Notas iniciais
Ooi, suas lindas! Só tenho agradecer pelo carinho e pelos comentários que tenho recebido. Ah, e um "MUITISSÍSSÍMO OBRIGADA" para Thay Alves, que recomendou a fanfic. Sério, sua linda, muito obrigada. Esse capítulo é dedicado à você! Enjoy!

Acordei cedo no domingo para correr. Fiz vários quarteirões até voltar para casa, duas horas depois. Tomei banho e me enrolei no roupão fofo, indo para a cozinha. Preparei uma xícara de café e depois torradas pra comer com manteiga. Me sentei na mesa, sozinha e comecei à comer, repassando as últimas duas semanas em minha cabeça e sorrindo sozinha.

Lavei tudo quando acabei e voltei para meu quarto, onde coloquei um conjunto de moletom quente, já que a temperatura estava baixa. Em meu escritório, trabalhei em casos particulares e em casos da empresa, até a hora do almoço, quando a fome bateu e eu liguei para pedir comida tailandesa.

Estava absorta comendo e vendo TV quando um comercial me chamou atenção. Larguei tudo e fui em busca de meu celular, onde entrei no site do lugar e comprei dois ingressos para aquela noite. Estava limpando tudo para ir à oficina quando meu telefone tocou.

–-Swan falando. — Atendi.

–-Poxa, querida, nem reconhece o número de sua mãe mais? — A voz de mamãe ecoou em meu ouvido.
Imediatamente uma onda de calor e de saudades passaram por meu corpo.

–-Oh, mamãe, me desculpe! — Pedi, me sentando no sofá e puxando o telefone comigo. Mamãe riu do outro lado.

–-Tudo bem. Como você está, meu amor? — Perguntou.

–-Bem. Muito bem, na verdade. — Sorri grande. — E a senhora? E papai?

–-Estamos bem, meu amor. Mas ao que se deve essa felicidade toda...?
Minha mãe não era burra.

–-Nada... — Menti. Ela bufou.

–-Isabella Marie Swan...

–-Mamãe, eu vou para a Ação de Graças, okay? — Desconversei. Mamãe suspirou indignada, mas respeitou que eu não queria falar.

–-Okay, querida. Devo por um prato à mais? — É claro que ela não deixaria tããão barato. Rolei os olhos.

–-Por favor. Papai não está ai?

–-Não. Foi com Harry pescar. Sue está me ajudando com o almoço.

–-Oh, mande um oi pra ela.

–-Pode deixar.

Conversamos por mais um tempo e encerramos quando Sue berrou por minha mãe pela terceira vez. Eu desliguei sorrindo, mas com o peito apertado de saudades. Olhei no calendário, vendo que faltava um mês e meio para o feriado e suspirei.

Em meu quarto, me vesti com jeans e um pulôver azul, calçando um all star que eu nem sabia que tinha. Me senti estranha com aquela roupa tão informal e fácil, mas parecia um estranho bom, por não estar 'uniformizada'.

Peguei minha bolsa que estava com meus aparelhos e carteira e fui para descer, estranhando os olhares que eu estava recebendo de todos que passavam por mim. Fechei o rosto e fiquei ereta, o que geralmente faziam as pessoas se afastarem. Deu certo.

Na rua peguei um táxi e indiquei o endereço da oficina. Enquanto estava ali, aproveitei pra ligar meu celular pessoal, de trabalho e o BlackBerry, que eu havia esquecido desligado havia dois dias. Uma parte de minha mente me repreendeu por tamanha irresponsabilidade.

Franzi o cenho para o número enorme de e-mails de revistas e jornais que tinham tanto na caixa de entrada quanto na de spam, o tanto de chamadas perdidas em ambos os celulares, muitas de Rosalie e algumas de Emmett e algumas da empresa, e pelas mensagens tratando assuntos urgentes.

Não queria me aborrecer e num surto de irresponsabilidade, desliguei todos os três de novo. Quando táxi parou, paguei-o e desci na calçada da oficina, indo para dentro e encontrando Edward debruçado sobre um carro que estava com o capô suspenso.

–-Oi. — Falei, parando atrás dele. Edward se virou para mim e sorriu.

–-Oi. — Sussurrou de volta.

Fiquei na ponta dos pés para beijar seus lábios e depois me afastei para olhar em seus olhos.

