O Mais Belo Espinho De Sangue
18 Capítulo 18- A Feira
Notas iniciais
Ah e se estiverem gostando não se sintam acanhados e recomendem prozamigos, não sejam mesquinhos,rs
Algumas pessoas não nascem para se dar bem, talvez seja algo psicológico, ambiental ou até mesmo genético, mas certas pessoas não estão destinadas a suportarem uma a convivência da outra, talvez a tolerância com o passar do tempo as tornem aptas a conviverem no mesmo espaço, mas às vezes isso não é possível. Isso teoricamente com seres-humanos, o que Pansy não imaginava era que um gato poderia infernizar a sua vida. Fazia oito meses que ela e Charlie estavam ‘’casados’’ e desde o primeiro dia em que ela colocou os pés dentro da casa dele, aquele animal parecia atormentá-la.
Na mesma noite em que eles voltaram de Las Vegas e ela foi estrear a cama de Charlie aquele animal com olhos perversos já a encarava de maneira estranha, ele parecia que podia ver sua alma, e sabia quem ela realmente era e isso a assustava. Eles estavam na cama, e Pansy não estava em uma posição muito vantajosa, se encontrava curvada com Charlie montado nela, a posição preferida dele, usando sua outra entrada, Pansy achava aquilo estranho, mas havia se acostumado e até podia ser prazeiroso. Quando a porta do quarto abriu, Charlie não pareceu se incomodar e continuou penetrando mais e mais profundamente dentro dela, até que um par de olhos cintilava no chão, aquilo estava cortando todo o clima.
—Charlie que porra é essa no chão? —Ela perguntara.
Charlie entre gemidos tentou responder.
—É só o Jeffi, deixa ele...
Pansy não gostava de ser observada durante o sexo, pegou uma almofada e jogou na direção do gato, que miou em desaprovação e deixou o quarto, finalmente deixando Pansy gozar de sua primeira noite de núpcias.
Mas isso foi apenas o inicio, algumas vezes quando ela estava deitada no sofá lendo ou descansando, o gato subia em cima dela e começava a fincar as unhas em sua barriga. Pansy o jogava no chão, fazendo o voar longe.
—Maldito gato idiota! — Ela dizia.
Uma vez ela foi tentar fazer um carinho nele, para selar a paz, e o bichano eriçou o rabo, fez um barulho estranho com a boca e a arranhou, deixando sua mão sangrando. Pansy contou á Charlie o que havia acontecido, mas ele parecia idolatrar a fera.
—Ele ainda não se acostumou com você Scarlett, leva um tempo, logo ele vai ficar mais manso. — Ele dizia afagando o gato branco e peludo, que tinha uma mancha amarela na cabeça, que ficava todo dengoso no colo de seu dono.
Pansy tentava evitar o gato o dia todo, mas ele realmente estava começando a dar nos seus nervos, o animal parecia gostar de provocá-la, sempre atiçando Pansy. Ele tinha uma linda pelagem era evidente que Joffi era extremamente bem cuidado, mas ele também era perverso, estava sempre mordendo e arranhando Pansy sem nenhum motivo aparente, ele se escondia atrás das cortinas e quando ela passava pulava e agarrava seu pé quase a matando de susto. Certo dia Pansy se enfezou e jogou um balde de água nele, enquanto ele cochilava no jardim. Charlie perguntou por que o gato estava ensopo quando voltou da floricultura e ela simplesmente disse que alguém deve ter jogado água nele.
O gato á parte a vida de casada era bem agradável, Pansy esperava por Charlie durante o dia, enquanto ele trabalhava, ela havia movido algumas de suas coisas para a casa dele, ela aproveitava enquanto ele não estava em casa e tentava procurar alguma coisa que o incriminasse, algum suvenir, mas suas buscas eram sempre em vão, ele tinha uma casa comum, dois quartos, uma cozinha, sala, três banheiros e um enorme jardim florido, com um poço, Charlie disse que aquela casa era de seus pais, então aquele deveria ser o poço que sua mãe morrera, mas ele vivia tampado, Pansy o abriu e só encontrou um monte de espinhos lá dentro, não havia nada na casa que gritasse SERIAL KILLER, e Pansy honestamente não sabia se estava a fim de ficar investigando e procurando provas, ela estava aproveitando a vida, finalmente na situação mais inusitada ela se sentia feliz e amada, não tinha mais certeza se ela realmente encontrar alguma coisa que estragasse tudo isso.
Uma coisa a intrigava, era que nesses oito meses de casados, misteriosamente as mortes haviam cessado, nenhum corpo mais fora encontrado, e o FBI não havia recebido mais nenhuma chamada de nenhuma vitima encontrada morta naquelas situação, isso só aumentava as suspeitas de Pansy, já que Charlie todos os dias vinha direto do trabalho para casa, se ele realmente fosse o assassino será que ele teria parado por ela? Ela sabia que isso não era possível, psicopatas nunca param, suas urgências e necessidades podem diminuir, mas é sabido que elas tendem a voltar mais e mais fortes.
Uma noite durante o jantar Charlie fez uma proposta inusitada.
—Eu estava pensando Scarlett, seria interessante se você me ajudasse na floricultura, eu e Alfredo mal damos conta de tudo, e já o caixa para ser cuidado, você gostaria de trabalhar lá, ao invés de ficar a tarde toda aqui vegetando.
Pansy achou aquilo inusitado, ele queria ter ela próxima dele o dia todo, vigiando-a?
—Ah sim por que não? Eu adoraria ajudá-lo. — Ela concordou.
E assim ela começou a trabalhar também na floricultura de Charlie, ela arrumava os arranjos de flores, atendia alguns fregueses, mas o que ela mais fazia era ficar no caixa cuidando das finanças, o que não era uma tarefa tão difícil.
