O Mendigo Pianista
10 Capítulo 10
Notas iniciais
*Alterando um fato do capítulo anterior, a criança tem três anos, okay? Ficou sem sentido aquele quatro :p Me desculpem.
Tirei o resto daquele dia de folga para poder resolver a situação toda. Acabei mudando de ideia e pedindo para que Edward fosse para minha casa e que nos encontraríamos lá. Acabei por ver que Carlisle e Esme eram pessoas de bem e muito amáveis, principalmente a senhora, que faltou dar piruetas ao saber que veria o filho.
Rosalie me ajudou quando notou o meu choque -ao constar que Edward era pai- e prometeu que iria para minha casa assim que o dia de serviço acabasse. Carlisle ofereceu seu carro para nos levar e eu assenti, sem querer pegar um taxi de qualquer forma.
–-Querida, eu sei que deve estar sendo difícil para você, e quero que saiba que sentimos muito. — Esme falou quando estávamos saindo do carro no estacionamento de meu prédio.
–-Está tudo bem. — Falei, sorrindo para ela. Esme mordeu o lábio e baixou a cabeça.
–-Será que eu posso... Abraçar você? Quero dizer, se não fosse por você, não estaríamos ir ver nosso filho novamente. — Disse tímida.
Eu não estava bem, eu ainda estava em choque e assustada, estava muito desconfortável, mas como a advogada que era não poderia me deixar abalar tanto na frente de qualquer um. Sem falar que aquele maldito olhar que Esme tinha era pior do que o olhar de um cachorro perdido num dia de chuva.
–-É claro.
Esme então me tomou em seus braços e me apertou. De alguma forma, aquele abraço me aqueceu e algumas incertezas se foram por alguns instantes. Parecia minha mãe me abraçando, de alguma forma. Antes que eu ficasse mais patética do que já estava, me desvencilhei dela e lhe dei um sorriso. Notei Carlisle, que estava atrás dela, se aproximar e passa o braço por seus ombros.
Os guiei para o elevador, onde fiquei ainda mais desconfrtável, embora tentasse não demonstrar. Quando a porta se abriu em meu andar, a primeira coisa que vi foram os olhos verdes tensos de Edward mirando-me, o que fez meus musculos relaxarem e me acalmou.
–-Hey. -- Sussurrei quando estava a sua frente. Edward me abraçou e beijou minha testa, mas sua tensão era palpável. Então continuei mais alto: -- Esses são Carlisle e Esme Cullen. Eles precisam falar com você.
Edward estendeu a mão para Carlisle, que franziu o cenho, mas suspirou e estendeu a sua e apertou a de Edward. Deu pra perceber que para Esme foi difícil apenas apertar a mão de Edward, mas ela engoliu e manteu a postura. Eu abri meu apartamento e dei passagem para entrarem, fechando a porta em seguida.
–-Hmm, vou deixa-los à sós em meu escritório, okay? — Falei, indicando o caminho. Edward franziu o cenho para mim.
–-Não querida, se você quiser... — Esme começou, mas a parei levantando a mão.
–-Por favor. Creio que vocês têm muito para falar e que deve ser particular. Fiquem à vontade, poderemos almoçar depois, pedirei para Lígia fazer algo. -- E coloquei como um ponto final. Notei Esme abaixar a cabeça, assentindo, Edward rolar os olhos e Carlisle me mandar um sorriso agradecido.
Eles estraram e eu fechei a porta, indo para a cozinha, onde encontrei Lígia fuçando no celular.
–-Que bonito, eim. — Brinquei. Lígia deu um pulo, assustada e me olhou.
–-Bella! Me perdoe, não vi que a senhorita havia chego! — Disse afobada. Eu sorri, rolando os olhos.
–-Se acalme, mulher. Estou brincando com você. Está tudo bem? — Indaguei, me sentando na banqueta ao lado da que ela estava.
–-Sim, e a senhorita?
Suspirei, lhe dando um olhar.
–-Na verdade... Não. -- Confessei, abaixando a cabeça.
Ela franziu o cenho e se aproximou.
–-O que há? Quer falar sobre isso?
Pensei por um tempo e no fim assenti.