–-Como você está?
Ele suspirou.

–-Acho que nunca dormi tão bem. E você?

–-Muito bem. — Sorri. — Jacob tá aqui?

Ele indicou com a cabeça o escritório. Eu assenti.

–-Já venho. Tenho boas novas. — E pisquei, para em seguida dar-lhe as costas e ir para o escritório. Bati na porta e entrei, abrindo um grande sorriso ao ver Renesmee ali com sua barriga redonda e inchada. — Hey!

–-Bella! — Ela disse, se levantando do divã e vindo até mim. Nos abraçamos como deu e eu rapidamente pus a mão na barriga dela.

–-Falta quanto? — Perguntei.

–-Não muito. Duas ou três semanas. Eu não aguento mais, não vejo a hora desse pequeno chutador sair daí.

–-Ah, então resolveram saber o sexo?

Renesmee riu.

–-Não. É que é mais fácil se referir assim. — Ela deu de ombros. Olhei para a mesa, onde Jacob estava encarando a papelada à sua frente e nem olhou para mim. -- Nem liga, acordou de TPM a donzela hoje.

Eu ri, mas fui até ele, lhe chutando a cadeira

–-Fala comigo, idiota. Preciso de uma ajuda sua.

Jacob olhou para mim e suspirou, mas lentamente foi abrindo um sorriso zombador.

–-Bella... — Disse devagar, se levantando. — Está famosa, não?

–-Que? — Franzi o cenho.

Jacob riu, balançando a cabeça e pegando um papel na sua mesa, que vi ser um jornal. Eu era apaixonada por jornal, sempre lia as colunas de investimentos e imóveis, mas ultimamente a correria estava sendo tanta que a pilha só ia aumentando em meu correio.

Jacob abriu em uma página, a inicial pelo que vi e me estendeu para mim ver. Quando foquei os olhos e entendi, meus olhos se arregalaram e meu queixo caiu.

"Namorado novo?" era o título da matéria.

"Desde que entrou para a Royal Advocacy, sendo formada em Harvard com honras e um QI de 159, e depois com seu PhD na Suécia, Isabella Swan sempre foi vista apenas à trabalho, tendo garantido assim sua posição como segunda melhor advogada do estado de Nova York, perdendo apenas para seu sócio Billy Black, que está no ramo um pouco mais tempo que ela.

Nas poucas vezes que foi vista em festas e confraternizações, sempre fora neutra e à trabalho, mas no baile que aconteceu na última sexta-feira para dar as boas vindas ao sheik Abur-Dahbr, Dra.Swan posou para uma foto junto de um homem alto e de olhos claros, vestido aparentemente como um garçom. Mas antes disso foram flagrados num momento bem íntimos de risadas secretas. Algumas fontes dizem conhecer o rapaz, mas ninguém lembra de onde.

Vale lembrar que a última sexta-feira vazou a notícia de que Dra.Swan comprou a parte de Sam Ulley na Royal e com isso é a sócia majoritária de toda a empresa. Não somos um jornal de fofoca nem de entretenimento, mas queremos saber quem será o sortudo que está com Dra.Isabella Swan?"


Quando acabei de ler aquilo, senti minhas pernas fraquejarem e minha visão embaçar. Rapidamente, Jacob colocou a cadeira atrás de mim e eu me sentei, tentando me recuperar da bomba.

–-Porra, porra, porra! — Sussurrei freneticamente, pondo as mãos na cabeça e me curvando.

Minha cabeça estava fervendo com todas as possibilidades que estavam para acontecer. A mídia ia começar à me perseguir, como naquela vez em que houve a fraude na empresa e todos acharam que havia sido eu e eu pude provar que não. Haveria câmeras para todo lado e muita exposição ao público, à pessoas que nem me conhece e me julgariam. Edward ficaria vulnerável e desconfortável, e provavelmente não gostaria mais de ser visto comigo.

–-Bella? Bella? -- Uma voz ao fundo me chamou, me trazendo de volta à realidade. Olhei para cima e encarei os rostos ansiosos de Renesmee e Jacob.

Era ela falando comigo. — Querida, não fique assim, por favor. Você vai conseguir contornar a situação e em pouco tempo a poeira apaga.
Eu suspirei, assentindo e esfregando as pernas num gesto para me acalmar.

