta troca, mas apenas disse :
– Tudo bem.
Anne caminhou um pouco ainda desacostumada com aquele novo "lar", mas conseguiu reconhecer a diretoria ainda assim.
Quando saiu de lá, saiu com cara de fracasso, tudo que ouviu foi:
– Senhorita Poésy, as regras da escola são muito claras. Sinto muito por sua insatisfação com o seu colega de quarto, mas é fora de cogitação trocármos. Sua inscrição foi feita em última hora e era o Sr. Herbrard que tinha uma vaga em seu quarto.
De volta, Anne abriu a porta do quarto com um pouco de decepção. Ouviu da boca de Nicholas uma longa gargalhada.
– Como foi?
– Negaram meu pedido.
– Eu sabia... — E continuou rindo.
– Se você sabia, por que não me disse?
– Seria muito divertido olhar sua cara quando você entrasse aqui para me dizer que não conseguiu.
Anne sentiu um pouco de raiva. Quem esse menino pensava que era? Ela pegou a primeira coisa que veio a sua mão, uma almofada e lançou no garoto. Infelizmente não o acertou, mas estilhaçou um porta retratos.
Nicholas sentiu o sangue ferver, ali possuía a última lembrança.
Ele ousou a se levantar, e enfrentar as coisas que Anne lançava.
Segurou-lhe os dois pulsos, e a encostou fortemente as costas da garota na porta lisa de madeira. Levou os lábios bem próximos ao ouvido da garota e sussurou:
– Muito cuidado com o que faz, Annezinha — colou seu corpo mais ao dela — muito cuidado com o que você faz... — Logo em seguida soltou-a de forma brutal.
Anne passou as mãos pelos pulsos, ficariam um bom tempo vermelhos por sua pele ser muito branca e agora sim estava completa a cena.
Nicholas apenas pegou com cuidado entre os cacos de vidro, o retrato.
Voltou-se a deitar na cama, e fazer o que fazia.
O clima quente, que reinou por toda a tarde caiu agora quase ao anoitecer. Anne decidiu tomar um banho quente para relaxar.
Pegou do armário uma toalha branca da qual tinha bordada o símbolo da escola, como uma cortesia para os alunos, suas peças íntimas, e o seu pijama consideravelmente sexy . Sua cidade era quente, então todos os seus pijamas eram pequenos, e o pior é que ela não contava que usaria na frente de um garoto.Recolheu o seus produtos e entrou no banheiro.
Fechou a porta, não conseguiria achar a chave. Tirou as peças levemente, fez um coque de mal gosto em seus cabelos longos e fechou o box.
O sinal para o jantar tocou, Anne nem havia prestado atenção quando isso foi dito pela coordenadora quando chegaram.
Nicholas, que estava de jeans e uma blusa branca, vestiu o moleton azul que combinava com o all star. Ele até pensou em deixar Anne lá, mas sabia que poderia acontecer algo pior durante a noite e ele não queria ser acordado por isso.
– ANNE — gritou, mas nenhuma resposta foi devolvida.
Bateu na porta e novamente a chamou e nada, ouviu o barulho da água caindo.
Então abriu a porta devagar, o vapor havia invadido o lugar, deixando o box de vidro embaçado, porém não escondia a silhueta nua. Pousou seus olhos nas belas curvas que estavam bem moldadas, escondidas sob o vidro embaçado, como um vulto, porém nítidos aos seus olhares.
As mãos dela estavam passando pelo pescoço, para então pararem nos seios. Ela massageou com uma esponja aquela região lentamente, como se fizesse aquilo de propósito para provocá-lo. Estava paralisado. Suas mãos estavam nos bolsos do jeans, latejando pelo desejo de tocar naquela pele aparentemente macia.
Antes que pudesse raciocinar mais alguma coisa, ouviu o chuveiro ser desligado.
Fechou a porta sem fazer barulho, afastando-se dela e chamou Anne novamente. Ela é o correspondera agora.
– O que você quer?
– O toque para o jantar acabou de tocar, apresse-se.
Anne sem jeito havia esquecido, teria que atravessar o quarto para pegar outra roupa e somente de toalha?
Ela colocou apenas a cabeça para fora do banheiro.
– Feche os olhos porque eu vou ter que ir até aí.
Nicholas obdeceu pousando as mãos sobre os olhos. Sentiu um cheiro agradavél e inebriante. Era doce. Ouviu os passos abafados pelos pés descalços.
Anne pegou uma regata, uma calça jeans justa e seu casaco preto.
Quando estava próxima ao banheiro disse
"Pode abrir".
Vestiu-se rapidamente e saiu do banheiro cantando vitória, como se seu plano tivesse sido perfeito. Mal sabia ela...
Eles saíram e desligaram todas as luzes.
O refeitório era imenso com uma grande variedade de comida, Anne escolheu somente um pouco de comida japonesa. Era um pouco hábil com os hashis. Deu uma grande olhada pelo salão e viu que não conhecia ninguém além de Nicholas que parecia bem popular, a mesa em que ele estava sentado possuía uma quantidade rasoável de pessoas.
Nicholas havia visto Anne sozinha, mas apenas virou o rosto.
Assim que terminou voltou para o quarto. Sentou-se na cama, abriu o seu notebook e mandou uma mensagem para seu pai tentando ser o mais positiva possível ao descrever seu primeiro dia de aula. Quando estava saindo viu que Jonnhy a mandou uma mensagem, o que achou estranho, não era do habitual dele contatá-la pela internet, por isso preferiu nem ler o e-mail mandado.
Trocou-se de roupa, vestiu sua camisola curta de alças finas e justo de um tom rosado. Ele contornava perfeitamente suas curvas.
Nicholas estava junto da sua quase namorada. Entraram se agarrando no quarto escuro e caíram na primeira cama. Sentiram uma saliência debaixo dos lençois.
Anne gritou assustada, o que era aquilo em cima dela. Levantou a procura do interruptor e dá de cara com Nicholas e uma loira.
Nicholas arregalou os olhos, e a loira irritada disse:
– NICHOLAS, POR QUE TEM UMA GAROTA NO SEU DORMITÓRIO?
Ele estava parado olhando para a Poésy.
– Nicholas, da próxima vez que você for trazer a sua namoradinha avise, porque seu filho de uma puta, se eu for massacrada mais uma vez por você e sua namoradinha, eu juro, juro para você que você vai se ferrar comigo.
A loira irritadíssima e já sem clima saiu bufando do quarto.
– E que roupa é essa? — disse o garoto tentando parecer o mais natural possível.
– Não vem ao caso. Eu pensei que dividiria um quarto com uma garota, como todo restante das meninas deste colégio fazem, mas pela minha falta de sorte eu terei que dividir meu quarto com você e como se não bastasse, ainda vou ter que suportar também sua namoradinha?
Nicholas rebateu:
– Desculpa se você não conseguiu ninguém e está aí sozinha.
Anne lembrou-se imediatamente de Jonnhy.
− O quê? Não... – ele murmurou alguma coisa. – Seu... Me esqueça.
Anne limpou a única lágrima que caiu no seu rosto.
Sentou-se na sua cama, suas orbes também azuis observaram para um canto qualquer do quarto.
Deitou-se e acabou dormindo.
Nicholas que saíra do banho a viu descoberta e tremendo, então a cobriu e deixou um breve sorriso alcançar seus lábios.
Notas finais
Beijos.
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