–-Embora a empresa esteja indo muito bem, isso é graças ao trabalho duro que estamos fazendo, e agora sou maior responsável lá. Rosalie anda abatida por não conseguir um bebê. Meu pai teve um ameaço de enfarto há três meses. Meu carro anda mais quebrado do que inteiro. Então Edward apareceu e começou a virar minha cabeça, me fez ver tudo de outra forma e agir diferente. Ele me ajudou à rever o conceito de felicidade. Mas agora... Parece que alguém veio e puxou o meu tapete da forma mais maléfica que conseguiu.
–-Own, minha querida. — Ligia estalou a língua, e então me puxou para si, me abraçando em seu corpo farto.
De alguma forma, Lígia era minha mãe de NY, já que trabalha pra mim há dez anos, sendo vinte anos mais velha que eu, sempre dando conselhos e me ajudando quando podia. Como nunca notei isso?
Fiquei ali na cozinha quietinha enquanto ela preparava o almoço. Se passava das uma quando eles enfim saíram do escritório. Edward emanava a tensão de seu corpo e parecia muito frustrado, Esme estava com os olhos inchados e vermelhos, mas possuia um sorriso tímido em seus lábios e Carlisle estava nitidamente aliviado.
Respirei fundo e fechei os olhos, pondo uma mascara de que estava tudo bem e fui até eles, sorrindo.
–-Tudo bem por aqui? Querem almoçar? — Indaguei.
–-Seria um prazer, Dra.Swan, mas acho que já abusamos demais... — Carlisle disse. Eu quase berrei "SIM".
–-É claro que não. Por favor, se sintam à vontade para ir à mesa. Lígia irá servir vocês. — Assenti e indiquei a sala de jantar com a cabeça. Esme sorriu agradecida, assim como Carlisle, então seguiram para lá.
Edward não se moveu um centimetro.
–-Hey... — Sussurrei, indo até ele. Ele nem me olhava, continuava fitando seus pés concentrado, as mãos em punhos ao seus lados. Coloquei minhas mãos em seus antebraços retesados e desci suavemente até suas mãos, as segurando até ele abri-las e encaixar seus dedos nos meus. -- Olha pra mim, por favor.
Ele suspirou, fechando seus olhos e os apertando. Meu coração se angustiou.
–-Eu... Bella... Eu... -- Ele balbuciou.
Ele parecia fazer um esforço enorme para não chorar, e com o que eu o conhecia, imaginava que ele não chorara uma única vez lá dentro.
–-Está tudo bem, você pode falar comigo. — Sussurrei com a voz mais segura que poderia fazer.
–-Não, Bella! Não está tudo bem! Além de você se envolver com um mendigo, esse mendigo e todo fodido e tem um passado pertubador! Eu sou pai, Bella! Pai! E tinha uma noiva, que provavelmente abandonei! Que espécie de pessoa eu sou? -- Ele monologou, abrindo seus olhos e me olhando assustado. Parecia que uma faca estava sendo enfiada direto em meu coração quando ele largou minhas mãos e se afastou.
–-Edward, eu não me importo! Agora você sabe quem você é!
–-Preferia não saber!
–-Edward! Podemos passar por isso juntos! — Implorei, sentindo meus olhos pinicarem.
Ele bufou, olhando para o teto e se afastando mais ainda.
–-Edward, onde você vai? — Sussurrei em pânico. Ele balançou a cabeça, já na porta.
–-Preciso... Pensar. — Disse e então saiu, me deixando ali com lágrimas estupidas no rosto e um coração latejante.
E então, depois de muitos e muitos anos, eu estava chorando. Sem nem saber realmente o motivo, mas eu chorava de soluçar. Meus joelhos fraquejaram e eu caí com eles no chão da sala, enfiando meu rosto em minhas mãos.
Poderiam ter sido horas, ou mesmo segundos passados, mas então haviam mãos em mim, me levando para sentar no sofá, mão segurando um copo de água em minha frente, mãos me abanando...
–-Dra.Swan? Por favor, fale conosco! -- Alguma voz falava ao fundo.
–-Querida, por favor, olhe para mim!