Um batida tímida soou na porta, fazendo nós três nos virarmos para olhar. Edward estava lá, mas com a atenção que recebeu, ficou sem graça e abaixou a cabeça.

–-Érh, hum... Jacob, tem... Algumas pessoas lá fora querendo falar com você. -- Disse baixinho. Jacob assentiu.

–-Imagino quem seja. — Disse, deu um beijo na testa de Renesmee e passou a mão em meus cabelos antes de sair. — Obrigada, cara.

Edward assentiu apenas e já ia saindo, quando me levantei.

–-Edward, espere! — Pedi, indo até ele. Ele olhou para mim e assentiu me oferecendo um sorriso hesitante, mas franziu o cenho ao olhar bem para meu rosto.

–-O que foi? — Indagou preocupado.

–-Eu... Hum... Precisamos conversar. -- Sussurrei. Edward assentiu.

–-Vou dar licença para vocês. — Nessie disse sorrindo pra nós e saiu. Edward entrou e eu fechei a porta.

Me sentei no divã e o puxei para fazer o mesmo. Respirei fundo e contei o que aconteceu e o que poderia estar por vir. Edward ficou calado por algum tempo depois que acabei, me deixando angustiada.

–-Por favor, me diga alguma coisa. Eu vou entender se você não for querer ficar exposto. Só... Fale, por favor.

Edward suspirou e encarou meus olhos.

–-Não vai ser fácil, e eu sei disso. Mas depois de tudo o que fez por mim e falou por mim, eu enfrentaria alguns idiotas com câmeras por você. — Disse por fim.

Meu peito suavizou e eu suspirei, sorrindo e me jogando nele para o abraçar.

–-Obrigada. E eu tenho uma coisa para nós. — Falei, abrindo minha bolsa.

Saquei os dois ingressos de lá que havia comprado mais cedo. Os olhos de Edward brilharam e seu queixo caiu.

–-Sério? — Indagou perplexo.

–-Sim. Dois ingressos da primeira fila para vermos hoje os Yankees. — Sorri grande. Edward riu e beijou minha testa.

–-Será incrível ir com você. — Disse. — Quando estava na rua, gostava de ficar em frente às lojas de eletrônicos nos dias de jogo para poder assistir. Mas nunca dava pra ver o final do jogo.

Meu coração se apertou e meus olhos marejaram. Eu sorri para Edward, estava mais do que feliz por poder proporcionar algo como aquilo para ele.

–-Semana que vem podemos ir no Lincoln Center, se você quiser. — Pisquei. Edward riu.

–-Você é incrível.

–-Passo te pegar as sete aqui, okay? — Falei, me levantando. Edward fez o mesmo e assentiu.

Sem me importar com o suor ou a graça, lacei seu pescoço e fiquei na ponta dos pés, beijando seus lábios.

–-Até mais tarde. — Sussurrei.

–-Até.

Saí da oficina depois de despedir de Jake e Nessie e peguei um táxi para casa. Para passar o tempo sem ter que ficar roendo as unhas e me descabelando, resolvi arrumar meu quarto e depois me arrumar com calma.

Deixei meu cabelo solto após fazer chapinha e enrolar as pontas, fiz uma maquiagem bacana com o que eu sabia e calcei saltos.

Enrolei mais um pouco tentando ler contratos, mas não consegui me concentrar por conta da ansiedade e quando deu quinze para as sete, eu saí de casa e fui em rumo de um táxi. Indiquei que iria ao estádio com uma parada antes e indiquei o endereço da oficina. Sete em ponto chegamos em frente à oficina, e ali na frente Edward já me esperava, vestindo jeans escuros e uma camisa de mangas compridas e gola alta, com tênis no pé.

Ele sorriu para mim quando me viu e veio em direção ao táxi, entrando do outro lado.

–-Hey. Você está muito bem. — Falei. Ele riu.

–-Você está linda. -- Disse. Me inclinei para roubar um selinho e depois deitei a cabeça em seu ombro.

–-Está cansado?

–-Pouco. E você?

–-Mentalmente exausta. Fisicamente ótima. — Dei de ombros.

Edward suspirou, passando o braço por meus ombros e enfiando a mão em meus cabelos, acariciando.

–-Isso é bom. — Sussurrei. Quando o táxi parou, lhe dei o preço que indicou com mais uma gorjeta.