Alfredo, apesar de desengonçado era um sujeito legal, ele sempre era cortes com ela, á ajudava em suas duvidas e sempre estava disposto a conversar com ela, por mais acanhado que fosse. Pansy achava que ele tinha uma queda por ela, apesar de ele ser casado. Pansy não o achava nem um pouco atraente.
Pansy estava cortando alguns espinhos de umas rosas, para que nenhum cliente se machucasse neles, e Alfredo estava ajudando-a como sempre. Ela notava que ele não tirava os olhos do decote dela, ele estava ficando até vesgo. Pansy estava achando a situação cômica, quando sem querer espetou o dedo em um espinho.
—Merda! Essa porcaria dói! —Ela disse pondo o dedo na boca, sentindo o gosto metálico do sangue se encontrando com sua língua.
—Senhora Bloson, eu posso fazer um curativo se você não se importa? — Alfredo disse acanhado.
Pansy concordou e eles foram até o balcão onde tinha uma caixinha de curativos, e Alfredo envolveu suas mãos na dele enquanto abria um curativo. Suas mãos eram delicadas ao contrario das de Charlie que eram ásperas e calejadas, eram delicadas como as mãos de uma moça.
—Interrompo alguma coisa? — Charlie disse surgindo de trás das cortinas de contas. Alfredo soltou ligeiramente as mãos de Pansy.
—Senhor... A senhora Scarlett havia machucado o dedo e eu estava fazendo um curativo. —Alfredo disse nervoso.
—Deixa que eu assumo, vá lá na estufa podar algumas mudas, Alfredo. — Charlie disse autoritário.
Pansy só conseguia rir da situação. Charlie se aproximou e tocou suas mãos.
—Vocês dois estão bem amiguinhos não acha? —Ele fazia mais uma afirmação do que uma pergunta.
—O Alfredo é um rapaz muito gentil Charlie, ele estava me ajudando com um curativo, foi só um furo no dedo nada demais, não vou trocar um homem forte como você por um franguinho como ele. —Pansy achava engraçado Charlie sentindo ciúmes.
—Não gosto dessa generosidade dele. Antes que eu me esqueça Scarlett, amanhã terá uma feira itinerante de flores que vai passar pela cidade e eu gostaria que você fosse comigo.
—Terá bebidas lá? — Ela brincou.
—Você não tem jeito sabia?— Ele disse aproximando os lábios do ouvido dela e mordiscando sua orelha, Pansy sentiu cada pelo de seu corpo se eriçar. Ela virou o rosto de Charlie e o beijou, ela sentia uma pressão na calça dele e colocou a mão.
—Não Scarlett, aqui não, algum cliente pode chegar... —Ele dizia arfando.
Pansy sorriu maliciosamente para Charlie e se abaixou no balcão.
—O que você está fazendo? —Ele perguntou confuso.
Ela delicadamente abriu o botão da calça dele e puxou vagarosamente o zíper, ele usava uma cueca Boxer preta. Charlie estava visivelmente excitado e Pansy sabia como aliviar a situação.
Ela abaixou a cueca dele, liberando o membro ereto para fora, Pansy delicadamente colocou a boca na cabeça do pênis, fazendo movimentos circulares com a língua, Charlie segurava no balcão. Ela envolveu o pênis com a mão, e começou a massageá-lo, enquanto colocava-o mais a fundo dentro de sua boca, com pequenas sugadas delicadas, ela massageava-o com mais e mais força, até tocar no saco escrotal, enquanto a glande tocava sua garganta. Charlie tentava segurar o gemido, mas ela sabia que ele estava gostando. O membro se enrijeceu mais e ela sabia que ele estava pronto para gozar, ela nem se importou de ser dentro da boca dela, apenas engoliu tudo, era salgado e Pansy não se sentia mal por isso. Ela se levantou e Charlie estava suado, ela lhe dirigiu um sorriso e voltou a cortar os espinhos.
No dia seguinte ela e Charlie foram até a feira de flores. Aparentemente era uma exposição dos mais variados tipos de flores e plantas de diversos lugares do país, e Charlie parecia uma criança em uma loja de doces. Mostrando para ela casa flor que aparecia, dizendo sua espécie e um monte de nomes estranhos que fazia Pansy rir, Charlie queria comprar tudo e levar para a estufa, e Pansy apenas dava risada. O lugar tinha um aroma surpreendente dos mais variados tipos de flores, e sol estava agradável naquela manhã.
Conforme eles iam andando pela feira Pansy tinha uma sensação estranha, como se tivesse sendo seguida ou observada por alguém, ela olhava para trás, mas não via nada, apenas sentia um desconforto, algo inexplicável.
Charlie não parecia notar nada, ele estava ocupado demais correndo atrás de flores, talvez fosse só uma impressão de Pansy, ela tentou afastar o pensamento de si, a feira estava repleta de pessoas, uma verdadeira multidão.
Em um determinado momento entre a maré de pessoas, Charlie soltou sua mão para ir ver alguma flor extraordinária em uma banca, e ela acabou se afastando dele, não conseguia mais localizar Charlie, dezenas de pessoas diferentes esbarravam entre ela e ela se sentia uma criança perdida no supermercado sem os pais. Ela tentava se mover, mas as pessoas continuavam a ignorando e passando por ela, Pansy tentava localizar Charlie, mas não havia nenhum sinal dele.
Pansy foi caminhando para trás, tentando ver se achava o marido, até que uma algo repentinamente encostou em seu antebraço, ela sentia uma mão puxando-a, Erzsébeth virou-se em espanto.
Notas finais
Comentem isso me faz mucho mucho feliz seus lindos :)
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