Notas iniciais
Anteriormente em O Mito das Guerras Primevas Preocupada com o ataque sofrido em Lemúria, Athena designou dois cavaleiros para uma missão diferente das demais. Ixeon e Sraosha iriam a Avalon para encontrar a Excalibur a espada suprema. Reunindo mais dois cavaleiros de prata, os dourados partiram. Em Avalon eles se depararam com imensa fortaleza de Sinoh, onde estava guardada a espada sagrada.

A imensa Fortaleza de Sinoh tinha o formato de uma pirâmide. Sua entrada na face leste, onde se encontravam Ixeon, Sraosha e os prateados, era tão minúscula que poderia ser chamada de secreta por alguns.

A missão dos cavaleiros era invadir o local e tomar a espada para si, levando-a consigo para o mundo dos homens.

Contudo Hefesto já havia advertido Athena de que os Magos de Avalon são alheios aos assuntos do Mundo dos Humanos e provavelmente não cederiam seu tesouro, mesmo que para a causa nobre de uma deusa do Olimpo.

Athena não viu nenhuma saída a não ser tomar o objeto mesmo que em empréstimo pretendendo devolvê-lo em seguida.

O que se seguiu foi um estouro de proporções nunca ouvidas em Avalon.

— Isso é um cosmo? — perguntou Ixeon.

— É o que parece. — respondeu seco Sraosha.

— Essa agressividade… esse ódio… essa sede de destruição.

— É um Berseker com certeza, garota. E se eles estão aqui é porque pretendem pegar a espada, de uma forma não tão sútil quanto a que planejamos.

Os cavaleiros avançaram sem hesitar, deixando Leda, a Fada de Ébano, a observar.

“Ixeon ainda encarava o antigo amigo que se unira as forças do Deus dos Mares.

— Atos, não vou lutar com você.

— Então morra Ixeon! — o Marina avançou. — Fúria do Lobo! — o cosmo do Marina envolveu seu corpo transformando-o num lobo gigante que avançou sobre a jugular do cavaleiro.

Ixeon respondeu segurando o focinho e as mandíbulas do animal. Deslizou a mão e o segurou no pescoço liberando a mão que se prendia ao focinho da besta. Com esta cerrou o punho e concentrou uma energia negra. Socou o ventre da fera que voou longe e retornou a forma de homem.

— Ficou mais poderoso do que nunca não é mesmo Senhor das Trevas… — aquele era o título pelo qual Ixeon era conhecido em suas terras. — Mas isso ainda não acabou…”

Dentro da fortaleza um caos completo se instalara. Os Magos de Avalon eram poderosos, mas não páreos para o poder bélico dos Bersekers. Havia um número, estimado por Ixeon, de 300 soldados rasos, que com certeza estavam sob o comando de algum guerreiro mais poderoso.

— Cavaleiros de Prata ajudem os magos a conterem o avanço dos soldados rasos. Nós vamos procurar o comandante deles e derrubá-lo.

Sraosha guiou os dois cavaleiros pelo senso do cosmo mais forte e ofensivo que sentia naquele local.

“- Como é possível? Meu irmão se tornou um assecla de Poseidon?

O Marina avançou sem hesitar o punho em riste e socou com todo seu poder o rosto do Cavaleiro de Gêmeos.

Sraosha procurara seu irmão por muitos anos. O irmão que havia desaparecido logo em seguida de seu nascimento. Aquele com quem compartilhava não somente a aparência, mas uma alma.

O Geminiano não tinha forças para atacar alguém que mesmo sem ter visto amava por toda vida. Ao passo que o Marina, desferia golpes de todos os tipos contra o guerreiro dourado.”

Os Cavaleiros de Ouro foram guiados para uma sala no centro da imensa construção. Lá um grupo de Magos criava uma barreira de cosmo-energia para impedir o avanço do dono do maior cosmo.

— Hei! Moleque!

Era um garoto, baixo, cabelos negros e lisos. Não usava elmo, mas trajava a Fúria completa. O torso totalmente protegido as ombreiras ogivais. Os antebraços e pernas também recobertos pela proteção. Preso as costas o garoto carregava uma lança.

— Cavaleiros de Athena?! — o garoto pareceu surpreso, mas um sorriso de satisfação dançou em seu rosto. — Como chegaram aqui?

— Sou Sraosha de Gêmeos, o Dobrador de Dimensões.

— Sou Ixeon de Capricórnio, o Senhor das Trevas. E você quem é moleque? — o Cosmo daquele garoto era anormal, violento e intenso como se pudesse estraçalhar tudo.

— Eu sou Lycan de Javelin. Vim sob as ordens de mestre Phobos tomar a Excalibur, a espada sagrada em nome de Áres deus da Guerra.

Era um garoto, os dourados não poderiam enfrentar um garoto. Nesse momento eles perceberiam que a hesitação fora um erro. O garoto sacou a lança e cravou no chão, seu cosmo se elevou e milhares de lanças idênticas brotaram do solo alvejando os cavaleiros.

— Droga! Como esse menino pode ser tão forte?

— Nossa hesitação foi um erro Capricórnio. Não podemos deixar nos enganar pela aparência de criança. Ele é um Berseker de Áres.

