Notas iniciais
Olá, gatas! Como estão? Como foi de fim de ano? Me contem! Eu tava com tanta saudades, mas morrendo de medo das sapatadas que levaria por esse hiato. Mas aqui estou eu! E acho que estão curiosas ao que se deve meu surto de inspiração, certo? Bom... Eu me apaixonei por esse... Ham, cara... Ele partiu meu coração e eu fui num casamento. Tcharã! KKKKKK Trágico? Acho que está mais pra cômico. Agora, curtam esse capítulo que no falamos lá embaixo.

O tempo se passou depressa, então. Mais duas audiências foram feitas até o julgamento, onde finalmente Maggie e Liam foram para detrás das grades. Rosalie se adaptou muito bem com o bebê, assim como Emmett, que havia ficado mais besta ainda. Edward e eu nos dávamos muito bem, tanto de dia, quando de noite... Se é que me entendem. Ele havia conseguido empregos esporádicos para dar aulas particulares à crianças e eu tentava me dobrar para conseguir manter a empresa, já que enfim era a sócia majoritária.

E então havia chegado a semana do feriado de Ação de Graças, que iriamos para a casa de meus pais, ou seja, pouco mais de um mês dos últimos eventos atribulosos. Edward estava agitado e isso era nítido. Embora tenhamos falado com meus pais, ele mesmo ter falado com meu pai sozinha pla webcam, nada o acalmava. Nem sexo e isso me preocupava.

Eu estava com Brian no colo, enquanto Rosalie usava o banheiro e os meninos esperavam sentados na sala de embarque. O bebê era calmo e a única coisa que fazia era apertar meu dedão em uma pequena mãozinha rosada enquanto a outra, seu pequeno dedãozinho, se mantinha em sua boca.

Ouvi quando a descarga do privado que Rosalie usava soou e olhei para cima, rápido demais. Minha cabeça embaralhou e minha vista embaçou, no entanto, não durou mais que um segundo. Rolei os olhos para mim mesma e para meu senso de foco.

–-Ele realmente gosta de você. — Ela disse enquanto lavava as mãos. Eu sorri.

–-É recíproco. Olhe só pra esse narizinho! Eu quero morde-lo todo, Rose! — Exclamei. Rosalie rolou os olhos para mim.

–-Cada vez tenho mais medo de deixa-lo sozinho com você. — Ela resmungou. Foi minha vez de rolar os olhos. -- Vamos?

Assenti, seguindo atrás dela para nos juntar aos meninos. Procurei e encontrei os olhos de Edward, que já estavam em mim, me deixando corada. Aquele verde intenso sempre me fazia perder o controle de mim mesma.

–-Ele está bem ansioso, né? — Rose constou. Eu suspirei, quebrando nosso contato visual e olhando pra ela.

–-Sim. E tudo se deve ao fato de conhecer nossos pais. Palavras dele.

–-E há algum motivo pra desconfiar dele? — Ela arqueou uma sobrancelha.

Neguei com a cabeça, o que a fez dar de ombros. -- Logo passa. Emm também estava uma pilha quando conhecemos nossos pais.

–-Mesmo? Se você falasse, nunca ia saber. — Provoquei, mas ela riu. Me lembro como se fosse ontem, Emm falando com mamãe:"A senhora tem um útero, certeza? Não é um photoshop não?"

Eu nunca ri tanto quanto naquele dia.

Ao chegarmos perto dos dois, passei Brian pra Rosalie e me empolerei ao lado de Edward.

–-Hey belezura. Tudo bem? — Indaguei, mexendo no cabelo de sua nuca. Vi quando seus pelos do braço se arrepiaram.

–-Tudo sim, e você? — Respondeu, me dando um sorriso... Que não condizia com seus olhos. Eu suspirei e assenti, fitando aqueles olhos enquanto pude.

