Notas iniciais
Bem,algumas leitoras pediram para que a fic nao acabasse tao cedo. Em respeito à elas, irei continuar com a fic (:
Estava sem inspiraçao..mas agr estou de volta :P
Boa leitura!

- Mas tem que ser agora? — Claire falou, indo até a janela. Quando a abriu, uma rajada forte de vento entrou no quarto, fazendo com que eu me arrepiasse por inteira. — O tempo não parece bom.

- Nada é o que parece por aqui, Claire. — contestou Sara.

- Deixa eu ver. — me levantei e fui até lá. O tempo parecia ter criado vida própria. Uma grande enxurrada de chuva estava por vir. As folhas se aglomeraram nos cantos da casa como se prenunciassem que algo grande se aproximava. Os primeiros pingos de chuva molharam levemente meu rosto.

- Todos nós sabemos o que isso significa. — disse Jennie. — Annie sabe que roubamos o corpo dela e está furiosa. Não ficaria surpresa se ela aparecesse.

- Deixe que ela apareça — dei de ombros com indiferença; com raiva. — Não vou deixar que ela prenda minha mãe e Natasha.

- E se não der certo? — John falou de repente. — Tipo...se nem o fato de juntarmos os corpos vai fazer com que ela ceda e pare? Ela não parece ser movida assim...

Parei pra pensar. A história plena da Vingativa ainda tinha umas incógnitas pra mim. Tudo sobre a vida dela estava naquele diário, e mesmo assim, corríamos o risco de o que estivesse ali não fosse verdade. Se ela era esperta fantasma, quando viva devia ser mais ainda.

- Temos que arriscar. — abri o diário.

- Se ainda assim ela continuar, o que pode fazer de mais? — Sara disse. — Destruir a cidade e transformá-la em um cemitério gigante? Pra quando pessoas passarem por aqui nem se lembrarem que era uma cidade? Isso não me parece nem um pouco reconfortante.

- Annie sempre foi muito inteligente. — disse Jennie, nostálgica. — Talvez ela queria fazer algo que ninguém imaginaria que ela poderia ser capaz de fazer.

- Tipo o quê?

O olhar melancólico de Jennie enxergava o nada.

- Jamais deixar que as pessoas daqui possam amar.

Sua fala deixou uma sensação triste no quarto. Tudo cessou quando Lauren apareceu ofegante na porta, de olhos arregalados, dizendo:

- Tem uma névoa tomando conta da casa! E parece que as nuvens estão sobre nós!

Saímos correndo pra fora da casa. Como em outrora, a mesma névoa fantasmagórica, traiçoeira e assassina que anunciava a presença da Vingativa nos rondava novamente. Só que dessa vez, ela parecia mais densa, como se quisesse nos espremer dentro da casa. Além disso, as nuvens que antes aparentavam ser chuva, se concentraram em "cima" de nós, como um olho cinzento gigante, que parecia rodopiar lentamente; como uma tortura agoniante. Por outro lado, era como se estivesse nos vigiando.

- Ah, que merda! — vociferou Rebecca, vindo correndo da cozinha, sem acreditar.

- Onde estão vovô, vovó e Cândida? — perguntei. Na verdade, gritei por cima do forte vento que surgiu do nada, como um furacão.

- Devem estar voltando do shopping.

- O shopping! — eu me lembrei. — Ela quer nos impedir de ir até lá nos prendendo aqui!

- Mas e seus avós? — Claire quis saber.

De repente, a névoa se concentrou num só ponto, formando uma espécie de caricatura humana na forma de um rosto. Eu me preparava pra correr quando o que eu temia aconteceu.

- Vou pegar você, Valerie... — era a voz seca da Vingativa falando através do rosto de névoa. — Eu avisei para não se meter comigo!

Sua fúria resultou numa ventania que empurrou a todos nós, fazendo com que nos desequilibrássemos.

- Pra dentro! Agora! — gritei.