–-Bella?!
–-Senhorita Isabella, por favor?
Após algum tempo eu respirei fundo e parei de fitar o nada, voltando meus olhos para cima e vendo quatro pessoas me encarando, aflitas. Abri os braços para uma delas, que suspirou e me abraçou com força.
–-O que há, querida? O que foi? Nunca vi você assim? O que está acontecendo?
–-Rose... — Engoli. Estava me sentindo patética. — Rose... Eu nunca... Nunca... Nunca me apaixonei, não se verdade. Edward tem sido a melhor coisa que me aconteceu... E agora ele acaba de me dar as costas com a cabeça cheia, como fez quando... Sei lá, brigou com a noiva dele. Vou perde-lo, Rose? Vou perder a chance que estava tendo de felicidade? O quão idiota estou sendo?
Rosalie suspirou, mas não disse nada, apenas me abraçou mais forte. Em algum momento eu dormi em seus braços, escutando ela dar ordens.
Quando acordei, minha cabeça estava pesada e eu parecia ter sonhado com quilometros de coisas. Respirei fundo, levando as mãos para o rosto e o esfregando. Meus olhos se abriram e eu fitei o teto branco de meu quarto, lembrando de tudo que havia acontecido, sentindo a vergonha me inundar.
–-Para uma advogada com PhD, você foi um fracasso, Isabella. — Resmunguei com desgosto. Devagar me sentei na cama, me situando. Encarei o chão até realmente estar desperta, então ergui os olhos, ficando estatilizada ao ver Edward sentado na poltrona que havia ao lado do closet, me encarando.
Não falei nada, estava embaraçada e machucada demais para falar com ele. Segui em silêncio para meu banheiro, onde me olhei no espelho e assustei. Eu estava com marcas negras de maquiagem por todo o rosto, o cabelo apontando para todos os lados, olhos vermelhos e inchados. Esvaziei a bexi primeiro e depois lavei o rosto, puxando todo o cabelo para prender com uma presilha grande. Saí do banheiro após o exercício de respiração, constando que Edward estava lá, os cotovelos apoiados nos joelhos e a cabeça apoiada em sua mãos.
–-O que voccê está fazendo aqui? — Indaguei, minha voz áspera e rouca. Edward ergueu a cabeça e me olhou.
–-Eu devo um pedido de desculpas para você... Quero dizer, não só um. — Disse baixinho. Eu dei de ombros.
–-Tanto faz. Se desculpar para fugir denovo? Não, obrigada. — Eu me surpreendi com o tom frio que eu estava usando quando estava tão sensível por dentro.
Edward suspirou, se levantando.
–-Eu sei que agi como um idiota... Várias vezes. Mas Bella, por favor... Tenta entender. Eu fui mal tratado na rua por quatro anos, eu aprendi à fugir de problemas e me enconder de coisas difíceis. Então apareceu você, me ajudando, virando tudo de pernas para cima, o que me trouxe felicidade e me ajudou à me situar... Mas agora.... Saber que sou pai e possivelmente abandonei minha noi-... Maggie, como eles a chamaram, grávida, me deixou mais do que assustado, querendo saber que tipo de pessoa eu era. — Ele disse fitando meus olhos e transmitindo toda emoção que podia.
Eu suspirei.
–-Eu entendo. Eu tento o máximo entender. Mas é difícil, Edward. Imaginar que, na primeira dificuldade que encontrarmos, você irá fugir. — Confessei, vencida.
–-Eu trabalharia isso por você. — Disse e em seus olhos verdes eu via toda sua sinceridade.
Contra minha vontade, abri um sorriso pequeno.
–-Eu faria qualquer coisa por você. -- Disse, baixinho.
–-Eu também. — Ele falou.
Fitei o chão e respirei fundo.
–-O que deu em mim?
–-Eu não vi, mas Carlisle disse que você teve uma crise... Por conta de toda a situação. Lígia disse o que você disse à ela e ele concluiu que todo o extresse que você estava acumulando se liberou ali.
Eu suspirei, assentindo.
–-Me sinto patética. — Confessei.
