Notas iniciais
Um cap. para adiantar os acontecimentos da fic.

Júlia convida Mariana para passear em um parque e ficam por lá a tarde inteira.

- Júlia, como foi? — Mariana perguntou com extrema curiosidade.

- Bom. — Júlia respondeu com monossílabo.

- Ah, fala sério. Você tava mega ansiosa e se estivesse bom mesmo, você não falaria assim, nesse tédio. — Mariana encarava a amiga tentando desvendar seus pensamentos.

- Sério, foi bom.

- Olha só, não adianta mentir, eu te conheço, e se não quiser contar por bem, manola, eu vou encher sua paciência até você abrir o jogo.

- Vou te contar porque eu quero, tá? — Júlia acaba cedendo.

- Sim, por livre e espontânea pressão da minha parte. — Gargalhou de forma debochada, mas em tom de brincadeira.

- É que eu fiquei com depressão pós-show. — Júlia tentou dissimular.

- Não acredito nisso. Você viu alguma coisa que te decepcionou.

- Mary, o Bill é super arrogante.

- Eu sei. — Mary falou tranquilamente.

- Sabe como?

- Aquela cara dele não nega.

- Adoro a cara dele. Na hora do meet, quando eu vi eles entrando, fiquei pulando de alegria que nem uma pulga. Eu escolhi tirar foto entre o Bill e o Tom. Você acredita que eu virei pro Bill e perguntei: posso te dar um abraço? Ele simplesmente virou a cara pro lado, não respondeu nada e soltou uma risada, zombando de mim. Me ignorou por completo.

- Foi mesmo, amiga? Bem feito.

- Bem feito, mesmo. — Júlia concordou de pronto com a amiga.

- Espero que agora você tenha se arrependido por ter ficado mal comigo por causa deles.

- Tá bom, para, por favor. Você sabe que eu me arrependi daquilo no mesmo dia, a diferença é que agora me arrependo duas vezes mais. Me perdoe.

- Já tá perdoada faz tempo, besta. — Mariana aperta a amiga entre os braços até ela soltar um "ai" de leve.

- E mais: aquele Bill é desafinado ao vivo, a voz é completamente instável. Os outros meninos da banda tocam mal pra caramba, erram muito, principalmente o Tom. Aff, perdi meu tempo com aquela bosta.

- AEEEE, até que enfim, minha amiga voltou pra Terra.

- Eu já te contei que a Rebeca ficou dando em cima do cara que me "atropelou"?

- Não. Nossa, ela se prestou a um papel desses?

- Você ainda tem dúvidas? Não posso negar, o cara não era feio.

- Quando você fala que o " cara não era feio", é porque o cara era um gato.

- Hum... pode ser. — Júlia respondeu sem mostrar interesse. Tratou de mudar o rumo do assunto.

- Sei.

- Enfim, esses últimos dias foram só de vexame pra mim, da ida à volta. O pior é que, eu lá, toda machucada, não sabia onde enfiar a cara, enquanto minha irmã nem se tocava. O típico episódio de vergonha alheia. E o rapaz, com a maior cara de tacho. KKKKK.

- Imagino. Mudando totalmente de assunto, nós poderíamos marcar mais programas. Você tá sofrendo de tédio, então, eu acho que passear pode ser um remédio. Topa?

- Já tenho um programa pra amanhã, se você tiver afim de ir ao supermercado comigo, tá convocada. Minha mãe vai numa reunião na escola do Andrey e deixou uma listinha de coisas pra eu comprar. Ir ao supermercado não é um programão, mas se você for, eu agradeço, ainda mais porque preciso de alguém pra me ajudar a trazer, por causa da mão.

- Pela sua mão, eu vou, mas só pela sua mão, hein? — Brincou Mariana.

- Passo lá na tua casa, então.

Horas mais tarde...

- Alô, Matthew. Como vai?

- Mas o que é isso? A Rebeca ligando para o Matthew? — Júlia questiona em pensamento.

- Não foi nada com a Júlia, não. É que chamei uma amiga pra irmos a uma boate, aí, lembrei de você, e pensei: por que não chamar o Matt como forma de agradecimento, já que ele é novo na cidade? Decidi te chamar, e acho que você vai adorar.

- Ahn? Boate? Ela mal conheceu o "Matt" e já sai atacando? — Júlia continuou escutando a conversa ao telefone, silenciosamente.

- Amanhã, não? Ah, outro dia, tudo bem. Quando quiser, me avise.

- Isssssaaa!!! Se for o que eu tô pensando, bem feito pra ela, tomou um toco, na lata, oferecida. — Júlia cochicha baixnho consigo mesma, demonstrando satisfação pela recusa de Matthew.

A porta do quarto estava entreaberta, dando a possibilidade de quem está de fora escutar toda a conversa de Rebeca ao telefone. Ao perceber que Rebeca iria sair do quarto, Júlia disfarça e sai andando, fingindo que só estava passando em frente ao quarto da irmã, mas não consegue dissimular uma estranha satisfação interior que a domina naquele momento.

Notas finais
Se gostou, deixe review, se não gostou, deixe review, enfim, deixe review.
- Oh, quanta repetição! Será que ela quer fazer lavagem cerebral? *leitor pensando*. #Meignorem.
Espero que gostem.