Descemos de mãos dadas na calçada lotada por pessoas na fila para a compra. Eu sorri, puxando Edward para direto a fila de entrada, onde entreguei os dois tickets para o guarda.

Passamos para dentro, estava com a intenção de irmos para nossos lugares já quando vi a lojinha de presentes. Sorri travessa e arrastei Edward pra lá. Examinei bem Edward antes de virar para as araras e pegar uma camiseta NY Yankees G e uma P pra mim.

–-O que você está fazendo? — Edward indagou, encabulado e zombeteiro ao mesmo tempo.

–-Patriotismo. — E lhe dei a lingua. No caixa peguei duas mãos de espumas com o dedo indicador e passei tudo.

–-Nunca poderia imaginar que fosse fã de baseball. — Edward comentou enquanto eu pagava.

–-E não sou. Só adoro contrariar meu pai que é fanático pelos Seattle Mariners. — Confessei, fazendo Edward arquear as sobrancelhas e rir logo depois. --Quando vi hoje o anúncio que as playoffs iriam começar mais cedo, no caso agora final de setembro, catei a chance de te trazer e ao mesmo tempo irritar meu pai.

–-Você não existe. — Edward disse entre risadas.

Então saímos da loja, Edward insistiu para pegar as sacolas e as levou até nós estarmos sentados em nossos lugares na segunda fileira de assentos de baixo pra cima com vista para o telão.

Peguei a sacola de Edward e catei as camisetas, jogando a dele para ele e tirando a etiqueta da minha para vestir. Tirei o casaco e depois passei a camiseta por cima do cropped preto que eu estava, arrumando o colar em seguia. Edward fez o mesmo, colocando a camiseta por cima da blusa. O fiz colocar a luva de espuma e depois fiz o mesmo, então saquei o celular da bolsa e direcionei para uma selfie.

–-Vamos irritar papai. — Comentei, sorrindo para a câmera. Edward deu um sorriso tímido e eu bati a foto, salvando e enviando para mamãe com a instrução de mostrar para o papai. Em seguida desliguei o celular e o guardei na bolsa.

Quando o jogo começou, Edward parecia uma criança de tanta empolgação, o que inflava meu coração de felicidade. Eu só comemorava quando ele comemorava, mas na maior parte do tempo fiquei mais quieta vendo-o assistir.

Comi dois cachorro-quentes e Edward... Bom, perdi a conta no quinto. Bebemos Heineken e refrigerante, rindo do que mais tarde aquilo faria. E então chegou o ponto alto da noite, quando estávamos ambos um pouco alterados na hora do intervalo, no momento em que o ''Cam Kiss'' se direcionou para nós. Eu ri antes de segurar o rosto de Edward e beijar seus lábios com força. Houve gritos por todo o estádio enquanto ele e eu quase nos acabávamos de rir.

Quando o jogo acabou, Edward foi ao banheiro enquanto eu fui tentar me olhar no espelho do banheiro feminino. Nos encontramos na frente do estádio, ambos um pouco melhor do mini-porre. Notei que Edward tinha uma sacola nas mãos e quando eu perguntei o que era, ele ficou sem graça.

–-É pra você. Bom, um pra você e um pra mim. Eram o últimos. — Disse.
Sorri para ele, pegando a sacolinha e abrindo. Havia duas pulseiras largas de borracha ali dentro, uma preta e uma branca, ambas com notas musicais desenhada com a cor oposta da pulseira. Eu peguei a branca com notas musicais pretas na mão e sorri, a colocando.

–-É linda, Edward. — Sussurrei. — Muito obrigada.

Ele então pôs a preta em seu pulso e jogou a sacola no lixo. Quando voltou para perto de mim, lacei seu pescoço e o beijei.

–-Vamos pra minha casa? — Sussurrei quando notei que o beijo estava ficando mais quente.

Edward apenas assentiu, ofegante.

Pegamos um táxi e durante todo o caminho nossas mãos 'ficaram bobas' um no outro. Em meu prédio, fomos rápido para o elevador, que estava vazio.

Digitei meu andar e esperei a porta fechar. Era palpável nosso desejo no ar e quando olhei para os olhos de Edward, perdi todo meu controle, espalmando as mãos em seu peito e o empurrando para a parede do elevador. Ele se curvou para me beijar, uma de suas mãos em minha cintura e a outra em meus cabelos. Quando o elevador soou, Edward me pegou em seus braços e seguiu para meu apartamento, onde me atrapalhei para destrancar e depois trancar.

