O Melhor Das Piores Intenções

2 Capítulo 2 - Irritante, porém conveniente


Notas iniciais
Olá queridos(as) leitores(as)!

Mudei a capa da fanfic. Espero que tenham gostado~ Talvez mude de novo algum dia então por favor não estranhem, hehe.

Aqui está o segundo capítulo de O Melhor Das Piores Intenções. Preparem-se para bastante lemon~

Boa leitura!

Diferentemente do dia anterior, esse dia de trabalho foi um pouco mais complicado para Shizuo. Nada com o que ele não estivesse acostumado, porém. Os devedores foram difíceis de se lidar com e deixaram-no extremamente irritado. Mas tudo bem, ele sabia que não era possível ter dois dias seguidos de pura sorte.

Para 'melhorar', ele não conseguia tirar da cabeça a ligação que Izaya tinha feito às três da manhã. "Eu preciso falar com você. É um assunto sério." as palavras se repetiam em sua mente. Depois de duas semanas sumido, de repente, a pulga resolvia ligar para ele no meio da madrugada dizendo que tinha um assunto sério para tratar? Eles nunca tinham sido íntimos nem nada do tipo então Shizuo não fazia ideia do que ele queria dizer com aquilo.

– Talvez não seja nada importante... Ele provavelmente só está tirando uma com a minha cara de novo, tche. — Shizuo murmurou para si mesmo, enquanto caminhava pela cidade com Tom.

– O que você disse, Shizuo-kun? — O homem de dreads perguntou, tirando os óculos escuros.

– Nada, Tom-san, eu não disse nada.

O celular de Tom começou a tocar e ele parou para atender. Enquanto ele estava ocupado falando ao telefone, Shizuo observou as pessoas que passavam perto deles.

Duas garotas que pareciam ser estudantes do colegial chamaram-lhe a atenção particularmente. Uma tinha cabelos longos e pretos e a outra tinha o cabelo curto e castanho claro, ambas estavam vestindo uniformes de um colégio próximo. O que chamou a atenção de Shizuo, porém, não foi a aparência das duas mas sim o assunto sobre o qual estavam conversando.

– Aa-chan, você ficou sabendo das cinco pessoas assassinadas ontem? — A garota de cabelo curto perguntou.

– Eu vi no jornal, Tomo-chan... Mas que perigo, não é? Aparentemente não é a primeira vez que isso acontece. Assassinatos com katana aconteceram em outras cidades japonesas algumas semanas atrás... As pessoas têm comentado sobre um tal de 'maníaco da katana'!

– 'Maníaco da katana'? I-Isso é só um rumor, não é? M-Meu Deus...

– Assustador, nee! — A garota de cabelo longo e preto exclamou, parecendo mais animada do que assustada com a situação.

– Tome cuidado se você for sair à noite, Aa-chan... Você é a minha melhor amiga, eu não sei o que eu faria sem você...

– Eu sou tão bonitinha, com certeza o 'maníaco da katana' viria atrás de mim!~

– Não brinque com isso, Aa-chan! — A outra garota parecia realmente assustada. — Vejo você amanhã. Se cuide!

– Poooode deixar.~ Vejo você amanhã!

As garotas então se despediram e cada uma tomou um rumo diferente em meio ao aglomerado de pessoas que passavam pela calçada. Tom já tinha terminado sua ligação e cutucou o ombro de Shizuo para que continuassem andando.

– Tom-san, você ficou sabendo sobre os assassinatos de ontem? De katana... — Perguntou Shizuo.

– Fiquei sim. Terrível, não? Cinco pessoas de uma vez... Eu me pergunto o que o assassino queria com isso... Talvez seja uma daquelas pessoas que matam por prazer, ou algo do tipo.

Shizuo assentiu e acendeu um cigarro. Havia algo estranho no ar.

* * *

Terminado seu horário de trabalho, Shizuo voltou a pé para o edifício onde morava, como sempre fazia. No caminho, passou em uma loja de conveniência para comprar cigarros e o seu jantar daquele noite, sushi.

Chegando ao seu apartamento, ele foi surpreendido ao tentar abrir a porta — ela já estava aberta, embora ele tivesse as únicas chaves que pudessem ser usadas ali.

Nisso, Shizuo já se preparou para o pior. Alguém devia ter invadido seu apartamento. O momento em que ele abrisse a porta completamente poderia ser o momento perfeito para dar uma surra em quem quer que tivesse entrado lá-

Abrindo a porta, porém, Shizuo foi surpreendido por uma visão, digamos... Muito interessante.

Era muito pior do que um ladrão no apartamento dele e ao mesmo tempo muito melhor. Era difícil decidir.

Izaya estava de costas para ele, no fogão, cantarolando e cozinhando alguma coisa, vestindo um avental cor-de-rosa.

E absolutamente nada por baixo.