Enquanto corríamos, o rosto abriu a boca em um ângulo grotesco e animal pra nos engolir, quando finalmente fechei a porta, o que a fez rugir de fúria.

- Ela quer a Valerie. — Rebecca cruzou os braços com raiva. — Nunca vamos sair daqui.

- O que vamos fazer agora? — Sara falou. — Vamos ter que ler alguma coisa no diário dela pra fazê-la dormir?

- Procure no diário — Jennie sussurrou ao meu lado; invisível. — Encontre o outro corpo.

A casa foi tomada por um tremor, e gritamos desesperados. Caí no chão e bati a cabeça. Logo depois, vi um desenho na parede onde uma boneca se encontrava enforcada. Através dos furos, sangue começou a escorrer, e me afastei com medo. Mal me virei, e havia outra mensagem da Vingativa na parede:

HOJE VOCÊ MORRE

- Não! — gritei, tampando os olhos.

- Valerie? — Claire me amparou.

- Ela tá vendo alguma coisa. — Steve disse. — A Vingativa tá na mente dela.

- Ela é mais covarde do que eu imaginava. — comentou John.

- Peraí, onde estão Lauren e Rebecca? — notou Sara.

Só então me dei conta de que elas duas tinham sumido. Em seguida, ouviu-se um vidro quebrar e um grito.

- Ajudem! — era a voz de Rebecca.

Na cozinha, ela amparava Lauren no colo, que parecia um pouco tonta.

- O que aconteceu? — John quis saber.

- Ela quis escapar — contou Rebecca. — Ela quebrou a janela — apontou para os destroços. — Mas aí essa névoa estranha entrou, e ela meio que...respirou ela e caiu. E ficou assim.

- Então, não toquem na névoa. — alertou Steve.

Ele mal terminou de falar, e Rebecca caiu em seguida no chão. Logo vimos o porquê: ela tinha respirado a névoa também. Se dando conta disso, John tratou de tapar o buraco com uma estante, mas sem sucesso. Pequenos traços finos da névoa começaram a brotar de todos os cantos. Tapei o rosto com a blusa e me afastei.

- Mas que... — Sara se aproximou da janela, afastando a estante.

- Não! — eu gritei. — Vai infectar você tam...

Tarde demais.

Sara se engasgou e pôs as mãos no pescoço, à procura de ar. Em seguida, caiu de joelhos no chão à medida que Lauren e Rebecca se levantavam quase que como zumbis. John foi o próximo; se sufocando e tossindo, para depois sorrir maliciosamente junto com os outros. Claire foi ajudá-lo, e virou vítima também.

Só restara Steve.

- Cuidado! — apontei para a névoa que se aproximava dele como uma cobra pronta para dar o bote. Ele deu um pulo, mas inalou a névoa venenosa.

Me apoiei na bancada da pia enquanto os outros agiam feito zumbis. Estava só. Completamente e unicamente sozinha.

Um rastro de névoa se aproximou de mim, e o inalei. Tinha um cheiro horrível; como cigarro, mas apenas tossi levemente.

Steve também não pareceu ter se tornado um zumbi. Ele pegou minha mão e olhou em meus olhos, enquanto Sara, Claire, John, Lauren e Rebecca vinham até nós em passos medidos e calculados.

Demos passos para trás, ameaçando correr; o que não era uma boa ideia. Para onde iríamos, se não conseguiríamos ao menos sair da casa?

Estávamos presos, sem nenhuma chance de escapar. Mesmo de meus próprios amigos.

- Valerie. — Steve apertou minha mão e apontou para eles com os olhos verdes. — Não sei o porquê, mas algo me diz que devemos correr agora.

Notas finais
Por que será que só a Valerie e o Steve não foram afetados?? Palpites? hmm...kkkk
prox cap esta imperdivel!
Comentem, por favor. Façam essa autora feliz ~le eu piscando~
Ate o prox cap.