Joguei minha bolsa no chão no caminho enquanto voltava beijar Edward, que me tinha em seus braços como uma pena de leve. Ele me deitou no sofá e ficou por cima, beijando ferozmente minha boca, nossas línguas trabalhando duro uma na boca do outro.

Minhas mãos foram para a bainha da camiseta dele e a tirei, em seguida a camiseta, espalmando ao final minha mão em seu peito nu. Sua boca desceu para minha orelha, respirando pesado lá e me enviando correntes elétricas pelo corpo. Ele tirou meu casaco e depois a camiseta, jogando longe.

Joguei minhas pernas em vota de seus quadris e o puxei para mim, causando um atrito que nos fez gemer. Edward rosnou, tomando minha boca de volta na sua enquanto uma mão sua subia por dentro de meu cropped e tomava um seio, o acariciando por cima do sutiã.

–-Edward... --Suspirei ensandecida. Isso o estimulou e ele acabou por tirar o cropped, me deixando apenas de jeans e sutiã.

Eu desabotoei sua calça com agilidade, enfiando minha mão por dentro, mas por fora da cueca. Espalmei seu pau e o acariciei enquanto suas mãos trabalhavam para desabotoar o fecho de meu sutiã.

Edward não sabia se gemia ou rosnava enquanto eu continuava com a carícia. Quando ele enfim conseguiu desabotoar o sutiã, o tirou pelas alças e o jogou atrás de si, encarando meus seios com o olhar faminto que me fez gemer.

Com algum milagre, consegui tirar meu sapato e joga-lo longe, ficando de meia e jeans apenas. Minha mão então saiu de dentro da calça dele num movimento atrevido, entrou por dentro de sua cueca, espalmando seu pau realmente. Edward urrou, tirando a boca de meu seio.

E então o telefone tocou.

Como um banho de água fria, toda aquela atmosfera de desejo se foi e fomos puxados para a realidade. Edward se afastou e depois levantou, ficando muito vermelho. Eu fiquei paralisada por um segundo, mas depois respirei fundo e fechei os olhos, corando também.

–-Hmm... Não deveríamos... Fazer isso... Bêbados, Bella... — Edward disse.

–-Você tem razão.

–-Acho que eu já devo... Devo ir... — Disse, dando um passo para trás. Meu peito apertou.

–-Não! — Pedi, exclamando alto. — Fica... Por favor. Não precisamos fazer nada...

Edward me encarou pensativo, ao fundo o telefone tocando e eu ofegante sentada no sofá.

–-Por favor. — Reforcei.

Edward suspirou forte, mas assentiu, me dando um sorriso.

Acabei não atendendo a ligação, e tirei o telefone do gancho. Me aprontei para dormir, prendendo o cabelo e lavando o rosto. Coloquei meu pijama e dei a calça de moletom do outro dia para Edward, o puxando para minha cama ao final.

Dormi debruçada em seu peito naquela noite e nunca teve travesseiro melhor.


Bip! Bip! Bip!

Resmunguei, sentindo minha cabeça pesada e dolorida. Minha boca estava seca e com um gosto horrível e eu parecia ter sido atropelada por um trator, pois meu corpo estava pesado e estranho.

–-Bom dia, dorminhoca. -- Uma voz sussurrou ao pé de meu ouvido, me fazendo arrepiar.

Sorri, enfim me lembrando do que havia acontecido. Ou quase acontecido.

–-Que horas são? E quem ativou o alarme? — Murmurei.

–-Cinco da manhã. E você resmungou na madrugada pra mim fazer isso. -- Edward respondeu. Assenti devagar, abrindo os olhos. Eu estava deitada de costas para ele, com a cabeça em seu bíceps .

Forcei para virar, fazendo-o se virar também. Dei-lhe um beijo rápido nos lábios antes de ir para o banheiro, onde cacei uma aspirina e bebi com água da pia. Depois me despi e entrei na ducha para acordar direito e ajudar à combater a dor de cabeça.

Quando saí, enrolada numa toalha branca e com os cabelos molhados penteados, encontrei a cama feita e vazia. Franzi o cenho, mas fui me arrumar antes de qualquer coisa, fazendo meu cabelo e minha maquiagem e vestindo um terninho de calça, da cor azul-marinho.