– IZAYA-KUN! — Shizuo gritou, cerrando os dentes, quase derrubando a sacola da loja de conveniência, batendo a porta atrás de si.

Izaya se virou do fogão e sorriu maliciosamente para Shizuo.

– Ehh Shizu-chan... Você deveria dizer 'tadaima*' nee?

– Eu não vou dizer nada disso pulga maldita... — O loiro exclamou, coçando a cabeça e tentando disfarçar o rubor crecente em seu rosto. — Como você conseguiu entrar no meu apartamento?! E que diabos é... Isso?! — Ele apontou para o avental, tentando desviar o olhar das pernas pálidas do informante.

– Ah, a porta... Foi fácil de entrar, eu usei um grampo na fechadura. Você não tem nenhum sistema de segurança aqui, nee... Não que fosse precisar, afinal, Shizu-chan não possui nada que valesse a pena roubar — Izaya sorriu ironicamente. — E o avental? Achei que seria interessante preparar uma surpresa para quando Shizu-chan voltasse do trabalho~

– Eu não acredito nisso — Shizuo passou a mão no rosto e soltou um suspiro pesado.

– Shizu-chan, não faça essa cara. Puxa vida, eu até cozinhei pra você! — O informante praticamente nu apontou para uma panela de missô no fogão.

– Como eu vou saber se não está envenenado? — Shizuo rosnou, sentando se à mesa.

– Não teria graça nenhuma matar você por envenenamento — Izaya respondeu, servindo um prato de missô para o outro e em seguida sentando-se ao seu lado. — Quando eu matar você provavelmente será de uma maneira muito mais lenta e dolorosa.

– Você está me fazendo perder o apetite — murmurou Shizuo.

Shizuo começou a tomar a sopa enquanto Izaya o assistia em silêncio, um olhar provocante irradiando daqueles olhos cor-de-sangue. Por mais que não quisesse admitir, estava muito bom, com certeza cem vezes melhor do que o que ele tinha comprado pra comer da loja de conveniência.

– Isso aqui... Tá bom...

– Nee, Shizu-chan, seus pais nunca te ensinaram a não falar de boca cheia? — Izaya provocou, dando uma risada triunfante.

Quando viu que Shizuo tinha terminado de comer, ele levantou-se de sua cadeira e foi até a dele, sentando-se em seguida em seu colo.

– Eu vi que Shizu-chan arrumou um gatinho, hm? Não sabia que você gostava de animais domésticos...

– N-Não é da sua conta — o outro respondeu, virando o rosto e tentando disfarçar o leve rubor em suas bochechas.

Shizuo passou um braço por trás da cintura dele, puxando-o para mais perto, mas continuou em silêncio, em seguida levando a outra mão em direção ao rosto e ao cabelo escuro do informante, tocando-o superficialmente.

– Sentiu minha falta, Shizu-chan? — Izaya sussurrou em seu ouvido.

– Tive duas semanas muito tranquilas enquanto você estava longe — respondeu Shizuo.

– Tranquilas? Ou você quer dizer... Entediantes?

O loiro não respondeu dessa vez, não achou necessário e nem possível responder com meras palavras. Apenas levou seus lábios até os do moreno, inicialmente só acariciando-os devagar e em seguida pressionando sua língua contra eles para que se abrissem. Izaya não pareceu ter nenhuma objeção e permitiu que o beijo se tornasse mais intenso, levando as mãos ao cabelo de Shizuo e puxando-o ainda mais perto enquanto suas línguas massageavam uma a outra, molhadas e quentes. O informante mordeu de leve o lábio do ex-barman e este tomou isso como uma provocação para que fizesse o mesmo com ele.

Se afastaram somente quando o ar parecia quente demais e já não dava para respirar. Um traço de saliva ficou no canto dos lábios de Izaya e Shizuo o removeu com o seu polegar.

– Que tipo de ideia foi essa... Vestir um avental sem nada por baixo, tch... — Shizuo murmurou, em seguida beijando e mordendo o lóbulo da orelha de Izaya.

– Você diz isso — o moreno disse, levando a mão até a ereção do outro, coberta pelas calças — mas algo me diz que você gostou, Shizu-chan.

– Mmm... Talvez... Mas acho que no fim das contas eu prefiro sem o avental, também.

Nisso, Shizuo removeu o avental do outro rapidamente, sem nem desamarrar.

– Ei! Shizu-chan! Isso doeu!

– E por acaso eu tenho cara de que me importo?

Agora que estava completamente despido, o membro rigído e pulsante do informante tinha ficado completamente à mostra.

– Shizu-chan! Pare de olhar, nee...

– É impossível não olhar, pulga.

O loiro começou a manusear a ereção de Izaya enquanto beijava e mordia seu pescoço, deixando várias marcas de chupões, roubando-lhe vários gemidos indecentes.

– Shizu-chan... Eu não quero gozar ainda... Eu quero você dentro de mim primeiro — Izaya sussurrou, a voz fraca e afetada.