–-Mas não precisa. Você é humana, Bella. Você não tem que ser durona o tempo todo, você pode se mostrar um pouco quando vê que está no seu limite.
Bufei.
–-Aham.
Edward respirou fundo, então fechou o espaço entre nós, me envolvendo em seus braços.
–-Me perdoa? — Sussurrou ao meu ouvido.
–-Isso é covardia. — Zombei, me referindo ao arrepio que me causou. Ele riu em meu pescoço. --Eu perdoo. Mas não faça mais isso.
–-Prometo. — Disse.
Cacei seus lábios, laçando seu pescoço e afundando um beijo suave e cheio de emoções.
–-Agora... Me atualize, porque quero descer. — Falei após nos afastarmos.
–-Bom. Rosalie ordenou que Lígia mandasse alguém atrás de mim, então voltei quando soube que você passou mal. Ela também mandou Carlisle e Esme dormirem aqui, e eles devem estar na sala agora, conversando com Rosalie e possivelmente Emmett, que chegou há pouco.
–-Que horas são?
–-Sete da noite.
Arregalei os olhos.
–-Apaguei por sete horas? — Indaguei, chocada. Edward assentiu. Olhei para a cama e franzi o cenho. — E agora, Edward? O que irá acontecer?
Ele suspirou.
–-Vou recorrer com meus documentos e históricos. Fiquei sabendo que tenho uma conta no banco grande, e vou usar para pagar o hospital que fiquei devendo. E também...
–-Também...? — Incitei.
–-Vou para Nova Jersey sexta-feira... Para ver... Maggie e conhecer a criança. -- Disse baixinho. Eu suspirei, mas assenti.
–-Eu posso ir junto? — Pedi.
–-Você quer?
Assenti, fitando seus olhos. Ele sorriu.
–-Será bom ter você comigo. -- Disse. Eu sorri.
–-Podemos descer? — Falei, um tempo depois. -- Acho que estou com fome.
Ele riu e assentiu, pegando minha mão. Descemo juntos para a sala, onde cinco cabeças se viraram para me olhar. Eu dei um sorriso tímido para elas.
–-Ah, qual é, gente. Já estou me sentindo patética o suficiente, não preciso de vocês me olhando como se eu fosse um E.T.
Rosalie rolou os olhos enquanto se levantava e vinha até mim, olhando firme em meus olhos.
–-Como está se sentindo?
–-Bem, de verdade. Com fome. -- Dei de ombros. -- Me desculpe, por mais cedo. Arruinei o dia de vocês, não?
–-Ah, cala a boca. — Ela disse, mas sorriu e me abraçou, sussurrando em meu ouvido: --Você me assustou.
–-Desculpe. — Sussurrei de volta.
–-Hey, Bellinha! — Emmett disse, vindo até mim e me abraçando com força, quando Rosalie me soltou. Eu não senti o chão por alguns segundos. -- Como esse mundo pode ser pequeno, às vezes, não?
Ele sorriu, dando um tapa no ombro de Edward. Edward se moveu, parecendo desconfortável, mas visivelmente feliz por estar sendo aceito.
–-Cara, fica sussegado. Você não se lembra, mas eu sim. Contarei tudo que passamos juntos para você. — Emmett disse para Edward, que arregalou os olhos, espantando. Emmett riu. -- Relaxa, você nunca foi de dar problema. Você é que me tirava deles!
–-Okay, Emm, já chega por enquanto. — Rosalie disse, puxando Emmett pelo braço. Ele só se moveu porque ela usou as unhas.
Notei Carlisle e Esme sorrindo grande e vindo até Edward e a mim.
–-Ah, querida, se soubesse o quanto sinto muito... — Ela disse, me abraçando. Retribui o abraço um pouco sem graça.
–-Está tudo bem. — Dei de ombros. Carlisle me segurou pelos ombros e fitou meu olhos.
–-Você não está comendo direito, pelo que fiquei sabendo. Teremos de cuidar disso. — Disse, mas o sorriso amigavel ainda estava em seu rosto. Sério, um médico como sogro?
Enfim Lígia chegou até mim, seu rosto moreno e rechonchudo estava angustiado, mas ela sorria confiante para mim. Abri os braços para ela e ri quando ela me apertou em si.