Por fim desci, onde encontrei Edward encarando a cafeteira com o rosto franzido. Sorri, passando meus braços por sua cintura nua e beijando suas costas. Notei que na lateral direita superior de sua costa havia uma marca de nascença marrom e no formato de uma meia lua. Depositei um beijo ali.

–-O que está havendo? — Indaguei.

–-Eu queria fazer café da manhã pra você, mas não sei como mexer nisso. — Confessou, com um suspiro no final.

Eu ri, subindo as mãos e acariciando seus ombros.

–-Fica tranquilo, eu tomo café na empresa. E logo mais Lígia chega e você pode pedir o que quiser pra ela de comer.

Edward se virou para mim e assentiu.

–-Okay. -- Pegou minha mão, acariciando com o polegar o bracelete que ele havia me dado. — Você não vai tirar?

–-Nunca. — Sussurrei.

–-Mas ele desbota.

–-Não faz mal. — E pisquei. Edward riu e se curvou para beijar meus lábios.

–-Tenha um bom dia. -- Desejou, encostando sua testa na minha.

–-Você também. — Lhe dei mais um selinho antes de me soltar e ir pegar minhas coisas.

Na rua peguei um táxi e indiquei o endereço da empresa para o motorista, que me olhou pelo retrovisor o caminho todo, o que me deixou desconfortável e ele sem gorjeta. Quando desci em frente à empresa, segui de cabeça baixa para o elevador, onde encontrei Jasper sorrindo para mim.

–-Bom dia, Bella. Teve um bom final de semana? — Me saudou. Eu sorri de volta, assentindo.

–-Ótimo. E você?

–-Muito bom, também.

Desci em meu andar e voei para meu escritório, sentindo todos os olhares em mim. Tranquei minha porta e pelo telefone, falei para Alice não deixar ninguém entrar naquele dia.

Mergulhei no trabalho à partir dali e só parei quando ouvi uma movimentação fora de minha sala. Ergui os olhos para a porta e franzi o cenho, querendo saber o que era que estava acontecendo. Ao olhar o relógio, constei que fiquei três horas totalmente imersa no trabalho, então suspirei e me levantei, indo até a porta, onde a abri e saí.

Olhei então Alice em pé, argumentando com duas pessoas, uma senhora e um senhor, e logo atrás Rosalie bufando e rolando os olhos. Franzi o cenho e me aproximei.

–-O que está havendo aqui? — Indaguei. Os quatros me olharam, cada um com sua expressão. Alice, assustada. O senhor, com o rosto franzido. A senhora, com curiosidade e um grande sorriso. E Rosalie, totalmente debochada.

–-Bella, esses senhores insistem em falar com você, mesmo sem horário marcado. — Alice disse.

–-E Rosalie...?

–-Está insistindo para que eu deixe.

Franzi ainda mais o rosto, encarando aquilo tudo muito confusa.

–-Permita-me nos apresentar, Srta.Swan. Meu nome é Carlisle Cullen e essa é minha esposa, Esme Cullen. -- Disse o senhor, me estendendo a mão.

Apertei a dele e depois da senhora, Esme.

–-É um prazer. Mas do que se trata...? — Indaguei.

–-Gostaria que fosse em particular, se a senhorita não se importa. — Senhor Cullen pediu.

Ponderei por um segundo, e no final assenti.

–-Alice, tenho alguma coisa para a próxima hora?

–-Não, senhorita.

–-Muito bem. Venham por aqui, por favor. — Falei, indicando minha sala. Ambos passaram por mim, mas Rosalie parou à minha frente. -- O que você tem a ver com isso?

–-Você verá. — E piscou, indo para minha sala.

–-Alice, me lembre de baixar Rosalie para faxineira. — Pisquei, fazendo-a rir.

Entrei em minha sala, fechando a porta e vendo ambos Cullen sentados à frente de minha mesa e Rosalie no divã. Caminhei para minha cadeira e me sentei, cruzando as pernas.

–-Pois não? — Indaguei.

A mulher suspirou e olhou para o homem, que me encarou e colocou uma papelada em cima de minha mesa.

–-Viemos falar sobre isso. — Ele disse.

Peguei a papelada, constatando ser um jornal, e o jornal de domingo ainda por cima, com minha cara e a de Edward na primeira página.

