O Meu Ídolo - Sem Cortes
16 Cuidado com a sua irmã!
Notas iniciais
[Júlia's POV]
Minha mãe vai me encher de perguntas quando ver a minha mão enfaixada. E eu vou responder de boa, porque a culpa foi minha mesmo. Quem manda eu não prestar atenção antes de atravessar? Eu poderia estar morta agora, mas foi só uma mãozinha, nem quebrou, saí no lucro. Foi hilário na hora que a Rebeca gritou com a cara. E a expressão que ele fez quando me viu no chão? Agora dá vontade de rir. Eu não queria que ele tivesse nos levado ao hospital, tenho cisma com desconhecidos, e se ele fosse um maníaco, pervertido, mal-intencionado? Nós seríamos apenas duas garotas frágeis contra aquele armário. É incrível a capacidade que a minha irmã tem de enfiar os pés pelas mãos. Minha mãe vai dar um sermão daqueles, e com razão, quando souber disso.
Agora, que tudo passou, me sinto melhor, em primeiro lugar, porque voltei para o lugar mais maravilhoso do mundo: a minha casa. Viajar, passear, conhecer pessoas novas é ótimo, mas nada ganha do prazer de ficar em casa. Se não fosse o meu corpo tão dolorido, eu estaria melhor ainda. Acho que vou procurar Rebeca para pertubá-la um pouquinho, — a essa altura ela deve estar se sentindo um caco — a casa está tão silenciosa.
– REBECA. — chego na porta do quarto dela quase me arrastando e mancando, grito o mais alto que posso e bato com certa força na porta, com a mão intacta, é claro.
– O que foi, escandalosa? — responde com voz sonolenta e raivosa.
– Abre aí, quero conversar contigo.
– Não.
– Já sei: você tá pelada e fazendo coisas erradas, por isso não vai abrir. Tudo bem, eu espero você se vestir e se recuperar.
Vejo a porta se abrir e entro.
– O que você vai falar pra nossa mãe quando ela souber que nós fomos com aquele cara pro hospital? — sentei com certa dificuldade na cama, meus quadris estavam "quebrados".
– Nada, ela não precisa saber.
– Você vai mentir pra ela?
– Ô criatura lerda, eu não vou mentir. Ela não precisa saber. Você acha que ela vai querer saber como nós chegamos ao hospital?
– Saiba que eu não gostei de você ter aceito os favores dele.
– Favores? Ele só cumpriu a obrigação dele, afinal, ele te atropelou. E você aceitou ir.
– Eu não podia fazer nada, eu tava machucada e com medo de estar toda quebrada, você tinha total controle da situação.
– Ah, é? Eu vi a sua carinha quando ele te pegou no colo. Você gostou, que eu sei. Mas eu não te culpo. Cá entre nós: aquilo é um pedaço de homem. — Rebeca falou maliciosamente e levou as mãos se abanando, simulando calor.
– Não vai me dizer que ficou interessada pelo cara. — perguntei incrédula.
– Por que você acha que eu pedi o telefone dele?
– Eu tinha percebido, mas preferi pensar que era impressão minha, agora eu entendo porque você quis tanto a carona dele. É horrível ficar se oferecendo pra um cara que você mal conhece.
– Você diz isso porque não tem coragem. É bom que não tenha mesmo, ele é muita areia pra sua carroça. — sorriu irônica por estar me esnobando.
– Não, querida, tô pouco me lixando. Faça ótimo proveito dele. Só quis lhe dar um conselho, porque essas suas atitudes pegam mal. O que você chama de coragem, eu chamo de oferecimento. — revidei e desejei que ela conseguisse ele e depois levasse um pezão na bunda, só pra eu ver essa arrogância toda se desfazer, se bem que ela era só de diversão mesmo.
– Ficou com ciúmes? — ela arrematou na tentativa me irritar.
– Como eu disse: faça bom proveito.
– Com muito prazer. Agora, eu preciso que você saia pra eu descansar a minha beleza pro "Matthew". — ela encheu a boca e fez questão de enfatizar o nome "Matthew".
– Até mais.
Mamãe e Andrey chegaram. Eles haviam saído pra fazer diversas compras para a casa. Minha mãe levou um susto ao ver minha mão machucada e alguns hematomas pelo meu corpo. Contei toda a história para ela, tirando a parte do Matthew, é óbvio, me senti mal, pois estou acostumada a falar tudo, mas foi melhor assim. Ao contrário do que pensei, ela não brigou, só pediu para eu tomar mais cuidado da próxima vez. Perguntou se eu tinha gostado da viagem, do show, e respondi que sim, e ela não me achou tão empolgada, mas não esticou conversa, ainda bem. No resto do tempo ela me tratou muito bem, talvez com pena por eu estar machucada.
Pretendo me recuperar o quanto antes. Isso inclui chamar a Mary para gente fazer alguns programas juntas. Não vou chamar a Rebeca porque agora ela só vai ficar na onda desse "Matthew", do jeito que eu a conheço, ela só vai deixá-lo em paz quando conseguir, e ainda vai ficar se achando o máximo. Grande coisa.
[Júlia POV]
Notas finais
A Júlia está interessada no Matthew?
A resposta é não. Por enquanto, ela não tem interesse nele.
Os meninos do TH vão reaparecer?
Sim, e não demorará, principalmente o Bill, que terá um papel importante nisso.
E a Rebeca?
O capítulo dá uma prévia do que ela fará com a irmã.
A propósito, a Rebeca é uma ridícula mesmo, não? Ficou pedindo o telefone de um cara que não tá nem aí. Depois vou colocar o que ele pensa.
A Júlia vai criar raiva do TH, mas será contida. No mais, ela se reencontrará com eles.
Sinceramente, eu estou um tanto desanimada com a quantidade de reviews quase nula que tenho recebido. A história tá ruim? Por favor, me digam, porque posso tentar melhorar, mas escrever às escuras é difícil, porque não sei se está agradando ou não. Por isso, se ler, deixe review. Se existir algum leitor fantasma, apareça, você será muito bem-vindo.
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