Nosso voô foi tranquilo e quando decolamos no Sea-Tac, eu estava meio grogue por ter cochilado uma parte da viagem, então Edward se encarregou das malas. Enquanto eles iam para a locadora de veículos, fui para uma lanchonete pegar um expresso. Fiz meu pedido e sentei na banqueta alta do balcão, esperando.

No fim das contas, pegaram dois carros. Emm e Rose precisavam de um equipado com cadeirinha para o bebê, e não caberia todos nós. Eles pegaram um Renault sedan, enquanto Edward pegou um Chevrolet Hach.

Emm dirigiu na frente, enquanto Edward seguia atrás. Minha mão estava em seus cabelos enquanto eu me encolhia no banco do passageiro.

–-Vocês chegaram! — Escutei a voz de mamãe ecoar.

–-Amor? — A voz de Edward estava mais perto. — Hey, acorde. Chegamos.

Abri os olhos, só então me dando conta que cochilei de novo, mesmo tendo tomado cafeína. Franzi o cenho, assentindo pra ele. Esfreguei o rosto e me endireitei, olhando pela janela e vendo minha mãe na porta da frente da minha antiga casa, recebendo Rosalie e Brian enquanto Emm cuidava das bagagens. Me virei para Edward e peguei sua mãos antes dele sair

–-Relaxa, por favor. Vai dar tudo certo. — E fitei seus olhos. Ele abriu um sorriso pequeno e assentiu.

–-Amo você.

–-Bom mesmo.

Rindo, ambos saímos do carro. Ele foi para o porta-malas pegar nossas bobagens, enquanto segui para encontrar minha mãe.

–-Veja como minha morena está linda! Oh, Bella, que saudades! — Ela choramingou, me espremendo em seus braços. Eu ri, a abraçando de volta.

–-Eu também, mamãe. Muitas.

Quando nos separamos, olhei papai chegar por trás dela com uma garrafa pequena na mão. Fingi uma cara de repreensão pra ele.

–-O senhor não aprende mesmo, não é, chefe Swan? — Indaguei, indo abraça-lo. Ele riu enquanto me apertava de volta.

–-Eu estou ótimo, menina! -- Brandou.

Notei que Edward já estava perto e oferecia sua mão para minha mãe. Inclinei a cabeça, observando.

–-É um prazer conhecê-la pessoalmente, Sra.Swan. -- Disse, todo cordial. Eu tive de rolar os olhos.

–-Mas que formalidade é essa, rapaz! Dá um abraço aqui! — Mamãe ralhou, puxando Edward e o apertando em seus braços. Uma bufada, disfarçando o riso, escapou por meus lábios. Acabou atraindo o olhar de Edward, que fechou a cara pra mim.

Rosalie cumprimentou papai e lhe apresentou Brian. Charlie ficou todo babão em cima do bebê, mas antes que eu não tivesse mais chances, introduzi-o à Edward.

–-Pai? Ham, esse é Edward. Edward, esse é Charlie. Pessoalmente. Bla bla bla. — Rolei os olhos. Então fiz meia volta e entrei, indo pra cozinha. Encontrei uma torta em cima da mesa, que descobri ser de frango. Foi achar os pratos, que já assaltei um pedaço.

Voltei para sala, onde me acomodei do lado ao lado de Edward, pegando sua mão na minha. Minha mãe estava com Brian no colo, enquanto falava com Rosalie e meu pai conversava com Emm e Edward.

Cruzei as pernas e encostei no sofá. Notei que minha cabeça começou a doer e com isso fechei os olhos com força, contrariada. Claro que podia ser do excesso de cansaço que eu estava tendo, até fadiga nos últimos dias eu vinha tendo, porém eu sabia que meu limite era quem estava falando. Em algum momento eu cochilei, pois abri os olhos num rompante rápido ao ouvir meu nome.

Só não contava que o que eu veria era um teto branco chapado, ao invés do com gesso da sala. Então me sentei, um pouco rápido demais, o que fez minha cabeça girar. Fechei os olhos e inspirei fundo, tentando voltar ao normal. Ao abrir os olhos, percebi que estava em meu antigo quarto, sozinha.