— Sim. Sou um dos Quatro Capitães do General Phobos.

Os cavaleiros ficaram surpresos ao ouvir que o garoto era um Capitão.

— Como disse não podemos nos deixar levar pelas aparências, Ixeon.

“Sangue escorria da boca e do nariz de Sraosha. Seu corpo estava dolorido pelos ataques do Marina, mas ele não conseguia revidar. Não poderia levantar uma mão se quer para o seu irmão.

O que está fazendo? — a voz ecoava de dentro da sua mente. — O que está fazendo Sraosha? Ele é seu inimigo…

— Ele é meu irmão não posso atacar ao meu sangue!

O que está falando ele não é seu irmão. Você me disse que tinha um irmão gêmeo, mas este Marina nada tem haver com vocês.

— Do que está falando, Hermes?”

Ixeon avançou com um ímpeto brutal. Seu braço direito estava recoberto por uma camada negra.

— Punho de Escuridão!

O Berseker esticou a lança que aparou o golpe do cavaleiro, mas seus pés se encravaram no chão formando buracos.

Os magos continuavam a manter a barreira para impedir que o inimigo chegasse ao altar onde descansava a espada sagrada.

— Sraosha, preciso de cobertura aqui!

O cavaleiro de Gêmeos abria bolsas no espaço por onde Ixeon entrava e saía atacando o soldado de Áres por todos os lados.

— Maldito! O que você está fazendo?

A velocidade de Ixeon combinada com a técnica de Sraosha fazia com Lycan perdesse o sentido.

— Couraça de Espinhos!

O cavaleiro foi acertado por pelos menos 7 das lanças que formavam a couraça em volta do Berseker. Sendo arremessado de costas na barreira. As feridas começaram a queimar.

— O que está acontecendo?!

— É muito simples a lâmina da Javelin deixa uma lasca em sua ferida. E ela vai começar a queimar até que seu corpo queime por inteiro. Esse é o terror da minha lança. Originalmente eu pertencia ao Batalhão do Fogo Vermelho, mas Mestre Phobos me ofereceu o cargo de comando.

— Hei! Ixeon, sua única chance de anular o poder do cosmo dele é entrando na barreira dos magos.

Droga Sraosha tem razão.

Ele se arrastou de costas. Seu corpo imergindo na barreira. Mas o Berseker não deixaria sua presa escapar. Ele se movimento velozmente atacando com a lança uma, duas, três vezes. A entrada de Ixeon havia aberto a brecha que o inimigo precisava. Os magos estavam mortos. Apenas o mais antigo, que já estava moribundo conseguiu se mover.

— Você me parece honrado guerreiro. Pelo meu poder a mim concedido quero que se apodere da Espada Sagrada, a Excalibur. — A espada flutuou como se tivesse vida própria. Encontrou a mão do guerreiro dourado.

— Essa espada é minha! — vociferou o berseker.

Ixeon criou uma barreira que iria segurar por muito pouco tempo. Para evitar os ataques de Sraosha o inimigo fez com lanças alvejassem o Geminiano.

Ixeon tomou uma decisão drástica. Usando a lâmina da espada arrancou seu próprio braço esquerdo. Incorporou a lâmina no lugar no membro extirpado e a envolveu com as trevas formando um braço artificial. Ele se ergueu, era como se a espada houvesse renovado o poder de seu cosmo.

— Como pode ter conseguido tanto poder?

— A espada… ela está aumentando o meu cosmo. — Ixeon parecia outro homem. Brandiu o braço de trevas destruindo as lanças que atacavam o companheiro. — Hei! Srao, o que você acha de usar aquele ataque.

O cavaleiro de Gêmeos uniu a palma das mãos o cosmo intenso em torno de si.

— Sinta o poder da colisão das galáxias! Explosão Galáctica!

O cosmo do cavaleiro de gêmeos era tão intenso que explodiu todo o andar superior da Fortaleza. Em questão de segundos Sraosha, Ixeon e os cavaleiros de prata estavam seguros a Hermes, ascendendo na direção de um buraco negro… passagem para casa.

De volta ao Santuário Sraosha e Ixeon foram se apresentar a Athena.

— Minha deusa, aqui está Excalibur a espada sagrada. — ele desfez o braço de trevas revelando a lâmina que ocupava o lugar de seu antebraço. — Atena se surpreendeu. Sem que nenhum dos cavaleiros se manifestasse ela sabia que havia sacrifícios para que a missão tivesse sido cumprida.

— Fique com ela, Ixeon. Se conseguiu incorporar esse objeto místico ao seu braço amputado é porque realmente a merece. No mais só precisava que ela estivesse em nossas mãos. E Sraosha… eu tenho um algo para você também, tão valioso quanto a Excalibur. — a deusa se achegou e sussurrou em seu ouvido. — Aesma.

Sraosha sabia o que Athena havia descoberto.

Notas finais
IXEON DE CAPRICÓRNIO Quando estava prestes a perder a lâmina sagrada ele a incorpora ao seu braço. Quando Ixeon retorna com seu grupo de cavaleiros perdido, ele diz que vai arrancar o próprio braço para entregar a espada à deusa e Athena recompensa o cavaleiro com a espada sagrada por sua fidelidade.