O Meu Ídolo - Sem Cortes

21 Reencontrando o Ex-Ídolo.


Matthew

Acordei e vi Júlia em pé, ao lado da porta, me observando com uma expressão pensativa. Não pude deixar de tentar tirá-la um pouco do sério, como sempre.

– Hum... que cara de apaixonada é essa? Tudo bem, é difícil não se apaixonar por mim.

– Oh, hahaha! Convencido, não? — Ela falou forçando um tom de deboche. — Eu estava aqui pensando na melhor forma de matá-lo sem deixar rastros...

– Você realmente quer saber? Ok, primeiro, farei uma coisa, depois eu te mostro. Você espera?

– Com todo prazer... — Respondeu-me com voz lânguida e em seguida começou a gargalhar. — Vai logo, bunda branca. Você precisa pegar um solzinho, Matt. — Ela estava rindo das minhas nádegas que tinham ficado à mostra por causa do lençol que havia caído da minha cintura.

Segui ao banheiro e fiz minha higiene matinal com muita pressa, quase correndo. Queria voltar logo e ver o que Júlia tinha a me dizer, pois há muitos dias ela me cercava, e isso às vezes dá medo, porque, para as mulheres inventarem ideias e começarem um conflito, é daqui para ali.

– Voltei. — Ela estava esperando sentada na cama.

– Matt, vem cá. Vou participar a você sobre uma coisa.

– Depois... Agora quem vai te matar sou eu. — Aproximei-me dela, deitei-a sobre a cama e distribuí alguns beijinhos sobre seu pescoço, deixando-a arrepiada. — É a punição pra você aprender a nunca mais pensar em se livrar de mim.

– Ai, Meu Deus, vou morrer...

(...)


Confesso que fiquei aliviado quando ela me falou que queria entrar em um curso de maquiagem para preencher o tempo, pensei que fosse pior, pelo cuidado com que ela veio me falar.

Matthew


Matthew buscou Júlia em seu curso e os dois seguiram para um restaurante, e sentados à mesa, conversaram algumas banalidades.

– Júlia, quando começa o seu curso? — O sotaque de Matt ao pronunciar o nome dela, fazia-a sorrir.

– Daqui a duas semanas, Matt. O curso vai ser ministrado por uma alemã.

– Confesso que imaginei que você iria me contar algo difícil de aceitar.

– Não sabia que eu parecia assim tão dramática.

– Também pensei na possibilidade de você estar grávida. — Falou sorrindo, mas o semblante de Júlia automaticamente se fechou. — O que foi, Júlia?

– Ah... nada, pode ficar tranquilo. — Júlia tentou transparecer uma normalidade que não possuía naquele momento.


Júlia

Tomava água tranquilamente quando vi a silhueta de dois indivíduos altíssimos adentrando no restaurante. Comecei a me engasgar com o líquido e saí cuspindo tudo para o lado, pois estava me sentindo sufocada pelo resto de água ainda presente na minha garganta.

– O que foi, mulher? — Matt perguntou dando uns tapinhas nas minhas costas para ver se eu desengasgava.

– S-Só me engasguei, cof, cof. — Respondi em meio a soluços e risadas discretas ao reparar no chão completamente cuspido de água à minha volta. — Matt, espera um pouco, preciso ir ao toilette.

– Tudo bem, na volta eu peço a conta e vamos pra casa.

Segui caminhando sem nenhuma pressa, rumo ao banheiro. De certa forma, a presença de Bill e Tom ali havia me trazido muitas antigas lembranças que eu preferia nunca ter vivido. Para acabar de completar, eles se sentaram à uma mesa quase "em cima" de nós. Mas eu precisava pensar rápido, afinal, eu não tinha o dia todo. Abri a minha bolsa procurando alguma coisa que pudesse ao menos me ajudar a incomodar um pouco.

– Encontrei. — Coloquei o chicletinho na boca e saí mascando até que ficasse bem grudento. Refiz todo o caminho de volta e fiquei um pouco nervosa a hora de colocar em prática. Quando ia me aproximando da mesa deles, fingi um tropeção e esbarrei na cadeira de Bill por um tempo suficiente para colar o chicletinho naquele cabelão de maçaroca, de um modo que ele não percebesse, é claro. Segurei o cabelo dele fingindo que estava me apoiando.

– O que é isso, sua maluca? — Voltou- se para mim e pronunciou em um sotaque carregadíssimo.

– Perdão, mil perdões. Juro que foi sem querer. — Me fiz de coitadinha.

– Ah, saia daqui. — Seu olhar estava cheio de ira.

– Nem precisa mandar eu ir, detesto ficar perto de pessoas mau educadas como você.

– Não vou te responder à altura porque você é mulher. — Falou provocativo.

– Você não faria isso porque o meu marido está bem ali, e eu garanto que você perde feio para ele. — Respondi no mesmo tom.

Matthew se aproxima para saber o que está ocorrendo.

– Eu vi você quase caindo. Está acontecendo alguma coisa? — Matthew se dirige a mim.

– Nada, amor. Eu só me senti um pouco tonta, acho que quase passei mal, mas não se preocupe, já estou bem.

– Vamos?

– Sim, me leve embora daqui.

Matthew me apoiou e seguiu me segurando até o carro, onde ele comentou que eu estava esquisita, primeiro, por ter me engasgado e cuspido água por todos os lados, e depois, por ter tropeçado no rapaz.

Júlia


– Gostosa, hein, Bill? — Tom comentou.

– E doida de pedra, aff. — Completou o irmão espetando o alimento no garfo com toda a força.

– Eu pegava...

– Me poupe, seu nojento.

– Hum... boiola, hahaha.



Notas finais
Gente, me desculpa. Eu me esforcei muito para postar este capítulo e talvez vocês encontrem muitos erros, por causa falta de tempo de revisar. Peço perdão e prometo que depois farei uns reparos nos errinhos.
Mas, por favor, me contem o que acharam desse reencontro, se o capítulo tava legal ou se foi a mesma bosta de sempre, kkkk.
Se puderem, deem uma passadinha na one-shot que eu escrevi e confesso que amei.
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