Ainda estava com as roupas da viagem, então constei que fora apenas um cochilo, mas que Edward devia ter me posto na cama. Suspirando, peguei uma toalha que estava em cima da cômoda envernizada e uma muda de roupa na mala que descobri no canto, e segui para o banheiro.

Depois de estar lavada e desperta, desci as escadas descalça, vestindo uma calça de moletom e uma blusa fina de mangas compridas. Encontrei minha mãe e Rosalie na cozinha, sentadas á mesa.

–-Hey, o que houve? — Indaguei, me sentando ao lado de mamãe e deitando a cabeça em seu ombro.

–-Você cochilou. — Disse, contendo um sorrido. — Aí falei para Edward de sua costumeira indisposição após horas no avião e ele insistiu em lhe por na cama. Ele é muito atencioso.

–-Até demais. — Rosalie resmungou, colocando um dedo na boca aberta, insinuando enjoo. Rolei os olhos pra ela.

–-Ele é incrível, mamãe. — Suspirei. -- E eu tenho 15 anos de novo.

A gente riu, mas minha mãe me segurou num braço e pegou a mão de Rosalie em cima da mesa.

–-Agora sim estou feliz em ver vocês. Tão diferente da última vez! — Ela choramingou. -- Estou orgulhosa de vocês.

–-Awn! — Rosalie e eu brincamos e nos apressamos em abraçar minha mãe. Quando nos separamos, perguntei onde estavam os rapazes e papai.

–-Seu pai teve que ir comprar algumas coisas, eles se ofereceram pra ir juntos. Okay, agora me deixe ver essa comida... — E se retirou da mesa. Escutei meu celular tocar no andar de cima, e comecei à me levantar.

–-Com licença.

Era trabalho. E o toque acabou acordando Brian, que já despertou berrando. Minha mãe deixou a carne queimar e o meu pai com os rapazes chegaram rindo alto de alguma coisa. Eu suspirei, vendo a bagunça de muitas pessoas juntas ia começar.

No dia seguinte, acordei primeiro que Edward. Dei um beijo em sua testa antes de ir escovar os dentes e puxar o cabelo num rabo. Encontrei meu pai na cozinha fazendo café, vestido em sua calça preta velha e o sobretudo xadrez.

–-Bom dia, pai. — Lhe cumprimentei, sentando a mesa. Roubei um pequeno pão do cesto e comecei à beliscar.

–-Oh, hey! Está de pé, querida. Como se sente? — Indagou, me olhando por cima do ombro. Sorri pra ele.

–-Muito bem, e o senhor?

–-Estou bem, Bells.

Mastiguei meu pão em silêncio, enquanto ele coava no café e colocava na jarra. Colocou um pouco na xícara e me entregou, depois serviu à si mesmo e se sentou na minha frente.

–-Quando vai ao médico, fazer chuck-up? — Perguntou.

–-Fui na semana passada, na verdade. Agora só daqui três meses. Mas estou muito bem. Limpo. — Disse, olhando em meus olhos.

Há cinco anos atrás foi um choque para todos quando meu pai foi diagnosticado com câncer no pâncreas. E então se espalhou por toda sua região abdominal. No entanto, após muitos procedimentos cirurgicos que providenciei com os melhores médicos que encontrei, aqui se encontrava ele, de pé e sorrindo.

–-Que bom.

–-E você, querida? Como está lidando com tudo... Isso? — Ele bufou resignado, como se não conseguisse se expressar. Eu ri, balançando a cabeça.

–-Estou me acertando. Edward e eu combinamos demais, pai. Olha, se há um Deus que olha por nós, sou imensamente grata por ter encontrado Edward. Ser tia? Aquele menininho é incrível! E a empresa? Bom... Não é fácil, mas o senhor sabe que sempre amei desafios.

Ele riu, arqueando as sobrancelhas.

