Aquele era, sem dúvida, o momento mais difícil da vida de Tyler e Dylan. Cada segundo pesava como chumbo, e qualquer movimento brusco poderia arruinar tudo. Eles permaneciam ali, imóveis, tentando entender como escapar ou reverter aquela situação que já parecia perdida demais.

— Parece que vocês finalmente chegaram ao fim da jornada… — ironizou uma voz fria, cortante. — E não será como vocês imaginaram, certo?

Logo em seguida, ordens eram dadas:

— Levem o traidor e deixem o garoto aqui comigo.

Tyler implorava para que não fizessem nada com seu amigo. Mas o pedido foi em vão — os gritos de socorro de Dylan ecoaram, cada vez mais agonizantes. As lágrimas correram pelo rosto de Tyler, que não conseguiu conter a dor e o desespero.

— Agora não adianta chorar ou pedir ajuda… — um homem anunciou com frieza — Este é o vosso fim, e, antes disso, ainda vão conhecer um pouco mais da verdade.

Antes que Tyler pudesse reagir, um grande camburão colidiu contra a porta, arremessando a mulher com força contra uma pilha de madeira.

Instantes depois, dezenas de homens invadiram o espaço. Uma troca intensa de tiros se iniciou, ecoando pelos corredores enquanto os capangas eram abatidos um a um. De quase cem, restavam apenas cinquenta — o que abriu uma brecha para a fuga dos dois amigos.

— Dylan, entra logo! — gritou Tyler, impulsionando o amigo para dentro de uma Dodge Ram branca, que estava estacionada ali.

Pisaram fundo, sabendo que aquela escapada era só o começo de uma perseguição frenética.

Dylan olhou pelo retrovisor, tentando respirar aliviado.

— Acho que conseguimos… né? — ele comentou, meio hesitante.

— Acho que… — Tyler começou — mas não conseguiu terminar.

Uma explosão estrondosa sacudiu uma oficina de carros ao lado, forçando Tyler a desviar bruscamente.

Pneus voaram pelos ares.

— Mãeee! — gritou uma criança, chorando ao lado do corpo de sua mãe, esmagada por um dos pneus arremessados.

Antes que pudessem assimilar o horror, o rugido de hélices cortou o céu: um helicóptero militar equipado com mísseis surgia sobre eles. Tyler e Dylan sabiam que, se não despistassem aquilo, suas vidas estariam por um fio — e eles não tinham tempo para um plano melhor.

— Quando eu disser “já”, você pula, ok? — Tyler avisou, voz tensa.

— Ok. — Dylan respondeu.

— 1…2…3… já! — gritou Tyler, e os dois se lançaram do carro em alta velocidade, rumo às Watts Towers.

Assim que caíram, helicóptero respondeu com dois mísseis disparados em direção ao veículo, que explodiu contra as torres. A detonação derrubou ainda duas construções próximas, espalhando fogo e destruição por Los Angeles — uma cena de caos sinistro, com a cidade banhada em chamas e sangue.

Uma voz ecoou por megafone:

— Rendam-se! Isso não precisa envolver mais inocentes! Mas, se insistirem, então que assim seja!

— É um prazer… Evie. O nome que ficará marcado para sempre! — uma mulher proclamou com orgulho e frieza, elevando-se acima do permitido.

— Comandante Evie, não podemos subir mais — vamos ficar sem combustível. — alertou um dos ajudantes.

— Ah é? — Evie reagiu instantaneamente, elimando-os com tiros, mandando-os despencar ao chão. — Agora eu estou sozinha neste plano — e irei terminá-lo.

Notas finais
Tentarei sempre escrever e conseguir mudar algumas coisas e entregar um final decente.