O Meu Ídolo - Sem Cortes
7 A Surpresa
Notas iniciais
Quero dedicar este capítulo à Faah_Listing, e agradecê-la pela linda recomendação. Obrigada, Fabrícia.
Um mês depois...
[Júlia]
Quando obtive péssimos resultados nos testes da escola, decidi rever algumas coisas, por exemplo: voltar a ser a aluna aplicada de antes. O resultado: ótimas notas. Apesar de eu estar indo muito bem no colégio, uma coisa ainda me incomoda: o fato de eu e Mariana ainda estarmos brigadas. O pior, é que, estudamos no mesmo lugar e vivemos nos esbarrando pelos corredores, deixando aquele climão pesado no ar. Hoje, vejo que a nossa briga foi por um motivo fútil, mesmo assim, não quero pedir desculpas, pois ela também teve uma parcela de culpa.
Por dentro, ainda sofro muito pela nossa "separação". Às vezes, me sinto deprimida, mesmo que por fora eu tente mostrar outra coisa. Andei até emagrecendo uns quilinhos. É que eu sou assim: qualquer coisa que abala o meu lado emocional, interfere no meu apetite; quando fico triste, deixo de comer.
É muito duro perder a sua única melhor amiga que você conhece há tantos anos, mais precisamente, seis. Lembro-me como se fosse ontem, o dia em que nos conhecemos. Eu adorava usar broches na roupa, e um deles, em especial, era o meu favorito. Certa vez, perdi-o. Mamãe mandou eu ir ao supermercado do nosso bairro, e, chegando lá, uma garota cheinha estava atrás de mim, na fila do caixa. Olhei para ela, — não costumo olhar para ninguém quando estou em filas — e, que supresa! Vi o meu querido broche preso em sua blusa, no lado esquerdo, à altura do peito.
[Flashback on]
– Ei, esse broche é meu — ao invés de pensar, falei.
– O quê?
– Desculpa, é que o broche que está preso em sua blusa, é meu. Perdi há alguns meses. Onde você o achou?
– Na minha rua.
– E, onde você mora? Ah, desculpa tantas perguntas, mas é que eu fiquei curiosa para saber onde você o achou, porque esse era o preferido da minha coleção.
– Eu moro na rua E-18.
– Meu Deus, você é quase minha vizinha. Eu moro na E-15.
– Você quer seu broche de volta?
– Não, pode ficar com ele pra você.
– Mas você gosta dele.
– Não mais, já tinha esquecido até.
– Muito obrigada, então.
– Próximo — a caixa do supermercado falou irritada com nós duas, que já estávamos há algum tempo paradas conversando sem nos darmos conta de que já tinha chegado a nossa vez.
– Ah... sim — comecei a passar minhas compras no caixa.
– O meu nome é Mariana. E o seu?
– Júlia.
– A gente se vê por aí, Júlia.
– Tchau.
Desde então, comecei a passar mais vezes pela rua dela. E todas as vezes que eu passava por lá, nós conversávamos demais. Descobri que ela havia se mudado recentemente. Logo, ela foi estudar no mesmo colégio que eu.
[Flashback off]
Hoje em dia, acho os broches a coisa mais ridícula do mundo. Nossa, como a cabeça da gente muda!
[Júlia]
A garota sempre aproveitava o trajeto de volta da escola para pensar. O Tokio Hotel e suas músicas estavam ajudando-a muito a superar a tristeza que tomava conta dela naquele momento, pois, dentro da sua casa faltava o diálogo entre a família.
Júlia adorava assistir ao dvd zimmer para se distrair. Além das belas canções que tinham o poder de confortá-la, ela se divertia vendo o Bill se movimentar freneticamente com aquela jubinha louca, o Tom fazendo umas caras orgasmáticas e usando roupas enormes que talvez coubessem uns três dele, Georg com seus cabelos imaculadamente chapinhados e Gustav na bateria com seu jeitinho quieto.
Tudo o que Júlia desejava agora era: chegar em casa, tomar um bom banho e correr para a internet, para ver novidades sobre a banda. E assim o fez quando chegou ao lar. Depois de tomar banho, entrou em um fórum dedicado ao Tokio Hotel. Vendo a página de notícias, observou algo, no qual não pode acreditar. Era a seguinte tag: Tokio Hotel no Brasil. Júlia sentiu uma hesitação que durou uma fração de segundo, não podendo conter-se, abriu o link da página. E, para uma surpresa feliz:
Júlia sentiu um misto de emoções: alegria, ansiedade, euforia. Dos seus olhos já começavam a rolar tímidas e quentes lágrimas. Ela mal poderia esperar pela chance de ver seus ídolos de tão perto, principalmente, o Bill, pelo qual nutria uma paixão platônica que não revelava a ninguém, porém, não precisava que ela o fizesse, seu próprio olhar entregava.
Sabemos que o amor recíproco entre fãs e ídolos pode acontecer, mas a possibilidade é remotíssima, justamente pelo fato de os ídolos serem quase inacessíveis para nós, os fãs. Entregar-se completamente e acreditar piamente em um sentimento como esse, é arriscar-se a ter grandes chances de se ferir. Amar a alguém que nem sabe da sua existência é um grande vazio.
Passando a histeria, Júlia começou a pensar nos próximos obstáculos que teria de transpor. Sentiu-se completamente insegura ao pensar que talvez seus pais não fossem deixá-la assistir ao show. Ela teria que pensar em um jeito de persuadí-los. E isso, não seria fácil.
Notas finais
Obrigada, até mesmo aos possíveis leitores fantasmas. Se vocês quisessem deixar review, eu agradeceria.
Quero dizer que estou muito apaixonada por esta fic. É um prazer escrevê-la.
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