O Meu Ídolo - Sem Cortes
18 Bill em Off.
Notas iniciais
Bill's POV
Nada melhor do que uma folga em meio de turnê pra aliviar a tensão. Aquelas garotas me estressam com tanta palhaçada, choradeira sem fim. No último show, fiquei de cara no chão quando uma menina pediu para me abraçar, acho que ela não ouviu as regras. Será que elas acreditam mesmo que um vão ter alguma coisa comigo, ou com os outros caras? É o preço que se paga.
Eu sempre quis ser famoso e ter sucesso com a música, mas percebi que ser um bom cantor não seria o bastante. Quando me dei conta dessa realidade, passei por uma grande dor, vi que poderia me perder em meio a tanta superficialidade. David me ajudou nesse ponto. Em parte, essa imagem de romântico que faz as meninas me acharem sensível, foi ele quem vendeu, depois de me mostrar que seria bom pra imagem da banda, assim como foi com o jeito galinha do Tom. Me lembro que, no começo, ele nos matriculou em aulas de teatro, levou-nos a uma fonoaudióloga para podermos ficar mais naturais com o nosso comportamento. Logo, fui transformado em um "romântico incurável" com traços femininos. Sempre gostei de usar maquiagens, isso não foi ensinado, nem mudado. Tudo valeu a pena, porque consegui atingir meu objetivo, e hoje, faço o que gosto, tenho tranquilidade financeira, e estou pouco me lixando se existe alguém me chamando de gay, porque muitos gostariam de ser gay no meu lugar.
– Bill. — A voz de Tom ecoa pela sala me chamando de volta dos meus pensamentos.
– Sim?
– Vamos sair hoje à noite? Tô precisando de uma agito. — Falou se sentando em uma poltrona que ficava em frente ao sofá em que eu estava estirado.
– Eu até iria, se eu não estivesse cansado desses "agitos". Fala sério, Tom, você não se cansa de ver sempre as mulheres fáceis e dispostas a tudo?
– Mais ou menos. Mas você não pode falar assim. Eu me lembro que há alguns dias atrás você tava se aproveitando muito bem delas. — Sorriu malicioso, remexendo no piercing.
– Hoje você vai só, ou chama outra pessoa, mas eu não vou. Quero ficar em paz, já basta aquelas loucas da turnê. Eu estava pensando, Tom... Seria bom se a produção acabasse com esse negócio de meet & greet, não?
– Também acho, mas não pode acabar. Bill, você tem que ver que são uns minutinhos, só.
– Não mata, mesmo. — Respondi com um ar de compreensão.
– Tá bom, fica aí na sua "paz", que eu vou me divertir. — Enfatizou a palavra paz.
– Espera aí.
– O que? — Tom perguntou impaciente.
– Cuidado com o que vai colocar na boca. Pensa que eu não percebi que você anda colocando nela mais do que álcool e cigarro?
– Por que você não cuida da sua vida? Eu sei de mim.
– Tudo bem, quando você perder o controle, não pense que vai me arrastar junto. Eu não vou mover uma palha pra te ajudar. Por mim, você pode morrer sozinho e esquecer que eu sou seu irmão, seu merda. — Falei com raiva, por ter um irmão tão burro.
– Quem disse que eu algum dia vou precisar de você? — Falou cínico.
– Acho bom. Agora, vá lá, se "divertir".
Tom saiu batendo a porta com força. Apesar das palavras duras, eu tinha grande preocupação com ele, e se, eu brigava, é porque o medo de ele se envolver demais com coisas prejudiciais era grande. É claro que eu o ajudaria em qualquer circunstância, mas eu precisava lançar mão de alguma coisa que fizesse ele abrir os olhos enquanto era tempo.
O Tom sempre foi um cara inseguro, e nem tão pegador assim como ele grita aos quatro ventos. Nenhum de nós teve sequer uma namorada, como dizemos nas entrevistas. Piorou muito mais quando ficamos famosos, aí, não arrumamos por dois fatores: a maioria é interesseira, e porque o nosso manager desaconselha. Toda as vezes em que eu tentei namorar alguém, só me vi pressionado, além de as mulheres serem muito chatas, cheias de cobranças. Agora, prefiro só lances rápidos, porque não me comprometo com ninguém, nem fujo à recomendação do Jost.
Bill's POV
Notas finais
Ele terá muito tempo para mostrar o quão arrogante ele pode ser.
Quero comentários, tá? Tenham um ótimo feriado.
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