–-Realmente.

Um silêncio confortável se apossou do cômodo, mas logo eu o rompi, quase estourando de curiosidade.

–-O que o senhor acha dele? — Mordi o lábio. Charlie me olhou e sorriu.

–-Ele é um ótimo rapaz, Bells. Seu passado é para alguém realmente forte, e vejo em cada gesto dele que Edward é um homem de honra. Sem falar que cada vez que ele te olha, eu tenho uma crise de diabetes.

Rolei os olhos, lhe dando a língua. Não demorou e mamãe apareceu, se sentando no colo de papai. Eu sorri para os dois, querendo que daqui 30 anos Edward e eu fossemos daquela forma.

O dia correu bem, até o momento que Emmett invocou de querer ir na quadra de basquete porque o tempo estava 'bom'. Papai foi o primeiro à concordar, e depois foi só coerção todos irmos, inclusive Rosalie, empurrando Brian num carrinho que mamãe lhe dera.

–-Você está tão sexy. — Sussurrei no ouvido de Edward. Ele riu, olhando para si mesmo.

–-Bermuda me deixa sexy? — Indagou. Rolei os olhos.

–-Me deixe reformular essa frase. Você é tão sexy! O que acha de no meio do jogo darmos um perdido neles e irmos para algum lugar mais tranquilo? -- Pisquei. Edward me encarou, suas esmeraldas espelhando o fogo que sentíamos.

–-À sua disposição, minha lady.

Fiz time com Rosalie contra Edward e Emm. Papai prefiriu ficar de juiz. Mamãe preferiu ficar cuidando de Brian enquanto suas 'crianças' se divertiam. Palavras dela.

Para quem via, era uma partida desonesta. Mas ninguém sabia que Rosalie e eu éramos capitã e beta, respectivamente, do time de basquete da escola. Ou sabiam, né. Crescemos ali.
Charles então assoprou o apito e Rosalie deu o primeiro passe. Corri para atrás dos meninos, mas Edward me deteu fácil, me segurando pela cintura.

–-Hey! Isso não vale! — Berrei para o juiz, vulgo meu pai traidor, que só riu e deu de ombros. Revoltada, me livrei dos braços de Edward com alguma ajuda de meu treino de luta e corri para perto da cesta. Rosalie lançou a bola e eu a peguei. Quiquei ela uma vez e então a enfiei na cesta. — Não é pra jogar limpo? Okay então!

E a próxima meia hora seguiu entre provocações entre Edward e eu, Rosalie e Emmett, enquanto nossos pais riam de nós. Até que Rosalie se rendeu e se jogou em Emm, que estava sentado, para descansar. Foi a hora que agarrei a mão de Edward e o arrastei para fora da quadra, indo pra mata fechada.

Edward me prensou contra uma árvore, ambos rindo de nossa atuação adolescente e de nossos corpos melados de suor. Mas não houve tempo pra nada, à não ser para nossas bocas se grudarem, nossas mãos se perderem um no outro e então nos tornarmos um.

Com certeza naquele feriado de Ação de Graças eu teria muito o que agradecer. Eu não poderia estar mais feliz.

Notas finais
E aee, gautas? O que acharam? Finalmente conheceram Mr. e Mrs. Swan! Eu amo de paixão os dois juntos, sempre é tão amorzinho! E esse final eim? Nosso casal incendiou a mata, se é que me entendem ;) Eu estou tão feliz em estar de volta! E gente, bom, finalmente criei vergonha na cara e vou 'trabalhar'. Digo assim porque é mais um curso remunerado, mas estou ansiosa. Mas então, se eu demorar de novo, agora vai ser por causa do tempo :/ Mas não se preocupem, vocês sabem que eu volto. E bom, não se acostumem com capítulos leves assim, eim? O próximo vai ser, hmmm... Bom... FIQUE COMIGO E SABERÁ! MUAHAHA! You know you love me, xoxo, Amesdlyn ;)