–-Mãe de NY! — Exclamei, fazendo todos rirem. — Estou com fome. O que fez de bom?
–-O seu preferido! — Ela disse entusiasmada.
–-O que estamos esperando então? Vamos comer!
Os dias então se passaram. Na quinta-feira, Edward já tinha todos os documentos em mãos e suas contas pagas. Até mídia havia se envolvido, fazendo tudo virar um bolo de neve maior do que já estava, mas passamos por tudo.
Na empresa tivemos nossa festa para comemorar meu novo status. No entanto, embora tenha sido tudo lindo e pomposo, como eu imaginara quando criança, eu não me sentia mais parte daquela correria louca e massiva, e isso me preocupava.
Então sexta-feira chegou e com ela, a super tensão que emanava de Esme, Carlisle, Edward e de mim. Na quarta-feira eu consegui vender, com muita dor no coração, meu carro e naquele mesmo dia aluguei um Porsche, e foi nele que fomos para Nova Jersey.
POV Edward
Bella estava tensa enquanto dirigia rumo Nova Jersey, mas vez ou outra ela me olhava e me dava um sorriso de segurança, o que me fazia sorrir de volta só pelo fato de ver ela se esforçando para me ajudar quando ela mesma estava mal. Aquela mulher era siplesmente incrível.
No banco de trás estavam Carlisle e Esme, meus... Pais. Na quarta que Bella teve o dia todo ocupado, Esme me arrastou para um dia com ela, onde me fez a levar por quase todos pontos turísticos de NY enquanto me contava coisas que eu não me lembrava.
Carlisle também teve sua chance, na parte da noite. Ele me ajudou com muitas coisas, me deu suporte e conversou de homem pra homem comigo.
Mas o que ambos mais fizeram foi se desculparem comigo, pois para eles, ambos haviam sido péssimos pais, embora eu não me lembrasse de nada. E segundo eles, eu tinha 35 anos, embora Bella teimasse em dizer que eu não tinha mais que 32. Nós três ficamos na casa de Bella a semana toda, o que de certa forma, foi algo bom, pois nos permitiu de nos conhecer e nos aproximar melhor.
Enfim Bella estacionou em frente à uma casa de vila residencial em Nova Jersey, desligando o carro e saindo. Notei ela observar minuciosamente o loval todo e respirar fundo, seu lado advogada/empresária à flor da pele. Esme e Carlisle deceram e então foi minha vez, onde respirei fundo e me levantei, encarando a casa grande e exuberante.
Bella veio para meu lado e pegou minha mão, o que e ajudou um pouco. Esme e Carlisle foram na frente, ambos decididos à ver o... Neto, pela primeira vez, já que Maggie nunca deixou eles se aproximarem depois de eu sumir.
Esme tocou a campainha e esperou. Em alguns segundos ela foi aberta por uma empregada negra vestindo um uniforme azul e branco, que nos encarou receosa.
–-Pois não?
–-Gostaríamos de falar com a senhora Maggie. — Carlisle disse autoritario.
–-Quem são?
–-Cullen.
Ela assentiu e voltou a fechar a porta, indo para dentro. Esperamos por mais alguns segundos, então a porta foi aberta por uma mulher alta de olhos azuis e cachos vermelhos. Ela não sorria, muito pelo ao contrário, nos deu uma careta de desgosto.
–-O que estão fazendo aqui? — Indagou ríspida. Então seus olhos saíram de meus pais e pousaram nos meus, se arregalando. Ela então tomou impulso e se apressou em fechar a porta, no entanto eu agi mais rápido do que podia imaginar, me soltando de Bella e segurando a porta aberta.
–-Nem sonhe com isso. Temos muito o que conversar. -- Rosnei, furioso.
–-Não temos, não! — Ela forçou a porta, mas eu não me movi.
O que eles não sabiam ali era que, assim que os olhos azuis gelados dela fitaram os meus, tudo voltou como uma cachoeira e eu me lembrei.
Aquela mulher na minha frente não era qualque mulher. Era um monstro. E eu tinha muito a resolver com esse monstro.
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