–-Vocês são da mídia? — Indaguei, ficando totalmente ereta. A mulher negou com a cabeça. -- Então o que diz à respeito de vocês isso?

–-Esse homem da foto. É alguma coisa seu? — Indagou ela. Estreitei os olhos.

–-E isso diz respeito à vocês?

–-Por favor. — Os olhos grandes e de cor mel dela brilhavam demais e eram muito sinceros.

Eu suspirei.

–-É meu namorado.

–-Ele se chama... Edward? — Ela indagou, engolindo. Franzi o cenho.

–-Sim.

–-Do que?

Me levantei da cadeira e joguei o jornal na mesa, cruzando os braços.

–-Por quê? — Rebati.

O homem suspirou, esfregando o rosto.

–-Esme, por favor.

A mulher estão também se levantou e parou à minha frente. Ela batia no meu queixo.

–-Querida, não queremos assustar você nem nada, por favor. Só me responda mais uma pergunta. Ele tem algo como isso? — E então abaixou a gola de sua blusa, do lado direito de seu pescoço, revelando uma marca em formato de meia-lua.

Meu coração pulou uma batida.

–-Sim... -- Balbuciei.

–-Na lateral superior da costa. — Falamos juntas, me fazendo arregalar os olhos e a mulher sorrir.

–-Mas o que...? Como...? Eu...

Voltei à me sentar na cadeira, com a cabeça e o coração à mil.

–-Esse, minha querida, se trata de Edward Cullen. Nosso filho. — Esme concluiu, indicando o jornal.

Meus olhos ficaram frenéticos, olhando para todos os lados até parar em Rosalie. Ela sorria.

–-Se você enfartar, eu fico com seu carro. — Disse. Eu não ri.

–-O que você tem a ver com isso?

Ela suspirou se levantando e vindo até minha mesa.

–-Se lembra de que Emmett estudou na Rússia por um tempo? -- Começou. Eu assenti. — Ele conheceu um cara lá e se tornaram grandes amigos. Esse cara estava tocando junto da orquestra filarmonica de lá como estágio, enquanto estavam na Universidade juntos. Isso já se faz 15 anos. Depois que Emm veio para cá, eles continuaram com contato até esse amigo se formar e finalmente fazer parte da orquestra, como pianista.

–-Ele então conheceu uma moça. — Assumiu o discurso, Esme. — Seu nome era Maggie. Ela era natural na Rússia e ficou louca por ele. Edward tinha 27 e ela 23. Namoraram por quatro anos, até que ela ficou grávida e ele a pediu em noivado. Ela então se passou à morar em nossa cidade, Rye e Edward saiu da orquestra pra poder se casar. Segundo o que ela nos contou, um dia eles brigaram e Edward saiu para beber... E então sumiu.

–-Procuramos por toda parte, todo o estado de NY e até estados vizinhos. Falamos com contatos dele da Rússia e ninguém sabia de nada.

Eu engoli a bile que subia pela minha garganta.

–-E... A moça? E a... Criança? — Indaguei num fio de voz.

–-Ela se casou com outro e a criança tem quatro anos. — Carlisle disse monótono.

Assenti, tentando assimilar tudo antes de falar.

–-Edward me contou... Que acordou num hospital, há quatro anos, com médicos o chamando de ''Homem do milagre'', pois foi encontrado numa estrada que ligava Nova York à Nova Jersey, num acidente de carro que o destruiu e lhe causou perda de memória. Segundo a polícia e os médicos, ele estava com álcool no sangue quando o socorreram e acham que foi por isso o acidente. Há quatro anos Edward vive na rua e eu o encontrei assim, sentando todo maltrapilho e um piano público e tocando.

Esme então ofegou, horrorizada e sua mão voou para a boca. Carlisle respirou fundo e enfiou a cabeça nas mãos. Rosalie veio para meu lado e abraçou meus ombros.

–-Ligue para Jacob. Mande-o trazer Edward aqui. — Ordenei numa voz monótona para ela.

Edward era pai?!

Notas finais
Gente do céu, apanhei pra escrever esse capítulo! Ele estava todinho em minha mente, todo pronto, mas não saia! No entanto, hoje faz um mês que comecei à postar e não poderia deixar isso passar em branco. Espero que tenham gostado. Beijão e até o próximo.