– Vamos para o quarto — disse Shizuo, por fim, levantando Izaya no colo, do jeito que estava.

Chegando no quarto, o ex-barman colocou o informante na cama e se abaixou para beijá-lo. Nisso, Izaya desabotoou e removeu a gravata borboleta, o colete e a camisa branca do loiro, deixando exposto seu tronco musculoso e atraente, salpicado por algumas gotas de suor.

Shizuo se esticou um pouco e abriu a gaveta do criado-mudo, tirando de lá uma embalagem de lubrificante. Abriu-a e aplicou uma quantidade do óleo na ponta dos dedos. Em seguida, afastou as pernas de Izaya e subiu o corpo dele um pouco, posicionando-as em seus ombros.

A posição era de certa forma embaraçosa mas Izaya já estava acostumado com ela. Já fazia muito tempo que eles... Praticavam aquela atividade. Shizuo, por outro lado, adorava ver o outro assim, tão aberto, tão exposto, só para ele...

Então, Shizuo inseriu dois de seus dedos na entrada de Izaya, de uma vez. O moreno levou um susto ao ser violado mas logo se acostumou com a sensação de preenchimento.

– Eu vou entrar... — O loiro murmurou, retirando seus dedos e posicionando seu pênis em frente ao orifício do outro, que assentiu, mordendo os lábios para tentar não gritar de dor.

Izaya gemeu alto ao ser penetrado, cravando as unhas nas costas nuas de Shizuo.

– Tão... Quente... Ah... Parece que eu vou derreter... — Gemeu, sentindo calafrios subirem-lhe a espinha conforme o membro grande do loiro chegava mais fundo dentro de si.

Shizuo não esperou muito tempo para começar a se mover dentro dele, inicialmente devagar e então mais rápido. Ia mudando a direção de suas estocadas aos poucos, procurando o lugar certo em Izaya, se esfregando em suas paredes apertadas e observando as reações dele, que gemia e suava, segurando-se aos lençóis como se sua vida dependesse disso.

– Shizu-chann... Nnnnn... Mais forte... Mais rápido... Ah!

Não levou muito tempo até que ele achasse o ponto perfeito de Izaya, e então se concentrou ali, enquanto beijava e lambia o queixo e o pescoço do informante que já estava transbordando de prazer.

– Shizu... Nnn... Shizu-chan... Shizu-o... Ahh...hh..hhh...

Logo Izaya ejaculou, molhando seu próprio abdômen e o de Shizuo, que continuou estocando até chegar ao seu limite também e molhar o interior do menor.

Quando conseguiu recuperar a respiração, Shizuo retirou-se de dentro dele e sentou-se na cama ao seu lado. Ficaram em silêncio por algum tempo.

– Você tinha me dito que tinha algo sério para tratar comigo. — Shizuo quebrou o silêncio, acendendo um cigarro. — Você não estava falando de sexo, estava?

– É claro que não. — Izaya riu, abraçando um travesseiro. — Digamos que eu achei que seria mais satifatório matar a vontade de fazer antes de falar sobre isso.

Shizuo suspirou pesadamente, em seguida liberando a fumaça do cigarro no ar.

– Se você fumar logo depois do sexo, Shizu-chan, não vai fazer sucesso com as garotas hein... É irritante. E nojento — o moreno resmungou.

– Sobre o que você queria falar comigo? — O loiro ignorou o protesto e continuou no tópico anterior.

– Ah sim. Eu tenho uma proposta pra você, Shizu-chan.

* Tadaima: maneira com que o homem de família cumprimenta a esposa e os filhos ao chegar em casa após um longo dia de trabalho.

Notas finais
Observação: lembrem-se que, apesar de eles parecerem próximos nesse capítulo, Shizuo e Izaya não são namorados ou amantes e continuam dizendo a si mesmos que seu relacionamento consiste apenas em sexo e algumas provocações. Mas a gente sabe que, no fundo, tem mais coisa aí né.

Para ser sincera, fiquei bem desapontada com o fato de o capítulo anterior receber apenas três reviews. Por ser o primeiro capítulo, sei lá, eu estava esperando mais... Isso me deixou meio desanimada.

Me pergunto se a maior parte das pessoas não reparou na história ou se tem gente lendo em 'silêncio'... Enfim, se este capítulo não receber mais comentários do que o anterior, há uma grande chance de que a história não seja continuada, por mais que eu tenha mais capítulos prontos.

Dêem a opinião de vocês, digam o que precisa ser melhorado, corrijam qualquer erro de ortografia que tiver aí ou simplesmente me deixem saber que vocês estão aqui, lendo, e que esperam uma continuação ;__; senão não vale a pena escrever mais...

Bem, é isso. Espero que tenham gostado do capítulo de hoje. Desculpa ter ficado tagarelando nas notas finais ah... Até a semana que vem (provavelmente)! Beijos da Rafsu.