O Meu Ídolo - Sem Cortes
17 Rapidinha, hein?
Notas iniciais
Júlia convida Mariana para passear em um parque e ficam por lá a tarde inteira.
- Júlia, como foi? — Mariana perguntou com extrema curiosidade.
- Bom. — Júlia respondeu com monossílabo.
- Ah, fala sério. Você tava mega ansiosa e se estivesse bom mesmo, você não falaria assim, nesse tédio. — Mariana encarava a amiga tentando desvendar seus pensamentos.
- Sério, foi bom.
- Olha só, não adianta mentir, eu te conheço, e se não quiser contar por bem, manola, eu vou encher sua paciência até você abrir o jogo.
- Vou te contar porque eu quero, tá? — Júlia acaba cedendo.
- Sim, por livre e espontânea pressão da minha parte. — Gargalhou de forma debochada, mas em tom de brincadeira.
- É que eu fiquei com depressão pós-show. — Júlia tentou dissimular.
- Não acredito nisso. Você viu alguma coisa que te decepcionou.
- Mary, o Bill é super arrogante.
- Eu sei. — Mary falou tranquilamente.
- Sabe como?
- Aquela cara dele não nega.
- Adoro a cara dele. Na hora do meet, quando eu vi eles entrando, fiquei pulando de alegria que nem uma pulga. Eu escolhi tirar foto entre o Bill e o Tom. Você acredita que eu virei pro Bill e perguntei: posso te dar um abraço? Ele simplesmente virou a cara pro lado, não respondeu nada e soltou uma risada, zombando de mim. Me ignorou por completo.
- Foi mesmo, amiga? Bem feito.
- Bem feito, mesmo. — Júlia concordou de pronto com a amiga.
- Espero que agora você tenha se arrependido por ter ficado mal comigo por causa deles.
- Tá bom, para, por favor. Você sabe que eu me arrependi daquilo no mesmo dia, a diferença é que agora me arrependo duas vezes mais. Me perdoe.
- Já tá perdoada faz tempo, besta. — Mariana aperta a amiga entre os braços até ela soltar um "ai" de leve.
- E mais: aquele Bill é desafinado ao vivo, a voz é completamente instável. Os outros meninos da banda tocam mal pra caramba, erram muito, principalmente o Tom. Aff, perdi meu tempo com aquela bosta.
- AEEEE, até que enfim, minha amiga voltou pra Terra.
- Eu já te contei que a Rebeca ficou dando em cima do cara que me "atropelou"?
- Não. Nossa, ela se prestou a um papel desses?
- Você ainda tem dúvidas? Não posso negar, o cara não era feio.
- Quando você fala que o " cara não era feio", é porque o cara era um gato.
- Hum... pode ser. — Júlia respondeu sem mostrar interesse. Tratou de mudar o rumo do assunto.
- Sei.
- Enfim, esses últimos dias foram só de vexame pra mim, da ida à volta. O pior é que, eu lá, toda machucada, não sabia onde enfiar a cara, enquanto minha irmã nem se tocava. O típico episódio de vergonha alheia. E o rapaz, com a maior cara de tacho. KKKKK.
- Imagino. Mudando totalmente de assunto, nós poderíamos marcar mais programas. Você tá sofrendo de tédio, então, eu acho que passear pode ser um remédio. Topa?
- Já tenho um programa pra amanhã, se você tiver afim de ir ao supermercado comigo, tá convocada. Minha mãe vai numa reunião na escola do Andrey e deixou uma listinha de coisas pra eu comprar. Ir ao supermercado não é um programão, mas se você for, eu agradeço, ainda mais porque preciso de alguém pra me ajudar a trazer, por causa da mão.
- Pela sua mão, eu vou, mas só pela sua mão, hein? — Brincou Mariana.
- Passo lá na tua casa, então.
Horas mais tarde...
- Alô, Matthew. Como vai?
- Mas o que é isso? A Rebeca ligando para o Matthew? — Júlia questiona em pensamento.
- Não foi nada com a Júlia, não. É que chamei uma amiga pra irmos a uma boate, aí, lembrei de você, e pensei: por que não chamar o Matt como forma de agradecimento, já que ele é novo na cidade? Decidi te chamar, e acho que você vai adorar.
- Ahn? Boate? Ela mal conheceu o "Matt" e já sai atacando? — Júlia continuou escutando a conversa ao telefone, silenciosamente.
- Amanhã, não? Ah, outro dia, tudo bem. Quando quiser, me avise.
- Isssssaaa!!! Se for o que eu tô pensando, bem feito pra ela, tomou um toco, na lata, oferecida. — Júlia cochicha baixnho consigo mesma, demonstrando satisfação pela recusa de Matthew.
A porta do quarto estava entreaberta, dando a possibilidade de quem está de fora escutar toda a conversa de Rebeca ao telefone. Ao perceber que Rebeca iria sair do quarto, Júlia disfarça e sai andando, fingindo que só estava passando em frente ao quarto da irmã, mas não consegue dissimular uma estranha satisfação interior que a domina naquele momento.
Notas finais
- Oh, quanta repetição! Será que ela quer fazer lavagem cerebral? *leitor pensando*. #Meignorem.
Espero que gostem.
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